Viagem de Lula à França rendeu boas fotos ao lado de Macron. Mas não há sinais de que o clima amistoso vá desfazer a resistência do líder europeu ao acordo Mercosul-UE.
Posição de liderança de Lula no Sul Global faz dele um trunfo simbólico para Macron e a diplomacia francesa, afirma o ex-embaixador Rubens RicuperoFoto: Christophe Petit Tesson/Pool/AFP/Getty Images
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"Presidente Macron, abra o seu coração para o Brasil, e vamos fazer o acordo União Europeia-Mercosul, para que a gente possa aproveitar essa oportunidade." Foi com essas palavras que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apelou ao seu homólogo francês durante viagem a Paris. "O acordo é a melhor resposta que nossas regiões podem dar diante do cenário de incertezas criado pelo retorno do unilateralismo e protecionismo tarifário”, disse.
Para Lula, seria muito importante aprovar o acordo agora, enquanto o Brasil ainda está na presidência rotativa do Mercosul, avalia Guilherme Casarões, cientista político da Fundação Getúlio Vargas. O petista esperava que a viagem pudesse ajudar nesse processo. "Aprovar o acordo seria um ponto alto no seu terceiro mandato como presidente do Brasil."
Em conversa com a DW, Casarões aponta que, num contexto de baixa popularidade do governo, a agenda internacional ganhou ainda mais importância para Lula, que quer deixar um grande legado em seu terceiro mandato.
Mas o presidente francês Emmanuel Macron ainda demonstra muita dúvida em relação ao acordo da maneira como está hoje, e quer algumas garantias adicionais.
"Existe uma competição entre a França e o Brasil na área da agropecuária. A França é um grande produtor de laticínios e de carne", lembra Casarões. E como o lobby do agronegócio francês é forte, Macron teme desagradar o setor.
Outros países da Europa também têm ressalvas com o agronegócio sul-americano, como a Irlanda.
Lula tem feito um esforço louvável para defender o acordo, mas não parece que ele tenha conseguido algum avanço, avalia o ex-ministro e ex-embaixador Rubens Ricupero.
Segundo o diplomata, Macron não tem nada a ganhar com o tratado, por causa da resistência dos fazendeiros franceses. "Não vejo nenhum governo francês que vá arriscar o prestígio com um acordo deste tipo", diz à DW.
Para Ricupero, o atual texto do acordo nem merece mais o nome de livre-comércio, já que não fez concessões expressivas aos produtos agrícolas da América do Sul.
Outro entrave adicional ao acordo é o fato de a UE estar negociando ao mesmo tempo com a Austrália. Essas tratativas têm sido marcadas pelos mesmos problemas, como cotas para o comércio de carne.
Agronegócio francês teme concorrência com produtos do MercosulFoto: BERTRAND GUAY/AFP
Acordo Mercosul-UE já não empolga agro brasileiro
Do lado sul-americano já houve muitas concessões durante os mais de vinte anos de negociações, observa Casarões. Agora, o Mercosul se diz totalmente preparado para aprovar o acordo da maneira como ele se encontra, "pois o texto é benéfico para a América do Sul, até mais do que para a União Europeia", avalia o cientista político. "Para a América do Sul é uma possibilidade de consolidar um mercado pouco explorado – justamente o mercado europeu –, pois ele sempre foi muito protegido dos produtos agrícolas da América do Sul."
Lula também precisa se aproveitar do atual momento da Argentina, o parceiro mais importante dentro do Mercosul. O presidente argentino Javier Milei já declarou que não tem muito interesse em manter o bloco. Mas parece que, por enquanto, tem a mesma agenda de Lula: fechar o acordo. Enquanto Lula esteve com Macron na França, Milei foi à Itália, onde se encontrou com a primeira-ministra Giorgia Meloni. Um dos pontos da agenda foi o acordo com o Mercosul.
Embora sempre tenha se mostrado crítico a acordo multilaterais, Milei tem recentemente sinalizado apoio à aprovação do tratado. Um "sim" do governo italiano é necessário para a UE conseguir votos suficientes para tirar o acordo do papel. Se, além da França, a Itália também rejeitar o texto, não haverá maioria suficiente.
Para Ricupero, Lula busca o acordo com a UE como uma vitória pessoal. Ele afirma que há pouco interesse no Brasil pelo acordo, e por isso pouca pressão para realmente fechá-lo, já que, na avaliação do diplomata, o texto é mais favorável à industria europeia do que ao agronegócio sul-americano, que já exporta tudo o que pode para a China.
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"Bromance" entre Lula e Macron
Lula e Macron construíram a imagem de uma amizade pessoal forte, com cenas tipo lua de mel ao lado de uma Torre Eiffel iluminada em verde e amarelo. Os dois lados precisam de uma imagem positiva e criar um novo eixo de alinhamento, avalia Casarões. Como nesse momento há um distanciamento natural do governo de Donald Trump nos EUA, o Brasil tenta se aproximar mais da Europa. E os europeus vêm demonstrando, desde a eleição de Trump, que têm um grande interesse em estreitar as relações com a América Latina.
Além disso, Lula e Macron têm uma agenda grande em comum, diz Casarões. Os dois estão empenhados em combater a extrema direita, que nos dois países está em acensão. E os dois países se enxergam como líderes globais na proteção ambiental, uma pauta que começou com a Rio-92, enquanto o Acordo de Paris, de 2015, atualmente rege a agenda ambiental. Além disso, a França detém, através da Guiana Francesa, uma parte da floresta Amazônica, o que faz dela um parceiro natural na proteção do bioma.
Ao mesmo tempo há uma agenda militar comum, já que a França é, há mais de 15 anos, o principal parceiro do Brasil para o desenvolvimento de submarinos nucleares. O Brasil precisa dessa tecnologia naval para patrulhar o litoral norte, onde pretende explorar petróleo e gás na margem equatorial.
Não à toa, Lula participa em Nice da Conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos, evento que começa nesta segunda-feira (09/06). Será um momento para discutir a exploração de recursos naturais, tendo em vista que a margem equatorial brasileira faz fronteira com a Guiana Francesa, lembra Casarões.
Lula se transformou em um dos grandes líderes do Sul Global, o que o torna atraente para uma parte do público francês, avalia Ricupero. "Ele representa, aos olhos franceses, mais do que ele representa aqui no Brasil, onde ele já está um pouco desgastado. Lá ele ainda tem um caráter de novidade."
Isso faz de Lula um trunfo simbólico para Macron e a diplomacia francesa – ainda mais agora que o Brasil assumiu a presidência rotativa do Brics. Assim, Macron pode mostrar que tem uma interlocução direta com o Sul Global.
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
Foto: Jean Carniel/REUTERS
Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
Foto: Rudolf Karancsi/AP/picture alliance
Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
Foto: Allison Bailey/NurPhoto/picture alliance
"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
Foto: ROPI/picture alliance
Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
Foto: BASARNAS/AP Photo/picture alliance
Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
Foto: Stringer/Anadolu/picture alliance
EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
Foto: Peter Dejong/AP/picture alliance
Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)