Tarifaço de Trump visava sustentar o dólar, mas aconteceu o contrário. Alta do euro e de outras moedas em relação ao dólar americano pode gerar problemas aos exportadores europeus e às offshores dos EUA.
O dólar teve seu pior início de ano desde 1973Foto: Mykola Tys/picture alliance
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O dólar americano sofreu uma queda acentuada em 2025, caindo cerca de 13% em relação ao euro e mais de 8% em relação ao iene japonês desde janeiro. Esse enfraquecimento dramático decorre de uma tempestade perfeita de mudanças econômicas e políticas sob Trump 2.0.
Sim, o dólar estava supervalorizado após uma alta de uma década, enquanto as perspectivas de crescimento mais fortes na Europa e no Japão também fizeram com que os investidores retirassem capital dos Estados Unidos para seus mercados domésticos.
Mas a verdadeira vulnerabilidade do dólar surgiu quando o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou ao cargo em janeiro e, dois meses depois, anunciou tarifas agressivas sobre as importações dos EUA de dezenas de parceiros comerciais, incluindo uma tarifa básica de 10% sobre os produtos da União Europeia, causando um choque nos mercados globais.
Longe de fortalecer o dólar, essas barreiras comerciais – juntamente com o temor de medidas retaliatórias de parceiros importantes como o Canadá e a China – alimentaram uma incerteza prolongada, diminuindo o apetite dos investidores pelos ativos dos EUA.
O aumento da dívida do governo dos EUA – agora em impressionantes 124% do produto interno bruto (PIB) –, os déficits fiscais persistentes e o recente rebaixamento da classificação de crédito dos EUA pela Moody's também levantaram sinais de alerta, levando os investidores a buscarem o euro, o iene e o franco suíço, bem como o ouro, que atingiu o maior nível de todos os tempos em abril.
Força do euro e tarifas "dolorosas" para os exportadores europeus
Os fabricantes europeus estão agora lutando para se ajustar a um euro muito mais forte. Além de lidar com o novo regime de taxas de câmbio, as empresas também estão aguardando um acordo para evitar tarifas muito mais altas sobre as exportações da UE para os EUA, o que torna seus produtos menos atraentes para os consumidores e empresas norte-americanos.
Quase 90% das transações de câmbio são feitas em dólaresFoto: Arun Sankar/AFP via Getty Images
O economista Gian Maria Milesi-Ferretti, membro sênior do Hutchins Center on Fiscal and Monetary Policy do think tank Brookings Institution, em Washington, acredita que a combinação do fortalecimento do euro e das novas tarifas será "dolorosa" para os exportadores europeus.
"Os preços em dólar provavelmente terão de subir e os produtos europeus perderão alguma participação no mercado dos EUA", disse Milesi-Ferretti à DW. "O limiar da dor não dependerá apenas da taxa de câmbio, mas também das margens de lucro e de qualquer taxa tarifária que Trump decidir [com a UE]."
À medida que o prazo de 9 de julho se aproxima para evitar as tarifas de 50% ameaçadas por Trump sobre as importações europeias, os negociadores dos EUA e da UE fizeram apenas um progresso limitado. A maioria dos produtos da UE está atualmente sujeita a uma tarifa básica de 10%, com uma taxa de 25% dos EUA sobre aço, alumínio e automóveis.
O think tank Bruegel, sediado em Bruxelas, estimou recentemente que as exportações da UE para os EUA poderiam cair em até 1,1% se não houver acordo na próxima semana. Outros analistas acreditam que tarifas mais altas e um dólar mais fraco serão um golpe duplo para os consumidores e empresas dos EUA.
"Muitas das importações da UE para os EUA não são bens finais", ressalta Thorston Beck, diretor da Escola de Bancos e Finanças de Florença. "O maquinário da Alemanha, por exemplo, é usado para produzir outros bens. Mas se essas máquinas ficarem mais caras, o mesmo acontecerá com os bens que elas produzem."
Beck acredita que esse cenário aumentaria a inflação dos EUA e reduziria o crescimento, o que desvalorizaria o dólar ainda mais.
Setores farmacêutico e automobilístico da UE sentem
No ano passado, a UE exportou quase 532 bilhões de euros (R$ 3,39 trilhões) em mercadorias para os EUA, um aumento de 5,5% em relação a 2023, de acordo com a Eurostat, a agência de estatísticas da UE.
Os produtos farmacêuticos constituíram a maior parte, com mais de um quinto dos medicamentos fabricados na UE atravessando o Atlântico, seguidos por automóveis, maquinário industrial e aviação.
Os países da UE exportam cerca de 750 mil veículos por ano para os EUA, de acordo com a empresa de consultoria AlixPartners. Isso representa 14% do volume total de produção do setor automotivo da UE e 24% em termos de valor. Para empresas como a Volkswagen e a Mercedes-Benz, as tarifas e as questões cambiais são uma grande preocupação.
A Airbus, por sua vez, envia cerca de 12% de seus aviões para os EUA, de acordo com dados da empresa de análise e dados de aviação Cirium. Um Airbus A320neo, cujo preço é de cerca de 110 milhões de dólares (R$ 595 milhões), poderia aumentar seu preço em 10 milhões de dólares devido à valorização do euro, tornando-o menos competitivo em relação ao 737 MAX da Boeing.
Milesi-Ferretti chama atenção para outra maneira pela qual as multinacionais dos EUA também serão afetadas pela força do euro e pelas tarifas de Trump, já que muitas empresas transferiram a produção para, por exemplo, a Irlanda para pagar impostos mais baixos, acrescentando que "é provável que algumas dessas estratégias sejam revertidas".
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O euro está forte demais?
Como o ônus da dívida dos EUA continua sendo a principal preocupação dos investidores para o segundo semestre do ano, a previsão é de que o euro continue a se valorizar. O Bank of America prevê que a moeda única valerá 1,20 dólar até o final de 2026, contra 1,1759 dólar na quarta-feira. Outros são mais otimistas, com previsões como a da CoinCodex, que prevê que o euro poderá subir até 1,36 dólar até o final do ano.
Isso daria suporte à visão da chefe do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, de que o euro deve aprimorar seu papel internacional em meio ao declínio da confiança no dólar. Entretanto, outras autoridades sênior do BCE estão preocupadas com o fato de a moeda única estar se tornando forte demais.
Muitos economistas acreditavam que as tarifas de Trump impulsionariam o dólar americanoFoto: Christian Ohde/picture alliance/CHROMORANGE
O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, disse à Bloomberg na terça-feira que "devemos tentar evitar qualquer tipo de excesso" e que níveis acima de 1,20 dólar "seriam muito mais complicados" para os formuladores de políticas.
Tomasz Wieladek, economista da T Rowe Price, disse ao jornal Financial Times nesta semana que a alta do euro foi "rápida demais", acrescentando que, se o euro chegar a 1,25 dólar neste ano, o BCE poderá cortar as taxas de juros em meio ponto percentual.
Por quanto tempo o dólar permanecerá fraco?
A previsão é de que o dólar se enfraqueça ainda mais este ano, apesar de o Congresso dos EUA ter aprovado a "One Big Beautiful Bill" na quinta-feira, estendendo os cortes de impostos de Trump de 2017 e acrescentando novos incentivos fiscais.
Espera-se que a legislação acrescente entre 3,1 trilhões a 3,8 trilhões de dólares ao déficit dos EUA ao longo de uma década. Esse aumento gera preocupações sobre a sustentabilidade fiscal, o que pode corroer a confiança no dólar e impulsionar ainda mais moedas como o euro e o iene.
Espera-se que o Federal Reserve dos EUA mantenha ou reduza as taxas de juros até o final do ano, o que tende a reduzir a atratividade dos ativos denominados em dólar.
A queda do dólar neste ano também reforçou a narrativa sobre o status do dólar como moeda de reserva mundial. Mais da metade das faturas do comércio global são cotadas em dólares, e quase 90% das transações de câmbio são feitas em dólares.
Como a China e outras nações do Brics buscam reduzir a dependência do dólar para o comércio, surgiram riscos adicionais para a força do dólar. O bloco do Brics considerou a possibilidade de lançar uma moeda comum, mas até agora tem priorizado o comércio em moedas locais, inclusive o comércio de petróleo da China com a Rússia, baseado no yuan.
Beck, que também é professor de estabilidade financeira no Instituto Universitário Europeu, sediado em Florença, na Itália, acredita que o dólar americano poderá continuar fraco após o segundo mandato de Trump. Entretanto, ele vê como uma tarefa difícil para o yuan chinês substituir o dólar americano, dizendo que "é muito difícil para ele criar a mesma confiança que o dólar tem tido por muitas décadas".
De fato, Beck está convencido de que não haverá uma alternativa para substituir o dólar nos próximos 20 ou 30 anos. Haverá "mais fragmentação, com moedas regionais como o euro e o franco suíço assumindo papéis que o dólar costumava ter", disse ele.
O mês de julho em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Thibaud Moritz/AFP/Getty Images
EUA sancionam autoridades palestinas e vão barrá-las de viajar ao país
Após anúncios recentes de França, Reino Unido e Canadá de que pretendem reconhecer um Estado palestino na próxima Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os EUA anunciaram o veto à concessão de vistos a representantes do governo palestino na Cisjordânia. A medida afeta a Autoridade Palestina e a Organização para a Libertação da Palestina (PLO). (31/07)
Foto: Mark Schiefelbein/AP Photo/picture alliance
Trump assina decreto impondo tarifa de 50% sobre o Brasil
Presidente dos EUA assinou decreto impondo uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando o total para 50%. Medida, no entanto, prevê isenções a quase 700 itens, como combustíveis, veículos, e produtos de ferro, aço, alumínio e cobre. Já o café e a carne bovina não foram poupados das sobretaxas. (30/07)
Foto: Igor Do Vale/picture alliance/ZUMA Press Wire
Carla Zambelli é presa em Roma
Deputada bolsonarista havia fugido para a Itália após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão no caso da invasão hacker ao sistema do CNJ. A Justiça italiana terá ainda que analisar o pedido de extradição e avaliar se está de acordo com os pré-requisitos estabelecidos por tratados firmados entre a Itália e o Brasil. (30/07)
Foto: www.camara.leg.br
Líderes do Camboja e da Tailândia anunciam cessar-fogo
Trégua incondicional foi negociada após cinco dias de combates ao longo da fronteira entre os dois países que deixaram ao menos 36 mortos. O conflito foi o mais mortal desde a onda de violência de 2011 vivida no território reivindicado pelas duas nações devido a uma demarcação feita por colonos franceses em 1907. (28/07)
Foto: Mohd Rasfan/REUTERS
Trem descarrilha e deixa três mortos na Alemanha
O descarrilhamento de um trem regional no sudoeste da Alemanha deixou ao menos três pessoas mortas e 34 feridas por volta das 18h10 (no horário local), próximo à cidade de Riedlingen. Uma forte tempestade atingiu a região, mas a causa do acidente ainda não foi identificada. Cerca de 100 pessoas estavam no veículo. (27/07)
Foto: Thomas Warnack/dpa/picture alliance
Sob aparato policial, milhares participam da parada do orgulho LGBTQ+ em Berlim
Cerca de 80 carros alegóricos e aproximadamente 100 grupos a pé participaram do evento nas ruas da capital alemã, sob o lema "Nunca mais fique em silêncio". A polícia montou uma operação especial para evitar confrontos com uma contramanifestação organizada para o mesmo dia. A marcha acontece em meio à polêmica gerada pela proibição do hasteamento da bandeira LGBTQ+ no parlamento alemão. (26/07)
Foto: Michael Ukas/dpa/picture alliance
Ex-deputado George Santos se entrega e é preso nos EUA
Filho de imigrantes brasileiros que se alçou à política nos Estados Unidos, Santos se apresentou a uma prisão federal para começar a cumprir uma sentença de sete anos pelas acusações que levaram à sua expulsão do Congresso americano. Ele foi condenado por enganar doadores e usar recursos de campanha para benefício próprio. (25/07)
Foto: Annabelle Gordon/CNP/abaca/picture alliance
França vai reconhecer Estado palestino, anuncia Macron
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que reconhecimento será confirmado em reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro. Com isso, a causa palestina deve ganhar o apoio de uma das nações mais poderosas da Europa, eventualmente levando outras potências ocidentais a seguirem pelo mesmo caminho. (24/07)
Foto: dts-Agentur/picture alliance
ONGs alertam para "fome generalizada" em Gaza
Mais de 100 organizações de ajuda humanitária e grupos de direitos humanos alertaram que a situação de "fome generalizada" se espalha cada vez mais na Faixa de Gaza e atinge também seus funcionários. No comunicado, 111 entidades pedem por um cessar-fogo imediato, a abertura de todas as passagens terrestres e o livre fluxo de ajuda por meio dos mecanismos coordenados pela ONU. (23/07)
Foto: Ali Jadallah/Anadolu/picture alliance
Ícone do rock, Ozzy Osbourne morre aos 76 anos
Cantor britânico era vocalista da banda Black Sabbath e morreu pouco mais de duas semanas após realizar show de despedida em Birmingham, na Inglaterra, sua cidade natal. A família não revelou a causa da morte. O artista havia sido diagnosticado com doença de Parkinson em 2019 e enfrentava outros problemas de saúde. (22/07)
Foto: Harry How/Getty Images
Lula e lideres progressistas selam aliança em defesa da democracia
Líderes do Chile, Brasil, Espanha, Colômbia e Uruguai se reuniram em Santiago, no Chile, em prol da democracia e do multilateralismo. Eles alertaram que a democracia está ameaçada por elementos como a desinformação, a disseminação do ódio e a corrupção. "Neste momento em que o extremismo tenta reavivar práticas intervencionistas, precisamos agir juntos", afirmou o presidente Lula. (21/07)
Foto: Pablo Sanhueza/REUTERS
Governo alemão homenageia autores de atentado contra Hitler
Membros da classe política alemã e das Forças Armadas do país participaram de uma cerimônia para assinalar o 81º aniversário da tentativa de assassinato de Adolf Hitler por oficiais do exército alemão. Num evento no memorial de Plötzensee, em Berlim, o prefeito da capital, Kai Wegner, mencionou a "grande coragem" dos membros da resistência contra a tirania nazista. (20/07)
Foto: Christophe Gateau/dpa/picture alliance
Motorista atropela dezenas pedestres em Los Angeles
Um carro invadiu a calçada da Santa Monica Boulevard, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e atropelou dezenas de pessoas que formavam uma fila para entrar em uma casa noturna. Segundo o Corpo de Bombeiros da cidade, ao menos 30 ficaram feridas. (19/07)
Foto: Damian Dovarganes/AP/picture alliance
STF manda Bolsonaro usar tornozeleira eletrônica
O Supremo determinou que o ex-presidente terá que usar tornozeleira eletrônica e passará a ser monitorado 24 horas por dia. Ele não poderá acessar redes sociais ou deixar Brasília sem autorização. Bolsonaro também terá de permanecer em casa entre 19h e 7h e está proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas e outros réus e investigados pelo STF. (18/07)
Foto: Eraldo Peres/AP/picture alliance
Ataque de Israel atinge única igreja católica de Gaza
Um míssil israelense atingiu o complexo da Igreja da Sagrada Família da Faixa de Gaza, a única igreja católica do território palestino, matando três pessoas e ferindo várias outras. Entre os feridos estava o padre Gabriele Romanelli, que se tornou amigo íntimo do papa Francisco nos últimos meses de vida do pontífice, e com quem ele telefonava quase diariamente.(18/07)
Foto: Omar Al-Qattaa/AFP/Getty Images
Tropas israelenses impedem drusos de cruzar fronteira com a Síria
Membros da comunidade drusa protestaram contra tropas israelenses ao serem impedidos de cruzar a fronteira em direção à Síria. Dezenas tentam chegar a Sweida em busca de familiares. No local, milícias drusas entraram em conflito com combatentes beduínos e forças do governo sírio, deixando centenas de mortos. Em retaliação, Israel lançou bombardeios contra alvos em Damasco. (16/07)
Foto: Jalaa Marey/AFP/Getty Images
Combates no sul da Síria deixam 203 mortos
Israel tem feito ataques contra as forças do governo sírio na região de Sweida, no sul da Síria, sob o argumento de proteger a minoria drusa e desmilitarizar a área próxima à fronteira. Nesta terça-feira, confrontos sectários deixaram ao menos 203 mortos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Após vários dias de conflito, forças do governo foram enviadas à região. (15/07)
Foto: Omar Sanadiki/AP Photo/picture alliance
EUA enviarão Patriots para a Ucrânia financiados pela UE
O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos enviarão sistemas de defesa antiaérea Patriot para a Ucrânia para apoiar os combates contra a invasão da Rússia, marcando a retomada da ajuda dos Estados Unidos a Kiev. No entanto, ele afirmou que a União Europeia (UE) é quem "pagará por isso". (13/07)
Foto: U.S. Army/ABACAPRESS/picture alliance
Unesco declara Cânion do Peruaçu, em MG, Patrimônio Mundial
O Cânion do Peruaçu, localizado no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. Com 38.003 hectares de extensão, ele abriga um complexo de cavernas, sítios arqueológicos milenares e uma rica biodiversidade. Um dos destaques do local é a Gruta do Janelão, cujas galerias ultrapassam 100 metros de altura (13/7).
Foto: Tony Waltham/robertharding/picture alliance
"Castelo da Cinderela" alemão é declarado Patrimônio Mundial
O castelo de Neuschwanstein, na Baviera, conhecido por ter inspirado filmes de Walt Disney, foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco, anunciou a agência da ONU. Três outros edifícios também construídos no final do século 19 sob o comando do rei Ludwig 2º da Baviera, que era obcecado por artes, também foram adicionadas à lista: Herrenchiemsee, Linderhof e Schachen. (12/07)
Foto: Lilly/imageBROKER/picture alliance
Trinta anos do genocídio de Srebrenica
Pessoas se reúnem em um memorial na vila de Potocari, próximo à cidade de Srebenica, onde há 30 anos tropas do general sérvio-bósnio Ratko Mladic promoveram um massacre contra bósnios muçulmanos que estavam em uma zona protegida pela ONU. No local, estão os restos mortais de cerca de 7 mil das 8.372 vítimas conhecidas do genocídio. (11/07)
Foto: Andrej ISAKOVIC/AFP
Lula ameaça retaliar tarifaço de Trump e chama carta de "afronta"
O presidente Lula disse que quer negociar com seu homólogo americano, Donald Trump, para evitar a taxação em 50% de exportações brasileiras, mas que retaliará na mesma medida se a estratégia não der certo. "Se ele vai cobrar 50% de nós, nós vamos cobrar 50% dele", afirmou à TV Record, chamando a carta de Trump com críticas ao Judiciário brasileiro e defesa de Jair Bolsonaro de "afronta". (10/07)
Foto: E. Blondet/W. Oliver/picture alliance
Trump pressiona Brasil e anuncia tarifa extra de 50%
O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu a uma troca de farpas com o governo brasileiro com a imposição de uma taxa extra de 50% sobre todas as exportações brasileiras, a partir de 1º de agosto. A tarifa se somaria aos 10% que o Brasil já paga desde 2 de abril. Ao justificar a medida, americano citou processo de Bolsonaro no STF e política comercial "injusta". (09/07)
Foto: Jacquelyn Martin/AP/picture alliance
Netanyahu indica Trump ao Nobel da Paz
Possível trégua em Gaza e novas conversas com o Irã foram temas na reunião de Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Na terceira visita do líder israelense a Washington no segundo mandato de Trump, eles buscaram projetar alinhamento e admiração mútua. Netanyahu até disse ter indicado Trump ao Nobel da Paz e, durante jantar, deu ao americano uma cópia da sua carta ao Comitê do Nobel. (08/07)
Foto: Kevin Lamarque/REUTERS
Polônia reage à Alemanha e inicia controle de fronteiras
A Polônia começou a impor controles em 65 pontos das fronteiras terrestres com a Alemanha e a Lituânia como parte de uma ofensiva contra a migração irregular que gera pressão política tanto em Varsóvia quanto em Berlim. O governo polonês acusa a Alemanha de devolver sistematicamente imigrantes ao seu território, uma medida juridicamente controversa, e diz que há assimetria entre os países. (07/07)
Foto: Lisi Niesner/REUTERS
Brics condena ataques contra seus membros e critica protecionismo
Líderes do grupo de nações em desenvolvimento Brics condenaram os ataques ao Irã, à Faixa de Gaza, à Caxemira indiana e à infraestrutura russa durante a cúpula do bloco que acontece no Rio de Janeiro. Em uma declaração conjunta, os países ainda criticaram o "aumento indiscriminado de tarifas" no comércio internacional e voltaram a pedir uma reforma no Conselho de Segurança da ONU. (06/07)
Foto: Pilar Olivares/REUTERS
Multidão protesta em Tel Aviv por acordo que liberte todos os reféns
Milhares foram às ruas para pressionar o governo a firmar um acordo "sem seleção" que garanta o retorno de todos os reféns mantidos em Gaza. Críticos acusam o premiê Benjamin Netanyahu de adiar as negociações para encerrar a guerra, com o objetivo de preservar sua posição política. Discussões atuais sobre um cessar-fogo entre Israel e Hamas não preveem a libertação de todos os sequestrados.(05/07)
Foto: Ohad Zwigenberg/AP/picture alliance
Enchentes no Texas deixam dezenas de mortos e desaparecidos
Chuvas torrenciais provocaram enchentes repentinas ao longo do rio Guadalupe, no estado americano do Texas, deixando ao menos 24 mortos. As autoridades seguem procurando um grupo de cerca de 20 meninas que participavam de um acampamento de verão próximo às margens do rio. Equipes de resgate estão usando 14 helicópteros e uma dúzia de drones nas buscas. (04/07)
Foto: Patrick Keely/UGC/REUTERS
Em prisão domiciliar, Cristina Kirchner recebe Lula
Após a cúpula do Mercosul em Buenos Aires, Lula visitou a ex-presidente argentina condenada por corrupção. "Lula também foi perseguido, usaram "lawfare contra ele", escreveu Cristina Kirchner no X após o encontro com o líder brasileiro. Ela descreveu a visita como um "ato político de solidariedade".(03/07)
Ondas de calor chegaram mais cedo este ano à Europa, no início do verão, aumentando as temperaturas em até 10°C em algumas regiões. Quatro pessoas morreram na Espanha, duas na França outras e duas na Itália devido às altas temperaturas. Os serviços meteorológicos nacionais emitiram alertas à população sobre o calor excessivo em muitas das maiores cidades do continente, como Roma e Paris (02/07)
Foto: Remo Casilli/REUTERS
Milhares protestam na Turquia contra prisão de oposicionista
Uma multidão protestou em Istambul em apoio ao popular ex-prefeito da cidade, Ekrem Imamoglu, na data que marca os 100 dias de sua prisão. Principal rival político do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ele foi detido por acusações de corrupção em uma investigação considerada por seus apoiadores como politicamente motivada. (01/07)
Foto: Su Cassiano/Middle East Images/AFP/Getty Images