Exportações de petróleo se recuperam, mas acesso a ativos congelados e fundo estimado em 300 bilhões de dólares ainda é incerto e condicionado ao cumprimento de exigências.
A economia do Irã, já em crise antes da guerra, piorou com conflitoFoto: Tetiana Chernykova/Zoonar/IMAGO
Anúncio
O Irã enfrenta um caminho longo e turbulento para se recuperar da guerra de quase quatro meses com os Estados Unidos e Israel. Antes de o conflito eclodir, o país já lidava com anos de sanções e isolamento internacional devido ao seu programa nuclear, que haviam reduzido pela metade as exportações de petróleo, sua principal fonte de receitas.
A economia iraniana estava em situação crítica, com inflação próxima de 50% e escassez severa de itens básicos. A guerra infligiu uma contração adicional de 10% na economia, segundo analistas, incluindo danos à infraestrutura e perda de exportações de petróleo.
O memorando de entendimento, firmado em 17 de junho, entre o governo americano e o regime iraniano oferece alívio imediato ao suspender as sanções dos EUA, permitindo a Teerã ampliar as exportações de petróleo bruto e derivados. O fim das sanções, válido por 60 dias, também abrange transporte marítimo, seguros e transações bancárias, colocando a República Islâmica em uma posição jurídica e financeira mais favorável do que antes da guerra.
Para Ali Vaez, diretor do projeto Irã no International Crisis Group, afirma que o acordo proporciona um necessário "alívio econômico imediato". "Mesmo com a possibilidade de vender petróleo à China, o regime iraniano tinha muita dificuldade para manter o básico funcionando antes do conflito", explica.
Outros elementos do acordo – como o desbloqueio de ativos e um fundo de reconstrução proposto de 300 bilhões de dólares (cerca de R$ 1,6 trilhão) – permanecem condicionados e podem levar meses ou anos para se concretizar.
As exportações de petróleo do Irã aumentaram rapidamente, com a liberação de navios-tanque encalhadosFoto: Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/picture alliance
Exportações de petróleo disparam após isenções
O Irã já vinha exportando petróleo à revelia das sanções americanas há anos, recorrendo a uma frota "fantasma" de petroleiros e a vendas com grandes descontos – principalmente para a China – para gerar receita.
Anúncio
Mesmo após o início da guerra, no fim de fevereiro, embarques limitados continuaram, apesar do fechamento efetivo do estreito de Ormuz. Os volumes caíram para cerca de 64 mil barris por dia sob bloqueio naval dos EUA, segundo dados da TankerTrackers, empresa que rastreia remessas de petróleo.
Com o memorando em vigor, o país agora pode obter preços melhores por seu petróleo, que até então vinha sendo vendido, em grande parte, a refinarias independentes chinesas por valores bem abaixo do mercado.
O Irã também tinha dificuldade para repatriar essa receita vinda da China, com boa parte do dinheiro retida em contas de compensação ou depósitos restritos, o que impedia seu uso para importações essenciais ou gastos do governo. As novas isenções incluem explicitamente transações bancárias, o que deve facilitar o acesso a esses recursos.
Richard Nephew, pesquisador sênior da Universidade Columbia, disse ao Wall Street Journal que o Irã pode gerar cerca de 8 bilhões de dólares em receita com petróleo durante o período inicial das isenções.
As exportações iranianas já reagiram fortemente: 36 milhões de barris deixaram o país pelo Estreito de Ormuz em seis dias, contando a partir de 15 de junho, segundo a TankerTrackers – o equivalente a mais de 5 milhões de barris por dia. Outros 36 milhões de barris estão armazenados à espera de transporte.
Próximo desafio: ativos congelados
Pelo acordo, Teerã busca acesso a parte de mais de 100 bilhões de dólares em ativos iranianos congelados por sanções, mantidos principalmente em bancos da China, Catar, Índia, Iraque e Japão.
Embora o país peça a liberação gradual de cerca de 24 bilhões de dólares, o documento afirma que os recursos congelados ficarão "totalmente disponíveis" após a implementação. Autoridades americanas, no entanto, dizem que qualquer transferência seguirá um modelo de "pagamento por desempenho", condicionado ao cumprimento de compromissos por parte do Irã.
Mesmo que o valor integral seja liberado, analistas alertam que o impacto será limitado para o regime e quase irrelevante para a população. "É difícil imaginar que 24 bilhões de dólares ou algo nessa ordem realmente ajude o Irã a se recuperar desse conflito", afirmou Vaez.
Iranianos enfrentam dificuldades com a disparada do preço de itens básicos, como alimentosFoto: Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/IMAGO
Fundo de reconstrução de 300 bilhões de dólares
Há ainda o muito mais ambicioso fundo de reconstrução, com condições rigorosas, especialmente relacionadas ao programa nuclear iraniano e ao financiamento de grupos como Hezbollah e Hamas. Teerã inicialmente pressionou por centenas de bilhões de dólares em compensações diretas de Washington pelos danos da guerra, o que foi rejeitado pelo governo de Donald Trump.
A negativa levou à proposta de um fundo privado de reconstrução, estimado em 300 bilhões de dólares, com países do Golfo Pérsico – Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos – como principais financiadores.
"Não será um fundo do qual o Irã poderá sacar livremente", disse Nephew. "Será vinculado a projetos específicos", acrescentou, citando exemplos como uma nova usina de dessalinização ou a reconstrução de portos.
O fundo proposto, incluído na segunda fase do acordo, é visto por muitos analistas como pouco realista neste momento, diante das inúmeras pendências. "Se algum dia chegarmos à segunda fase, que é quando o fundo de reconstrução se materializa – e isso é uma grande incógnita –, então acredito que os países do Golfo terão interesse em investir no Irã", avalia Vaez à DW.
Após terem sido alvos de ataques iranianos, os líderes do Golfo avaliam se o fundo vai contribuir para a estabilidade de longo prazo da região e se ganharão maior influência sobre Teerã.Ainda assim, esses países expressam forte resistência a investir grandes montantes se não houver mudanças significativas de comportamento e a reconstrução da confiança.
Tanto os EUA quanto o Irã veem a primeira fase do memorando como um teste decisivo que, segundo analistas, pode fracassar a qualquer momento.
"Os iranianos querem ver se Trump realmente cumpre o alívio de sanções e consegue conter o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu", disse Vaez. "Caso contrário, não há motivo para negociar um acordo mais abrangente."
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Marco Bello/REUTERS
Merz é zombado após derrota alemã na Copa do Mundo
A seleção alemã de futebol foi eliminada precocemente da Copa do Mundo após uma atuação fraca contra o Paraguai e uma derrota final na disputa de pênaltis. Em mensagem após eliminação precoce na Copa, líder alemão disse que jogadores "inspiraram o país". Tom usado provoca reações negativas de torcedores, que questionaram tato do chanceler e se ele viu a mesma partida. (30/06)
Foto: Kay Nietfeld/dpa/picture alliance
Ataque a tiros deixa 6 mortos em centro social na Alemanha
Seis funcionários de um centro de acolhida para jovens mães na cidade de Stade foram mortos. Suspeito pela chacina foi preso. Segundo a polícia, ele estava envolvido em disputa de guarda com mãe abrigada no local. Um porta-voz da polícia acrescentou que os mortos são cinco mulheres e um homem. Todos trabalhavam no centro. (29/06)
Foto: Marcus Golejewski/dpa/picture alliance
Calor derrete asfalto, travando linhas de bonde na Alemanha
A onda de calor extremo que castiga partes da Europa provocou uma cena surreal na cidade de Leipzig, na Alemanha: o derretimento do revestimento no entorno dos trilhos do bonde, levando à suspensão tamporária desse transporte. As altas temperaturas fizeram com que, em muitos pontos da rede, o material de vedação de asfalto e concreto escorresse para os desvios e trilhos, onde se acumulou. (28/06)
Foto: Heiko Rebsch/dpa/picture alliance
Alemanha tem 2° recorde seguido de temperatura
A Alemanha quebrou seu recorde histórico de calor pelo segundo dia consecutivo, com uma medição preliminar de 41,5 graus Celsius, informou o Serviço Meteorológico Alemão (DWD). O novo recorde foi registrado na cidade de Möckern-Drewitz, no leste do país.
Foto: Axel Schmidt/REUTERS
Alemanha tem temperatura recorde de 41,3 °C
A Alemanha observou nesta sexta-feira a temperatura mais alta já registrada no país: 41,3 °C. O dado preliminar é do Serviço Meteorológico Alemão (DWD) e foi registrado na cidade de Saarbrücken, no oeste do país. Se a leitura for confirmada após verificações de controle de qualidade, ela superará o recorde anterior de 41,2 °C, estabelecido em julho de 2019. (26/06)
Foto: Ebrahim Noroozi/AP Photo/picture alliance
Terremoto deixa rastro de morte e destruição na Venezuela
Dois terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala Richter atingiram a Venezuela, deixando um saldo crescente de mortos e feridos que só aumentava com o passar das horas. A presidente interina do país, Delcy Rodríguez, declarou estado de emergência. A tragédia pôs equipes de resgate numa corrida contra o tempo para salvar vítimas sob os escombros dos prédios que desabaram. (25/06)
Foto: Pedro Mattey/AP Photo/picture alliance
França registra primeiro caso de ebola no país
Infectado é um médico que retornou recentemente de uma missão humanitária na República Democrática do Congo (RDC), região onde o vírus está em circulação ativa. Homem está internado em centro hospitalar especializado, e seu estado de saúde é estável. (24/06)
Foto: Marcus Loika/Anadolu Agency/IMAGO
Europa bate temperaturas recorde em onda de calor extremo
Uma onda de calor extremo atingiu grande parte da Europa Ocidental nos primeiros dias de verão. Reino Unido, França, Itália e Espanha emitiram alertas vermelhos, pedindo que a população projeta a própria saúde. As temperaturas bateram recordes em diferentes pontos do continente. Escolas e ferrovias foram fechadas, diante do risco de os termômetros marcarem até 40°C. (23/06)
Foto: Abdul Saboor/REUTERS
Ultradireita vence eleições presidenciais na Colômbia
A apuração preliminar na Colômbia indicou a eleição do ultradireitista Abelardo de la Espriella para presidente. Sem experiência política, o empresário de 47 anos celebrou uma "nova era" após derrotar o senador governista Iván Cepeda, aliado de Gustavo Petro. A vitória deverá afastar o país do Brasil e aproximá-lo dos EUA e da direita regional. (22/06)
Foto: Charlie Cordero/REUTERS
Milhares celebram o solstício de verão em Stonehenge
Uma multidão de mais de 20 mil pessoas se reuniu no milenar sítio arqueológico de Stonehenge, no Reino Unido, para ver o nascer do sol às 4h25 no dia mais longo do ano no Hemisfério Norte, segundo a organização pública English Heritage, que administra monumentos históricos na Inglaterra. (21/06)
Foto: Ben Birchall/PA Images/picture alliance
Irã volta a fechar estreito de Ormuz
As Forças Armadas do Irã anunciaram um novo fechamento do Estreito de Ormuz ao trânsito marítimo em resposta aos ataques israelenses no sul do Líbano e acusaram os Estados Unidos de descumprirem o memorando de entendimento que pôs fim à guerra, segundo a mídia iraniana. (20/06)
Foto: AFP
Calor extremo na Europa às vésperas do verão
A Europa enfrenta sua primeira onda de calor de 2026, com temperaturas máximas em torno de 40°C em capitais como Madri e Paris, e próximas de 35 °C em Berlim, Roma, Lisboa e Londres. Na França e na Alemanha, a onda de calor já levou à suspensão de trens e aulas, (19/02)
Foto: Thibaud Moritz/AFP/Getty Images
Moscou em chamas após onda de ataques ucranianos
A Ucrânia atingiu uma grande refinaria de petróleo em Moscou pela segunda vez em uma semana, lançando enormes nuvens de fumaça negra sobre a capital e interrompendo voos em seus aeroportos, em um dos maiores ataques com drones desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, há mais de quatro anos, segundo autoridades. (18/06)
Foto: REUTERS
G7 expressa unidade no apoio à Ucrânia
No comunicado de encerramento da cúpula do G7 na França, os líderes do grupo afirmaram que permanecem unidos para apoiar a Ucrânia, incluindo em sua integridade territorial, e concordaram em aumentar as sanções contra a Rússia. A unidade expressada no texto conjunto foi considerada relevante em um momento tenso entre os EUA do presidente Trump e seus aliados ocidentais. (17/06)
Foto: Michael Kappeler/dpa/picture alliance
"Estamos no mesmo time"
O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, aproveitou a reunião do G7 para presentear o presidente dos EUA, Donald Trump, com uma camiseta personalizada da seleção alemã de futebol com o número 47 – o republicano, que completou 80 anos no último domingo, é o 47º presidente americano. "Afinal, estamos no mesmo time", comentou o alemão mais tarde, em uma postagem no X. (16/06)
Foto: Thibault Camus/AP Photo/picture alliance
Filho da princesa da Noruega é condenado a 4 anos de prisão por estupro
Filho mais velho da princesa herdeira da Noruega, Marius Borg Hoiby, de 29 anos, foi considerado culpado em duas das quatro acusações de estupro que pesavam contra ele. Preso desde fevereiro, ele também foi condenado por agressão e abuso em relacionamentos íntimos, e terá de pagar uma indenização às vítimas. (15/06)
Foto: Håkon Mosvold Larsen/NTB/AFP
Protesto contra G7 tem confronto com a polícia em Genebra
Manifestantes entraram em confronto com a polícia, incendiaram um carro da Tesla e danificaram um banco e uma agência da ONU. O protesto se dirigia contra as sete maiores economias do mundo, o G7, que se encontrariam a partir do dia seguinte na vizinha França para a sua cúpula anual. Autoridades suíças e francesas mobilizaram milhares de policiais para garantir a segurança do encontro. (14/06)
Foto: Denis Balibouse/REUTERS
Operação de EUA e Venezuela mata líder de gangue
O chefe da organização criminosa Tren de Aragua, conhecido como Niño Guerrero, foi morto em uma operação militar dos Estados Unidos realizada em coordenação com as autoridades da Venezuela. A ex-vice-presidente Delcy Rodríguez governa o país sul-americano sob pressão da Casa Branca desde janeiro, quando os EUA capturaram Nicolás Maduro, sob acusação de narcotráfico. (13/06)
Foto: Donald Trump via Truth Social/REUTERS
Elon Musk se torna o primeiro trilionário da história
O bilionário Elon Musk se tornou o primeiro trilionário da história com a entrada da sua empresa SpaceX no mercado de ações. Segundo a Oxfam, ele seria mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial juntos, ou 3,8 bilhões de pessoas. Foi a maior oferta pública inicial (IPO) já registrada, superando o recorde da petrolífera saudita Aramco. (12/06)
Foto: STAR MAX/IPx/picture alliance
Começa a Copa do Mundo de 2026
A Copa do Mundo da Fifa começou com uma partida entre México e África do Sul na Cidade do México. A seleção mexicana marcou o primeiro gol do campeonato, depois da cerimônia de abertura. Do lado de fora, houve confronto entre policiais e manifestantes, que pediam justiça para desaparecidos. O megaevento esportivo acontece, neste ano, em três países: México, Estados Unidos e Canadá. (11/06)
Foto: Eloisa Sanchez/REUTERS
UE alerta para "extremos climáticos como novo normal"
O mundo registrou o segundo maio mais quente da história, informou o serviço climático da União Europeia (UE), o Copernicus. A onda de calor precoce só não superou as temperaturas de 2024. Neste ano, recordes foram registrados em vários países da Europa Ocidental. Isso demonstra "como extremos climáticos estão rapidamente se tornando o novo normal, em vez da exceção", segundo o Copernicus. (10/06)
Foto: Jerome Gilles/NurPhoto/picture alliance
Deputados da Hungria cortam próprio salário em 40%
Parlamentares na Hungria votaram por unanimidade a favor de um corte nos próprios salários e benefícios, numa iniciativa do novo primeiro-ministro, Péter Magyar, para reduzir custos administrativos. O recém-empossado chefe do governo húngaro acusava o seu antecessor, Viktor Orbán, de conceder salários inflados para apaziguar deputados da oposição. (09/06)
Foto: Denes Erdos/AP Photo/picture alliance
Peru tem disputa acirrada em eleição presidencial
O candidato de esquerda nas eleições presidenciais no Peru, Roberto Sánchez, assumiu a liderança na contagem de votos do segundo turno das eleições peruanas, superando por uma pequena margem a candidata de direita Keiko Fujimori em uma disputa cujo resultado permanece incerto. Com cerca de 450 mil cédulas contestadas que ainda precisam ser revisadas, anúncio do vencedor deve levar dias. (08/06)
Foto: Stifs Paucca/REUTERS
Israel, Hezbollah e Irã trocam ataques, e conflito ameaça sair do controle de novo
O Irã disparou mísseis contra Israel em retaliação ao bombardeio, horas antes, de posições do Hezbollah no Líbano. Regime em Teerã tem condicionado um acordo definitivo de paz na região à inclusão de Beirute. Escalada irritou o presidente americano Donald Trump, que está sob pressão por causa dos impactos econômicos da guerra no Oriente Médio. (07/06)
Foto: Ohad Zwigenberg/AP Photo/picture alliance
UE vai barrar carne brasileira a partir de 3 de setembro
A União Europeia confirmou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carne de boi e frango, peixe, frutos do mar e mel para o bloco. Argumento é que o país não forneceu garantias suficientes sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária. Argentina, Paraguai e Uruguai, membros do Mercosul, seguem com exportações liberadas. (06/06)
Foto: Silvio Avila/AFP
EUA alertam para pior cenário do surto de ebola
O Centro para Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos EUA exigiu a adoção de medidas rigorosas de saúde pública contra o atual surto de ebola. O órgão alerta que a epidemia caminha para atingir a magnitude da ocorrida na África Ocidental em 2014, que resultou em mais de 28 mil casos e mais de 11 mil mortes. Mais pacientes devem ser diagnosticados, isolados e tratados, afirma a agência. (05/06)
Foto: Xinhua/picture alliance
Fiéis lotam Marcha para Jesus em São Paulo
Uma multidão encheu a Marcha para Jesus, realizada em São Paulo no feriado de Corpus Christi. A programação incluiu shows e orações nos arredores da Estação da Luz. Participaram diversos políticos conservadores, bem como o advogado-geral da União, Jorge Messias. Em tom de campanha, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil vive uma "guerra espiritual". (04/06)
Foto: Miguel Schincariol/AFP
Greve geral contra reforma trabalhista paralisa Portugal
Pela segunda vez em seis meses, uma greve geral paralisou Portugal, em protesto à reforma trabalhista proposta pelo governo. Estimados 65% dos voos foram cancelados, inclusive ao Brasil. Foram ainda afetados outros transportes, hospitais, escolas e coleta de lixo. Para sindicatos, a reforma desregulamenta jornadas, amplia contratos precários, facilita demissões e ataca direitos. (03/06)
Foto: Armando Franca/AP Photo/picture alliance
Urso ataca quatro pessoas em Fukushima, no Japão
Quatro pessoas ficaram feridas após sofrerem ataques de um urso na cidade de Fukushima, no nordeste do Japão. Todos os feridos foram levados ao hospital e estavam conscientes. Entre as vítimas, apenas uma sofreu ferimentos mais graves. (02/06)
Sírio que esfaqueou 4 pessoas na Alemanha pega prisão perpétua
Um sírio de 36 anos foi condenado à prisão perpétua por quatro tentativas de homicídio na Alemanha com motivação terrorista. De acordo com decisão da Justiça alemã, o homem, identificado como Mahmoud M., foi considerado culpado de "tentativa de homicídio" em quatro casos, na qualidade de "membro de uma organização terrorista estrangeira" – no caso, o grupo Estado Islâmico (EI). (01/06)