Confira os destaques do noticiário nacional e internacional desta segunda-feira
Foto: picture-alliance/dpa/U. Deck
Anúncio
ALEMANHA
Polícia alemã desmantela grupo de extrema direita que planejava ataques
Doze alemães são presos suspeitos de integrar ou apoiar célula terrorista de ultradireita. Segundo investigações, grupo se comunicava pelo Whatsapp e tinha planos concretos de atacar mesquitas durante orações. Leia mais
"Fora nazista": torcida reage e homem é preso por racismo durante jogo
Durante partida na Alemanha, torcedor insulta e imita macaco para provocar zagueiro do time adversário, é denunciado por colegas de arquibancada e detido. "A reação de vocês foi exemplar", agradece jogador. Leia mais
Miss Alemanha 2020 é eleita por júri formado só por mulheres
Vencedora foi a empresária Leonie von Hase, de 35 anos. Sob o lema "Empoderando mulheres autênticas" e sem prova de biquíni, edição foi marcada por novidades, como inclusão de candidatas de até 39 anos, casadas e mães. Leia mais
BRASIL
"PSDB errou ao se omitir em momentos cruciais da história recente", diz Bruno Covas
Prefeito de São Paulo afirma que tucanos falharam ao não jogar luz no caso Aécio Neves, cuja permanência no partido lhe incomoda. Para Covas, PSDB deve focar parcerias com setor privado e redução da desigualdade. Leia mais
"Só se fala da Amazônia quando há uma tragédia", diz Jorge Bodanzky
Em entrevista à DW, cineasta fala sobre seu novo documentário, que foca a preocupante contaminação por mercúrio na Amazônia, e afirma que a sociedade brasileira fecha os olhos para o que acontece na floresta. Leia mais
MUNDO
Documento revela novas evidências da perseguição a uigures na China
Lista com detalhes sobre detidos revela sistema de monitoramento e espionagem que abrange famílias inteiras. Prisões são justificadas por uso de barba, véu islâmico ou violação da política de natalidade. Leia mais
MEIO AMBIENTE
Protocolo de Kyoto foi marco na proteção climática, mas insuficiente
Primeiro tratado para frear o aquecimento global entrava em vigor há 15 anos. Considerado pioneiro por comprometer países industrializados a reduzirem emissões, acordo não bastou para resolver problema a longo prazo. Leia mais
______________
A luta de uma brasileira neta de judeu pela cidadania alemã
03:26
This browser does not support the video element.
Picasso e a Segunda Guerra Mundial
Mostra "Os Anos da Guerra 1930-1945" foca vida do pintor e relação entre a arte e o conflito mundial.
Foto: picture-alliance/dpa/W. Rothermel
Mórbida natureza morta
"Não pintei a guerra porque não sou o tipo de pintor que sai como um fotógrafo buscando algo para representar. Mas não tenho dúvidas de que a guerra está nestas pinturas que fiz", disse o espanhol Pablo Picasso após o fim da Segunda Guerra Mundial. Entre 1939 e 1945, Picasso pintou principalmente retratos, nus ou naturezas mortas, como "Três cabeças de ovelha" (1939), adotando tons sombrios.
Foto: Succession Picasso/VG Bild-Kunst, Bonn, 2019, Photographic Archives Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia
Arte degenerada e proibida
Em junho de 1940, os nazistas ocuparam Paris. Picasso, que adotou a cidade como lar em 1904, fugiu para o sul da França após o início da Guerra. Mas, em agosto, voltou para seu estúdio parisiense, apesar da ocupação. Os nazistas o classificaram como artista degenerado e proibiram que expusesse sua arte. Ainda assim, ao contrário de muitos outros, Picasso ficou na França até o fim da Guerra.
Foto: ullstein bild/SZ Photo
Através do Atlântico
PIcasso requereu a cidadania francesa no início dos anos 1940, mas o pedido foi rejeitado por suas posições políticas: ele era próximo do comunismo. Sem poder exibir sua obra em Paris, o artista foi celebrado em 1939 e 1940 no MoMA, de Nova York, com uma retrospectiva de seus principais trabalhos, incluindo "Guernica", o doloroso tributo às vitimas da Guerra Civil espanhola (1936-1939).
Foto: Imago Images/Zuma/Keystone
Por uma causa
Antes da guerra, Picasso havia tomado um posicionamento político claro e até zombou do ditador Francisco Franco, o retratando como um triste Dom Quixote. Ele doou rendimentos de trabalhos publicados a organizações de ajuda aos refugiados espanhóis e os lucros de exposições ao Partido Republicano de seu país. Seu trabalho durante a 2ª Guerra, como esse pombo de 1942, parecia mais inofensivo.
"Porque você acha que eu dato tudo o que faço? Porque não basta conhecer o trabalho de um artista. Deve-se saber quando foi feito, por que, como, sob quais circunstâncias", explicou Picasso em 1943. "Natureza morta com caveira de boi" foi criada um ano antes. As caveiras, que simbolizam a fugacidade da vida, são motivo recorrente em seu trabalho nos anos da Segunda Guerra.
Foto: Succession Picasso/VG Bild-Kunst, Bonn, 2019, Foto: Walter Klein, Düsseldorf
Arte apolítica?
Os Aliados libertaram Paris em 1944, e Picasso foi celebrado como um sobrevivente. Ele aderiu ao Partido Comunista, mas foi acusado por alguns de seus companheiros de ser artisticamente apolítico. Ele reagiu dizendo que o artista "é um ser político, que vive constantemente alerta perante os dilacerantes, ardentes ou doces acontecimentos do mundo, moldando-se inteiramente às suas imagens".
Foto: picture-alliance/AP Photo/H. Harris
Em tempos de paz
Após a Guerra, Picasso, com frequência, viajava ao sul da França. Em 1945, ele reinventou novamente seu estilo com a reinterpretação de trabalhos de antigos mestres. O artista se manteve politicamente ativo, participando de congressos pela paz, entre outros eventos. Nessa época, ele criou a figura da pomba da paz, que até hoje é reconhecida como símbolo internacional.
Foto: UPI/dpa/picture alliance
Exposição sobre Picasso e a Guerra
"Pablo Picasso: Os anos da Guerra 1939-1945" exibe o homem e o artista num período de ameaças e destruição. A exposição ocorre de 15 de fevereiro a 14 de junho no espaço K20, em Düsselforf, e é uma cooperação da Kunstsammlung da Renânia do Norte-Westfália, do Museu de Grenoble e do Museu Picasso de Paris.