Avalanche em montanha na Itália deixa cinco alemães mortos
2 de novembro de 2025
Três grupos de turistas foram atingidos por avalanche durante subida a pico nos Alpes italianos.
Equipes de busca durante operação de resgate dos corpos das duas vítimas que estavam desaparecidasFoto: Karl-Josef Hildenbrand/dpa/picture alliance
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Cinco turistas alemães morreram após serem atingidos por uma avalanche no Tirol do Sul, no norte da Itália, informaram equipes de resgate neste domingo (02/11).
Três vítimas – dois homens e uma mulher – já haviam sido encontradas mortas no sábado, enquanto os corpos de outras duas pessoas desaparecidas, um homem e sua filha de 17 anos, foram encontrados na manhã de domingo.
O serviço de resgate em montanha já havia presumido, horas após o acidente, que não havia sobreviventes – principalmente porque eles haviam caído de uma altura de cerca de 200 metros.
Turistas estavam em três grupos independentes
Os montanhistas foram atingidos pela avalanche por volta das 16h de sábado, enquanto caminhavam, subindo a montanha Vertainspitze (Cima Vertana, em italiano), a uma altitude de mais de 3.500 metros.
Não se sabe por que eles ainda estavam subindo a uma hora relativamente tardia, disseram os socorristas. A avalanche começou a cerca de 100 metros do pico da montanha.
De acordo com informações iniciais, os montanhistas estavam em três grupos – um de três pessoas e dois de dois integrantes cada um –, que caminhavam independentemente uns dos outros. Dois homens sobreviveram ao acidente e foram levados de helicóptero para um hospital na cidade próxima de Bolzano.
A subida ao Vertainspitze é considerada longa e árdua, mas não tecnicamente difícil. Segundo os socorristas de montanha, os turistas já haviam iniciado a caminhada naquela manhã, em Sulden. A avalanche ocorreu quando começava a anoitecer.
Região popular entre alemães
O Tirol do Sul é uma região popular para montanhismo entre turistas da Alemanha. O pico mais alto da região é o Ortler, que atinge 3.905 metros.
Acidentes com avalanches são um problema persistente nos Alpes italianos, com o país registrando uma das maiores médias anuais de mortes nos últimos 10 anos entre as principais nações de esqui. As vítimas são frequentemente esquiadores de montanha e praticantes de esqui freeride, que praticam esqui fora das pistas preparadas.
Algumas análises sugerem que o número de acidentes aumentou nos últimos anos, possivelmente devido a mais pessoas indo para áreas remotas logo após uma nevasca.
md (AP, DPA)
As mais belas estações de esqui alpinas
Entusiastas dos esportes de inverno podem encontrar tudo que desejam nos Alpes: pistas, trilhas de cross-country, restaurantes luxuosos e baladas.
Foto: picture-alliance/dpa/J.-C. Bott
Garmisch-Partenkirchen, Alemanha
O único resort de esqui da Alemanha localizado numa geleira se encontra pouco abaixo dos 2.962 metros do pico Zugspitze. Ali, o esqui é praticado desde 1949. Entre 2.000 e 2.700 metros de altitude, há 12 pistas com traçados variando de fácil a médio e um total de 20 quilômetros de extensão. E acima da linha das nuvens, o tempo é muitas vezes ensolarado e proporciona vistas maravilhosas.
Foto: picture-alliance/dpa/K.-J, Hildenbrand
Berchtesgaden, Alemanha
Com 2.713 metros, o Watzmann, em Berchtesgaden, é o segundo maior pico da Alemanha, e também possui uma forma muito distinta. Junto às demais elevações adjacentes do maciço – a esposa do Watzmann e seus filhos – essa montanha na Baviera oferece um cenário fantástico para uma caminhada de inverno.
Foto: picture-alliance/dpa/T. Muncke
Ischgl, Áustria
O antigo vilarejo de agricultores de Ischgl tem apenas 1.500 habitantes, mas mais de 10 mil leitos de hotel. A partir dali, pode-se chegar a uma das maiores estações de esqui nos Alpes, a Silvretta Arena. Fazendo jus à fama, no início e no final da temporada, há celebrações apropriadas e com artistas pop internacionais nos "Concertos do Topo da Montanha".
Foto: picture-alliance/dpa/F. Hörhager
Hintertux, Áustria
A estação de esqui na geleria Hintertux tem uma altitude de 3.250 metros e pode ser utilizada o ano todo. Desde novembro do ano passado, foi adicionado mais um conforto: um novo teleférico de alta velocidade, com espaço para seis pessoas, assentos aquecidos e cobertura impermeável. Por hora, ele pode levar 2.800 esquiadores.
Foto: picture-alliance/dpa/P. Pleul
Kitzbühel, Áustria
Se você está à procura de tradição de esportes de inverno na Áustria, vá para Kitzbühel. As chances de ver uma celebridade ali são altas – quanto elas já não possuem casas na região, vêm para a famosa corrida Hahnenkamm, em janeiro. A pista sobre Hahnenkamm, a montanha de Kitzbühel, é considerada uma das descidas mais perigosas do mundo.
Foto: picture-alliance/dpa/K. Liu
Sölden, Áustria
Se este edifício lhe parece familiar, apesar de você nunca ter estado em Sölden, é provavelmente devido ao último filme de James Bond. O restaurante Ice Q, situado a 3.050 metros de altitude, foi uma das locações do longa. Ele reúne cozinha de alto nível, arquitetura elegante e vistas deslumbrantes – razão suficiente para ir até o pico Gaislachkogl, mesmo que você não seja um esquiador.
Foto: Bergbahnen Sölden/R. Wyhlidal
Alta Badia, Itália
As Dolomitas estão entre as cadeias de montanhas mais conhecidas nos Alpes, com picos inconfundíveis, como o Tre Cime de Lavaredo, o grupo Sella, o grupo Rosengarten e o Langkofel. Além da estação de esqui com 1.200 quilômetros de pistas, existem inúmeras rotas para passeios de cross-country e caminhadas com raquetes de neve, como estas no planalto de Fanes.
Foto: picture-alliance/dpa/U. Bernhart
Sestriere, Itália
Sestriere, nos Alpes piemonteses, é símbolo dos esportes de inverno, a mais de 2.000 metros de altitude. E isso, é claro, também tem a ver com Turim e Fiat. Já na década de 1930, o fundador da montadora italiana, Giovanni Agnelli, construiu ali hotéis e teleféricos. Hoje, a estação de esqui possui 400 quilômetros de pistas. Em 2006, Sestriere foi um dos principais locais das Olimpíadas de Inverno.
Foto: picture-alliance/dpa/T. Karvinen
Courchevel, França
Até meados do século 20, viam-se apenas pastores com seus rebanhos durante o verão nos Alpes da região de Savoia. Na década de 1950, criou-se então o resort de inverno de Courchevel como parte da maior área contígua de esqui do mundo. Os Três Vales (Les Trois Vallées) – Courchevel, Méribel e Belville – englobam 600 quilômetros de descidas interligadas por uma rede de teleféricos.
Foto: picture-alliance/dpa/RIA Nowosti/V. Levitin
Fiesch, Suíça
A estação de esqui de Aletsch Arena não faz apenas parte dos Alpes suíços Jungfrau-Aletsch, Patrimônio Natural da Humanidade da Unesco. Na montanha Eggishorn, perto de Fiesch, há uma vista excelente daquele que, para muitos, é o pico mais exuberante dos Alpes: o Matterhorn, com 4.478 metros de altitude.
Foto: picture-alliance/ZB/R. Hirschberger
St. Moritz, Suíça
Desde 1864, os esportes de inverno são moda em St. Moritz, não somente devido a entusiasmados viajantes britânicos. Eles ficaram sabendo que, no inverno, o Sol aparecia no Vale do Alto Engadine e transformaram trenós de madeiras em mais do que um meio para transportar feno, dando início ao seu uso no esporte. Hoje, St. Moritz é uma das estações de esqui mais exclusivas do mundo.