Alemanha: candidatos discutem imigração e EUA em debate
17 de fevereiro de 2025
Olaf Scholz (SPD), Friedrich Merz (CDU), Alice Weidel (AfD) e Robert Habeck (Verdes) se enfrentaram em primeiro debate televisionado com os quatro principais candidatos.
Olaf Scholz (SPD), Robert Habeck (Verdes), Friedrich Merz (CDU) e Alice Weidel (AfD) se enfrentam em debate a uma semana das eleiçõesFoto: Kay Nietfeld/dpa-Pool/picture alliance
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Os quatro candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto para o cargo de chanceler federal da Alemanha se enfrentaram neste domingo em um debate televisionado a uma semana da data do pleito, marcado para 23 de fevereiro.
O debate colocou o chanceler federal alemão Olaf Scholz, do SPD, de centro-esquerda, contra seu principal rival, Friedrich Merz, cujo bloco conservador CDU/CSU lidera com folga as pesquisas, com cerca de 30% das intenções de voto. Também participaram Alice Weidel, da ultradireitista Alternativa para a Alemanha (AfD), e o vice-chanceler Robert Habeck, dos Verdes.
A AfD está em segundo lugar nas pesquisas, com cerca de 20% das intenções de voto, à frente dos social-democratas de Scholz, que têm 15%, e dos Verdes, mais atrás, com 13%. A eleição federal antecipada foi convocada depois que a coalizão do atual governo entrou em colapso em novembro passado.
Os debates transmitidos pela televisão na Alemanha costumavam convidar apenas os dois principais candidatos a chanceler. Apenas na última eleição, em 2021, houve um debate entre três candidatos. O formato com quatro participantes deste ano é uma novidade.
Colaboração com a ultradireita
A discussão repetiu temas que comandaram o debate anterior, entre Scholz e Merz, como a migração, a economia e a participação da ultradireitista AfD em um possível governo.
Merz, por exemplo, foi questionado faria acordos com a AfD em seu gabinete, se eleito. O líder da CDU é criticado por derrubar o "cordão sanitário" que isola a ultradireita no parlamento alemão e passar uma moção no parlamento contando com votos do partido. O movimento gerou diversos protestos no país.
O candidato da CDU reiterou que não trabalhará com o partido de Weidel em nenhuma hipótese e rotulou a sigla de "direita radical". Em outro momento do debate, Merz disse que considera abrir diálogo com os Verdes e com o próprio SPD, de Scholz, para formar uma coalizão sem depender da ultradireita.
Já Scholz traçou paralelos com o passado nazista do país e disse que jamais poderá haver colaboração com a AfD no parlamento.
Weidel se recusou várias vezes a responder os comentários, e disse que seu partido é "conservador liberal". "Você pode me insultar aqui esta noite o quanto quiser. Vocês estão insultando milhões de eleitores", disse ela. "Isso não me afeta nem um pouco. Eu represento esses eleitores", completou.
EUA e Ucrânia pautam debate
A presença americana na Conferência de Segurança de Munique, que se encerrou neste domingo, ganhou destaque no debate alemão após o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, questionar os valores democráticos da Europa e sugerir que não há espaço para "cordões sanitários" na política.
Perguntado sobre as observações do vice de Trump, Merz disse que "um vice-presidente americano não vai me dizer com quem eu posso ou não falar".
"Aceitei o resultado da eleição nos EUA e espero que o governo americano faça o mesmo com o nosso. E deixei isso claro para Vance. Não aceitarei tal intromissão em nossa eleição e na formação de nosso governo. Os americanos não têm nada a contribuir para isso", afirmou.
Scholz descreveu os comentários de Vance como "completamente inaceitáveis" e Habeck disse que Trump "lançou um ataque frontal aos valores do mundo ocidental".
"Um vice-presidente americano não vai me dizer com quem eu posso ou não falar", disse Friedrich MerzFoto: Kay Nietfeld/dpa-Pool/picture alliance
Já Weidel defendeu a postura de Vance e a proximidade de Berlim com Washington. "Temos amigos no Ocidente e no Oriente", disse a candidata, defendendo o estabelecimento de laços também com a Rússia e com a China.
Sua postura em dialogar com tais países também abriu uma discussão acalorada sobre a política de defesa da Alemanha em relação à guerra na Ucrânia. Ela defendeu que o país deveria permanecer "neutro" no conflito.
Robert Habeck rebateu e disse que todos os partidos, com exceção da AfD, estavam em uníssono em seu apoio à Ucrânia, o que Merz concordou. "Não, senhora Weidel, nós não somos neutros", afirmou, acrescentando que a Alemanha "está do lado do povo ucraniano".
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Imigração volta ao centro da discussão
O confronto entre os quatro partidos acontece dois dias depois que um ataque com um carro na cidade de Munique, no sul do país, matou duas pessoas. O suspeito é um cidadão afegão, e a promotoria investiga possível "motivação islamista".
O incidente trouxe novamente a política de migração para o centro da campanha eleitoral, com as primeiras perguntas se concentrando no tópico de deportações e controles de fronteira.
Scholz disse que seu governo fará tudo o que estiver ao seu alcance para limitar a imigração irregular que, segundo ele, caiu 17% em sua gestão. Ele também fez um apelo em favor dos imigrantes que atualmente vivem na Alemanha.
"É importante proteger as pessoas na Alemanha que têm histórico de migração. Isso representa quase um terço da população e elas não devem ser discriminadas. Elas pertencem ao nosso país."
Para Merz, porém, o número de deportações que estão sendo realizadas pelo governo é muito baixo. Ele criticou os programas de refugiados para afegãos.
Ele alegou que a Alemanha é o único país que ainda aceita migrantes do Afeganistão e sugeriu a abertura de relações diplomáticas com o governo do Talibã para facilitar as deportações.
Em resposta, Scholz disse que seu governo já fez contato com o Talibã, o que resultou em um primeiro voo de deportação para o Afeganistão.
Os comentários foram criticados por Habeck, que chamou o Talibã de "regime terrorista" com o qual a Alemanha não deveria trabalhar. "Isso seria o mesmo que legitimá-los. Nenhum outro país ocidental tem relações com eles. Se falássemos com eles, isso seria o próximo prego no caixão da cooperação europeia", argumentou.
Merz tentou se distanciar da AfD, de Alice WeidelFoto: Kay Nietfeld/dpa-Pool/picture alliance
Retração da economia e energia
Os candidatos pressionaram o chanceler federal, Olaf Scholz, pela retração da economia alemã e os problemas persistentes no país com a infraestrutura, digitalização e custos de energia.
Merz voltou a criticar o governo por fechar "três usinas nucleares em perfeito estado de funcionamento" em meio à "maior crise energética" do país.
"Se continuarmos apenas declarando quais fontes de energia não queremos, não chegaremos a lugar algum", disse ele.
Weidel também defendeu a energia nuclear, que considera "segura e confiável" e prometeu um governo "aberto a novas tecnologias".
"Todos os consumidores devem ser livres para decidir como vão aquecer suas casas e que tipo de carro vão dirigir, e todas as empresas devem ser livres para decidir o que vão produzir", disse ela.
Habeck, que atua como ministro da Economia no atual governo, culpou a ausência de gás russo barato e a retração do mercado de exportação como responsáveis pela "crise econômica estrutural" da Alemanha.
"Não vamos esquecer que foi [o presidente russo Vladimir] Putin quem causou isso", defendeu ele aos telespectadores, referindo-se ao afastamento da Alemanha do gás russo após a invasão da Ucrânia por Moscou em 2022.
Scholz também culpou a invasão da Ucrânia pela Rússia, mas defendeu a resposta do governo alemão e insistiu que o período de preços mais altos acabou.
Taxação de super-ricos
O chanceler ainda trouxe à mesa a proposta de aumentar o imposto sobre os super-ricos como forma de aliviar o orçamento federal cada vez mais apertado.
Scholz disse que ganha mais de 300 mil euros brutos (R$ 1,7 milhão) em seu cargo e que, portanto, "poderia e deveria pagar mais impostos". "E aqueles que ganham milhões deveriam pagar ainda mais, especialmente em tempos de escassez de dinheiro", completou.
Habeck concordou que há um problema de "justiça" quando se trata de tributação na Alemanha. Ele disse que os ricos, incluindo os 130 bilionários que vivem no país, estão ficando mais ricos, mas que isso não chega ao resto da sociedade.
gq (DW, dpa)
O mês de fevereiro em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
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Dedo em riste e ânimos exaltados entre Trump e Zelenski
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, deixou a Casa Branca sem assinar o acordo sobre minerais estratégicos com os EUA depois de bate-boca com Donald Trump. "Você não está sendo grato de forma alguma", disse o presidente dos EUA diante da recusa de seu homólogo em abrir concessões a Moscou em possível negociação de paz, acusando-o de "brincar de terceira guerra mundial". (28/02)
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Líder dos curdos pede fim da luta armada na Turquia
"Todos os grupos devem depor as armas e o PKK deve se dissolver", disse Abdullah Öcalan em uma declaração lida por parlamentares curdos que o visitaram na prisão onde ele está detido há 26 anos. A declaração pode abrir caminho para um novo processo de paz com o governo turco – o conflito entre os guerrilheiros curdos e as forças turcas deixou mais de 40 mil mortos em quatro décadas. (27/02)
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Israel se despede de mãe e filhos mortos em cativeiro na Faixa de Gaza
Milhares acompanharam o cortejo fúnebre de Shiri Bibas e de seus dois filhos, o bebê Kfir e menino Ariel, sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Símbolo da tragédia dos reféns, a família foi enterrada perto do kibutz de Nir Oz, onde viviam. Os pais de Shiri também morreram no ataque. Só o marido dela, libertado no início de fevereiro, sobreviveu. (26/02)
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Milhares se reúnem no Vaticano em oração pelo Papa Francisco
Fiéis ocupam a Praça de São Pedro, no Vaticano, em oração pela saúde do Papa Francisco. O pontífice luta contra uma pneumonia dupla e permanece em estado crítico pelo quarto dia consecutivo, mas com quadro estável e sem novas crises respiratórias. O Papa de 88 anos passa sua 12ª noite no hospital Gemelli de Roma, a mais longa internação de seu papado. (25/02)
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Morre Roberta Flack, conhecida por "Killing Me Softly"
A cantora americana de R&B Roberta Flack morreu aos 88 anos. Flack alcançou o estrelato na década de 1970 com sucessos como "Killing Me Softly With His Song" e "The First Time Ever I Saw Your Face". Seus trabalhos em jazz, pop e soul, e sua forte defesa dos direitos civis respaldaram seu sucesso entre um público fiel. A cantora venceu cinco de 14 indicações ao Grammy em sua carreira. (24/02)
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Conservadores lideram na eleição alemã e encerram era Scholz
Os alemães foram às urnas em eleições antecipadas para definir os novos membros do Parlamento. Aliança CDU/CSU foi a mais votada, cacifando o líder conservador Friedrich Merz a ocupar o posto de chanceler federal e substituir o impopular Olaf Scholz. A eleição também foi marcada por crescimento robusto da ultradireitista AfD, que dobrou seu eleitorado. (23/02)
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"O Último Azul" vence Urso de Prata na Berlinale
"O Último Azul", filme brasileiro dirigido por Gabriel Mascaro, conquistou o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, a segundo maior honraria do evento. Já o Urso de Ouro, maior prêmio da competição, foi vencido pelo filme norueguês "Drommer", de Dag Johan Haugerud. (22/02)
Foto: Jens Kalaene/dpa/picture alliance
Moraes determina bloqueio do Rumble no Brasil
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou (21/02) o bloqueio da rede social Rumble no Brasil, acusando a plataforma de "reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos" de ordens judiciais, além de tentativas de "não se submeter ao ordenamento jurídico brasileiro [...] para instituir um ambiente de total impunidade e de 'terra sem lei' nas redes sociais brasileiras". (21/02)
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Hamas entrega corpos de 4 reféns israelenses
Grupo islamista alega que reféns teriam sido mortos em bombardeio de Israel. Vítimas são um bebê de 9 meses, seu irmão de 4 anos, a mãe deles, de 32 anos, e um idoso de 83 anos. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) acusou o Hamas de ter transformado o ato em palco político. (20/02)
Foto: Stringer/REUTERS
Trump culpa Ucrânia por invasão russa e chama Zelenski de "ditador"
Irritado ao ouvir de Volodimir Zelenski que vive numa "bolha de desinformação" após ter ecoado a linha oficial do Kremlin e atribuído à Ucrânia a culpa pela invasão russa em 2022, o presidente americano Donald Trump chamou o colega de "ditador" e aconselhou-o a ser "rápido" se não quiser "ficar sem país". A escalada diplomática é mais um passo no estranhamento entre EUA e Ucrânia. (19/02)
Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images
Procuradoria denuncia Bolsonaro e outros 33 ao STF por tentativa de golpe
A Procuradoria-Geral da República denunciou Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente é acusado de cinco crimes, que juntas somam até 43 anos de prisão: organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. (18/02)
Foto: Ton Molina/NurPhoto/picture alliance
Avião capota no Canadá
Um avião da Delta capotou em acidente ocorrido no Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, no Canadá, ficando de barriga para cima na pista e deixando ao menos 15 feridos. O terminal ficou horas paralisado após o acidente. (17/02)
Foto: Uncredited/CTV/AP/dpa/picture alliance
Candidatos a chanceler federal se enfrentam em debate na Alemanha
Temas como imigração, economia, relação com Estados Unidos e guerra na Ucrânia pautaram o primeiro debate com os quatro principais candidatos a chanceler federal. O evento colocou Olaf Scholz, do SPD, contra seu principal rival, Friedrich Merz, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto. Também participaram Alice Weidel, da AfD, e o vice-chanceler Robert Habeck, dos Verdes. (16/02)
Foto: Kay Nietfeld/dpa-Pool/picture alliance
Tumulto deixa dezenas de mortos em estação de trem na Índia
Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas em um tumulto em uma estação ferroviária na capital da Índia, Nova Délhi, quando uma multidão tentava chegar na maior congregação religiosa do mundo, o Khumba Mela. No mês passado, 30 pessoas morreram em um tumulto no festival hindu de Kumbh Mela, no norte da Índia. (15/02)
Foto: Uncredited/AP/dpa/picture alliance
Vice-presidente dos EUA pede resgate de valores europeus e fim do "cordão sanitário"
JD Vance provocou choque entre líderes europeus que acompanharam seu discurso na Conferência de Segurança de Munique. O americano quebrou o protocolo ao focar sua fala na política interna da União Europeia, e disse que os EUA estão preocupados com os valores que os europeus estão defendendo. Ele ainda sugeriu o fim do "cordão sanitário" que isola a ultra direita no parlamento alemão. (14/02)
Foto: Leah Millis/REUTERS
Carro avança sobre multidão em Munique, na Alemanha
Um automóvel atropelou um grupo de pessoas no centro de Munique, deixando 30 feridos. As causas do incidente estão sendo investigadas. O governador da Baviera, Markus Söder, falou em "possível atentado". O motorista do automóvel seria um afegão de 24 anos que tinha autorização de permanência no país. Chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, diz que suspeito "tem que deixar o país". (13/02)
Foto: Michael Bihlmayer/Bihlmayerfotografie/IMAGO
Alemanha prorroga controles de fronteira
Governo em Berlim prolongou por mais seis meses os controles em todas as suas fronteiras exteriores, a fim de "frear a imigração irregular", segundo o chanceler federal Olaf Scholz. A medida foi adotada em setembro de 2024. (12/02)
Foto: Matthias Balk/dpa/picture alliance
EUA e Reino Unido rejeitam declaração de Paris sobre IA
Em torno de 60 países assinaram em Paris uma declaração que pede o uso transparente e sustentável da inteligência artificial e regulamentações internacionais, com EUA e Reino Unido sendo as notáveis ausências na lista de signatários. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, expôs na cúpula as várias reservas dos EUA em relação ao tema.(11/02)
Foto: Thomas Padilla/AP Photo/picture alliance
Donald Trump impõe tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio
Presidente dos EUA, Donald Trump, assina ordem executiva determinando imposição de tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio, o que poderá afetar as exportações brasileiras. O decreto de Trump cancela isenções e cotas isentas de impostos para os principais fornecedores, em uma medida que pode aumentar o risco de uma guerra comercial multifacetada. (10/02)
Foto: Kyodo/picture alliance
Hamas anuncia retirada do exército israelense do corredor de Netzarim, em Gaza
O corredor de Netzarim é uma faixa de terra que divide o enclave palestino em norte e sul. Ele foi estabelecido por Israel quando o conflito em Gaza começou e até agora era militarizado pelo exército israelense. Como parte da trégua entre Israel e o Hamas, o exército israelense se comprometeu a se retirar do corredor e, assim, permitir que os palestinos retornem ao norte de Gaza. (09/02)
Prisioneiros palestinos libertados são saudados por uma multidão ao chegarem à Faixa de Gaza depois de serem libertados de uma prisão israelense. Israel e o grupo extremista Hamas concluíram neste sábado a quinta troca de reféns e prisioneiros, como parte do acordo de cessar-fogo em curso. (08/02)
Foto: Abdel Kareem Hana/AP/picture alliance
Rio vermelho
A água do rio Sarandí, na província de Buenos Aires, ganhou um tom vermelho vivo. A suspeita é de que o fenômeno tenha sido causado pelo vazamento de corante da indústria têxtil ou de resíduos químicos de uma fábrica próxima ao rio, que atravessa o município de Avellenada, a quase 10 quilômetros de Buenos Aires. (07/02)
Foto: Rodrigo Abd/AP/dpa/picture alliance
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O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, ordenou que o exército prepare um plano para a saída de "qualquer residente de Gaza que deseje sair", após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível deslocamento dos habitantes de Gaza. (06/02)
Foto: Dawoud Abu Alkas/REUTERS
Milei segue passos de Trump e retira Argentina da OMS
Presidente da Argentina, Javier Milei, segue exemplo de seu colega em Washington, Donald Trump, e retira o país da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele acusou a entidade de "crime de lesa humanidade" ao intervir nas soberanias nacionais e repetiu acusações do líder americano de "má gestão da saúde". (05/02)
Foto: Tomas Cuesta/Getty Images
Atirador deixa mortos em escola na Suécia
Um atirador matou cerca dez pessoas em um ataque a uma escola para adultos em Örebro, na Suécia. A polícia informou que o agressor também estava entre os mortos. A Suécia vem enfrentando uma onda de tiroteios e ataques a bomba resultantes do problema endêmico no país de crimes de gangues. (04/02)
Governo federal regulamenta poder de polícia da Funai
Decreto regulamenta o poder de polícia de agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A função foi prevista na lei que criou o órgão, em 1967, mas nunca havia sido regulamentada. Funcionários poderão usar a força para combater violações como ataques ao patrimônio cultural, invasões e atividades de exploração exercidas por terceiros dentro de terras indígenas. (03/02)
Foto: Reuters/Handout FUNAI
Multidão protesta contra fim do "cordão sanitário" em Berlim
Protestos eclodiram em toda a Alemanha após partido conservador CDU acatar votos da ultradireita em projeto anti-imigração, rompendo o isolamento da sigla AfD no parlamento alemão. Polícia registrou confrontos com manifestantes. Na capital alemã, 160 mil pessoas se reuniram e direcionaram palavras de ordem contra o candidato a chanceler federal Friedrich Merz. (02/02)
Foto: John Macdougall/AFP/Getty Images
Morre Horst Köhler, ex-presidente da Alemanha
O ex-presidente da Alemanha Horst Köhler morreu aos 81 anos em Berlim. Ele foi o nono presidente alemão do pós-guerra, entre 2004 e 2010. Enquanto esteve no cargo, ele se dedicou a temas voltados para as relações exteriores, projetos de desenvolvimento na África e mudanças climáticas. Antes de entrar para a política, Köhler foi economista e diretor do FMI. (01/02)