Bento 16 recebe insígnias papais
24 de abril de 2005
Se, como cardeal, Joseph Ratzinger lutou para preservar os dogmas da Igreja Católica, Bento 16 anunciou que, como papa, pretende buscar o diálogo com a humanidade. Durante sua primeira missa pública neste domingo (24/04) – a cerimônia oficial que marca oficialmente o início de seu pontificado – o papa apelou a cristãos de todas as denominações, "aos irmãos e irmãs do povo judaico" e também aos incrédulos.
Diante de 350 mil pessoas, o primeiro papa alemão em 482 anos assegurou que não seguirá um programa próprio, mas que "ouvirá, junto à toda a Igreja Católica, às palavras e desejos do Senhor". A multidão na Praça de São Pedro interrompeu diversas vezes o discurso do Sumo Pontífice com aplausos.
Após a liturgia, teve início a cerimônia na qual Bento 16, após rezar diante do túmulo do apóstolo Pedro, recebeu as insígnias papais, símbolos que marcam sua autoridade: o pálio – uma estola de 2,6 metros de comprimento de lã de carneiro branca com cinco cruzes vermelhas – e o anel de pescador – que traz uma imagem de São Pedro, ele próprio pescador, em um barco.
Como sinal de reverência, 12 pessoas ajoelharam-se diante do novo papa: três cardeais, um bispo, um padre, um diácono, uma freira, um monge, um casal e dois jovens.
Segundo o Vaticano, 350 mil pessoas assistiram à cerimônia, sendo que outras 50 mil acompanharam-na por telões instalados em diversos pontos da cidade. Estima-se que 100 mil peregrinos alemães assistiram às festividades em Roma.
O presidente da Alemanha, Horst Köhler, e o chanceler federal, Gerhard Schröder (foto, à frente), também estiveram presentes no evento, assim como Edmund Stoiber (foto, atrás), governador do Estado da Baviera, onde nasceu o papa, que foi a Roma acompanhado por uma delegação regional de 160 membros.