Após terem viagem de 8 dias estendida por 9 meses, dupla americana poderá finalmente voltar para casa. Vídeo mostra momento da chegada de cápsula da SpaceX à Estação Espacial Internacional.
Astronautas recém-chegados a bordo de uma aeronave da SpaceX cumprimentam colegas em serviço na estação ISSFoto: NASA/dpa/picture alliance
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Uma cápsula da SpaceX encarregada de trazer dois astronautas da Nasa de volta para a Terra chegou à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) por volta da 1h da manhã deste domingo (16/03, horário de Brasília).
Os americanos Butch Wilmore, de 62 anos, e Suni Williams, 59, estão em missão na ISS há mais de nove meses, após uma série de falhas técnicas com a aeronave Starliner da Boeing forçá-los a estender uma viagem que deveria ter durado apenas oito dias.
Uma transmissão ao vivo em vídeo do evento mostra a Dragon acoplando-se à porta da estação. Pouco mais de uma hora e meia depois, a tripulação da SpaceX surge flutuando ISS adentro e abraçando seus colegas (veja a partir dos 31 minutos no vídeo abaixo).
Wilmore e Williams de volta à Terra
Na sexta-feira, o Dragon foi lançado em órbita pelo foguete Falcon 9, com quatro astronautas a bordo, que ficarão na ISS pelos próximos seis meses – as americanas da Nasa Anne McClain, 45, e Nichole Ayers, 36; o japonês Takuya Onishi, 49, da Jaxa; e o russo Kirill Peskov, 34, do Roscosmos.
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Os astronautas que ficarão na ISS pelos próximos seis meses: o russo Kirill Peskov (Roscosmos); a comandante Anne McClain e Nichole Ayers (Nasa); e o japonês Takuya Onishi (Jaxa)Foto: John Raoux/AP/dpa/picture alliance
Wilmore e Williams ficarão alguns dias com a nova equipe antes de voltarem na quarta-feira (19/03) para a Terra a bordo da Dragon junto com Nick Hague (Nasa), 49, e Aleksandr Gorbunov (Roscosmos), 34, que se juntaram à tripulação de sete membros em setembro.
É o quarto voo espacial da Dragon, aeronave da empresa SpaceXFoto: NASA/AP/dpa/picture alliance
A estadia da dupla americana na ISS foi se estendendo por uma série de questões técnicas e atrasos. A história deles acabou politizada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusar seu antecessor na Casa Branca, Joe Biden, de abandoná-los.
Tanto Wilmore quanto Williams disseram que haviam concordado com a decisão da Nasa de transformar a viagem deles em uma missão de rotação geral, que geralmente dura seis meses. Os dois são astronautas experientes e pilotos aposentados da Marinha.
"O programa de viagem espacial humana é sobre isso: planejar para [o caso de] contingências desconhecidas, inesperadas. E nós fizemos isso", disse Williams.
Os americanos Suni Williams e Butch Wilmore são astronautas experientesFoto: John Raoux/AP/dpa/picture alliance
A Nasa alegava que os dois astronautas precisavam ficar na estação para manter níveis adequados de pessoal nela, e que não tinha orçamento para enviar uma aeronave de resgate, nem que isso era uma necessidade operacional.
A nova equipe que chegou neste domingo à ISS deve conduzir experimentos científicos ao longo dos próximos seis meses para, por exemplo, investigar os efeitos da ausência de gravidade sobre o corpo humano e testar a inflamabilidade de materiais.
ra (Reuters, AFP, dpa, ots)
As mais curiosas imagens do espaço em 2024
A China explorou pela primeira vez o lado oculto da Lua. Também impressionantes são as fotos de uma "galáxia sem estrelas", de um eclipse anular e de erupções solares.
Foto: HanxQiyang/Xinhua/IMAGO
Viagem chinesa ao lado oculto da Lua
Pode não parecer a imagem mais espetacular da lua, mas não se deixe enganar: este é o momento em que a espaçonave Chang'e 6, da China, foi lançada do outro lado da lua, em junho de 2024, para trazer de volta à Terra as primeiras amostras de rocha e poeira daquela região lunar pouco explorada.
Foto: Jin Liwang/IMAGO
Tortuosa missão japonesa
A ida do Japão à Lua em janeiro também foi um sucesso, apesar de seu Módulo de Aterrissagem Inteligente para Investigar a Lua (Slim, na sigla em inglês) ter aterrissado de forma errada. Um problema de motor durante o pouso fez com que os painéis solares ficassem no ângulo errado. Por isso, eles inicialmente não forneceram energia. Mas após nove dias, a energia voltou e o módulo iniciou sua missão.
Foto: Uncredited/JAXA/Takara Tomy/Sony Group Corporation/Doshisha University/AP/dpa/picture alliance
Um buraco negro que morde
Uma equipe de pesquisa europeia descobriu esse sistema composto por um buraco negro e sua estrela binária VFTS 243 – essa é uma imagem pós-processada. A descoberta fornece novas perspectivas sobre como os buracos negros se formam a partir da massa estelar. A VFTS 243 está localizada na Grande Nuvem de Magalhães, a cerca de 200 mil anos-luz da Terra.
Foto: Cover-Images/IMAGO
Quatro erupções simultâneas
Em abril de 2024, quatro erupções solares irromperam quase simultaneamente em diferentes locais da superfície do Sol. De acordo com a Nasa, que registrou o evento, isso quase resultou em uma tempestade solar em direção à Terra. Era a indicação de que a atividade solar atingia seu pico em um ciclo de 11 anos em 2024.
Foto: NASA/SDO/AIA/EVE/HMI science teams
Parece uma galáxia sem estrelas
Pesquisadores descobriram uma formação semelhante a uma galáxia que parece não ter quase nenhuma estrela. Os pesquisadores do US Green Bank Observatory encontraram a massa de poeira e gás por mero acaso. Ela consiste, em grande parte, de hidrogênio e matéria escura. Ela é invisível ao olho humano e só foi descoberta por sinais de rádio que a equipe captou por acaso.
Foto: STScI/NSF/GBO/P. Vosteen
Estrela em seus últimos momentos
Este é o primeiro registro próximo da estrela WOH G64, fora de nossa galáxia, em seu último estágio de vida. A WOH G64 está localizada na Grande Nuvem de Magalhães. A imagem, registrada pelo Observatório Europeu do Sul, mostra a estrela enquanto ela ejeta gás e poeira. "Esse é o último estágio antes de sua supernova", anunciou o observatório em novembro de 2024.
Foto: K. Ohnaka et al./ESO/REUTERS
Um raro eclipse anular
Outra raridade: o eclipse anular em outubro de 2024. Esses eclipses solares ocorrem quando a lua não cobre completamente o sol quando vista da Terra. A ocorrência desse "anel de fogo ao redor do sol" depende da distância da lua em relação à Terra e de onde o espetáculo é visto. Esta foto foi tirada na Ilha de Páscoa, no Chile.