Presidente brasileiro desembarca em Paris com agenda de sintonia com francês em temas como reforma da ONU e guerra em Gaza. Mas também uma persistente pedra no sapato: a rejeição francesa ao acordo Mercosul-UE.
Lula e Macron em março de 2024, durante visita do francês ao Brasil. Fotografias da viagem foram encaradas como demonstração de "bromance" pela imprensa francesaFoto: Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Paris nesta quarta-feira (04/06) para uma visita de Estado à França, marcando mais um novo capítulo na sintonia pessoal com seu homólogo do país europeu, Emmanuel Macron, com quem demonstra afinidade em temas de defesa, mas diferenças aparentemente irreconciliáveis em livre-comércio.
A viagem também marca a primeira visita de Estado de um presidente brasileiro à França em 13 anos — a última foi realizada por Dilma Rousseff, em 2012. Essa será também pelo menos a oitava vez que Macron e Lula se encontram desde 2021.
O primeiro encontro ocorreu quando o petista ainda nem sequer havia voltado à Presidência. Na ocasião, Lula foi recebido com honras em Paris por Macron, num claro gesto de desafio do francês a Jair Bolsonaro, com quem mantinha uma relação hostil. Após o retorno e Lula ao Planalto, o petista e Macron ainda se encontrariam em cúpulas e conferências internacionais.
Em março de 2024 o bom relacionamento pessoal entre os dois culminou na visita oficial do líder europeu ao Brasil. Fotos que registraram momentos descontraídos entre os dois na Amazônia chegaram a virar memes nas redes sociais, e alguns jornais franceses classificaram de maneira bem-humorada o vínculo entre os líderes como um "bromance" – termo em inglês que mistura as palavras brother (irmão) e romance, e é usado para definir amizades próximas entre homens.
Nesta semana, antes da visita de Estado de Lula, Macron divulgou uma mensagem nas redes sociais que indica a continuidade do estreitamento de laços. "Caro Lula, vamos escrever a próxima página juntos?", escreveu Macron na publicação.
A sintonia não é meramente pessoal. Desde o retorno de Lula ao governo em 2023, a França e o Brasil passaram a compartilhar posição similares em temas como a reforma de organismos internacionais, críticas às ações militares de Israel em Gaza, regulação das redes sociais e ações para frear o avanço da extrema direita.
No entanto, apesar do "bromance", Lula e Macron demonstram discordâncias em alguns temas. Um deles é a guerra na Ucrânia. Mas a principal pedra no sapato é o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, reforçado ainda pela Lei Antidesmatamento da UE.
Lula e Macron em 2021. Francês promoveu visita com honras de chefe de Estado ao brasileiro antes mesmo da volta de Lula ao poderFoto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
E, em contraste com o encontro de março de 2024, a visita de Lula à França ocorre em um momento de enfraquecimento interno dos dois líderes em seus respectivos países.
Em junho de 2024, Macron viu sua aposta em eleições legislativas antecipadas sair pela culatra com o encolhimento de sua base parlamentar. Já Lula vem lidando com dificuldades crescentes para fazer avançar sua agenda no Congresso, além de ter visto sua reprovação aumentar desde o início de 2024.
Veja abaixo o que une e o que separa Lula e Macron:
Reforma do Conselho de Segurança
Uma das prioridades da agenda externa de Lula é a ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, cuja composição permanece inalterada há mais de sete décadas, incluindo apenas as principais potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial: EUA, Rússia, China, França e Reino Unido.
Em 2005, Brasil, Alemanha, Japão e Índia formularam em conjunto uma proposta para ampliar o conselho com seis novos membros permanentes, incluindo os quatro membros do grupo, conhecido como G4, e duas cadeiras para países africanos.
A França, na posição privilegiada de membro permanente, defende desde os anos 2000 as aspirações do G4. Macron reforçou o apoio no seu último discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2024. O francês também quer ir além da ampliação, e também defendeu uma limitação do poder de veto dos membros permanentes para casos de crimes ou massacres.
Nos últimos anos, tanto Lula quanto Macron demonstraram exasperação pública em relação à paralisia do conselho e sua inabilidade em lidar com crises.
Conflito em Gaza
Tanto Lula quanto Macron condenaram em 2023 o ataque terrorista executado pelo grupo Hamas que desencadeou a atual guerra em Gaza, mas logo passaram a apontar para o que enxergaram como excessos na resposta israelense.
Em 2023, a França de Macron apoiou uma proposta apresentada pelo Brasil junto ao Conselho de Segurança que propunha pausas humanitárias no conflito. No entanto, a proposta foi vetada pelos EUA.
Macron também passou a afirmar que a França pode vir a reconhecer um Estado palestino ainda neste ano. Seria uma mudança de peso, que faria da França o primeiro país do G7 a reconhecer formalmente a Palestina como Estado – algo que o Brasil fez em 2010, no segundo mandato de Lula.
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Regulação de redes e combate à extrema direita
Tanto Lula quanto Macron venceram adversários de extrema direita nas urnas. Macron derrotou Marine Le Pen em 2022. Meses depois, foi a vez de Lula derrotar Bolsonaro. Em janeiro de 2023, após os ataques golpistas em Brasília, o francês prestou solidariedade a Lula.
Em 2024, foi a vez de Lula defender um encontro com chefes de governo e de Estado "democratas" para discutir estratégias para conter o crescimento da extrema direita mundo afora. Na agenda da visita à França nesta semana, o Planalto informou que um dos temas que devem ser tratados com Macron é o "enfrentamento do extremismo".
Lula também tem defendido nos últimos meses a regulação das redes para responsabilizar as plataformas e frear a propagação de fake news.
Na França, a expansão da regulação tem sido delegada para a União Europeia, mas em 2024 o país esteve no centro da queda de braço com as big techs quando Pavel Durov, o fundador do Telegram, foi detido ao desembarcar em Paris.
Macron e Jair Bolsonaro em 2019. Relação entre os dois líderes foi marcada por hostilidadeFoto: Getty Images/AFP/J. Witt
No entanto, Macron, pressionado por produtores franceses temerosos com o impacto de exportações agrícolas da América do Sul, rapidamente classificou o texto de "inaceitável" e anunciou que pretendia bloquear qualquer avanço.
Durante o governo Bolsonaro, Macron citou o avanço do desmatamento no Brasil como justificativa para barrar o acordo. A posição não se afrouxou após a volta de Lula em 2023. Mesmo em sua amistosa visita ao Brasil em março de 2024, Macron disse que se tratava de um "péssimo acordo", alegando que os termos não continham garantias suficientes para forçar os produtores do Mercosul a respeitar normas ambientais e sanitárias e evitar concorrência desleal.
A posição continuou mesmo diante da recente guerra comercial lançada pelo presidente americano Donald Trump, que tem levado parte dos países-membros da UE, notadamente a Alemanha, a pressionar pela concretização final do acordo para minimizar a perda de mercados nos EUA. Em fevereiro, Macron afirmou que Paris continuava a buscar formar uma "minoria de bloqueio" dentro da UE para barrar a iniciativa.
A rejeição francesa também encontra eco em países como Irlanda e Áustria, mas o posicionamento de Paris é visto como decisivo, dada a dimensão e o peso político francês na UE.
Para finalmente entrar em vigor, o acordo precisa da aprovação de pelo menos 15 Estados-membros que representem 65% da população da UE, e depois ainda obter maioria no Parlamento Europeu.
Protesto de produtores franceses em 2024 contra o acordo Mercosul-UE. A faixa diz: "Mercosul: Se passar, vai nos quebrar".Foto: Stephane Mahe/REUTERS
Macron também não está sozinho na França. A posição dele é respaldada pela esquerda, que já apresentou resoluções para barrar o acordo, e pela extrema direita, que já chamou o texto de "catastrófico". E, mesmo que Macron mudasse de ideia, seu grupo político provavelmente não teria força para aprovar o acordo no Parlamento francês, especialmente agora que a base do presidente encolheu.
A oposição dos agricultores franceses também esteve no centro de um dos poucos momentos de tensão entre o Brasil e a França desde a volta de Lula. No ano passado, pressionado por produtores, a rede de supermercados francesa Carrefour chegou a ensaiar um boicote à compra de carne brasileira, provocando críticas em Brasília. Pouco depois, o Carrefour voltou atrás e pediu desculpas.
Apesar das negativas de Macron, Lula tem evitado confrontar publicamente o francês sobre o tema. "O Brasil não está negociando com a França. O Mercosul está negociando com a União Europeia. (...) Macron tem o direito de ser contra a proposta", disse Lula no ano passado.
Mas o mesmo não pode ser dito sobre outra frente que afeta a agricultura brasileira: a lei antidesmatamento da UE, que pretende vedar a importação pelo bloco de produtos originados de áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020.
Embora tenha sido aprovada pelo Parlamento Europeu em Bruxelas – e não pela França –, Paris apoiou a legislação como forma de multiplicar barreiras contra o avanço do acordo UE-Mercosul.
Por isso, o Itamaraty já informou que Lula deve levantar o tema nas suas conversas com Macron e demonstrar oposição à norma – que já teve sua implementação adiada por um ano após pressão da Alemanha e do Mercosul.
Conflito na Ucrânia
A França está entre os países que vêm fornecendo ajuda militar a Kiev diante da guerra lançada pela Rússia. Macron ainda sondou em público a possibilidade de enviar tropas de paz europeias para a Ucrânia – uma ideia rejeitada por aliados –, e recentemente voltou a defender a imposição de mais sanções contra os russos. Diante do protagonismo francês, o regime de Vladimir Putin incluiu a França em uma lista de "países hostis" e impôs contrassanções.
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, e Macron em 2024. Lula não compartilha a posição francesa em relação ao conflito no leste europeuFoto: Julien Mattia/Le Pictorium/MAXPPP/picture alliance
Já a posição de Lula e do Brasil não poderia ser mais contrastante. Entre 2022 e 2023, o Brasil chegou a votar a favor de resoluções na ONU que condenaram a agressão russa, mas tanto Bolsonaro quanto Lula evitaram antagonizar com o regime de Putin.
A posição brasileira, e especialmente a de Lula, acabou sendo alvo de críticas frequentes do governo ucraniano. O Brasil também não aderiu ao regime de sanções – pelo contrário: ampliou substancialmente o comércio com Moscou nos últimos anos, especialmente para a compra de diesel russo.
Apesar disso, tanto Lula quanto Macron evitaram chamar a atenção um do outro pelas posições dissonantes. Em fevereiro, os dois discutiram os rumos da guerra e se limitaram a afirmar que concordavam que a Ucrânia fosse incluída em negociações de paz que vinham sendo conduzidas naquele momento pelos EUA sem a participação de Kiev.
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
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Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
Foto: Rudolf Karancsi/AP/picture alliance
Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
Foto: Allison Bailey/NurPhoto/picture alliance
"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
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Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
Foto: BASARNAS/AP Photo/picture alliance
Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
Foto: Stringer/Anadolu/picture alliance
EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
Foto: Peter Dejong/AP/picture alliance
Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)