Estudo do Instituto Sou da Paz revela de forma inédita perfil e origem das armas de estilo militar em circulação no Brasil. Apreensões aumentaram no país e na região Sudeste, berço das maiores facções nacionais.
Entre 2019 e 2023, foram apreendidas 7 mil armas militares no SudesteFoto: Instituto Sou da Paz/DW
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O Brasil é atualmente o país da América Latina com a maior parcela da população vivendo em territórios comandados pelo crime organizado e, para exercer seu poder, essas organizações têm recorrido cada vez mais às armas de fogo de estilo militar, como fuzis, submetralhadoras e metralhadoras.
Um levantamento inédito do Instituto Sou da Paz com dados da região Sudeste – berço de organizações como o PCC e o Comando Vermelho, as maiores facções nacionais –, mostra que há um crescimento na apreensão desse tipo de armas no país. E mais, que parte desses armamentos usada pelos criminosos tem como origem países como Estados Unidos, Alemanha e Bélgica.
O levantamento foi feito a partir da coleta e exame de aproximadamente 7 mil armas apreendidas por forças estaduais e federais em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo entre 2019 e 2023. No Brasil, as armas de fogo são responsáveis por 71% das mortes violentas, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
As armas de fogo de estilo militar têm um papel central nessas estatísticas. "Estas são armas que, apesar de não serem a maioria das apreensões em nenhum estado, respondendo por 3% nacionalmente, causam um dano à segurança pública muito grande. Quando você insere um fuzil, uma submetralhadora, essa criminalidade ganha outro nível", explica Natália Pollachi, diretora de projetos Instituto Sou da Paz.
"O armamento pesado é essencial para o crime organizado exercer domínio territorial em áreas estratégicas e cometer crimes de alta complexidade, um fenômeno que avança em partes de São Paulo, similar ao Rio de Janeiro", afirma Bruno Langeani, consultor sênior do Instituto Sou da Paz.
"Elas permitem ações de maior complexidade tática. Por exemplo, ataques a bancos, fuzis que furam blindagem, ataques a transporte de valor, a carros de autoridades, resgate de sistema penitenciário, são todas ações possibilitadas por esses armamentos", complementa Pollachi.
Hoje, o estado campeão de apreensões das armas de fogo de estilo militar é o Rio de Janeiro, seguido por Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. Dentro do período estudado, o estado capixaba foi o com maior salto nas apreensões deste tipo de arma, com crescimento de 467%, enquanto o estado do Rio de Janeiro presenciou um aumento de 32%.
"No Rio, chega a 10% o volume de fuzis e submetralhadoras entre [o total de] armas apreendidas é absolutamente alarmante", exemplifica Pollachi.
Origens diversas e armas artesanais
Durante o período analisado pelos pesquisadores, as apreensões por ano de armas de fogo de estilo militar no Brasil cresceram 33,7% em quantidade, passando de 1.929 para 2.581, e sua proporção entre todas as armas de fogo apreendidas aumentou de 1,7% para 2,4%.
Na região Sudeste, a quantidade de armas de fogo de estilo militar apreendidas aumentou em 11,4% (de 1.494 em 2019 para 1.665 em 2023), e sua proporção entre o total de armas apreendidas aumentou de 3% para 4,3%.
O levantamento também se debruçou sobre as origens dos armamentos pesados. "O arsenal das facções provém de múltiplas origens, adaptando-se à conveniência e ao risco envolvido. Para metralhadoras, dessas de guerra, de maior calibre, a principal fonte é desvio de Forças Armadas, já que não é possível comprá-las legalmente", explica Langeani.
Parte das armas é fonte de desvio de equipamento das Forças ArmadasFoto: Instituto Sou da Paz/DW
Um exemplo de caso recente desse desvio foi o furto e comercialização de armamentos de grosso calibre do Arsenal de Guerra de Barueri (SP), ocorrido no dia 7 de setembro de 2023, quando a unidade militar estava sem expediente. Na época, o Exército registrou a ausência de 21 metralhadoras, sendo 13 de calibre .50 e oito de calibre 7,62.
De acordo com Langeani, a maior fonte de submetralhadoras é artesanal, produzidas por pequenas fábricas que fazem a arma do zero. Um fenômeno preocupante, segundo o pesquisador, é o aumento de armas sem identificação e a produção clandestina de fuzis. "É um problema que a gente já sabia que ia encontrar, mas não imaginou a dimensão", diz.
"O fuzil, ele é essencial principalmente em zonas onde há conflagração pelo controle dos territórios, onde há disputa", explica Roberto Uchôa, pesquisador da Universidade de Coimbra e conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Para Langeani e Uchôa, a flexibilização da legislação para Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) durante o governo de Jair Bolsonaro (2019 – 2022) também criou um novo canal de desvio de fuzis para o crime organizado.
Segundo Langeani, houve muitos casos documentados de pessoas que compraram, ficaram uma semana com o fuzil e já repassaram. "Por que eu vou no Paraguai pagar em dólar um fuzil, ter que cruzar a fronteira, correr o risco de eu pegar uma pena de tráfico internacional que é muito mais alta, se eu tenho um esquema doméstico que é muito mais fácil de eu conseguir?", questiona Langeani.
Em 2023, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva reverteu essas mudanças, restabelecendo quase todos os limites sobre o número e os tipos de armas de disponíveis para civis. Para Uchôa, entretanto, o problema persiste, já que 6 mil das cerca de 50 mil armas de calibre restrito que eram para ser recadastradas não o foram. "Hoje a gente não sabe se estão com os proprietários."
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Crime organizado também é abastecido por armas de outros países
Embora marcas do Brasil sejam a maioria nas apreensões, há em circulação modelos dos EUA e países europeus. Para Rafael Alcadipani, pesquisador da FGV, os armamentos pesados estão com acesso muito fácil no Brasil. "Temos, de fato, fronteiras muito porosas, onde esse armamento entra com muita facilidade. Enquanto que as Forças Armadas nem têm sido equipadas ao ponto de conseguirem cuidar dessas fronteiras", explica.
A fronteira do Paraguai ainda é uma origem importante, pontua Pollachi, mas países como os EUA vendem sem regulamentação partes e componentes para a montagem de fuzis.
Quando analisados os três calibres mais frequentes de fuzis apreendidos no Sudeste, os fabricantes de calibre 5.56x45mm mais frequentes entre os equipamentos apreendidos são Colt, dos EUA, Imbel e Taurus, marcas brasileiras.
Entre os fuzis de calibre 7.62x51mm, houve prevalência dos modelos FAL, inicialmente projetados na Bélgica pela fabricante FN Herstal, mas licenciados para produção no Brasil e na Argentina. Os fabricantes mais prevalentes neste calibre foram Imbel (23,3%), FN Herstal (8,5%) e Colt (5,5%).
Já em relação ao calibre 7.62x39mm, as empresas mais frequentes foram a sérvia Zastava, a romena Romarm e a chinesa Norinco. Em quarto lugar, a empresa americana Century Arms. Além de fabricar seus próprios modelos, a Century Arms importa e revende fuzis romenos. Esses modelos são frequentemente encontrados em mãos de criminosos no Brasil e no México.
Entre as submetralhadoras, as marcas mais mencionadas contemplam as brasileiras Indústria Nacional de Armas (INA), que encerrou suas atividades em 1972, e a Taurus, que fabrica este tipo de arma desde 2011. Há também a Beretta, da Itália, a alemã Heckler & Koch, e a israelense IMI.
Crime organizado usa também armas estrangeiras Foto: Instituto Sou da Paz/DW
As metralhadoras apreendidas, que respondem pela maioria das armas analisadas no estudo, têm como fabricantes predominantes a americana Browning e a belga FN Herstal, mas também foram encontrados modelos da dinamarquesa Madsen e da francesa Hotchkiss.
A Alemanha é um país cujas armas têm muito prestígio mundialmente, com as forças de segurança, mas também com o crime, afirma Langeani. A Alemanha se destaca bastante dentre o comércio de submetralhadoras, especialmente a HK, e está ligada diretamente a crimes recentes de repercussão nacional, como a morte da vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018.
Faltam dados para traçar cenário nacional
Há uma falta de transparência histórica na segurança pública brasileira, dizem os pesquisadores. Informações antes públicas, como dados de apreensão de armas de fogo, incluindo números de série, que costumavam ser divulgados pela Polícia Federal e pelo governo do Rio de Janeiro, desde 2024 são de acesso restrito.
Há problemas também na coleta e organização de dados. Os estados do Sudeste, por exemplo, não conseguiram prover aos pesquisadores informações sobre armas de fabricação privada (PMF, na sigla em inglês). Para chegar aos números revelados no estudo, os dados foram obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), além de bases de apreensões do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Polícia Federal.
Também foram coletadas informações de 40 casos judiciais para obter indicativos sobre origem, rotas de tráfico e operacionais de armas de fogo de estilo militar apreendidas.
Há ainda um terceiro empecilho: policiais responsáveis pelo registro inicial das armas apreendidas e peritos forenses têm capacidade limitada para identificar as armas. Para os pesquisadores, isso dificulta a análise e a identificação de novas dinâmicas, como o surgimento de ghost rifles – montados a partir de peças de vários fabricantes – e fuzis falsificados, e frequentemente resulta em dados equivocados.
"Há muito erro… É muito comum eles registrarem submetralhadora como metralhadora, fuzil como carabina, trocar calibre, escrever uma marca errada. O pior registro é em São Paulo; só Taurus [o nome da marca] temos escrito com mais de 100 redações diferentes", exemplifica Langeani.
Estado enfrenta desafios para responder ao problema
Os governos federal e estaduais não têm o combate ao tráfico de armas como uma prioridade, mas deveriam ter, na visão de Uchôa. "Um quilo de cocaína não vai subjugar uma comunidade inteira. Agora, cinco fuzis vão."
Para fazer isso, de acordo com o pesquisador, seria preciso incentivar os governos estaduais a criar delegacias especializadas em combate ao tráfico de armas e criar bancos nacionais de dados de armas apreendidas. Segundo Alcadipani , isso precisa ser feito porque o crime organizado tem intensificado suas ações, buscando um caráter mais "espetacular", demonstrando alta organização.
Um exemplo pode ter sido o assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes no litoral paulista em 16 de setembro. Fontes era um dos pioneiros na investigação de ações do PCC. Segundo Langeani, o perfil da arma utilizada no crime é similar ao dos fuzis liberados para aquisição de civis durante o governo Bolsonaro. Fontes foi morto com fuzis calibre 556 e 762, justamente os que aparecem com maior frequência na pesquisa do Sou da Paz.
O mês de setembro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Sergio Lima/AFP
Ex-assessor de deputado da AfD é condenado por espionagem
Um ex-assessor do eurodeputado alemão Maximilian Krah, do partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD), foi condenado a 4 anos e 9 meses de prisão sob a acusação de ter espionado para a China. Um tribunal de Dresden considerou provado que Jian G. trabalhou para um serviço secreto chinês. (30/09)
Foto: Sebastian Kahnert/dpa/picture alliance
Lufthansa anuncia corte de 4 mil cargos administrativos
A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou um corte de 4 mil cargos administrativos até 2030, à medida que avança em um processo de automação, digitalização e consolidação do trabalho com a ajuda da inteligência artificial (IA). O sindicato dos trabalhadores do setor de serviços Verdi criticou os cortes. (29/09)
Foto: Michael Bihlmayer/CHROMORANGE/picture alliance
Ponte mais alta do mundo é inaugurada na China
Estrutura que corta o Cânion Huajiang, na província de Guizhou, tem 625 metros de altura em seu ponto mais alto do chão até a pista, e 1.420 metros de extensão. Ponte levou três anos para ser construída, e vai encurtar o tempo de viagem de cerca de duas horas para poucos minutos. (28/09)
Foto: STR/AFP/Getty Images
Protesto em Berlim contra guerra em Gaza bate recorde de público
Manifestação reuniu 100 mil, segundo a organização, e 60 mil, nas estimativas da polícia. Ato foi respaldado por cerca de 50 organizações, entre elas a Anistia Internacional e o partido A Esquerda, e pediu o fim da exportação de armas alemãs a Israel, o acesso desimpedido de ajuda humanitária à Faixa de Gaza e a aplicação de sanções da União Europeia contra Israel. (27/09)
Foto: Annette Riedl/dpa/picture alliance
Em discurso na ONU boicotado por diplomatas, Netanyahu descarta criação de Estado palestino
Recebido sob vaias e com a saída de várias delegações, que esvaziaram o plenário, premiê israelense chamou solução de dois Estados de "suicídio nacional", pois sinalizaria que "assassinar judeus vale a pena". Também negou as acusações de genocídio e denúncias de fome em Gaza, e disse que Israel protege o Ocidente dos "bárbaros" no Oriente Médio. (26/09)
Foto: Michael M. Santiago/Getty Images
Sarkozy condenado a cinco anos de prisão na França
Um tribunal de Paris condenou o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy a cinco anos de prisão por associação criminosa. Ele foi acusado de aceitar contribuições para a campanha eleitoral da qual saiu vitorioso, em 2007, do antigo ditador líbio Muammar Kadafi, por intermédio de um empresário franco-libanês. (25/09)
Foto: Vincent Isore/IP3press/IMAGO
CCJ do Senado enterra a PEC da Blindagem por unanimidade
Aprovada na Câmara, Proposta de Emenda à Constituição que visava ampliar a proteção de parlamentares contra processos na Justiça gerou uma onda de indignação e provocou manifestações em todo o país. A repercussão negativa acelerou o processo na Comissão de Constituição e Justiça, que foi unânime ao rejeitar a PEC. Presidente do Senado anunciou o arquivamento, enterrando de vez a proposta. (24/09)
Foto: Gustavo Basso/DW
Na ONU, Lula critica sanções dos EUA e conduta de Israel
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso de abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas para criticar duramente o que chamou de "ataques à soberania" brasileira, numa fala direcionada ao governo dos Estados Unidos. O discurso ainda incluiu críticas a Israel. (23/09),
Foto: Timothy A. Clary/AFP
PGR denuncia Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça
Eduardo Bolsonaro e o produtor de conteúdo Paulo Figueiredo foram denunciados por articular junto ao governo Trump sanções contra o Brasil e o STF no intuito de impedir a condenação de Jair Bolsonaro. Ex-presidente não foi denunciado. "A dupla de denunciados não hesitou em arrogar a si própria a inspiração determinante das sanções econômicas que vieram a ser", disse o PGR, Paulo Gonet. (22/09)
Foto: Lev Radin/Pacific Press/picture alliance
Reino Unido, Canadá e Austrália reconhecem Estado palestino
Os governos do Reino Unido, Canadá e Austrália formalizaram o reconhecimento oficial do Estado palestino. Os reconhecimento britânico e canadense são especialmentes simbólicos, já que são as duas primeiras nações do G7 a formalizarem a medida. O governo israelense, que é contra o estabelecimento de um Estado para os palestinos, crticiou o reconhecimento. (21/09)
Foto: Luis Boza/NurPhoto/picture alliance
Ciberataque afeta aeroportos europeus
Vários aeroportos europeus, incluindo Bruxelas, Berlim e Heathrow, em Londres, foram afetados por "interrupções cibernéticas" que impactaram os sistemas de check-in e despacho de bagagem, causando atrasos e longas filas. (20/09)
Foto: Marta Fiorin/REUTERS
Bombas da Segunda Guerra em Berlim
Duas bombas da Segunda Guerra Mundial encontradas em locais diferentes de Berlim forçaram a retirada de mais de 20 mil moradores de suas casas. Um dos artefatos foi encontrado no leito do rio Spree, no centro da cidade, durante inspeção de rotina. Ao mesmo tempo, em outro bairro, uma bomba russa de 100 quilos foi encontrada em um canteiro de obras. Nenhuma delas precisou ser desativada. (19/09)
Foto: Michael Ukas/dpa/picture alliance
França tem dia de protestos contra medidas de austeridade
Protestos em massa contra medidas de austeridade reuniram 500 mil pessoas na França, que vive crise social e politica devido à escalada de seu déficit fiscal. Manifestantes pedem o cancelamento dos planos orçamentários, aumento de impostos para os mais ricos e a reversão da reforma da Previdência. Cerca de 80 mil policiais foram mobilizados e mais de 180 pessoas foram detidas. (18/09)
Foto: Sylvain Thomas/AFP/Getty Images
Bolsonaro recebe alta médica; biópsia indica câncer de pele
Ex-presidente recebeu alta hospitalar um dia após ser internado no Hospital DF Star, em Brasília, em razão de um quadro de vômito e queda de pressão arterial. Segundo boletim médico, biópsia de duas lesões retiradas no último domingo apontou a presença de carcinoma, tipo comum de câncer de pele. Retirada das manchas cutâneas descarta necessidade de tratamentos adicionais. (17/09)
Foto: Julia Maretto/AFP
Comissão da ONU acusa Israel de genocídio em Gaza
Uma comissão independente de inquérito do Conselho de Direitos Humanos da ONU acusou Israel de estar cometendo genocídio na Faixa de Gaza, atingindo quatro dos cinco critérios da Convenção das Nações Unidas para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. O Ministério do Exterior de Israel afirmou que "rejeita categoricamente esse relatório distorcido e falso". (16/09)
Foto: Ali Jadallah/Anadolu/picture alliance
Netanyahu admite isolamento de Israel em meio à guerra em Gaza
Em um raro reconhecimento do isolamento decorrente das críticas internacionais a Israel devido à guerra em Gaza, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, culpou as minorias na Europa que promovem "ideologia antissemita e islâmica extremista" e defendeu ataques de seu país além de suas fronteiras, como o realizado no Catar, para "proteger seus cidadãos". (15/09)
Foto: Nathan Howard/AFP/Getty Images
Ato pró-palestinos interrompe Volta da Espanha em Madri
Protestos pró-palestinos interromperam a etapa final da Volta da Espanha, em Madri, uma das três maiores competições anuais do ciclismo mundial. Os ativistas protestavam contra a participação de uma equipe israelense na prova. O grupo derrubou barreiras de metal e ocupou diversos pontos do trajeto da corrida. Duas pessoas foram presas e 22 policiais ficaram feridos. (14/09)
Foto: Manu Fernandez/AP Photo/picture alliance
Ultradireita britânica reúne 110 mil em manifestação anti-imigração
Milhares de pessoas tomaram as ruas de Londres em uma das maiores manifestações da ultradireita britânica dos últimos anos. Os participantes carregavam bandeiras da Inglaterra, do Reino Unido e cartazes com mensagens anti-imigração. Nove pessoas foram presas após confrontos com policiais. (13/09)
Foto: Alex Day/Avalon/Photoshot/picture alliance
Suspeito de matar Charlie Kirk é preso nos EUA
Autoridades americanas capturaram o suspeito de assinar o ativista de ultradireita Charlie Kirk. Em uma coletiva de imprensa, o governador de Utah, Spencer Cox, indicou que o assassinato teve motivação política. Cox também disse que os investigadores encontraram um fuzil envolto em uma toalha e que a arma tinha uma mira telescópica acoplada. (12/09)
Foto: FBI/ZUMA/picture alliance
Bolsonaro é condenado a 27 anos de prisão por cinco crimes
Primeira Turma do STF condenou de forma inédita um ex-presidente brasileiro pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Bolsonaro foi tomado como líder da organização criminosa. Outros sete réus do "núcleo crucial" também receberam penas de reclusão. (11/09)
Foto: Sergio Lima/AFP
Influenciador aliado de Trump morre baleado nos EUA
O ativista e influenciador de ultradireita Charlie Kirk, 31 anos, importante aliado do presidente Donald Trump, foi baleado em uma universidade dos EUA. Kirk foi levado a um hospital, mas sua morte foi anunciada pouco depois por Trump. Ele respondia a perguntas em um evento ao ar livre, em Utah, quando o ataque aconteceu. (10/09)
STF tem 2 votos para condenar Bolsonaro e mais 7 réus por golpe
Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Assim, o julgamento na Primeira Turma do STF tem placar de 2 a 0 pela condenação, faltando três votos. (09/09)
Foto: Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance
Em crise política, França perde mais um primeiro-ministro
Quarto premiê francês em dois anos, centrista François Bayrou perdeu moção de confiança na Assembleia Nacional da França e deixa o governo após menos de 10 meses. País vive crise fiscal e enfrenta disparada da dívida pública. Políticas orçamentárias do primeiro-ministro desagradaram o parlamento e agora pressionam o mandato de Emmanual Macron. (08/09)
Foto: Bertrand Guay/AFP
Primeiro santo millenial
O Papa Leão 14 celebrou a canonização de Carlo Acutis, o primeiro santo da geração millennial, durante uma missa solene na Praça de São Pedro. O adolescente italiano nascido em Londres em 1991, conhecido por criar um site dedicado a catalogar milagres eucarísticos e apelidado de "influenciador de Deus", foi reconhecido pelos fiéis por unir tecnologia e devoção na promoção da fé católica. (07/09)
Foto: Andrew Medichini/AP Photo/dpa/picture alliance
Japão celebra maioridade do sucessor imperial
O príncipe Hisahito de Akishino, segundo na linha de sucessão ao Trono do Crisântemo, completou 19 anos neste sábado, em um dia marcado pela sua cerimônia de maioridade. Os rituais protocolares permitirão ao príncipe começar a participar da agenda oficial da família imperial do Japão e lhe abrem caminho para um futuro reinado. (06/09)
Foto: Japan Pool/Jiji Press/AFP
Novo vídeo mostra reféns israelenses
O grupo radical palestino Hamas divulgou um novo vídeo marcando os 700 dias do início da ofensiva israelense contra Gaza, no qual mostra os reféns israelenses Guy Gilboa-Dalal e Evyatar David. Na foto, manifestantes homenageiam as vítimas do Hamas e os reféns sequestrados durante os ataques a Israel em 7 de outubro de 2025. (05/09)
Foto: Israel Hadari/ZUMA/picture alliance
Macron afirma que 26 países apoiam força de garantia para a Ucrânia
Uma cúpula em Paris com o presidente francês, Emmanuel Macron, seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, e líderes europeus, alguns por videoconferência, discutiu como aliados ajudariam Kiev a se proteger de investidas russas caso haja acordo para encerrar a guerra. "No dia em que o conflito acabar, as garantias de segurança serão mobilizadas", afirmou Macron. (04/09)
Foto: Ludovic Marin/AFP
Acidente com bondinho em Lisboa deixa ao menos 15 mortos
Pelo menos 15 pessoas morreram e 18 ficaram feridas nesta quarta-feira após o Elevador da Glória, uma popular atração turística de Lisboa, descarrilar. Imagens mostram que o bondinho tombou em um local onde o trilho faz uma curva e se chocou contra um prédio. Uma investigação sobre as causas do acidente foi iniciada. (03/09)
Acadêmicos acusam Israel de cometer genocídio em Gaza
A Associação Internacional de Acadêmicos de Genocídio – a maior organização profissional de acadêmicos que estudam os extermínios em massa – afirmou que Israel está cometendo genocídio em sua ofensiva na Faixa de Gaza e acusou o país de cometer crimes contra a humanidade e de guerra. Opinião se soma a coro cada vez maior de entidades que usam o termo para descrever as ações de Israel. (01/09)
Foto: Mohammed Ali/Xinhua/picture alliance
Começa julgamento de Bolsonaro e demais acusados por trama golpista
Teve início no STF o julgamento do ex-presidente e de outros sete réus acusados de formar o núcleo central do grupo acusado de tentar um golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre os réus estão o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, os ex-ministros da defesa Braga Netto, da Justiça, Anderson Torres e ex-chefe do GSI, Augusto Heleno. (02/09)