Publicado 8 de fevereiro de 2025Última atualização 9 de fevereiro de 2025
Força-tarefa Doge, comandada por bilionário, levou em poucos dias à administração pública o modus operandi de startups. Democratas, sindicatos e organizações vão à Justiça contra demissões e cortes.
A força-tarefa Doge de Elon Musk obteve acesso a informações federais confidenciais, levantando preocupações sobre a legalidade e constitucionalidade de suas açõesFoto: Brandon Bell/Getty Images/AP/picture alliance
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Em menos de uma semana, a chamada força-tarefa do Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês), liderada pelo magnata Elon Musk, adentrou os corredores do governo e passou a reformular os sistemas burocráticos federais.
Em resposta, a oposição no Congresso, sindicatos e organizações da sociedade civil entraram com processos judiciais para conter o que, segundo eles, é um órgão sem controle que está extrapolando seus poderes.
Neste sábado (08/02), um juiz federal emitiu uma ordem de emergência impedindo o Doge de acessar os dados pessoais e financeiros de milhões de americanos armazenados no Departamento do Tesouro.
De acordo com os documentos do tribunal, o juiz Paul A. Engelmayer, em sua decisão, impediu que "todos os nomeados políticos", bem como "todos os agentes especiais do governo" e "todos os funcionários do governo designados para uma agência fora" do departamento financeiro acessassem os sistemas de pagamento e outros dados do Tesouro dos EUA.
A ordem de restrição temporária, válida até uma audiência sobre o assunto marcada para 14 de fevereiro, também determina que qualquer pessoa que tenha acessado dados dos registros do Departamento do Tesouro desde que o novo presidente americano, Donald Trump, assumiu o cargo em 20 de janeiro deve destruir imediatamente o material.
Deputados se dizem preocupados
Na última terça-feira, os democratas da Câmara dos Representantes enviaram uma carta a Trump expressando profunda preocupação com a conduta dos membros do Doge ao exigirem "a entrada em instalações do governo federal, incluindo o acesso a espaços confidenciais e a dados e sistemas de informação confidenciais do governo".
Eles também alertaram que a conduta do Doge representava "enormes riscos para a segurança nacional e para a privacidade e as liberdades civis dos americanos".
Embora tenha a palavra "departamento" em seu nome, o Doge não é um departamento federal de fato. Trata-se de uma força-tarefa a serviço do escritório executivo de Trump.
A agência foi criada em meio a uma enxurrada de ordens executivas que o republicano assinou depois de assumir o cargo em 20 de janeiro.
A entidade carrega várias marcas registradas de seu chefe, Elon Musk: o acrônimo "Doge" faz referência à criptomoeda "Dogecoin", preferida pelo homem mais rico do mundo; a comunicação sobre o trabalho é feita por meio de sua plataforma de mídia social X; a abordagem de corte de custos reflete seu mantra de eficiência a qualquer custo.
Trump e Musk declararam que os objetivos do Doge são reduzir drasticamente as regulamentações federais, os gastos e o tamanho da força de trabalho.
De acordo com a revista mensal de tecnologia Wired, a equipe da força-tarefa inclui um grupo de engenheiros da computação com idade entre o final da adolescência e 20 e poucos anos, com vínculos com as empresas de Musk.
Críticos soaram o alarme sobre a falta de transparência em relação à seleção da equipe e se foram realizadas as devidas verificações e autorizações de segurança.
Essas preocupações se estendem ao próprio Musk, cujo atribuição legal para cortar cargos federais e negociar esquemas de demissão com funcionários públicos está agora em questão.
Protesto do lado de fora do Departamento do Tesouro dos EUA contra acesso de equipe de Elon Musk a dados privados e confidenciais e suspensão do UsaidFoto: Jay Mallin/ZUMA Press/IMAGO
O que a força-tarefa tem feito?
O grupo vem abrindo caminho pelo governo, e suas incursões vão do Tesouro ao Departamento do Trabalho, à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica e à Usaid.
A próxima parada parece ser as principais empresas de serviços de saúde, Medicare e Medicaid, e supostamente o Departamento de Energia, que também é o guardião dos programas de segurança e armas nucleares dos EUA.
A força-tarefa já retirou 1,2 bilhão de dólares (R$ 6,9 bilhões) de iniciativas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI), juntamente com contratos de consultoria e programas governamentais no exterior. Também ofereceu um pacote de indenizações a funcionários federais como incentivo para que renunciassem a seus empregos. Segundo informações do governo, pouco menos de 2% dos servidores aceitaram a oferta.
A vítima mais significativa do corte de custos de Musk foi a Usaid, um serviço de ajuda externa de 50 bilhões de dólares que emprega mais de 10 mil pessoas, incluindo milhares de funcionários em missões no exterior. Essa agência é vista como uma importante iniciativa de "soft power" criada pelo ex-presidente John F. Kennedy em 1961, que fornece assistência econômica a outras nações.
Todo o Departamento de Educação também foi indicado para ser abolido.
No entanto, embora o Doge e outros departamentos do gabinete do presidente possam identificar oportunidades de economia de custos, estão surgindo obstáculos legais para que eles possam implementar essas medidas. Questiona-se, por exemplo, se são constitucionais as tentativas do presidente de eliminar unilateralmente a Usaid e o Departamento de Educação.
"Normalmente, as agências que são estabelecidas e criadas por atos do Congresso precisariam de um ato estatutário semelhante do Congresso para eliminá-las completamente", disse à DW Roger Nober, diretor do Centro de Estudos Regulatórios George Washington.
"É difícil imaginar que isso seja feito, no momento, dado o clima atual, através dos obstáculos que teriam de ser superados no Congresso", reforça.
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Aumentam os obstáculos legais
"Originalmente, [o Doge] era para ser um comitê consultivo e [eles] têm requisitos específicos em termos de quão públicas são suas reuniões, que tipos de transparência deve haver", disse Nober.
Mas como o Doge se tornou uma versão reformulada do Serviço Digital dos EUA, que já existia em todo o governo, Nober disse que pode haver mais espaço para a equipe agir.
"Nos níveis mais altos, o presidente tem ampla margem de manobra para obter conselhos de diferentes pessoas, especialmente funcionários do governo, portanto, não acho que nos níveis mais altos o que eles estão fazendo seja proibido", disse ele.
Isso inclui o poder discricionário do presidente para conceder acesso a informações confidenciais, de acordo com Scott R. Anderson, pesquisador em estudos de governança no think tank americano Brookings Institution.
"A classificação é principalmente um produto de ordem executiva. Portanto, se o presidente quiser dar às pessoas acesso a informações confidenciais, ele pode fazer isso", disse Anderson à DW. "Pode haver uma dúvida se o presidente realmente fez isso ou se Musk está apenas afirmando que pode fazer o que quiser, porque o presidente deu carta branca."
Musk e os membros da equipe do Doge não são tecnicamente servidores públicos, mas funcionários especiais do governo. Como tal, eles podem trabalhar para o governo durante 130 dias por ano e estão sujeitos a regras de ética e conflito de interesses. Durante esse período, eles não podem se envolver em atividades políticas.
O líder democrata da minoria no Senado, Chuck Schumer, acusou Musk de administrar um "governo paralelo" e disse na terça-feira que o Doge "não tem autoridade para tomar decisões sobre gastos, encerrar programas ou ignorar a lei federal". Esse poder permanece com o Congresso dos EUA, defende.
"O que estamos vendo é o governo Trump se engajar em uma ampla gama de medidas que vão contra, e eu acho que, sem dúvida, muito provavelmente, ultrapassam os entendimentos convencionais dos limites legais", explica Anderson.
"Acho que muitas delas são ilegais e serão consideradas ilegais quando forem questionadas nos tribunais."
Os cortes impostos pelo Doge atingiram principalmente a Usaid, que tinha orçamento de 50 bilhões de dólares e mais de 10 mil funcionáriosFoto: Nathan Howard/REUTERS
Quais ações foram tomadas contra o Doge?
Várias contestações legais estão sendo apresentadas aos tribunais.
A Federação Americana de Funcionários do Governo, o Sindicato Internacional de Funcionários de Serviços e a Aliança para Americanos Aposentados abriram na segunda-feira um processo no tribunal federal de Washington DC contra o grupo. A ação veio em resposta ao fato de o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ter permitido à força-tarefa visualizar uma série de informações confidenciais relacionadas a pagamentos federais e informações individuais de seguridade social.
Na quinta-feira, a juíza distrital Colleen Kollar-Kotelly limitou o acesso a dois funcionários do Doge em uma base somente de leitura. Desde então, um desses funcionários deixou a unidade depois que surgiram evidências que o ligavam a conteúdo racista publicado em um perfil do X agora extinto.
Na quarta-feira, a Federação Americana do Trabalho e o Congresso de Organizações Industriais, juntamente com outros sindicatos e o Economic Policy Institute, entraram com uma ação judicial para impedir que o Doge acesse os sistemas de informação do Departamento Federal do Trabalho.
Na quinta-feira, a Associação Americana de Serviços Estrangeiros e a Federação Americana de Empregados do Governo entraram com um processo contra o "desmantelamento efetivo" da Usaid pelo governo.
O juiz distrital George O'Toole Jr. também bloqueou o plano de demissão voluntária do governo Trump. O programa dava um prazo de nove dias para que funcionários do governo e de agências federais avaliassem a proposta, que previa oito meses de salários como compensação a pedido de demissão.
Necessidade de "burocratas leais"
Trump e o Partido Republicano são defensores de longa data da redução do tamanho do governo. Mas observadores alertam que as ações do Doge podem servir mais para tornar a máquina mais favorável a Trump do que para cortar excessos.
"Com ou sem razão, acho que essa administração sentiu que muitos dos funcionários permanentes do governo eram contra muitas das iniciativas da última administração [de Trump]", disse Nober.
O presidente tem sido claro sobre o desejo de ter burocratas leais trabalhando para a agenda de seu governo.
"Se o seu objetivo é deixar os funcionários federais desconfortáveis e preocupados com o status de seu emprego a longo prazo, este governo conseguiu isso", acrescentou.
Se essa for a estratégia da equipe de Trump, Anderson recomenda cautela. Embora seja potencialmente eficaz no setor privado, ela é de alto risco quando serviços públicos essenciais estão em jogo.
"No momento em que esses sistemas [governamentais] entram em colapso, muitas vezes não é possível recuperá-los. Até que eles voltem a funcionar, muitas pessoas sofrerão", disse ele.
O mês de fevereiro em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Jim LoScalzo/CNP/ZUMA Press/IMAGO
Dedo em riste e ânimos exaltados entre Trump e Zelenski
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, deixou a Casa Branca sem assinar o acordo sobre minerais estratégicos com os EUA depois de bate-boca com Donald Trump. "Você não está sendo grato de forma alguma", disse o presidente dos EUA diante da recusa de seu homólogo em abrir concessões a Moscou em possível negociação de paz, acusando-o de "brincar de terceira guerra mundial". (28/02)
Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images
Líder dos curdos pede fim da luta armada na Turquia
"Todos os grupos devem depor as armas e o PKK deve se dissolver", disse Abdullah Öcalan em uma declaração lida por parlamentares curdos que o visitaram na prisão onde ele está detido há 26 anos. A declaração pode abrir caminho para um novo processo de paz com o governo turco – o conflito entre os guerrilheiros curdos e as forças turcas deixou mais de 40 mil mortos em quatro décadas. (27/02)
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Israel se despede de mãe e filhos mortos em cativeiro na Faixa de Gaza
Milhares acompanharam o cortejo fúnebre de Shiri Bibas e de seus dois filhos, o bebê Kfir e menino Ariel, sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Símbolo da tragédia dos reféns, a família foi enterrada perto do kibutz de Nir Oz, onde viviam. Os pais de Shiri também morreram no ataque. Só o marido dela, libertado no início de fevereiro, sobreviveu. (26/02)
Foto: Amir Cohen/REUTERS
Milhares se reúnem no Vaticano em oração pelo Papa Francisco
Fiéis ocupam a Praça de São Pedro, no Vaticano, em oração pela saúde do Papa Francisco. O pontífice luta contra uma pneumonia dupla e permanece em estado crítico pelo quarto dia consecutivo, mas com quadro estável e sem novas crises respiratórias. O Papa de 88 anos passa sua 12ª noite no hospital Gemelli de Roma, a mais longa internação de seu papado. (25/02)
Foto: Massimo Valicchia/NurPhoto/picture alliance
Morre Roberta Flack, conhecida por "Killing Me Softly"
A cantora americana de R&B Roberta Flack morreu aos 88 anos. Flack alcançou o estrelato na década de 1970 com sucessos como "Killing Me Softly With His Song" e "The First Time Ever I Saw Your Face". Seus trabalhos em jazz, pop e soul, e sua forte defesa dos direitos civis respaldaram seu sucesso entre um público fiel. A cantora venceu cinco de 14 indicações ao Grammy em sua carreira. (24/02)
Foto: Harold Filan/AP Photo/picture alliance
Conservadores lideram na eleição alemã e encerram era Scholz
Os alemães foram às urnas em eleições antecipadas para definir os novos membros do Parlamento. Aliança CDU/CSU foi a mais votada, cacifando o líder conservador Friedrich Merz a ocupar o posto de chanceler federal e substituir o impopular Olaf Scholz. A eleição também foi marcada por crescimento robusto da ultradireitista AfD, que dobrou seu eleitorado. (23/02)
Foto: Odd Andersen/AFP/Getty Images
"O Último Azul" vence Urso de Prata na Berlinale
"O Último Azul", filme brasileiro dirigido por Gabriel Mascaro, conquistou o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, a segundo maior honraria do evento. Já o Urso de Ouro, maior prêmio da competição, foi vencido pelo filme norueguês "Drommer", de Dag Johan Haugerud. (22/02)
Foto: Jens Kalaene/dpa/picture alliance
Moraes determina bloqueio do Rumble no Brasil
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou (21/02) o bloqueio da rede social Rumble no Brasil, acusando a plataforma de "reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos" de ordens judiciais, além de tentativas de "não se submeter ao ordenamento jurídico brasileiro [...] para instituir um ambiente de total impunidade e de 'terra sem lei' nas redes sociais brasileiras". (21/02)
Foto: EVARISTO SA/AFP
Hamas entrega corpos de 4 reféns israelenses
Grupo islamista alega que reféns teriam sido mortos em bombardeio de Israel. Vítimas são um bebê de 9 meses, seu irmão de 4 anos, a mãe deles, de 32 anos, e um idoso de 83 anos. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) acusou o Hamas de ter transformado o ato em palco político. (20/02)
Foto: Stringer/REUTERS
Trump culpa Ucrânia por invasão russa e chama Zelenski de "ditador"
Irritado ao ouvir de Volodimir Zelenski que vive numa "bolha de desinformação" após ter ecoado a linha oficial do Kremlin e atribuído à Ucrânia a culpa pela invasão russa em 2022, o presidente americano Donald Trump chamou o colega de "ditador" e aconselhou-o a ser "rápido" se não quiser "ficar sem país". A escalada diplomática é mais um passo no estranhamento entre EUA e Ucrânia. (19/02)
Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images
Procuradoria denuncia Bolsonaro e outros 33 ao STF por tentativa de golpe
A Procuradoria-Geral da República denunciou Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente é acusado de cinco crimes, que juntas somam até 43 anos de prisão: organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. (18/02)
Foto: Ton Molina/NurPhoto/picture alliance
Avião capota no Canadá
Um avião da Delta capotou em acidente ocorrido no Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, no Canadá, ficando de barriga para cima na pista e deixando ao menos 15 feridos. O terminal ficou horas paralisado após o acidente. (17/02)
Foto: Uncredited/CTV/AP/dpa/picture alliance
Candidatos a chanceler federal se enfrentam em debate na Alemanha
Temas como imigração, economia, relação com Estados Unidos e guerra na Ucrânia pautaram o primeiro debate com os quatro principais candidatos a chanceler federal. O evento colocou Olaf Scholz, do SPD, contra seu principal rival, Friedrich Merz, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto. Também participaram Alice Weidel, da AfD, e o vice-chanceler Robert Habeck, dos Verdes. (16/02)
Foto: Kay Nietfeld/dpa-Pool/picture alliance
Tumulto deixa dezenas de mortos em estação de trem na Índia
Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas em um tumulto em uma estação ferroviária na capital da Índia, Nova Délhi, quando uma multidão tentava chegar na maior congregação religiosa do mundo, o Khumba Mela. No mês passado, 30 pessoas morreram em um tumulto no festival hindu de Kumbh Mela, no norte da Índia. (15/02)
Foto: Uncredited/AP/dpa/picture alliance
Vice-presidente dos EUA pede resgate de valores europeus e fim do "cordão sanitário"
JD Vance provocou choque entre líderes europeus que acompanharam seu discurso na Conferência de Segurança de Munique. O americano quebrou o protocolo ao focar sua fala na política interna da União Europeia, e disse que os EUA estão preocupados com os valores que os europeus estão defendendo. Ele ainda sugeriu o fim do "cordão sanitário" que isola a ultra direita no parlamento alemão. (14/02)
Foto: Leah Millis/REUTERS
Carro avança sobre multidão em Munique, na Alemanha
Um automóvel atropelou um grupo de pessoas no centro de Munique, deixando 30 feridos. As causas do incidente estão sendo investigadas. O governador da Baviera, Markus Söder, falou em "possível atentado". O motorista do automóvel seria um afegão de 24 anos que tinha autorização de permanência no país. Chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, diz que suspeito "tem que deixar o país". (13/02)
Foto: Michael Bihlmayer/Bihlmayerfotografie/IMAGO
Alemanha prorroga controles de fronteira
Governo em Berlim prolongou por mais seis meses os controles em todas as suas fronteiras exteriores, a fim de "frear a imigração irregular", segundo o chanceler federal Olaf Scholz. A medida foi adotada em setembro de 2024. (12/02)
Foto: Matthias Balk/dpa/picture alliance
EUA e Reino Unido rejeitam declaração de Paris sobre IA
Em torno de 60 países assinaram em Paris uma declaração que pede o uso transparente e sustentável da inteligência artificial e regulamentações internacionais, com EUA e Reino Unido sendo as notáveis ausências na lista de signatários. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, expôs na cúpula as várias reservas dos EUA em relação ao tema.(11/02)
Foto: Thomas Padilla/AP Photo/picture alliance
Donald Trump impõe tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio
Presidente dos EUA, Donald Trump, assina ordem executiva determinando imposição de tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio, o que poderá afetar as exportações brasileiras. O decreto de Trump cancela isenções e cotas isentas de impostos para os principais fornecedores, em uma medida que pode aumentar o risco de uma guerra comercial multifacetada. (10/02)
Foto: Kyodo/picture alliance
Hamas anuncia retirada do exército israelense do corredor de Netzarim, em Gaza
O corredor de Netzarim é uma faixa de terra que divide o enclave palestino em norte e sul. Ele foi estabelecido por Israel quando o conflito em Gaza começou e até agora era militarizado pelo exército israelense. Como parte da trégua entre Israel e o Hamas, o exército israelense se comprometeu a se retirar do corredor e, assim, permitir que os palestinos retornem ao norte de Gaza. (09/02)
Prisioneiros palestinos libertados são saudados por uma multidão ao chegarem à Faixa de Gaza depois de serem libertados de uma prisão israelense. Israel e o grupo extremista Hamas concluíram neste sábado a quinta troca de reféns e prisioneiros, como parte do acordo de cessar-fogo em curso. (08/02)
Foto: Abdel Kareem Hana/AP/picture alliance
Rio vermelho
A água do rio Sarandí, na província de Buenos Aires, ganhou um tom vermelho vivo. A suspeita é de que o fenômeno tenha sido causado pelo vazamento de corante da indústria têxtil ou de resíduos químicos de uma fábrica próxima ao rio, que atravessa o município de Avellenada, a quase 10 quilômetros de Buenos Aires. (07/02)
Foto: Rodrigo Abd/AP/dpa/picture alliance
Israel prepara plano para saída "voluntária" de Gaza
O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, ordenou que o exército prepare um plano para a saída de "qualquer residente de Gaza que deseje sair", após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível deslocamento dos habitantes de Gaza. (06/02)
Foto: Dawoud Abu Alkas/REUTERS
Milei segue passos de Trump e retira Argentina da OMS
Presidente da Argentina, Javier Milei, segue exemplo de seu colega em Washington, Donald Trump, e retira o país da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele acusou a entidade de "crime de lesa humanidade" ao intervir nas soberanias nacionais e repetiu acusações do líder americano de "má gestão da saúde". (05/02)
Foto: Tomas Cuesta/Getty Images
Atirador deixa mortos em escola na Suécia
Um atirador matou cerca dez pessoas em um ataque a uma escola para adultos em Örebro, na Suécia. A polícia informou que o agressor também estava entre os mortos. A Suécia vem enfrentando uma onda de tiroteios e ataques a bomba resultantes do problema endêmico no país de crimes de gangues. (04/02)
Governo federal regulamenta poder de polícia da Funai
Decreto regulamenta o poder de polícia de agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A função foi prevista na lei que criou o órgão, em 1967, mas nunca havia sido regulamentada. Funcionários poderão usar a força para combater violações como ataques ao patrimônio cultural, invasões e atividades de exploração exercidas por terceiros dentro de terras indígenas. (03/02)
Foto: Reuters/Handout FUNAI
Multidão protesta contra fim do "cordão sanitário" em Berlim
Protestos eclodiram em toda a Alemanha após partido conservador CDU acatar votos da ultradireita em projeto anti-imigração, rompendo o isolamento da sigla AfD no parlamento alemão. Polícia registrou confrontos com manifestantes. Na capital alemã, 160 mil pessoas se reuniram e direcionaram palavras de ordem contra o candidato a chanceler federal Friedrich Merz. (02/02)
Foto: John Macdougall/AFP/Getty Images
Morre Horst Köhler, ex-presidente da Alemanha
O ex-presidente da Alemanha Horst Köhler morreu aos 81 anos em Berlim. Ele foi o nono presidente alemão do pós-guerra, entre 2004 e 2010. Enquanto esteve no cargo, ele se dedicou a temas voltados para as relações exteriores, projetos de desenvolvimento na África e mudanças climáticas. Antes de entrar para a política, Köhler foi economista e diretor do FMI. (01/02)