Assembleia Geral da ONU apoia criação de Estado palestino
12 de setembro de 2025
Resolução não vinculante apresentada pela França foi aprovada por 142 votos contra 10 contrários. Texto condena o Hamas e exige que o grupo entregue suas armas.
Israel, EUA e Argentina estão entre os países que rejeitaram a resoluçãoFoto: Lev Radin/Pacific Press/picture alliance
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A Assembleia Geral da ONU votou nesta sexta-feira (12/09) a favor de uma resolução não juridicamente vinculativa que acata a solução de dois Estados entre Israel e Palestina.
A decisão acontece um dia após o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu endossar um plano para dobrar população de colônia judaica na Cisjordânia ocupada e dizer que "não haverá um Estado palestino".
O texto foi aprovado por 142 votos a favor, 10 contra e 12 abstenções. Além de Israel, países como Argentina, Paraguai, Hungria e EUA rejeitaram a resolução.
O documento condena diretamente o Hamas, tomando como organização terrorista por diversos países, e exige que o grupo entregue suas armas, indicando que o reconhecimento de um Estado palestino só pode ocorrer sem a presença do Hamas.
Embora Israel tenha alegado que órgãos da ONU falharam em condenar o ataque do Hamas pelo ataque de 7 de outubro de 2023, a nova declaração, apresentada por França e Arábia Saudita, não deixa espaço para ambiguidades.
Formalmente chamada de Declaração de Nova York sobre a "Solução Pacífica da Questão da Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados", o texto afirma que "o Hamas deve libertar todos os reféns" e que a Assembleia Geral da ONU condena "os ataques cometidos contra civis em 7 de outubro".
A resolução também pede "ação coletiva para encerrar a guerra em Gaza, a fim de alcançar uma solução justa, pacífica e duradoura para o conflito israelense-palestino, baseada na implementação efetiva da solução de Dois Estados".
Países pressionam contra ofensiva israelense em GazaFoto: Mohammed Skaik/TheNews2/IMAGO
Israel diz "rejeitar totalmente" a resolução
A declaração, que já havia sido endossada pela Liga Árabe e coassinada em julho por 17 Estados-membros da ONU, incluindo vários países árabes, também busca excluir completamente o Hamas da liderança em Gaza.
"O Hamas deve encerrar seu governo em Gaza e entregar suas armas à Autoridade Palestina, com engajamento e apoio internacional, em conformidade com o objetivo de um Estado Palestino soberano e independente", afirma o documento.
O vice-líder da Autoridade Palestina, Hussein al-Sheikh, saudou a decisão, afirmando que a resolução "expressa a disposição internacional de apoiar os direitos de nosso povo e constitui um passo importante para o fim da ocupação e a conquista do nosso Estado independente".
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, disse que Israel "rejeita totalmente" a declaração, chamando-a de prova de que a Assembleia Geral se tornou "um circo político desconectado da realidade".
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"Escudo contra críticas"
A votação antecede uma cúpula da ONU copresidida por Riad e Paris em 22 de setembro, em Nova York, na qual o presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu reconhecer formalmente o Estado palestino.
"O fato de a Assembleia Geral finalmente apoiar um texto que condena diretamente o Hamas é significativo", disse Richard Gowan, diretor da ONU no International Crisis Group, à agência de notícias AFP.
"Agora, pelo menos, os Estados que apoiam os palestinos podem rebater acusações israelenses de que implicitamente toleram o Hamas", acrescentou, ressaltando que isso "oferece um escudo contra críticas de Israel".
Além de Macron, outros líderes anunciaram a intenção de reconhecer formalmente um Estado palestino durante a cúpula da ONU. Entre eles, Bélgica e Reino Unido.
Os gestos são vistos como uma forma de aumentar a pressão sobre Israel para encerrar a guerra em Gaza, desencadeada pelos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
A Declaração de Nova York inclui a discussão sobre o "desdobramento de uma missão internacional temporária de estabilização" na região devastada, sob mandato do Conselho de Segurança da ONU, visando apoiar a população civil palestina.
Solução de dois Estados cada vez mais difícil
Cerca de três quartos dos 193 membros da ONU reconhecem o Estado Palestino proclamado em 1988 pela liderança palestina exilada, entre eles, o Brasil.
No entanto, dois anos de guerra devastaram a Faixa de Gaza, além da expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia e do declarado desejo de autoridades israelenses de anexar o território.
"Vamos cumprir nossa promessa de que não haverá Estado Palestino", prometeu o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu nesta quinta-feira.
Ex-assessor de deputado da AfD é condenado por espionagem
Um ex-assessor do eurodeputado alemão Maximilian Krah, do partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD), foi condenado a 4 anos e 9 meses de prisão sob a acusação de ter espionado para a China. Um tribunal de Dresden considerou provado que Jian G. trabalhou para um serviço secreto chinês. (30/09)
Foto: Sebastian Kahnert/dpa/picture alliance
Lufthansa anuncia corte de 4 mil cargos administrativos
A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou um corte de 4 mil cargos administrativos até 2030, à medida que avança em um processo de automação, digitalização e consolidação do trabalho com a ajuda da inteligência artificial (IA). O sindicato dos trabalhadores do setor de serviços Verdi criticou os cortes. (29/09)
Foto: Michael Bihlmayer/CHROMORANGE/picture alliance
Ponte mais alta do mundo é inaugurada na China
Estrutura que corta o Cânion Huajiang, na província de Guizhou, tem 625 metros de altura em seu ponto mais alto do chão até a pista, e 1.420 metros de extensão. Ponte levou três anos para ser construída, e vai encurtar o tempo de viagem de cerca de duas horas para poucos minutos. (28/09)
Foto: STR/AFP/Getty Images
Protesto em Berlim contra guerra em Gaza bate recorde de público
Manifestação reuniu 100 mil, segundo a organização, e 60 mil, nas estimativas da polícia. Ato foi respaldado por cerca de 50 organizações, entre elas a Anistia Internacional e o partido A Esquerda, e pediu o fim da exportação de armas alemãs a Israel, o acesso desimpedido de ajuda humanitária à Faixa de Gaza e a aplicação de sanções da União Europeia contra Israel. (27/09)
Foto: Annette Riedl/dpa/picture alliance
Em discurso na ONU boicotado por diplomatas, Netanyahu descarta criação de Estado palestino
Recebido sob vaias e com a saída de várias delegações, que esvaziaram o plenário, premiê israelense chamou solução de dois Estados de "suicídio nacional", pois sinalizaria que "assassinar judeus vale a pena". Também negou as acusações de genocídio e denúncias de fome em Gaza, e disse que Israel protege o Ocidente dos "bárbaros" no Oriente Médio. (26/09)
Foto: Michael M. Santiago/Getty Images
Sarkozy condenado a cinco anos de prisão na França
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Foto: Vincent Isore/IP3press/IMAGO
CCJ do Senado enterra a PEC da Blindagem por unanimidade
Aprovada na Câmara, Proposta de Emenda à Constituição que visava ampliar a proteção de parlamentares contra processos na Justiça gerou uma onda de indignação e provocou manifestações em todo o país. A repercussão negativa acelerou o processo na Comissão de Constituição e Justiça, que foi unânime ao rejeitar a PEC. Presidente do Senado anunciou o arquivamento, enterrando de vez a proposta. (24/09)
Foto: Gustavo Basso/DW
Na ONU, Lula critica sanções dos EUA e conduta de Israel
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso de abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas para criticar duramente o que chamou de "ataques à soberania" brasileira, numa fala direcionada ao governo dos Estados Unidos. O discurso ainda incluiu críticas a Israel. (23/09),
Foto: Timothy A. Clary/AFP
PGR denuncia Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça
Eduardo Bolsonaro e o produtor de conteúdo Paulo Figueiredo foram denunciados por articular junto ao governo Trump sanções contra o Brasil e o STF no intuito de impedir a condenação de Jair Bolsonaro. Ex-presidente não foi denunciado. "A dupla de denunciados não hesitou em arrogar a si própria a inspiração determinante das sanções econômicas que vieram a ser", disse o PGR, Paulo Gonet. (22/09)
Foto: Lev Radin/Pacific Press/picture alliance
Reino Unido, Canadá e Austrália reconhecem Estado palestino
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Foto: Luis Boza/NurPhoto/picture alliance
Ciberataque afeta aeroportos europeus
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Foto: Marta Fiorin/REUTERS
Bombas da Segunda Guerra em Berlim
Duas bombas da Segunda Guerra Mundial encontradas em locais diferentes de Berlim forçaram a retirada de mais de 20 mil moradores de suas casas. Um dos artefatos foi encontrado no leito do rio Spree, no centro da cidade, durante inspeção de rotina. Ao mesmo tempo, em outro bairro, uma bomba russa de 100 quilos foi encontrada em um canteiro de obras. Nenhuma delas precisou ser desativada. (19/09)
Foto: Michael Ukas/dpa/picture alliance
França tem dia de protestos contra medidas de austeridade
Protestos em massa contra medidas de austeridade reuniram 500 mil pessoas na França, que vive crise social e politica devido à escalada de seu déficit fiscal. Manifestantes pedem o cancelamento dos planos orçamentários, aumento de impostos para os mais ricos e a reversão da reforma da Previdência. Cerca de 80 mil policiais foram mobilizados e mais de 180 pessoas foram detidas. (18/09)
Foto: Sylvain Thomas/AFP/Getty Images
Bolsonaro recebe alta médica; biópsia indica câncer de pele
Ex-presidente recebeu alta hospitalar um dia após ser internado no Hospital DF Star, em Brasília, em razão de um quadro de vômito e queda de pressão arterial. Segundo boletim médico, biópsia de duas lesões retiradas no último domingo apontou a presença de carcinoma, tipo comum de câncer de pele. Retirada das manchas cutâneas descarta necessidade de tratamentos adicionais. (17/09)
Foto: Julia Maretto/AFP
Comissão da ONU acusa Israel de genocídio em Gaza
Uma comissão independente de inquérito do Conselho de Direitos Humanos da ONU acusou Israel de estar cometendo genocídio na Faixa de Gaza, atingindo quatro dos cinco critérios da Convenção das Nações Unidas para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. O Ministério do Exterior de Israel afirmou que "rejeita categoricamente esse relatório distorcido e falso". (16/09)
Foto: Ali Jadallah/Anadolu/picture alliance
Netanyahu admite isolamento de Israel em meio à guerra em Gaza
Em um raro reconhecimento do isolamento decorrente das críticas internacionais a Israel devido à guerra em Gaza, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, culpou as minorias na Europa que promovem "ideologia antissemita e islâmica extremista" e defendeu ataques de seu país além de suas fronteiras, como o realizado no Catar, para "proteger seus cidadãos". (15/09)
Foto: Nathan Howard/AFP/Getty Images
Ato pró-palestinos interrompe Volta da Espanha em Madri
Protestos pró-palestinos interromperam a etapa final da Volta da Espanha, em Madri, uma das três maiores competições anuais do ciclismo mundial. Os ativistas protestavam contra a participação de uma equipe israelense na prova. O grupo derrubou barreiras de metal e ocupou diversos pontos do trajeto da corrida. Duas pessoas foram presas e 22 policiais ficaram feridos. (14/09)
Foto: Manu Fernandez/AP Photo/picture alliance
Ultradireita britânica reúne 110 mil em manifestação anti-imigração
Milhares de pessoas tomaram as ruas de Londres em uma das maiores manifestações da ultradireita britânica dos últimos anos. Os participantes carregavam bandeiras da Inglaterra, do Reino Unido e cartazes com mensagens anti-imigração. Nove pessoas foram presas após confrontos com policiais. (13/09)
Foto: Alex Day/Avalon/Photoshot/picture alliance
Suspeito de matar Charlie Kirk é preso nos EUA
Autoridades americanas capturaram o suspeito de assinar o ativista de ultradireita Charlie Kirk. Em uma coletiva de imprensa, o governador de Utah, Spencer Cox, indicou que o assassinato teve motivação política. Cox também disse que os investigadores encontraram um fuzil envolto em uma toalha e que a arma tinha uma mira telescópica acoplada. (12/09)
Foto: FBI/ZUMA/picture alliance
Bolsonaro é condenado a 27 anos de prisão por cinco crimes
Primeira Turma do STF condenou de forma inédita um ex-presidente brasileiro pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Bolsonaro foi tomado como líder da organização criminosa. Outros sete réus do "núcleo crucial" também receberam penas de reclusão. (11/09)
Foto: Sergio Lima/AFP
Influenciador aliado de Trump morre baleado nos EUA
O ativista e influenciador de ultradireita Charlie Kirk, 31 anos, importante aliado do presidente Donald Trump, foi baleado em uma universidade dos EUA. Kirk foi levado a um hospital, mas sua morte foi anunciada pouco depois por Trump. Ele respondia a perguntas em um evento ao ar livre, em Utah, quando o ataque aconteceu. (10/09)
STF tem 2 votos para condenar Bolsonaro e mais 7 réus por golpe
Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Assim, o julgamento na Primeira Turma do STF tem placar de 2 a 0 pela condenação, faltando três votos. (09/09)
Foto: Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance
Em crise política, França perde mais um primeiro-ministro
Quarto premiê francês em dois anos, centrista François Bayrou perdeu moção de confiança na Assembleia Nacional da França e deixa o governo após menos de 10 meses. País vive crise fiscal e enfrenta disparada da dívida pública. Políticas orçamentárias do primeiro-ministro desagradaram o parlamento e agora pressionam o mandato de Emmanual Macron. (08/09)
Foto: Bertrand Guay/AFP
Primeiro santo millenial
O Papa Leão 14 celebrou a canonização de Carlo Acutis, o primeiro santo da geração millennial, durante uma missa solene na Praça de São Pedro. O adolescente italiano nascido em Londres em 1991, conhecido por criar um site dedicado a catalogar milagres eucarísticos e apelidado de "influenciador de Deus", foi reconhecido pelos fiéis por unir tecnologia e devoção na promoção da fé católica. (07/09)
Foto: Andrew Medichini/AP Photo/dpa/picture alliance
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O príncipe Hisahito de Akishino, segundo na linha de sucessão ao Trono do Crisântemo, completou 19 anos neste sábado, em um dia marcado pela sua cerimônia de maioridade. Os rituais protocolares permitirão ao príncipe começar a participar da agenda oficial da família imperial do Japão e lhe abrem caminho para um futuro reinado. (06/09)
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Macron afirma que 26 países apoiam força de garantia para a Ucrânia
Uma cúpula em Paris com o presidente francês, Emmanuel Macron, seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, e líderes europeus, alguns por videoconferência, discutiu como aliados ajudariam Kiev a se proteger de investidas russas caso haja acordo para encerrar a guerra. "No dia em que o conflito acabar, as garantias de segurança serão mobilizadas", afirmou Macron. (04/09)
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Acidente com bondinho em Lisboa deixa ao menos 15 mortos
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Foto: Mohammed Ali/Xinhua/picture alliance
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