Anvisa recomenda suspensão definitiva dos cruzeiros
13 de janeiro de 2022
Casos de covid-19 a bordo das embarcações aumentaram exponencialmente desde o Natal, "indicando uma mudança radical do cenário epidemiológico", segundo a agência. Em apenas 12 dias, foram 1.146 infecções.
Cinco embarcações estão em operação no BrasilFoto: Jose Lucena/Zumapress/picture alliance
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou nesta quarta-feira (12/01) ao Ministério da Saúde e à Casa Civil a suspensão definitiva da temporada de navios de cruzeiro no Brasil, devido à alta nos casos de covid-19. Segundo a Anvisa, a ação é necessária para a "proteção da saúde da população".
Nesta temporada, até o dia 6 de janeiro, foram reportados um total de 1.177 casos positivos de covid-19 entre tripulantes e passageiros. De acordo com a Anvisa, a evolução da identificação de casos positivos demonstra um aumento vertiginoso das infecções nas embarcações nos últimos dias, "indicando uma mudança radical do cenário epidemiológico".
Segundo dados da agência, houve uma "explosão acentuada" de casos a partir do dia 26 de dezembro, com 1.146 infecções contabilizadas em apenas 12 dias. Para comparação, nos 55 dias iniciais da temporada (de 1º de novembro a 25 de dezembro) haviam sido 31 casos.
Mudança de contexto epidemiológico
Das cinco embarcações em operação no Brasil, três estão classificadas no nível 04, segundo a Anvisa, o que significa cenário de alerta quanto à disseminação do coronavírus e eventual mudança de contexto epidemiológico.
Em 31 de dezembro, a Anvisa havia recomendado a suspensão temporária de navios de cruzeiro, preventivamente, até que houvesse mais dados disponíveis para avaliação do cenário epidemiológico.
Três dias depois, o governo federal decidiu suspender temporariamente a temporada de cruzeiros no país até 21 de janeiro.
le (ots)
Um dos maiores navios cargueiros do mundo, o MOL Triumph, atracou em Hamburgo, no norte da Alemanha. Conheça este e outros superlativos da navegação, como os maiores iate, petroleiro e navio de cruzeiro.
Foto: Hafen Hamburg Marketing e.V.
A evolução
Um dos maiores navios de contêineres do mundo, o MOL Triumph, faz uma linha regular entre a Europa e o Leste Asiático. Na embarcação da japonesa Mitsui O.S.K. Lines (MOL) cabem 20.170 contêineres padrão (TEU).
Cada vez maiores
O maior porta-contêineres do mundo é o OOCL Hong Kong, com capacidade para 21.100 contêineres standard. Há 25 anos, no maior navio cargueiro do mundo cabiam 4.442 contêineres. Os navios-tanque, hoje, são maiores ainda.
Foto: picture-alliance/dpa/A. Warmuth
O mais longo do mundo
O petroleiro Jahre Viking , de 458 metros de comprimento, necessitava de mais de 6 km para parar totalmente. Por causa de seu tamanho e das dificuldade de manobrar, podia acessar poucos portos no mundo e não passava pelos canais do Panamá, de Suez e da Mancha. De 2004 a 2009, ele navegou com o nome Knock Nevis, e em 2010 foi desmanchado.
Foto: picture-alliance/dpa/DPA Report
Pequena cidade no mar
O maior navio de cruzeiro do mundo é o Harmony of the Seas. O navio de 362 metros de comprimento tem 20 restaurantes, 23 piscinas, o maior escorregador em um navio e um parque com 12 mil plantas. Em seus 16 andares, pode levar mais de 6.300 passageiros e 2.100 tripulantes. A companhia de navegação americana Royal Caribbean Cruises pagou por ele mais de um bilhão de euros.
Foto: picture-alliance/dpa/F. Dubray
Gigante só para passeios
Diversos xeiques, oligarcas e outros bilionários competem entre si para ver quem tem o maior iate. Muitas embarcações chegam a ser ampliadas ainda no estaleiro, antes da viagem inaugural, só para superar a doa rivais. O maior do mundo no momento, o Azzam, de 180 metros de comprimento e de propriedade de um xeique saudita, tem heliporto, sistema antimísseis e submarino próprio.
Foto: Imago/TheYachtPhoto.com
Veleiro de oito andares
Um dos maiores iates privados do mundo, o S/Y A (Sailing Yacht A), foi desenhado por Philippe Starck para o multimilionário russo Andrey Melnichenko. O tamanho da vela corresponde a meio campo de futebol. A embarcação tem 143 metros de comprimento, oito deques, três piscinas, submarino próprio e uma área para observação subaquática.
Foto: picture-alliance/dpa/A. Heimken
Navio de guerra mais caro
O porta-aviões americano USS Gerald R. Ford, de 337 metros de comprimento, custou 13 bilhões de dólares. Ele está sendo usado para treinamentos desde abril último. A Marinha americana tem 18 porta-aviões em operação. A nova classe Ford lançará os aviões de forma mais rápida e eficiente: com catapultas eletromagnéticas em vez das atuais, à vapor do próprio navio.
Foto: Imago/Zumapress/C. Delano
Supernavios russos
Blocos de gelo de três metros de espessura não são problema para o quebra-gelo nuclear russo Arktika. Ele é o maior em seu gênero, segundo o site estatal russo "Sputniknews". A embarcação deixou o estaleiro em 2016 e, a partir do final do ano, sua tarefa será abrir caminho para os navios com gás e petróleo em torno do Ártico.
Foto: picture alliance / dpa
Gigante lento
Thialf é o maior navio grua semi-submersível do mundo, podendo mover cargas de até 14.200 toneladas e variar seu calado entre 11,8 e 31,6 metros. Ele é usado principalmente para a montagem de plataformas em alto-mar. O casco é composto por duas estruturas flutuantes que sustentam a superestrutura sobre quatro pilares. Quando se movimenta, a velocidade máxima é de 11 km/h.
Foto: BoH/GPL
Transporte de navios
Plataformas marítimas ou mesmo um navio inteiro podem ser transportados pelo Dockwise Vanguard. O maior navio de transporte de embarcações do mundo tem 275 metros de comprimento e é submersível. Depois que a carga é puxada para cima dele por rebocadores, o navio submerge da água para se deslocar.
Foto: Boskalis
Maior profundidade
O submarino Deepsea Challenger foi construído secretamente na Austrália de 2005 a 2012 com o objetivo de chegar ao ponto mais profundo da Terra. O passageiro fica dentro de uma cabine de aço de alta resistência de 109 cm de diâmetro (paredes têm 64 mm). Assim, em 2012, o diretor James Cameron desceu à fossa das Marianas, o local mais profundo dos oceanos, atingindo 10.984 metros de profundidade.
Foto: REUTERS
O futuro
Os navios do futuro poderão andar sem tripulação e movidos a eletricidade. A Noruega vai testar um cargueiro autônomo a partir de 2018. O navio Yara Birkland deverá transportar fertilizantes na costa do país. Inicialmente terá um capitão, mas a partir de 2019 será controlado à distância e, no ano seguinte, deve ser autônomo. Os especialistas acham que isso irá revolucionar o transporte naval.