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Assassino do apartheid ganha liberdade condicional

30 de janeiro de 2015

Condenado por matar e torturar dezenas de opositores, Eugene de Kock está preso há 20 anos. Decisão sobre condicional é controversa na África do Sul, que ainda lida com legado do regime repressor.

Foto: picture-alliance/dpa

Eugene de Kock, chefe de um esquadrão da morte na época do apartheid, ganhou liberdade condicional após passar duas décadas na prisão, informou o governo da África do Sul nesta sexta-feira (30/01). De Kock ficou conhecido como o assassino número 1 do regime.

A hora e o lugar da liberação do prisioneiro, de 66 anos, não vão ser divulgados, declarou o ministro sul-africano da Justiça, Michael Masutha. Ele disse ainda que De Kock havia pedido segredo sobre as condições de sua liberação.

No ano passado, Masutha havia recusado o pedido de liberdade condicional, afirmando que as famílias de suas vítimas não haviam sido consultadas.

Como líder de um esquadrão da morte em Vlakplaas, uma fazenda localizada a 20 quilômetros de distância de Pretória, De Koch foi acusado de ter matado e torturado dezenas de opositores do regime do apartheid.

Preso em 1994, ano em que Nelson Mandela chegou ao poder, De Kock foi condenado a 212 anos de reclusão por seus crimes. Durante o tempo na prisão, De Kock fez contato e pediu perdão a algumas das famílias de suas vítimas. Masutha afirmou que De Kock ajudou as autoridades na busca por ativistas desaparecidos durante o apartheid.

Adiada por diversas vezes no ano passado, a decisão de conceder liberdade condicional a De Kock continua controversa num país que ainda lida com o legado de repressão e brutalidade por parte de um regime de minoria branca, instalado na África do Sul entre 1948 e 1994.

CA/ap/rtr

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