Publicado 18 de outubro de 2025Última atualização 19 de outubro de 2025
Dois candidatos de direita disputam a presidência numa eleição que encerra duas décadas de hegemonia da esquerda no país. Em meio a uma crise econômica, desafios do novo presidente são grandes.
Mulher deposita seu voto na eleição presidencial em La PazFoto: Jorge Mateo Romay Salinas/Anadolu/picture alliance
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Os bolivianos vão às urnas neste domingo (19/10) para eleger o próximo presidente do país. O segundo turno inédito na história da Bolívia é disputado por dois candidatos de direita e marca o fim de duas décadas de hegemonia da esquerda, após 20 anos no poder no país.
O senador centrista Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), e o ex-presidente conservador Jorge Quiroga, da coalizão Libre, ambos oposicionistas do atual governo, souberam capitalizar o descontentamento do eleitorado com o Movimento ao Socialismo (MAS) para chegar ao segundo turno.
Paz e Quiroga foram os dois candidatos mais votados nas eleições gerais realizadas em 17 de agosto, nas quais também foi renovado o parlamento nacional para o próximo quinquênio, embora nenhum tenha obtido a porcentagem suficiente para ser declarado vencedor no primeiro turno.
Na votação de agosto, Rodrigo Paz obteve 32,06% e Jorge Quiroga alcançou 26,70%.
O segundo turno foi introduzido na legislação boliviana através da Constituição que vigora desde 2009 no país e que indica que "será proclamada à Presidência e à vice-Presidência a candidatura" que obtenha mais de 50% dos votos válidos ou um mínimo de 40% com ao menos dez pontos de vantagem sobre a seguinte.
Este 19 de outubro será a primeira vez que esse mecanismo será usado para definir uma eleição presidencial e será proclamada vencedora a chapa que obtiver "a maioria dos votos".
As eleições acontecem em meio a uma das piores crises econômicas do país, com inflação anual a mais de 23%, e escassez de dólares, produtos básicos e, principalmente, de combustíveis, que se intensificou nos últimos dias.
Há pessoas que chegam a dormir dentro dos carros para conseguir abastecer. "As filas são intermináveis. Aqui em La Paz duram horas e horas, e no interior há quem espere três ou quatro dias. Os caminhões que transportam produtos estão sem diesel, o que afeta diretamente o ciclo econômico", conta Christina Stolte, diretora da Fundação Konrad Adenauer na Bolívia.
Em Santa Cruz, a situação também é crítica. "Há dificuldades para ir ao trabalho, para levar os filhos à escola. É um desastre, porque muitos não conseguem gasolina nem enfrentando as filas. O diesel, que alimenta o transporte público e as máquinas agrícolas, também está em falta", relata a cientista política Vania Sandoval, professora da Universidade Privada de Santa Cruz.
A crise é tão grave que se tornou o principal tema da campanha eleitoral. Questões como os 12 milhões de hectares queimados em 2024, o combate à produção de coca destinada ao narcotráfico, a crise de legitimidade das instituições e a figura de Evo Morales ficaram em segundo plano diante da urgência econômica.
Jorge "Tuto" Quiroga, o candidato experiente
Os dois candidatos que disputam a presidência são velhos conhecidos dos bolivianos. Jorge "Tuto" Quiroga, nascido em 1960, foi ministro da Economia no governo do pai de seu adversário, Rodrigo Paz. Depois, foi vice-presidente, durante o segundo governo de Hugo Banzer, e presidente da Bolívia.
"Quiroga é um político experiente, que se define como de direita. Banzer, seu mentor político, foi ditador em 1971. Mais tarde, voltou à política, venceu as eleições e 'Tuto' era seu vice. Esse é um dado importante, porque há bolivianos que ainda se lembram da ditadura militar", comenta Sandoval.
Quiroga já foi presidente da Bolívia Foto: Aizar Raldes/AFP/Getty Images
Engenheiro de formação, Quiroga viveu vários anos nos Estados Unidos e tem familiaridade com organismos internacionais. "Essa é uma das bandeiras de sua campanha: ele afirma ter acesso a instituições que podem ajudar a Bolívia a enfrentar a grave crise econômica", explica Sandoval.
A especialista destaca ainda que ele é visto como um opositor ferrenho ao MAS, além de ser um tecnocrata de linha dura. Quiroga concorre ao lado de Juan Pablo Velasco, candidato à vice-presidência.
Rodrigo Paz, o político carismático
Rodrigo Paz é filho de Jaime Paz Zamora, que governou a Bolívia entre 1989 e 1993. Pela aparência física e seu jeito de falar, muitos o associam ao pai. O candidato surpreendeu no primeiro turno, já que não era favorito nas pesquisas e aparecia como um azarão. Ainda assim, conquistou apoio com uma campanha de contato direto com a população em regiões remotas.
"Rodrigo Paz é carismático e tem experiência em gestão pública. Trabalhou anos para essa candidatura. Em vez de grandes campanhas, fez um trabalho de base", destaca Sandoval, acrescentando que o programa de governo dos dois candidatos tem muito em comum.
Rodrigo Paz conquistou eleitores com trabalho de baseFoto: Jorge Bernal/AFP/Getty Images
"Enquanto Quiroga propõe mudanças profundas e diz ser necessária uma injeção de recursos do FMI, Paz, que também tem um programa liberal com seu slogan ‘Dinheirinho para todos', afirma que a Bolívia não precisa de dinheiro externo e que vai resolver sem intervenção do FMI. Diz que, se não houver corrupção, há recursos suficientes para dinamizar a economia", observa Stolte.
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Os desafios do futuro presidente
O resultado do segundo turno é uma incógnita. As pesquisas apontam vantagem para Quiroga, mas as sondagens de intenção de voto no país costumam ser pouco confiáveis. "Está de tirar o fôlego, qualquer coisa pode acontecer", diz Sandoval.
Independentemente de quem assumir o governo após os 20 anos de domínio do MAS, os desafios são enormes. O primeiro deles é construir governabilidade, afirma Moira Zuazo, pesquisadora da Universidade Livre de Berlim.
"A grande questão é como formar alianças que devolvam credibilidade e abram espaço para gerar legitimidade no conjunto da população. Tenho a impressão de que esse desafio será maior se Quiroga vencer com sua aliança, pois sua força parlamentar é menor e suacampanha parece ter fechado portas", avalia Zuazo.
Outro desafio é a crise econômica. "O mais difícil será cortar os subsídios aos combustíveis, uma decisão que o atual governo não tomou", pontua Zuazo.
Há ainda a necessidade de reconstruir o Estado de Direito e fortalecer as instituições. "É a única coisa que vai permitir ter tempo para fazer as reformas necessárias e facilitar a governabilidade; para isso, você precisa de legitimidade", acrescenta a especialista, que também aponta o crescimento do crime organizado como uma preocupação urgente.
A sombra de Evo Morales
O ex-presidente Evo Morales, alvo de uma ordem de prisão por tráfico de menores, vive na região do Chapare, protegido por seus apoiadores. Embora impedido de concorrer, obteve sucesso no primeiro turno ao pedir votos nulos, que chegaram a 19%, quase um milhão de votos.
Como o próximo presidente vai lidar com a figura que dominou a política boliviana durante tantos anos será uma questão chave. "O MAS é mais do que Evo Morales. Seu eleitorado está decepcionado com a crise econômica, mas ainda se identifica com a ideia de Estado plurinacional, com a Constituição e com os direitos dos setores populares e indígenas", afirma Zuazo.
"Se Quiroga vencer, vai enfrentar Morales diretamente. Está muito claro que ele o vê como inimigo", afirma Stolte. "Paz não foi tão explícito, mas, se chegar à presidência, também terá que lidar com esse problema. Evo Morales é um problema na Bolívia."
O mês de outubro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Pablo Porciuncula/AFP/Getty Images
Moradores do Complexo da Penha protestam contra violência policial
Moradores do Rio de Janeiro protestaram contra a megaoperação que deixou 121 mortos, na última terça-feira. Na Vila Cruzeiro, uma das comunidades do Complexo da Penha, centenas de pessoas se reuniram em um campo de futebol. Um grupo de motociclistas vestido de branco também rodou pelas vias da região. (31/10)
Foto: Pablo Porciuncula/AFP/Getty Images
Palácio de Buckingham retira título de príncipe Andrew
O Palácio de Buckingham iniciou o processo formal para retirar os títulos restantes do príncipe Andrew e expulsá-lo da residência real, o Royal Lodge. Irmão mais novo do rei Charles III, ele se envolveu em escândalos sexuais ao manter laços com Jeffrey Epstein, acusado de manter uma rede de exploração de menores e morto em 2019. Andrew também renunciou ao seu título de Duque de York. (30/10)
Foto: Toby Melville/REUTERS
Furacão Melissa deixa rastro de destruição no Caribe
A passagem do furacão Melissa causou a morte dezenas de pessoas no Haiti e deixou um rastro de destruição em Cuba, após causar danos generalizados e cortes no fornecimento de energia na Jamaica no dia anterior. Ao longo do dia, o furacão acabou sendo rebaixado para a categoria 2 de um total de 5 na escala Saffir-Simpson. (29/10)
Rio é palco da ação policial mais letal da sua história
Uma megaoperação das polícias Civil e Militar contra a organização criminosa Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, resultou em mais de uma centena de mortes. Foi a operação mais letal da história do estado. A ONU condenou a onda de violência. (28/10)
Foto: Aline Massuca/REUTERS
Aos 92 anos, presidente de Camarões é reeleito pela 8ª vez
No poder há mais de quatro décadas, o presidente de Camarões, Paul Biya, de 92 anos, foi declarado vencedor das eleições presidenciais de 12 de outubro. Chefe de Estado mais velho do mundo, Biya poderá agora ocupar o cargo por mais sete anos – até os 99 anos. Esse será seu oitavo mandato na Presidência do país africano. (27/10)
Foto: Zohra Bensemra/REUTERS
Lula e Trump se reúnem para discutir tarifaço
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo americano, Donald Trump, reuniram-se pela primeira vez desde o início do mandato do republicano para discutir as tarifas de 50% impostas pela Casa Branca contra o Brasil, além das sanções que afetam autoridades brasileiras. Lula classificou o encontro como "positivo", embora não tenha resultado em um acordo para suspensão das medidas. (26/10)
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
Ataques russos deixam três mortos na Ucrânia
Pelo menos três pessoas morreram e 17 ficaram feridas em bombardeios russos na Ucrânia. De acordo com o governo ucraniano, um socorrista morreu após um ataque com mísseis na cidade de Petropavlivska, na região de Dnipropetrovsk. Na mesma região, uma mulher também morreu e sete pessoas ficaram feridas. A Rússia também atacou a capital, Kiev, onde uma pessoa morreu e dez ficaram feridas. (25/10)
Foto: Yan Dobronosov/REUTERS
Trump envia maior porta-aviões do mundo à América Latina para pressionar Maduro
Em uma escalada sem precedentes das tensões militares entre Estados Unidos e Venezuela desde que o governo de Donald Trump deflagrou sua guerra ao narcotráfico, o maior navio de guerra do mundo – o porta-aviões USS Gerald R. Ford – agora navega em direção ao Mar do Caribe. Ele se soma a oito navios de guerra, um submarino nuclear e caças F-35 já na região. (24/10)
Lula confirma que irá disputar quarto mandato em 2026
De passagem pela Indonésia, onde se reuniu com o seu homônimo Prabowo Subianto (foto), Lula confirmou que deve se candidatar à reeleição e disputar um quarto mandato presidencial no pleito de 2026. Prestes a completar 80 anos, ele disse ter "a mesma energia de quando tinha 30 anos de idade". (23/10)
Foto: Willy Kurniawan/REUTERS
CIJ insta Israel a abrir passagem para ajuda humanitária em Gaza
A Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, na Holanda, decidiu que Israel deve abrir passagem de ajuda humanitária em Gaza, enfatizando que é preciso fornecer aos palestinos "necessidades básicas" essenciais à sobrevivência. O chamado "parecer consultivo" da CIJ não é juridicamente vinculativo, mas o tribunal acredita que tem "grande peso jurídico e autoridade moral" para a decisão. (22/10)
Foto: Koen van Weel/ANP/AFP/Getty Images
Milhares protestam em Berlim contra fala de Merz sobre imigração
Milhares protestaram em frente à sede da CDU, partido do chanceler alemão Friedrich Merz, em Berlim, após ele associar imigrantes a um "problema da paisagem urbana". Mais tarde, ele rejeitou críticas de que sua fala teria teor racista. "Perguntem às suas filhas, vocês terão uma resposta clara", afirmou. Como forma de reação, o protesto foi convocado sob o nome "Nós Somos as Filhas". (21/10)
Foto: Lilli Förter/dpa/picture alliance
Ibama autoriza Petrobras a explorar a Foz do Amazonas
A Petrobras obteve licença para prospectar petróleo em um poço localizado na bacia da Foz do Rio Amazonas. De acordo com a empresa, a sonda exploratória já se encontra na região e a perfuração está prevista para começar "imediatamente". Para críticos, a exploração trará impactos diretos ao meio ambiente. Ibama afirma que exigências ambientais foram atendidas. (20/10)
Foto: Panthermedia/IMAGO
Ladrões roubam joias "inestimáveis" do Louvre à luz do dia
Em ação espetacular que durou menos de dez minutos, criminosos invadiram museu parisiense usando um elevador de carga para acessar a Galerie d'Apollon, um salão abobadado na ala Denon que exibe parte das joias da Coroa da França. Grupo levou nove peças e fugiu de motocicleta. Um dos itens, uma coroa cravejada de diamantes e esmeraldas, foi recuperada na rua. (19/10)
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP/picture alliance
Milhares saem às ruas nos EUA em protesto contra Trump
Com mais de 2,6 mil atos convocados em todos os 50 estados do país, cerca de 200 organizações chamaram americanos para protestar contra o que veem como uma escalada autoritária do presidente Donald Trump, sob o mote "No Kings" ("Sem reis"). Foi a terceira mobilização em massa desde o início do governo dele, desta vez em meio a uma paralisação do governo por falta de orçamento. (18/10)
Foto: Seth Harrison/Imagn Images/IMAGO
Trump e Zelenski se encontram na Casa Branca sob impasse sobre mísseis
O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que seria prematuro fornecer a Kiev os mísseis americanos Tomahawk, frustrando a principal demanda levada pelo líder ucraniano, Volodimir Zelenski, a um encontro na Casa Branca. Segundo o americano, a guerra na Ucrânia poderia ser encerrada sem o emprego do armamento de longo alcance contra alvos no interior da Rússia. (17/10)
Foto: Win McNamee/Getty Images
Tumulto em velório do líder da oposição queniana deixa dois mortos
Duas pessoas morreram em Nairóbi depois que a polícia abriu fogo contra apoiadores que acompanhavam o velório do líder da oposição queniana, Raila Odinga, morto na quarta-feira. Agentes também lançaram gás lacrimogêneo para dispersar a multidão que acompanhava a cerimônia. Centenas ainda tentaram invadir o parlamento, onde o governo havia inicialmente programado uma visitação pública. (16/10)
Foto: Andrew Kasuku/AP Photo/picture alliance
Trump concede medalha póstuma a Charlie Kirk
O presidente dos EUA, Donald Trump, concedeu postumamente ao ativista de direita Charlie Kirk a Medalha Presidencial da Liberdade, a maior honraria civil do país. Kirk foi morto a tiro em 10 de setembro passado durante um evento universitário no estado de Utah. A medalha foi entregue à viúva de Kirk, Erika, durante cerimônia nos jardins da Casa Branca. (15/10)
Foto: Kevin Dietsch/Getty Images
Hamas devolve mais 4 corpos a Israel, que limita ajuda a Gaza
Na Faixa de Gaza, a fome aflige mais de meio milhão de palestinos, mas caminhões com mantimentos ainda não foram autorizados a entrar no território na quantidade máxima prevista. O Hamas entregou mais quatro corpos de reféns mortos após Israel anunciar que limitará o fluxo de ajuda humanitária, afirmando que o plano de paz não está sendo respeitado pela organização islamista. (14/10)
Foto: Eyad Baba/AFP/Getty Images
Trump e líderes árabes assinam acordo de paz para Gaza
Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia assinaram uma declaração como garantidores do acordo de paz em Gaza, dias após o início da trégua entre Israel e o grupo terrorista palestino Hamas. "Juntos, conseguimos o que todos diziam ser impossível. Finalmente, temos paz no Oriente Médio", disse Donald Trump em um discurso dirigido aos líderes internacionais reunidos no encontro, no Egito. (13/10)
Foto: Michael Kappeler/dpa/picture alliance
Ajuda chega a Gaza após garantia de liberação de reféns
Grupos de ajuda humanitária intensificaram os esforços de socorro a Gaza, devastada por dois anos de guerra. Os envios foram autorizados após o Hamas confirmar que seguirá o cronograma de libertação de reféns. Diante do quadro de fome generalizada causado pelo bloqueio imposto por Israel, entidades se preparam para enviar cerca de 600 caminhões com alimentos e suprimentos médicos por dia. (12/10)
Foto: Stringer/REUTERS
Protestos pró-palestinos se espalham pela Europa
Manifestantes pró-palestinos marcharam por várias cidades da Europa no segundo dia de cessar-fogo entre Israel e Hamas em Gaza. Milhares de pessoas ocuparam as ruas de Londres, Berlim e Viena. Em Berna, na Suíça, houve confrontos com a polícia. Em Tel Aviv, israelenses comemoraram o acordo de paz com gritos pró-EUA. (11/10)
Foto: Jaimi Joy/REUTERS
Palestinos iniciam retorno ao norte de Gaza após cessar-fogo
Dezenas de milhares de palestinos caminham rumo ao norte de Gaza para retornar às suas casas, após o exército israelense recuar de suas posições como parte do acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas, que entrou em vigor ao meio-dia (horário local). Um intenso bombardeio ainda foi registrado no território durante a manhã. A expectativa é que os reféns sejam libertados até segunda-feira. (10/10)
Foto: Eyad Baba/AFP
Milhares se reúnem para comemorar cessar-fogo em Gaza
Milhares de pessoas tomaram as ruas de Tel Aviv para comemorar o acordo que propõe colocar fim à guerra entre Israel e o grupo radical palestino Hamas. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ratificou o texto e deve recuar suas tropas. A expectativa é que 20 reféns israelenses sejam devolvidos até segunda-feira. (09/10)
Foto: Ilia Yefimovich/dpa/picture alliance
Israel e Hamas firmam 1ª fase do acordo de paz em Gaza
Representantes de Israel e do grupo islamista Hamas concordaram com a primeira fase do plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê um cessar-fogo no conflito na Faixa de Gaza. A resolução prevê a libertação de reféns israelenses e prisioneiros palestinos (08/10).
Foto: Hassan Jedi/Anadolu Agency/IMAGO
Guerra entre Israel e Hamas completa dois anos
Em 7 de outubro de 2023, combatentes do Hamas realizaram um ataque-relâmpago contra Israel, matando quase 1,2 mil pessoas e sequestrando outras 251. Reação israelense deu início à guerra na Faixa de Gaza, onde, depois de dois anos, mais de 66 mil palestinos morreram em meio ao conflito, segundo Ministério da Saúde local administrado pelo Hamas. (07/10)
Foto: Chris McGrath/Getty Images
Premiê da França renuncia após menos de um mês no cargo
O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu apresentou sua renúncia ao presidente Emmanuel Macron, que a aceitou, após a oposição ameaçar derrubar o novo governo. A renúncia inesperada e sem precedentes aprofunda ainda mais a crise política na França, causada pela falta de uma maioria para Macron na Assembleia Nacional. (06/10)
Foto: Eliot Blondet-Pool/SIPA/picture alliance
Síria realiza a primeira eleição pós-ditadura
Após mais de 50 anos de ditadura e uma década de guerra civil, a Síria realizou suas primeiras eleições parlamentares. Mas o processo de votação está longe de ser simples – e está repleto de controvérsias e polêmicas. Nem todos os sírios foram às urnas. Também não houve partidos políticos. Os votos foram emitidos por vários comitês, razão pela qual a eleição é descrita como "indireta". (05/10)
Foto: Mahmoud Hassano/REUTERS
Japão prestes a eleger a primeira mulher para comandar o país
O Partido Liberal Democrático (PLD), que governa atualmente o Japão, escolheu a conservadora linha-dura Sanae Takaichi como líder da legenda, abrindo caminho para ela se tornar a primeira mulher a assumir o cargo de primeira-ministra do país. (04/10)
Foto: Kim Kyung-Hoon/POOL/AFP/Getty Images
Nos 35 anos da reunificação, Merz pede união frente a autocracias
No dia em que a reunificação da Alemanha completa 35 anos, o chanceler federal Friedrich Merz fez um apelo por união em meio a mudanças na ordem econômica mundial e à ascensão de autocracias. "Vamos fazer um esforço conjunto por uma nova união em nosso país", disse em Saarbrücken, falando a uma plateia que incluiu o presidente da França, Emmanuel Macron. (03/10)
Foto: Jean-Christophe Verhaegen/AFP
Ataque perto de sinagoga deixa 2 mortos no Reino Unido
Duas pessoas morreram e três ficaram feridas após um agressor dirigir contra um grupo de pedestres e esfaquear um segurança próximo a uma sinagoga em Manchester, na Inglaterra. O incidente ocorreu no Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer ordenou que a segurança de sinagogas em todo o Reino Unido seja reforçada. (02/09)
Foto: Peter Byrne/PA/AP Photo/picture alliance
Israel intercepta flotilha humanitária rumo a Gaza
A flotilha internacional que transportava ajuda humanitária e cerca de 500 ativistas de vários países rumo à Faixa de Gaza, incluindo a sueca Greta Thunberg e um grupo de brasileiros, foi interceptada por navios militares israelenses. O Ministério do Exterior de Israel disse que "Greta e seus amigos estão seguros e saudáveis" e foram levados para um porto em Israel. (01/10)