A turbulenta relação entre Emmanuel Macron e Donald Trump
Andreas Noll
22 de janeiro de 2026
Mais do que qualquer outro chefe de Estado, presidente francês parece estar em rota de colisão com seu colega americano. Crise da Groenlândia é teste decisivo para sua arriscada combinação de diplomacia e enfrentamento.
Devido a uma lesão ocular, o presidente Macron usou óculos escuros em DavosFoto: Markus Schreiber/AP Photo/dpa/picture alliance
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"Meu amigo, estamos totalmente alinhados em relação à Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia." Essa mensagem do presidente francês, Emmanuel Macron , ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , deveria permanecer confidencial, mas Trump a tornou pública em sua rede social na noite de terça-feira (20/01). "Ele logo deixará o cargo", brincou o americano sobre Macron diante de repórteres.
Na mesma toada de constrangimento, Trump costuma imitar o sotaque de Macron em aparições públicas.
A cisão entre os líderes parece ter se aprofundando após a TV pública francesa ter exibido, na noite de terça, um documentário que mostra uma ligação telefônica privada durante a visita de Macron a Kiev em 10 de maio de 2025, aparentemente sem que Trump soubesse que estava sendo filmado.
Macron respondeu aos ataques de Trump com ironia. "É um momento de paz, estabilidade e previsibilidade", disse o presidente francês no início do Fórum Econômico Mundial em Davos, provocando risos da plateia.
Mas o tom de seu discurso mudou rapidamente: o presidente pintou um quadro de um mundo sem regras e de uma Europa que precisa se reafirmar. Aceitar uma "nova abordagem colonial" não faz sentido, disse ele. Para o francês, a tentativa de Trump de se apropriar da Groenlândia é um excelente exemplo dessa política de poder emergente.
Groenlandeses protestaram em frente ao consulado dos EUA, na capital Nuuk, contra os planos de Trump de anexar a ilhaFoto: Evgeniy Maloletka/AP Photo/dpa/picture alliance
Sinais militares aos aliados
Apenas alguns dias antes, vários parceiros europeus da Otan – a França em especial – reagiram às declarações expansionistas de Trump sobre a Groenlândia . A convite da Dinamarca, Paris enviou cerca de 15 tropas de montanha para a capital do território ártico, Nuuk. Depois, conduziu uma manobra de reabastecimento aéreo sobre a ilha.
Ao mesmo tempo, Paris está levando adiante o plano, idealizado desde 2025, de abrir um consulado em Nuuk. A presença da França na região é uma resposta direta à retórica agressiva de Trump.
O tom da política externa francesa também está se tornando mais duro. Em seu discurso de Ano Novo às forças armadas na base aérea de Istres, no fim da semana passada, Macron falou sem rodeios: "Para permanecer livre, é preciso ser temido, e para ser temido, é preciso ser poderoso". O presidente anunciou o envio de forças terrestres, aéreas e navais adicionais para a Groenlândia, mas ainda não forneceu detalhes.
Não é apenas um aperto de mão
Quando Trump recebeu o recém-eleito Macron na Casa Branca pela primeira vez em maio de 2017, o francês fez uma demonstração simbólica de força. Macron, então um novato na política, resistiu e permaneceu no aperto de mão notoriamente dominante de Trump por quase um minuto, abrindo um histórico anedótico de cumprimentos longos e carregados de tensão entre os dois.
Líderes têm um histórico de apertos de mão longos e tensos, como na visita de Macron à Casa Branca em fevereiro de 2025Foto: Brian Snyder/REUTERS
A mensagem era clara: o líder da França não se deixaria intimidar por um presidente dos EUA que confunde respeito com domínio. Ele buscava igualdade, em vez de subordinação. Em Paris, as pessoas estavam convencidas de que Trump só responderia à "força".
Ao mesmo tempo, Macron contava com a vaidade e o gosto de Trump por bajulação. Ele o convidou com honras para seu primeiro feriado nacional em Paris, em 14 de julho, incluindo um jantar na Torre Eiffel. Apesar das diferenças, a França deixava clara sua intenção de manter laços estreitos com seu aliado. Macron confiou na hospitalidade como ferramenta diplomática para tentar persuadir Trump a cooperar internacionalmente — com a França como construtora de pontes.
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Palavras fortes contra nacionalismo
Macron, no entanto, não conseguiu garantir uma mudança duradoura de rumo em Washington. As relações entre os dois chefes de Estado se deterioraram. Em 11 de novembro de 2018, no centenário do fim da Primeira Guerra Mundial , Macron falou na presença de Trump sobre os perigos do nacionalismo. O presidente dos EUA interpretou isso como uma crítica velada à sua estratégia "America First" (EUA em primeiro lugar).
Macron causou um alvoroço internacional em 2019 com seu comentário de que a Otan estava "com morte cerebral". A declaração, feita durante uma entrevista, mirou mais na atitude antagônica de Trump em relação à organização do que na aliança em si. A França queria forçar um debate: por quanto tempo a Europa pode confiar em um parceiro que questiona abertamente suas obrigações? Uma questão pertinente hoje, mas fortemente criticada na época.
Hora decisiva para a Groenlândia?
Não houve lua de mel entre Macron e Trump após a reeleição deste último para a Casa Branca, há um ano. Na primavera de 2025, as relações transatlânticas já haviam azedado. A França se tornou alvo da política tarifária de Trump depois que Macron mais uma vez pressionou por um imposto digital europeu coordenado. Trump inicialmente ameaçou com tarifas punitivas sobre vinhos e artigos de luxo franceses e depois visou outros produtos europeus.
Garrafas de champanhe ficarão inacessíveis aos americanos em breve? Foto: ALLILI MOURAD/MAXPPP/picture alliance
A França e a UE responderam de forma contundente e prepararam contramedidas. Paris insistiu que a Europa não deveria depender apenas de apelos e negociações, mas também recorrer a instrumentos de política comercial rígidos em casos graves. Macron afirmou na época que a Europa não permitiria que lhe fossem ditadas regras sobre como exercer sua soberania tributária.
Em Davos, na terça-feira, o presidente referiu-se ao instrumento anticoerção da UE contra a chantagem econômica, que permite contramedidas como tarifas ou restrições de acesso ao mercado. No debate político, ele é conhecido como "bazuca" .
A fragilidade de Macron em casa
A demonstração de força de Macron na política externa contrasta fortemente com sua posição na França. Internamente, o presidente tem pouca margem de manobra . Seu governo ainda não conseguiu aprovar o orçamento de 2026 no parlamento. Na Europa, Macron também precisa garantir maiorias para sua linha de ação.
Mais fortes juntos? Líderes europeus se reúnem com Trump na Casa Branca em agosto de 2025Foto: Alexander Drago/REUTERS
Enquanto Macron quer carregar a "bazuca" europeia, Berlim está contida. O chanceler federal alemão Friedrich Merz, um defensor convicto das relações transatlânticas, está focado em reduzir a tensão na crise da Groenlândia. Macron fala em "chantagem econômica" e exige tarifas. Merz pede "prudência" e espera trazer Trump de volta da beira do precipício diplomático por meio de negociações. Mais uma vez, Berlim e Paris estão disputando a liderança na Europa.
Europa carece de força motriz
Ainda mais do que em seu primeiro mandato, as iniciativas de Macron têm sido cada vez mais rejeitadas em Washington. O equilíbrio entre diálogo e oposição dá mostras de estar chegando ao limite. Paira a dúvida se a Europa poderá voltar a definir a agenda.
Jacob Ross, especialista em França do Conselho Alemão de Relações Exteriores (DGAP), vê isso como um problema estrutural da estratégia europeia em relação a Trump: "Emmanuel Macron sempre reage a Trump". Nem ele nem outros chefes de Estado e de governo europeus conseguiram até agora definir sua própria agenda que mostre o caminho a seguir, disse ele. Em vez disso, eles estão ocupados reagindo às provocações de Washington.
O mês de janeiro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Adam Gray/REUTERS
Milhares protestam nos EUA contra ações do ICE
Mais de 300 atos tomaram as ruas dos EUA contra as operações anti-imigração do governo Trump que resultaram na morte de dois civis em Minnesota. Os atos aconteceram próximos a centros de detenção, escritórios federais, parlamentos locais e até aeroportos. Também há manifestações em Milão, onde ativistas criticam o envio de agentes do ICE para atuar na segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno.
Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images
África do Sul e Israel expulsam representantes diplomáticos
A África do Sul expulsou o encarregado de negócios de Israel, Ariel Seidman, do país por ações contra a soberania sul-africana. Israel também expulsou o representante sul-africano Shaun Byneveldt. As relações entre os dois países estão tensas desde 2023, quando Pretória acusou Israel de genocídio na Faixa de Gaza e apresentou uma ação no Tribunal de Haia. O Brasil também aderiu ao processo.(30/01)
Foto: Ihsaan Haffejee/Anadolu Agency/IMAGO
Trump reabre espaço aéreo venezuelano para aviões comerciais
Trump anunciou a reabertura do espaço aéreo da Venezuela para aeronaves comerciais americanas quase um mês após a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro. A medida revoga proibição imposta em 3 de janeiro, quando voos comerciais dos EUA e de várias companhias internacionais foram suspensos devido a bombardeios no país. (29/01)
Foto: Nicolas Economou/NurPhoto/picture alliance
Sobrevivente do Holocausto alerta contra antissemitismo na Alemanha
Em discurso no parlamento da Alemanha, a sobrevivente do Holocausto Tova Friedman, de 87 anos, apelou às autoridades do país para que mantenham a luta contra o antissemitismo. A cerimônia marcou o 81º aniversário de libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau. "Só posso fazer um apelo: não deixem o antissemitismo crescer novamente", disse Friedman. (28/01)
Foto: Tobias Schwarz/AFP
"O Agente Secreto" tem 2 indicações para o "Oscar" britânico
Filme recebeu duas indicações ao Bafta, o prêmio mais prestigioso do cinema britânico, nas categorias de melhor roteiro original e melhor filme em língua não inglesa, anunciou a Academia Britânica de Artes do Cinema e da Televisão. O longa já levou o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em filme de drama e foi indicado ao Oscar em quatro categorias. (27/01)
Foto: Divulgação
Pelo menos 28 mortos em megatempestade congelante dos EUA
Pelo menos 28 pessoas morreram em decorrência das temperaturas baixas provocadas pela megatempestade que varre os Estados Unidos. Autoridades de Nova York disseram que oito pessoas foram encontradas mortas ao ar livre durante o fim de semana. Em várias partes do país, estradas ficaram congeladas, escorregadias ou soterradas pela neve. (26/01)
Foto: Charly Triballeau/AFP
Megatempestade coloca Estados Unidos em estado de emergência
Os americanos esvaziaram supermercados ao se prepararem para uma megatempestade que varreria os Estados Unidos. Cerca de 1 milhão de casas ou estabelecimentos ficaram sem eletricidade, enquanto 213 milhões de pessoas estavam sob algum tipo de alerta, o equivalente a mais de 60% da população do país. No total, 20 estados e a capital Washington declararam estado de emergência. (25/01)
Foto: Gene J. Puskar/AP Photo/dpa/picture alliance
Agentes anti-imigração de Trump matam segundo civil em Minnesota
Sob protestos contra as operações anti-imigração do governo dos Estados Unidos, a cidade de Minneapolis registrou o segundo assassinato de um civil em três semanas por agentes federais. O alvo desta vez foi Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos e nacionalidade norte-americana. A notícia acirrou ainda mais a tensão nas ruas, com renovada opressão policial contra manifestantes. (24/01)
Foto: Abbie Parr/AP Photo/dpa/picture alliance
Separatistas de extrema direita vão a julgamento na Alemanha
Começa julgamento de oito homens suspeitos de integrar o grupo extremista "Separatistas Saxões". Preso em novembro de 2024 durante operações conjuntas na Alemanha, Áustria e Polônia, o grupo defendia ideias racistas, antissemitas e apocalípticas, e se inspirava diretamente na SS nazista. Segundo a Procuradoria Federal alemã, eles planejavam derrubar o sistema democrático. (23/01)
Foto: Rene Priebe/dpa/picture alliance
"O Agente Secreto" leva 4 indicações ao Oscar
Produção de Kleber Mendonça Filho concorrerá ao Oscar nas categorias de melhor filme, melhor filme internacional, melhor ator e direção de elenco. Anúncio ocorre dias após filme vencer dois Globos de Ouro. O longa já ganhou várias outras premiações, como no Festival de Cannes, onde faturou os prêmios de melhor direção e melhor ator, também com Wagner Moura. (22/01)
Foto: Laura Castor
Parlamento Europeu paralisa acordo UE-Mercosul
O Legislativo da UE acatou o pedido de um grupo de eurodeputados para que o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) avalie as bases jurídicas do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul. A determinação de uma revisão pelo tribunal superior europeu deve atrasar em meses a ratificação do tratado, firmado pelas duas partes após mais de duas décadas de negociações. (21/01)
Foto: Frederick Florin/AFP/Getty Images
Israel derruba agência da ONU de assistência a refugiados palestinos em Jerusalém Oriental
A polícia israelense iniciou a demolição das instalações da agência das Nações Unidas de assistência a refugiados palestinos, a UNRWA, em Jerusalém Oriental. Enquanto Israel acusa a UNRWA de abrigar membros do Hamas entre seus funcionários, autoridades palestinas denunciaram a "ruptura de todas as regras e normas do direito internacional." (20/01)
Foto: Magda Gibelli/Agencia EFE/IMAGO
Espanha de luto após colisão de trens
A Espanha anunciou luto nacional por causa de uma colisão entre dois trens de alta velocidade que entrou na lista dos maiores acidentes ferroviários registrados na Europa neste século. A tragédia deixou pelo menos 40 mortos e mais de 150 feridos depois de um trem sair dos trilhos. Uma investigação foi anunciada para esclarecer as causas do ocorrido. (19/01)
Foto: La Voz de Galicia/Monica Ferreiros/AP Photo/picture alliance
Esquerda e ultradireita disputarão 2º turno presidencial em Portugal
O socialista António José Seguro saiu na frente no primeiro turno da eleição em Portugal, seguido pelo ultradireitista André Ventura, do Chega. O próximo pleito está previso para 8 de fevereiro. Em Portugal, a presidência é um cargo cerimonial, mas exerce poderes importantes, incluindo a dissolução do parlamento, a convocação de eleições legislativas antecipadas e o veto a leis. (18/01)
Foto: Patricia De Melo Moreira/AFP
Acordo Mercosul-UE é assinado em cerimônia no Paraguai
Passados 26 anos, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi enfim assinado em Assunção, capital paraguaia. O tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e, no lado brasileiro, beneficia principalmente as exportações do agronegócio. Entrada em vigor, porém, ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu. (17/01)
Foto: Luis Robayo/AFP/Getty Images
Lula celebra acordo UE-Mercosul ao lado de Von der Leyen
Em coletiva de imprensa, Lula destacou longo processo de negociação do tratado e a importância do multilateralismo, enquanto Ursula Von Der Leyen elogiou papel do presidente brasileiro nas negociações. Texto será assinado em Assunção, Paraguai, no sábado. Apesar de seu papel central nas negociações, Lula será o único chefe de governo do Mercosul que não estará presente na cerimônia. (16/01)
Foto: Bruna Prado/AP Photo/picture alliance
STF determina transferência de Bolsonaro para a Papudinha
Ex-presidente ocupará sala de Estado-maior no 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, ao lado da Penitenciária da Papuda. A transferência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro deverá ser mantido em uma sala de Estado-maior no batalhão, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. (15/01)
Foto: Diego Herculano/REUTERS
Ministros da Dinamarca e da Groenlândia vão a reunião na Casa Branca
A ministra do Exterior da Groenlândia, Vivian Motzfeldt (esq.), e o seu análogo dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, estiveram em Washington para uma reunião com membros do governo Trump. O presidente americano vem reiterando ameaças de anexar a ilha no Ártico, que pertence à Dinamarca. Em reação, o país escandinavo anunciou exercícios militares com aliados da Otan na região. (14/01)
Foto: Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/IMAGO
França julga recurso que define futuro político de Le Pen
A líder da ultradireita francesa Marine Le Pen iniciou a apelação de uma sentença da Justiça que, em 2025, a considerou culpada em primeira instância por uso indevido de recursos do Parlamento Europeu enquanto eurodeputada. Caso a sentença seja mantida, a atual líder da bancada do Reunião Nacional (RN) na Assembleia Nacional será impedida de concorrer pela quarta vez à presidência em 2027. (13/01)
Foto: Thomas Samson/AFP/Getty Images
Chanceler alemão realiza primeira visita oficial à Índia
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, recebeu o chanceler alemão, Friedrich Merz, para uma visita oficial de dois dias. Merz viaja acompanhado de uma grande delegação empresarial, numa ocasião em que a Alemanha busca estreitar os laços econômicos e de segurança. (12/01)
Foto: Kay Nietfeld/dpa/picture alliance
Mortos em protesto já são mais de 500
A TV estatal mostrou familiares entre cadáveres do lado de fora do Instituto Médico Legal de Kahrizak, em Teerã. Ao menos 538 morreram em duas semanas de protestos no Irã, segundo ativistas. Número de prisões no país passa de 10,5 mil, incluindo menores. Autoridades americanas avaliam possibilidade de intervenção. Regime iraniano convocou manifestação pró-governo para o dia seguinte. (11/01)
Foto: Vahid online
Protestos no Irã somam mais de 50 mortos
Os protestos em massa no Irã também levaram manifestantes às ruas na Alemanha. Em Berlim (foto), cerca de 1.400 foram a uma passeata, enquanto outras 300 se reuniram em uma praça próxima. Em Frankfurt, cerca de 1.300 foram às ruas. Após quase 14 dias de protestos no Irã, o saldo de mortos no país ultrapassou 50. O filho do último xá, Reza Pahlavi, convocou os iranianos a uma greve geral. (10/01)
Foto: Ebrahim Noroozi/AP Photo/picture alliance
UE aprova acordo de livre comércio com Mercosul
Após mais de 25 anos de negociações, membros do bloco europeu aprovam pacto que cria a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores. Tratado não entrará em vigor imediatamente, pois também requer a aprovação do Parlamento Europeu. (09/01)
Foto: Santiago Mazzarovich/dpa/picture alliance
ONGs relatam dezenas de mortes em protestos no Irã
Manifestações contra os graves problemas econômicos se espalharam pelo país e se tornaram protestos em larga escala que questionam a legitimidade do governo islâmico do Irã. Entidades revelam dezenas de mortes em várias regiões do país em meio a um "apagão nacional" da internet, (08/01)
Foto: Kamran/Middle East Images/picture alliance
Neve e gelo paralisam aeroportos e provocam caos na Europa
A Europa enfrenta uma intensa onda de frio que tem provocado fortes nevascas, gelo e ventos, resultando no cancelamento de centenas de voos, suspensão de serviços de transporte e mortes relacionadas ao clima. Nos Balcãs, neve e chuva torrencial causaram inundações, queda de árvores e cortes de energia. Na França, cinco pessoas morrerm e, na Holanda, 700 voos foram cancelados. (07/01)
Foto: Kiran Ridley/AFP
Coalizão pró-Ucrânia estabelece garantias de segurança pós-trégua
Coalizão pró-Ucrânia concordou com um arcabouço de garantias de segurança destinado a dissuadir futura agressão russa a Kiev caso um acordo de paz seja aprovado. Ele inclui: monitorar o cessar-fogo; apoiar as forças armadas da Ucrânia; implantar uma força multinacional em terra, mar e ar; definir resposta em caso de novo ataque; e estabelecer cooperação de defesa de longo prazo com Kiev. (06/01)
Foto: Christinne Muschi/AP Photo/picture alliance
EUA vira alvo de críticas no Conselho de Segurança da ONU
Em reunião do Conselho de Segurança, Rússia, China e aliados tradicionais dos EUA criticam ações americanas na Venezuela. Embaixador dos EUA, Mike Waltz, repetiu acusações feitas por Trump de que o líder venezuelano capturado, Nicolás Maduro, seria chefe narcoterrorista fugitivo, responsável pela morte de milhares de americanos. "Fins não justificam os meios", disse embaixador do Brasil. (05/01)
Foto: Eduardo Munoz/REUTERS
Tensão e incerteza em Caracas após captura de Maduro
As forças militares da Venezuela reconheceram Delcy Rodríguez, a vice-presidente de Nicolás Maduro, como presidente interina, na esteira da captura do líder venezuelano pelos EUA. Mesmo assim, a população ainda não sabia quem de fato comandava o país, e o clima de tensão se fazia presente na capital, com policiamento reforçado nos arredores do Palácio de Miraflores. (04/01)
Foto: Leonardo Fernandez Viloria/REUTERS
EUA capturam presidente Nicolás Maduro na Venezuela
Os EUA lançaram ataques militares contra a Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores. Houve explosões de madrugada, e o casal foi levado da sua residência em Caracas a Nova York, onde seriam julgados por suposta conexão com o narcotráfico internacional. Governistas e oposicionistas se dividiram, dentro e fora do país, entre celebrações e apreensão. (03/01)
Foto: X account of Rapid Response 47/AFP
Suíça decreta cinco dias de luto
A Suíça decretou luto oficial após uma tragédia com 40 mortos na estação de esqui Crans-Montana durante as celebrações do Ano Novo. O presidente suíço, Guy Parmelin, descreveu o incidente como um dos mais traumáticos da história do país. "Um drama de proporções desconhecidas", afirmou, ao homenagear as "vidas jovens que foram perdidas e interrompidas". (02/01)
Um incêndio em um bar no centro da estação de esqui Crans-Montana, na Suíça , provocou cerca de 40 mortes e deixou mais de cem feridos, a maioria com gravidade, segundo a polícia do cantão de Valais. Dezenas de pessoas comemoravam a chegada de 2026 no bar Le Constellation quando o fogo começou por volta de 1h30 (horário local). (01/01)