Os impactos de um ataque dos EUA a usinas de energia do Irã
Publicado 22 de março de 2026Última atualização 5 de abril de 2026
Trump reiterara ameaça de destruir infraestrutura energética iraniana. Teerã pode reagir com ataques a usinas de países do Golfo aliados aos EUA. ONG adverte que ataques podem configurar crime de guerra.
Trump ameaçou destruir rede de eletricidade do IrãFoto: Atta Kenare/AFP
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O conflito entre Estados Unidos e Irã pode atingir um novo patamar de escalada após que o presidente americano, Donald Trump reiterar sua ameaça de destruir usinas de energia iranianas.
No domingo (05/04), em uma publicação com palavrões e ofensas, Trump explicitou frustração com a continuidade do bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irã e voltou a afirmar que o país enfrentará a destruição da sua infraestrutura de energia caso não libere a passagem marítima.
"Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo de uma vez, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a porra do Estreito, seus bastardos loucos, ou vocês viverão num verdadeiro inferno - Vocês vão ver! Louvado seja Alá", escreveu Trump na rede Truth Social.
O Irã reagiu rapidamente, indicando que pode responder lançando ataques retaliatórios contra a infraestrutura energética e as usinas de dessalinização dos países do Golfo aliados aos Estados Unidos.
Como o Irã consegue bloquear o Estreito de Ormuz?
A estreita faixa marítima localizada na costa iraniana é vital para o comércio global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). O Estreito de Ormuz é a única ligação entre o Golfo Pérsico e os oceanos do mundo. Aproximadamente 20% de todo o petróleo consumido globalmente passa por essa rota, grande parte com destino à China, Índia e outros países da Ásia. Cerca de 20% do comércio mundial de GNL também depende dessa passagem.
Nas primeiras semanas do conflito, embarcações no Golfo Pérsico, no Estreito de Ormuz e no Golfo de Omã foram atingidas por projéteis lançados pelo Irã em diversas ocasiões, praticamente paralisando o tráfego marítimo.
Para o Irã, érelativamente simples causar danos significativos. De acordo com reportagem do jornal americano The New York Times, o chefe do Estado‑Maior dos EUA, Dan Caine, teria alertado Trump no Salão Oval que um único soldado iraniano em uma lancha rápida poderia disparar um míssil contra um petroleiro ou instalar uma mina naval.
Trump ameaçou destruir as usinas de energia iranianas caso Teerã não libere passagem pelo Estreito de Ormuz Foto: Nathan Howard/REUTERS
Segundo o especialista em segurança Peter Neumann, em entrevista à emissora pública de televisão alemã ZDF, as empresas de navegação deixaram de enviar petroleiros para a região porque consideram as ameaças iranianas dignas de crédito. "Por isso, a via marítima está bloqueada, mesmo sem um bloqueio físico e sem que todo navio seja atacado", afirmou Neumann.
Quais usinas os EUA podem mirar no Irã?
Donald Trump afirmou que começaria atacando a "maior" usina do Irã – sem especificar qual seria. É possível que os Estados Unidos estejam considerando atingir usinas termelétricas a gás, já que, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA), cerca de 80% da eletricidade iraniana em 2023 foi gerada a partir de gás natural.
A instalação mais importante desse tipo é a usina termelétrica de vapor e gás de Damavand, localizada perto de Teerã, com capacidade superior a 2.800 megawatts. Outra grande usina está situada na província de Mazandaran, às margens do Mar Cáspio, com uma capacidade superior a 2.200 megawatts.
O único reator nuclear iraniano, a usina de Bushehr, fica cerca de 760 quilômetros ao sul de Teerã, na costa do Golfo Pérsico. No meio deste mês, segundo o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, um edifício localizado a 350 metros do reator já havia sido atingido e destruído. Ainda assim, um ataque direto ao próprio reator é considerado improvável devido às consequências imprevisíveis e potencialmente catastróficas.
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Quais seriam as consequências para a população iraniana?
A economia iraniana já está profundamente afetada pela guerra. Mesmo durante o Ano-Novo persa, bazares e centros comerciais permaneceram vazios – resultado dos ataques, das sanções internacionais e da censura na internet imposta pelo governo. Há mais de três semanas, o país está praticamente isolado da rede internacional de internet.
Um ataque às usinas a gás ameaçaria diretamente o fornecimento de energia de milhões de iranianos. Um colapso elétrico teria consequências graves, como interrupção de sistemas de resfriamento e aquecimento, interrupção do abastecimento de água devido ao desligamento das bombas. Também seriam afetados o sistema bancário e a indústria.
O que o Irã pode atacar em resposta?
Em reposta às ameaças de Trump, Teerã sinalizou que pode atacar usinas de dessalinização na região do Golfo. Já ocorreram danos a instalações desse tipo no Bahrein e no Kuwait, provocados por ataques ou por destroços de mísseis – possivelmente um aviso indireto enviado pelo Irã.
Um navio-tanque de gás GLP ancorado devido à redução do tráfego no Estreito de OrmuzFoto: Benoit Tessier/REUTERS
Uma campanha sistemática contra essas estruturas representaria uma escalada ainda mais grave, colocando em risco o abastecimento de água de milhões de pessoas. Poucas regiões do mundo dependem tanto da dessalinização quanto os países do Golfo. Na árida Península Arábica, quase não há fontes naturais de água doce. No total, os países da região possuem cerca de 3.400 usinas de dessalinização, sendo que em lugares como Catar e Bahrein essas plantas fornecem mais de 90% da água potável.
Essas instalações também desempenham papel fundamental no fornecimento de água para a indústria química e para centros de processamento de dados. Muitas delas ficam na costa do Golfo Pérsico – a apenas algumas centenas de quilômetros do território iraniano – e, portanto, extremamente vulneráveis.
Quais podem ser as consequências de tais ataques?
De acordo com uma análise do think tank americano Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), o impacto sobre o abastecimento de água nos países do Golfo dependerá da quantidade e da intensidade dos ataques. Danos isolados a uma única usina de dessalinização poderiam, inicialmente, ser compensados por outras instalações da região. No entanto, ataques com mísseis ou drones contra os grandes centros de distribuição de água representariam um risco muito maior.
"O efeito mais significativo poderia ser psicológico", afirma o CSIS. Isso porque esse tipo de ataque comprometeria a imagem de segurança e estabilidade que sustenta grande parte do modelo econômico dos países do Golfo. Mesmo que os governos consigam garantir o abastecimento temporário de água por meios alternativos, o prejuízo maior seria a provável retração de turistas, empresas e investidores, que tenderiam a se afastar ainda mais da região.
Usina nuclear de Bushehr, no IrãFoto: TASS/picture alliance
Crimes de guerra
Na segunda metade março, Trump fez suas primeiras ameaças de lançar ataques contra usinas de energia do Irã, mas posteriormente adiou várias vezes prazos de ultimatos enviados ao regime de Teerã.
Caso ataques contra essas infraestruturas venham a ser realmente executados, seja pelos EUA, Israel ou o Irã, eles poderiam configurar crimes de guerra, segundo especialistas.
“Atacar intencionalmente infraestruturas civis, como usinas de energia, é geralmente proibido. Mesmo nos casos excepcionais em que se qualificam como alvos militares, uma parte ainda não pode atacar usinas de energia se isso puder causar danos desproporcionais a civis. Dado que essas usinas são essenciais para atender às necessidades básicas e ao sustento de dezenas de milhões de civis, atacá-las seria desproporcional e, portanto, ilegal sob o direito internacional humanitário, podendo constituir um crime de guerra”, avaliou Erika Guevara-Rosas, Diretora Sênior de Pesquisa, Advocacia, Políticas e Campanhas da ONG Anistia Internacional.
“Ao ameaçar com tais ataques, os EUA estão efetivamente indicando sua disposição de mergulhar um país inteiro na escuridão e de potencialmente privar seu povo de seus direitos humanos à vida, água, alimentação, saúde e um padrão de vida adequado, além de submetê-lo a dor e sofrimento severos”, acrescentou Guevara-Rosas.
“Quando usinas de energia entram em colapso, consequências terríveis se alastram instantaneamente. Estações de bombeamento de água parariam de funcionar, água potável se tornaria escassa e doenças evitáveis se espalhariam. Hospitais ficariam sem eletricidade e combustível, forçando o cancelamento de cirurgias e o desligamento de equipamentos de suporte à vida. As redes de produção e distribuição de alimentos entrariam em colapso, agravando a fome e causando escassez generalizada de alimentos. Muitas empresas também fechariam as portas, com consequências econômicas devastadoras, incluindo desemprego em massa”, completou.
md/jps (ARD, ots)
O mês de março em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Vahid Online/UGC
Quatro anos do massacre russo em Bucha, na Ucrânia
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, e a vice-presidente da Comissão Europeia, Kaja Kallas, seguram velas votivas durante evento em homenagem às vítimas dos assassinatos em massa cometidos pela Rússia em Bucha, na Ucrânia. O massacre, revelado em março de 2022, deixou pelo menos 1,4 mil civis mortos, entre eles 37 crianças. (31/03)
Foto: Volodymyr Tarasov/Ukrinform/IMAGO
Trump recua e autoriza Cuba a receber petróleo da Rússia
País recebeu navio russo transportando 730 mil barris de petróleo bruto – o primeiro em quase três meses, desde que a suspensão das importações de petróleo venezuelano por decisão do governo americano deixou a ilha comunista à beira do colapso. Passagem teria sido autorizada pela guarda marinha americana para evitar um eventual confronto armado com Moscou, segundo o "The New York Times". (30/3)
Foto: Norlys Perez/REUTERS
Baleia encalhada na costa alemã se liberta pela 2ª vez
A saga de uma baleia-jubarte que encalhou na costa do Mar Báltico, na Alemanha, continuou após ela conseguir se soltar de um banco de areia pela segunda vez. Apesar de já adoecida, ela tentava seguir seu caminho em direção ao Mar do Norte. Contudo, a jornada tem sido dificultada pelo estresse e cansaço do animal, que "ziguezaguea" no oceano. (29/03)
Foto: Daniel Bockwoldt/dpa/picture alliance
Milhares participam de protesto "No Kings" nos EUA
Após edições em junho e outubro de 2025, milhares de pessoas voltaram às ruas em uma nova rodada de protestos contra o presidente dos EUA, Donald Trump, acusando seu governo de retrocessos democráticos e autoritarismo. Mais de 3 mil atos foram convocados por todo o país e também na Europa. A Casa Branca desqualificou a iniciativa. (28/03)
Foto: Kerem Yucel/AFP
Bolsonaro deixa hospital e vai para prisão domiciliar
Condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, ex-presidente deixou a Papudinha em 13 de março, após ser internado com broncopneumonia em um hospital de Brasília. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que ele fique em casa por 90 dias para tratar da saúde. (27/03)
Foto: Vinicius Schmidt/Metropoles/AFP
ONU declara escravidão o mais grave crime contra humanidade
Em medida simbólica, mas histórica, a Assembleia Geral das Nações Unidas adotou uma resolução que classifica o tráfico transatlântico de escravos como o crime mais grave contra a humanidade e exige repatriação de artefatos culturais. A proposta de Gana foi apoiada por 123 países, incluindo o Brasil. Israel, EUA e Argentina votaram contra; Alemanha e outros 51 países se abstiveram. (26/03)
Foto: Bianca Otero/ZUMA/picture alliance
Brasil apresenta caça que atinge duas vezes a velocidade do som
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva batizou, com um champanhe, o primeiro caça supersônico desenvolvido no Brasil. O F-39E Grippen foi exibido no aeródromo da Embraer, em Gavião Peixoto (SP). A aeronave foi produzida pela própria Embraer, em parceria com a sueca Saab, e alcança uma velocidade de até 2,4 mil quilômetros por hora, o dobro da velocidade do som. (25/03)
Foto: Andre Penner/AP Photo/picture alliance
Argentina luta por justiça 50 anos após início da ditadura
Uma multidão tomou a Praça de Maio, em Buenos Aires, para honrar as vítimas da ditadura militar argentina, iniciada exatos 50 anos antes. Até hoje, familiares de desaparecidos lutam por justiça. Enquanto isso, o atual presidente, Javier Milei, é acusado por opositores de tentar justificar o terror de Estado ao equipará-lo à violência cometida por guerrilheiros de esquerda. (24/03)
Foto: Luis Robayo/AFP
Morre o ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin
O ex-primeiro-ministro francês Lionel Jospin morreu aos 88 anos. Jospin exerceu o cargo de chefe de governo de 1997 a 2002 e foi primeiro-secretário do Partido Socialista de 1981 a 1988 e de 1995 a 1997. Também concorreu, sem sucesso, às eleições presidenciais de 1995 e 2002. (23/03)
Foto: Stephane Lemouton/SIPA/picture alliance
Partido de Merz ganha eleições regionais
Conservadores da União Democrata Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, venceram as eleições no estado da Renânia-Palatinado, no sudoeste da Alemanha, à frente do Partido Social-Democrata (SPD), que governa a região desde 1991. A sigla de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) mais que dobrou seu resultado de 2021 e deve se tornar a terceira maior bancada no Legislativo local. (22/03)
Foto: dts Nachrichtenagentur/IMAGO
Irã lança ataque contra base no Oceano Índico
O Irã lançou dois mísseis contra Diego Garcia, uma ilha no Oceano Índico que abriga uma base militar do Reino Unido e dos EUA, segundo informação do "Wall Street Journal". O governo britânico condenou o que chamou de "ataques irresponsáveis" após a tentativa malsucedida de atingir a base. Não está claro quão perto os projéteis chegaram da ilha, que fica a cerca de 4 mil quilômetros do Irã. (21/03)
Foto: Pictures From History/imageBROKER/picture alliance
Ataques matam lideranças da Guarda Revolucionária do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que seu porta‑voz, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel, marcando mais uma baixa de alto escalão no conflito. O regime iraniano classificou a morte como "um ato terrorista traidor às vésperas do último dia do Ramadã", de acordo com um comunicado divulgado pela mídia local. (20/03)
Foto: Tasnim
Belarus liberta presos políticos em troca de fim de sanções
O governo de Belarus libertou 250 prisioneiros políticos como parte de um acordo com os EUA, que tem como contrapartida a suspensão de sanções por parte de Washington. A medida ocorreu após um encontro do presidente belarusso, Alexander Lukashenko, que governa o país desde 1994, com um enviado de Trump. Segundo ONGs, há ainda cerca de mil presos políticos em Belarus. (19/03)
Foto: BNS/IMAGO
EUA aliviam sanções à Venezuela em meio à crise do petróleo
Departamento do Tesouro dos EUA flexibiliza sanções para permitir que empresas americanas realizem negócios com a estatal venezuelana PDVSA. Governo de Donald Trump tenta aumentar o fornecimento mundial de petróleo após os danos provocados ao comércio global pela guerra com o Irã. (18/03)
Foto: Matias Delacroix/AP Photo/picture alliance
Irã confirma morte de Ali Larijani, figura central do regime
O Irã confirmou a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Superior de Segurança do país, que havia sido anunciada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. Ele era considerado a principal figura por trás da violenta repressão do governo iraniano aos protestos no país. A morte de Larijani é mais importante desde o assassinato do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. (17/03)
Foto: Marwan Naamani/ZUMA/IMAGO
"Uma Batalha Após a Outra" vence Oscar, e Brasil sai sem prêmio
"Uma Batalha Após a Outra", de Paul Thomas Anderson, foi o grande vencedor do Oscar de 2026, levando prêmio de melhor longa-metragem e mais cinco estatuetas no fim do domingo. Na categoria de Melhor Filme Internacional, o brasileiro O Agente Secreto não conseguiu repetir o sucesso do ano passado, quando venceu Ainda Estou Aqui. O Brasil saiu sem prêmios, apesar do recorde de indicações. (16/03)
Foto: Patrick T. Fallon/AFP
Comícios de Orbán e de opositor reúnem multidões na Hungria
Milhares participaram de marchas rivais organizadas pelo premiê húngaro Viktor Orbán e seu principal opositor, Peter Magyar, em Budapeste. Ambos impulsionam acusações de interferência estrangeira a um mês das eleições parlamentares do país. Orbán retrata o líder da oposição como um "fantoche" de Bruxelas, enquanto Magyar acusa o premiê de depender de Moscou para permanecer no poder. (15/03)
Morre o filósofo alemão Jürgen Habermas, aos 96 anos
Um dos mais influentes pensadores do século 20, Habermas morreu em Starnberg, onde vivia desde 1971. Fiel ao seu ideal cosmopolita de uma democracia aberta, ele permaneceu ativo até os últimos anos, intervindo regularmente no debate público alemão. Defendeu o direito ao asilo durante a crise migratória de 2015 e uma UE unificada diante do avanço do populismo de direita e do nacionalismo. (14/03)
Foto: Louisa Gouliamaki/AFP/Getty Images
Assessor de Trump que visitaria Bolsonaro tem visto revogado
Itamaraty justificou medida afirmando que diplomata mentiu sobre agenda no Brasil, e alertou STF sobre risco de "indevida ingerência" em assuntos internos. Darren Beattie supostamente visitaria ex-presidente na prisão e encontraria Flávio, pré-candidato ao Planalto em 2026. (13/03)
Foto: Luis Nova/AP Photo/dpa/picture alliance
Lula zera impostos sobre diesel em reação à guerra no Irã
Medida será acompanhada do aumento de subsídios a produtores e importadores do combustível e de maior taxação do petróleo nacional que é vendido ao exterior. Com isso, expectativa é baratear o diesel em R$ 0,64 por litro. Objetivo é conter uma escalada generalizada da inflação em meio à disparada do petróleo. (12/03)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Bomba da 2ª Guerra força evacuação recorde em cidade alemã
Autoridades de Dresden evacuaram 18 mil pessoas após a descoberta de uma bomba não detonada da Segunda Guerra Mundial, a maior operação desse tipo já realizada na cidade. O explosivo de fabricação britânica foi desativado após duas horas de trabalho das equipes de segurança. Foi o quinto artefato encontrado durante obras de reconstrução de uma ponte. (11/03)
Foto: Robert Michael/dpa/picture alliance
Chefe da UE anuncia plano para ressuscitar energia nuclear
Num aceno à expansão do uso da energia nuclear, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um fundo de 200 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) para estimular o setor. Ela chamou a redução da indústria de "erro estratégico". Ativistas do Greenpeace interromperam a cúpula sobre o tema, criticando a importação de urânio enriquecido russo pela França e outros países europeus. (10/03)
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
Barril de petróleo ultrapassa os 100 dólares pela 1ª vez desde 2022
Crise no Oriente Médio fez o preço do petróleo ultrapassar a barreira dos US$ 100 pela 1ª vez desde o início da guerra na Ucrânia. O valor do Brent atingiu os 114 dólares por barril (159 litros) no início do pregão. Os preços recuaram após a notícia de que alguns Estados-membros do G7 estariam considerando a liberação de reservas estratégicas para aliviar a pressão sobre os mercados. (09/03)
Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP
Apoiadores dos Verdes comemoram resultado em Baden-Württemberg
Sede da indústria automobilística da Alemanha, o estado de Baden-Württemberg viveu uma corrida eletrizante na eleição para o governo local. Após o partido conservador CDU liderar as pesquisas de opinião por várias semanas, as primeiras projeções após o fechamento das urnas deram a vitória aos Verdes. A confirmação do resultado seguiu acirrada até os últimos momentos. (08/03)
Foto: Wolfgang Rattay/REUTERS
Tornados deixam rastro de destruição nos Estados Unidos
O estado de Michigan foi atingido por uma onda de tempestades que deixou mortos, feridos e destruiu cidades. Quatro pessoas morreram na região, que decretou estado de emergência. Mais quatro morreram em Oklahoma. Tempestades da primavera ocorrem normalmente durante aquilo que é conhecido como "época dos tornados", que geralmente começa em diferentes alturas e em diferentes partes dos EUA. (07/03)
EUA e Venezuela concordam em restabelecer laços diplomáticos
Os Estados Unidos e Venezuela concordaram formalmente em restabelecer laços os diplomáticos que estavam rompidos desde o início de 2019. A decisão representa um novo e contundente passo no processo de cooperação entre os dois países iniciado após o governo de Donald Trump capturar Nicolás Maduro. (06/03)
Foto: Julio Urribarri/Anadolu/picture alliance
Países europeus reforçam missão militar no Chipre
Após Grécia, França e Reino Unido anunciarem o envio de militares ao Chipre na esteira de um ataque de drone iraniano a uma base aérea britânica no país insular, Itália, Espanha e Holanda juntaram-se ao grupo. Também nesta quinta-feira, Paris confirmou ter autorizado a presença "temporária" de aeronaves americanas em bases francesas no Oriente Médio. (05/03)
Foto: Johan Nilsson/TT NEWS AGENCY/picture alliance
EUA afundam navio de guerra iraniano perto do Sri Lanka
Ambulância com marinheiros resgatados entra em hospital no Sri Lanka, após submarino americano afundar navio de guerra iraniano no Oceano Índico. O país registrou o resgate de 32 tripulantes da fragata Iris Dena, mas outros 148 estavam desaparecidos, com poucas esperanças de serem encontrados. O vice-ministro do Exterior do Sri Lanka afirmou que ao menos 80 morreram no incidente. (04/03)
Foto: AFP/Getty Images
Trump agradece a Merz por "ajuda" da Alemanha com o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, na Casa Branca. Trump agradeceu à Alemanha por permitir o acesso de forças americanas a bases no país e
Merz, por sua vez, afirmou que a Alemanha e os EUA compartilham o desejo de se livrar do atual regime iraniano. "Estamos em sintonia em termos de acabar com este regime terrível no Irã", disse. (03/03)
Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
Ataques de Israel no Líbano ampliam conflito no Oriente Médio
Em resposta aos lançamento de foguetes contra Israel pelo grupo xiita libanês Hezbollah, militares israelenses atacaram alvos no Líbano. Na madrugada anterior, três caças americanos foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait (foto), país aliado da Casa Branca, e um drone iraniano caiu na pista de pouso de uma base militar britânica no Chipre. (02/03)
Foto: Social Media/REUTERS
Retaliação iraniana atinge países do Golfo em 2º dia de conflito
Israel lançou uma nova onda de ataques contra Teerã e o Irã retaliou com barragens de mísseis contra o território israelense, além de alvejar petroleiros e tentar atingir o porta‑aviões americano USS Abraham Lincoln. Ao menos seis países do Golfo também foram atingidos. Três pessoas morreram nos Emirados Árabes Unidos e uma no Kuwait. (1º/03)