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Reino Unido não mais receberá Capital Europeia da Cultura

24 de novembro de 2017

Comissão Europeia decide que, após sair da UE, país da premiê Theresa May perderá chance de ter cidade com título cultural. Cinco localidades britânicas eram candidatas para 2023, ano de Reino Unido e Hungria.

Großbritannien - Europäische Flagge vor Big Ben
Reino Unido se prepara para deixar a União EuropeiaFoto: picture-alliance/empics/D. Leal-Olivas

A Comissão Europeia informou nesta quinta-feira (23/11) que o Reino Unido não poderá receber a Capital Europeia da Cultura em 2023, conforme estava previsto, já que deixará o bloco econômico europeu nos próximos anos. Cinco localidades já haviam se candidatado para adquirir o título.

Em comunicado, uma porta-voz em Bruxelas disse que a retirada do país da corrida é "uma das muitas consequências concretas de sua decisão de deixar a União Europeia (UE) até 29 de março de 2019". "É uma questão de senso comum interromper o processo de seleção agora", afirmou.

2023 seria o ano do Reino Unido e da Hungria. Segundo a imprensa britânica, estavam concorrendo ao título as cidades de Leeds, Nottingham e Milton Keynes, na Inglaterra, e Dundee, na Escócia, bem como Belfast e Derry, na Irlanda do Norte, que, por sua vez, enviaram candidatura conjunta.

Após o anúncio da Comissão Europeia, um porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May, declarou que Londres "não concorda com a decisão" e está "particularmente desapontada por ter sido informada sobre a nova posição somente depois de cidades britânicas já terem apresentado suas propostas finais".

Conheça as Capitais Europeias da Cultura de 2017

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"Estamos trabalhando em estreita colaboração com as cinco cidades do Reino Unido que enviaram suas candidaturas, e seguimos em discussões urgentes com a comissão sobre o assunto", acrescentou o porta-voz do governo.

Em sua decisão, a Comissão Europeia justificou que a honraria "não está aberta a países terceiros, a menos que sejam candidatos [à adesão à UE] ou membros do Espaço Econômico Europeu (EEE) e da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA)". O Reino Unido já sinalizou que deixará o mercado comum europeu após sua saída da União Europeia.

Cidades na Turquia e na Sérvia, por exemplo, já foram escolhidas Capitais Europeias da Cultura, mas porque haviam dado início ao processo de entrada no bloco econômico. A Noruega, por sua vez, que recebeu o título com a cidade de Stavanger, foi honrada por ser parte do EEE.

Até hoje, duas cidades britânicas já foram escolhidas Capitais Europeias da Cultura: Glasgow e Liverpool, em 1990 e 2008, respectivamente. Segundo o jornal Guardian, o título já rendeu um retorno de 750 milhões de libras à economia local de Liverpool.

A escolha de Capitais Europeias da Cultura acontece desde 1985. Na época, os ministros da Cultura da Grécia e da França propuseram a medida com o intuito de aproximar os cidadãos dos países europeus. A história e os valores comuns deveriam ser comemorados, ao mesmo tempo em que se queriam destacar as peculiaridades de diferentes localidades.

Ao longo de um ano, as cidades selecionadas organizam uma variedade de eventos e atrações culturais com foco europeu, atraindo o turismo internacional e a atenção da mídia. Em 2017, as Capitais Europeias da Cultura são Aarhus, na Dinamarca, e Pafos, no Chipre.

EK/afp/ap/lusa/ots

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