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Antimísseis protegem usina nuclear de atentados

Estelina Farias26 de outubro de 2001

França estaciona sistema antimísseis para proteger de possíveis atentados a sua usina de reprocessamento de lixo atômico na Normandia.

Dois sistemas antimísseis foram instalados na Normandia, nesta sexta-feira, para proteger a usina de reprocessamento de lixo atômico La Hague de possíveis atentados terroristas, como os que destruíram o World Trade Center e parte do Pentágono, em 11 de setembro. Os sistemas do tipo Crotale estão baseados num veículo de radar e num lança-mísseis, anunciou a agência francesa de notícias AFP. As Forças Armadas francesas se recusaram a informar sobre detalhes do estacionamento de mísseis terra-ar ao lado da maior instalação nuclear do mundo.

O estacionamento dos sistemas antimísseis tinha sido anunciado ontem pelo porta-voz do Ministério da Defesa, Alain Raevel. Os mísseis Crotale têm sistema de radar, que podem localizar, antecipadamente, todos os alvos em vôos baixos, e é capaz de alcançar distâncias de oito quilômetros. Na prática, significa que um avião pode ser abatido até oito quilômetros de distância da instalação atômica.

A Força Aérea francesa já tinha reforçado a vigilância por radar em volta de La Hague na sexta-feira da semana passada. Além disso, foram transferidos para a Bretanha aviões de caça Mirage, que podem alcançar a região em poucos minutos e estão prontos para entrar ação a qualquer momento. Foi também ampliada a zona proíbida para vôos.

Peritos tinham advertido que um atentado contra a usina de reprocessamento de lixo atômico pode ter conseqüências muito mais graves do que as do acidente com o reator de Tchernobyl, em 1986.

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