Brasileiro é pivô em denúncias de abusos em instituto alemão
Lewis Sanders | Esther Felden
13 de março de 2025
Instituição de pesquisa de elite da Alemanha, Sociedade Max Planck seria palco de casos em série de assédio moral e discriminação contra jovens cientistas, sobretudo imigrantes e mulheres.
Jovens pesquisadores denunciam ambiente tóxico nos prestigiados institutos Max PlanckFoto: Dmytro Katkov, Madmo C. A. Springer/DW
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Raramente havia uma reunião com o diretor que não fosse desestabilizadora.
"Ele batia na mesa, gritava comigo a ponto de eu poder vê-lo cuspir", diz Gabriel Lando, físico computacional brasileiro e que cursou pós-doutorado no Instituto Max Planck de Física de Sistemas Complexos, em Dresden.
Jan-Michael Rost, diretor de sistemas finitos do instituto, manteve por meses a postura agressiva com o jovem pós-doutorando. Lando descreve reuniões em que Rost o chamava de "autista" e "um zero à esquerda" ( "f****ng useless", foi a expressão em inglês, língua em que se comunicavam).
"Acho que esses foram os piores momentos da minha vida", diz o pesquisador, que chegou ao instituto em 2020. "Levei mais de um ano para me curar disso, para parar de sonhar com isso."
A experiência de Lando está longe de ser única.
O físico brasileiro Gabriel Lando descreve seu período no Instituto Max Planck como a "pior" experiência de sua vidaFoto: Mike Beech
Investigação abrangente
Durante meses, a unidade de investigação da DW, juntamente com a revista alemã Der Spiegel, analisou casos de comportamento abusivo e ambiente tóxico nos institutos Max Planck em toda a Alemanha.
Entrevistamos mais de 30 cientistas, a maioria da Ásia, das Américas e de outras partes da Europa, atraídos com a promessa de realizar pesquisas de alto nível numa das organizações científicas mais renomadas do mundo.
Mais da metade descreve ter vivenciado ou testemunhado má conduta de chefes, geralmente diretores, mas também de líderes de grupos.
Os entrevistados reportam terem sido vítimas de comportamento agressivo por parte dos funcionários de cargos superiores, intimidação, insultos e ameaças, que ocorreram em pelo menos cinco institutos Max Planck. As mulheres, em particular, sentiram-se discriminadas em relação aos colegas homens.
A DW e a Der Spiegel também analisaram relatórios detalhados enviados aos mecanismos de denúncia da Sociedade Max Planck, comunicações entre as vítimas e a equipe envolvida nos processos de denúncia e documentos confidenciais que corroboram os relatos.
As descobertas apontam para uma falha sistêmica na responsabilização de funcionários abusivos ou de seus institutos.
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Assédio moral e sexismo
A Sociedade Max Planck geralmente constrói seus institutos em torno de cientistas talentosos, que são livres para organizar suas pesquisas e instalações como quiserem, escolhendo os pesquisadores a dedo e orientando as descobertas científicas.
Seu modelo está enraizado em um princípio revolucionário desenvolvido por Adolf von Harnack, um teólogo e patrono das ciências naturais que, em 1911, liderou o órgão precursor da Sociedade Max Planck.
Harnack acreditava que a pesquisa poderia ser mais bem desenvolvida por meio de institutos centrados em cientistas individuais, que então buscariam suas descobertas sem restrições.
O modelo foi bem-sucedido — a Sociedade Max Planck conta com 31 prêmios Nobel concedidos a seus cientistas. Embora a ideia de Harnack tenha permitido que a pesquisa florescesse, ela também oferece poder com pouca supervisão, o que às vezes deixa jovens cientistas, como doutorandos e pós-doutorandos, à mercê de seus diretores.
Em 2019, uma pesquisa encomendada pela sociedade constatou que quase um em cada cinco entrevistados havia sofrido assédio moral nos institutos. Ela também constatou que os funcionários não alemães corriam um risco significativamente maior de sofrer bullying ou de serem alvo de comentários sexistas.
Como resultado da pesquisa, a Sociedade Max Planck adotou várias medidas com o objetivo de criar um ambiente de trabalho mais equitativo e de melhorar a transparência e a responsabilização em seus institutos, incluindo a elaboração de um Código de Conduta. No entanto, os casos de abuso persistem.
Aubrey, uma cientista que veio para a Alemanha para fazer seu doutorado em um instituto Max Planck no leste do país, diz que uma atmosfera permeada de sexismo se tornou a norma em seu grupo de pesquisa. Assim como muitos dos pesquisadores entrevistados, ela pediu que seu nome verdadeiro não fosse usado, por temer represálias.
"Eu seria excluída das discussões sobre meu projeto", diz Aubrey.
Ela lembra do medo que muitas vezes sentia de que seu trabalho não fosse creditado de forma justa – ela já tinha visto isso acontecer com outras mulheres. A DW corroborou seu relato ao encontrar casos semelhantes ao longo desta investigação.
"Às vezes, outros reivindicavam meu trabalho como sendo deles, e descobri que esse tipo de comportamento de exagerar suas próprias contribuições e minimizar as contribuições dos outros era uma prática comum", diz Aubrey. "Era assim que as pessoas sobreviviam."
"Aubrey" denunciou a atmosfera tóxica da organização, como o risco de ter suas ideias apropriadas por um pesquisador com um cargo superiorFoto: C.A. Springer/DW
O instituto se recusou a comentar sobre casos individuais sem mais detalhes, acrescentando que: "A gerência não recebeu nenhum relato" sobre comportamento sexista perpetrado por um diretor ou líder de grupo nos últimos cinco anos.
A DW e a Der Spiegel encontraram casos de comportamento abusivo em outros institutos Max Planck.
Conversamos com 20 pessoas que trabalharam no Instituto Max Planck para a Física de Sistemas Complexos, a maioria das quais afirma ter vivenciado, testemunhado ou estar ciente da má conduta perpetrada por Rost. A DW e a Der Spiegel também falaram com testemunhas e analisaram comunicações que se alinhavam com esses relatos.
Elias, que veio para a Alemanha para trabalhar como pesquisador de doutorado no instituto e pediu que seu nome verdadeiro não fosse usado, diz que Rost ameaçava não renovar contratos de cientistas se eles não fizessem o que ele pedia.
"Ele tinha influência sobre nós, que éramos de fora da Europa", diz Elias. "Precisávamos do contrato para nossa residência. Ele estava abusando de seu poder, ameaçando as pessoas para que não prorrogassem seus contratos."
Confrontamos Rost com as alegações, e a Sociedade Max Planck respondeu em seu nome, dizendo: "O Sr. Rost não pode confirmar que fez as declarações" relatadas por Lando. A sociedade se recusou a comentar as denúncias anônimas.
Sede do Instituto Max Planck de Física de Sistemas Complexos em Dresden Foto: C.A. Springer/DW
"Interesse zero" nas investigações
Muitos dos jovens cientistas entrevistados dizem que não denunciaram a má conduta por medo das consequências. Alguns dizem que não sabiam que a denúncia de má conduta era sequer uma possibilidade.
Todos os cientistas que tentaram denunciar descrevem os esforços para dissuadi-los. Vários dizem que foram avisados de que isso prejudicaria suas carreiras; outros tiveram a opção de aceitar as condições em seus institutos ou sair.
Lando é um deles. Ele tentou denunciar o comportamento de Rost e chegou a entrar em contato com os advogados de confiança da Sociedade Max Planck – um escritório de advocacia externo contratado pela sociedade, um canal oficial para denunciar má conduta. No entanto, quando ele pediu anonimato, recebeu uma resposta contraditória.
"Antes de mais nada, deixe-me dizer que todo o processo é confidencial e anônimo, desde que você não me instrua de outra forma", diz o e-mail. "Mas, para ser honesto, em um determinado momento, as pessoas envolvidas no conflito precisam ser nomeadas de uma forma ou de outra para possibilitar as investigações."
Outros dizem que enfrentaram esforços mais evidentes para suprimir suas denúncias. Felix, um ex-pesquisador de doutorado em um instituto Max Planck no sul da Alemanha, que também pediu que seu nome verdadeiro não fosse usado, diz que enviou um relatório detalhado em 2022 para a Unidade de Investigações Internas, órgão criado como resultado da pesquisa de 2019 e encarregado de avaliar relatos e conduzir investigações preliminares.
Em uma troca de e-mails analisada pela DW e pela Der Spiegel, Felix acabou sendo informado de que seu relatório seria encaminhado ao diretor administrativo de seu instituto. Dessa forma, informações confidenciais, como nomes das vítimas e detalhes da má conduta, ficariam ao acesso de pessoas em algum nível envolvidas.
Quando Felix solicitou à unidade que não encaminhasse o relatório como estava, ele foi informado de que o processo de reclamação havia sido formalmente encerrado como resultado da solicitação.
"Senti que não havia nenhum interesse em fazer uma investigação de fato", diz Felix. "Não quero aceitar que as pessoas sejam tratadas dessa forma e que, no futuro, jovens cientistas tenham que se deparar com uma situação semelhante à minha."
A Sociedade Max Planck disse que não poderia comentar sobre os detalhes dos dois casos, mas afirmou: "Concedemos anonimato e confidencialidade a quem faz uma denúncia".
Outros cientistas juniores que entraram em contato com a Unidade de Investigação Interna disseram que muitas de suas perguntas sobre o processo de denúncia não foram respondidas e que se sentiram desencorajados a continuar o processo.
A DW e a Der Spiegel entraram em contato com a Sociedade Max Planck, solicitando dados sobre quantas denúncias de má conduta foram feitas e, dessas, quantas resultaram em investigações ou terminaram em ação disciplinar.
A Sociedade Max Planck negou a solicitação, dizendo que esses dados não são públicos.
A sociedade também informou por e-mail que "o anonimato (...) não impede que um relatório seja verificado quanto à validade. É de grande importância o tratamento confidencial da identidade dos denunciantes, inclusive em outros processos".
Gabriel Lando alivia parte do estresse de sua rotina acadêmica praticando escaladaFoto: Mike Beech
Implicações danosas
A Sociedade Max Planck carece de estruturas de supervisão eficazes, de acordo com um relatório publicado pelo Tribunal Federal de Contas da Alemanha em 2024.
O relatório critica a sociedade, que recebe mais de 2 bilhões de euros (cerca de R$ 12,6 bilhões) anualmente de verba pública, dizendo que ela "não tem um órgão de supervisão adequado" e que "na verdade, o presidente supervisiona suas próprias ações".
Thomas Sattelberger, ex-legislador e secretário parlamentar do Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha, trabalhou para mudar a questão por meio de investigações oficiais durante seu tempo no Bundestag, o Parlamento alemão.
"Eles precisam de órgãos públicos de supervisão", diz Sattelberger. "E esses órgãos de supervisão também devem ser responsáveis por má conduta, como é comum em muitas outras áreas da sociedade."
Sattelberger teme que, sem uma solução abrangente que reúna supervisão e responsabilidade, as consequências possam ser terríveis para a Alemanha.
"Em nosso país, o padrão da ciência está sendo cada vez mais comprometido por esses escândalos", diz Sattelberger. "E já temos um grande problema com a saída de cientistas de alto nível do país."
Lando é um deles – ele deixou a Alemanha em 2021 depois de recusar uma extensão de contrato no Instituto Max Planck de Física de Sistemas Complexos. Agora, ele continua sua pesquisa sobre caos quântico em um dos principais institutos científicos da Coreia do Sul.
"Hoje em dia, com mais experiência, já trabalhei com pessoas que fazem ciência de forma agressiva, e não desgosto disso", diz Lando. "Acho que um ambiente agressivo, onde as pessoas lutam por suas ideias, pode ser bastante produtivo."
Mas esse não era o caso de seu antigo supervisor do Max Planck, diz ele.
"Ele não estava lutando contra a ciência", diz Lando. "Ele estava lutando contra a pessoa. Ele estava me humilhando."
O mês de março em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Monica Schipper/Getty Images via AFP
Marine Le Pen é condenada por fraude e é declarada inelegível
Líder da ultradireita francesa é considerada culpada por desviar recursos do Parlamento Europeu e impedida de se candidatar a cargos públicos. Decisão deve impedi-la de concorrer à Presidência em 2027, e pena também inclui prisão domiciliar e multa. Cabe recurso. Em reação, ultradireita europeia e governo de Donald Trump apoiaram Le Pen e acusaram tribunais de julgamento "político". (31/03)
Foto: Stéphane Geufroi/OUEST FRANCE/MAXPPP/IMAGO
Foguete alemão cai segundos após lançamento na Noruega
O primeiro foguete orbital lançado a partir da Europa continental caiu e explodiu cerca de 30 segundos após a decolagem em um voo de teste. A empresa alemã responsável pelo projeto, Isar Aerospace, defendeu o sucesso da investida. A Associação das Indústrias Aeroespaciais Alemãs aposta em empresas nacionais como alternativa à dependência europeia de tecnologia americana no setor espacial. (30/03)
Milhares protestam na Turquia contra prisão de oposicionista
Presidente Recep Erdogan assiste a maior onda de repúdio a seu governo desde as manifestações pró-democracia de 2013, no Parque Gezi. Mobilização persiste mesmo após regime deter quase 2 mil pessoas. Multidão contesta a prisão do prefeito e líder oposicionista, Ekrem Imamoglu, acusado de corrupção. Apoiadores defendem que acusações são infundadas e politicamente motivadas. (29/03)
Foto: Francisco Seco/AP Photo/picture alliance
Terremoto deixa centenas de mortos e feridos em Mianmar
Um forte tremor de magnitude 7,7 atingiu o centro de Mianmar, causando destruição em prédios e estradas. Ao menos 144 mortes foram confirmadas e mais de 700 pessoas ficaram feridas. A junta militar que governa o país, em guerra civil há quatro anos, pediu ajuda internacional. Na vizinha Tailândia, outras 10 pessoas morreram vítimas de desabamentos. (28/03)
Foto: STR/AFP
França e Reino Unido pressionam por forças de paz na Ucrânia
Após conversas com cerca de 30 líderes europeus em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron divulgou planos para enviar tropas de "vários" países para a Ucrânia como forma de impedir uma nova invasão russa caso um acordo de cessar-fogo seja estabelecido. A decisão é rechaçada por países como Itália e Croácia, mas apoiada por Reino Unido e nações nórdicas. (27/03)
Foto: Ludovic Marin/AP Photo/picture alliance
Bolsonaro vira réu no STF por tentativa de golpe; penas em caso de condenação podem passar de 40 anos
Por unanimidade, a Primeira Turma do STF tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados acusados de tramar um golpe de Estado: os ex-ministros Augusto Heleno (GSI); Anderson Torres (Justiça); Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa); o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. (26/3)
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Palestinos protestam contra o Hamas em Gaza
Mobilização reuniu centenas de pessoas em Beit Lahia, cidade no norte da Faixa de Gaza destruída pela guerra. Vídeos em redes sociais registraram o que teria sido uma rara manifestação contra o grupo que controla o território desde 2007. Manifestantes exigiram a saída do grupo do poder e o fim da guerra contra Israel. (25/3)
Foto: AFP
Cerimônia marca 10 anos da queda de avião da Germanwings
Centenas de pessoas se reuniram nos Alpes franceses, perto do local da queda do voo 4U-9525 da companhia Germanwings, para homenagear 149 vítimas do desastre aéreo, causado propositalmente pelo copiloto da aeronave, há dez anos.
O Airbus A320 da Germanwings, uma antiga subsidiária Lufthansa, caiu em 24 de março de 2015, perto do pequeno vilarejo alpino de Le Vernet. (24/03)
Foto: CHRISTOPHE SIMON
Papa Francisco recebe alta e deixa hospital
O papa Francisco deixou o hospital Gemelli, em Roma, onde esteve internado por 38 dias devido a uma infecção respiratória, e voltou para sua residência, na Casa de Santa Marta, no Vaticano, após receber alta médica. Dezenas de pessoas e a mídia se reuniram nos portões do hospital para ver o pontífice deixar o local. (23/03)
Foto: Ettore Ferrari/ZUMA Press/IMAGO
Morre George Foreman, ícone do boxe
George Foreman, um dos maiores nomes da história do boxe, morreu aos 76 anos. Foreman foi campeão olímpico em 1968 e duas vezes campeão mundial dos pesos pesados - em 1973, aos 24 anos, e em 1994, quando tinha 45. Foreman teve uma carreira lendária no boxe entre as décadas de 1960 e 1990, estrelando lutas históricas contra Muhammad Ali e Joe Frazier. (22/03)
2024 foi o ano mais mortal para migrantes, diz ONU
Organização Internacional para as Migrações (OIM) contabilizou "ao menos" 8.938 pessoas mortas em rotas de migração em todo o mundo. E embora a Ásia lidere em número de vítimas (2,8 mil), a rota do Mediterrâneo, que leva à Europa, foi quase tão letal, com 2,4 mil mortos. Maioria morre no anonimato. (21/3)
Foto: Dan Kitwood/Getty Images
Com decreto, Trump avança rumo à "eliminação" do Departamento de Educação
Decreto assinado pelo presidente Donald Trump desmantela o Departamento de Educação dos EUA, deixando políticas escolares quase que totalmente nas mãos dos estados e de colegiados locais. "Vamos fechá-lo e vamos fazê-lo o mais rápido possível. Não está nos fazendo bem", disse o republicano. Ainda que eviscerada, extinção de fato da pasta depende de aval do Congresso.
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Israel retoma ofensiva terrestre em Gaza
Famílias fugiram do norte da Faixa de Gaza para áreas mais ao sul, temendo por suas vidas depois que Israel pediu aos civis que deixassem áreas que descreveu como "zonas de combate". Os militares israelenses retomaram as operações terrestres no centro e no sul do território, enquanto um segundo dia de ataques aéreos matou pelo menos 38 palestinos. (19/03)
Foto: AFP via Getty Images
Astronautas voltam à Terra após 9 meses na ISS
Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams retornaram para casa em uma cápsula da SpaceX, depois que problemas técnicos prolongaram estadia original de uma semana na Estação Espacial Internacional. A dupla partiu da ISS ao lado de mais dois astronautas, o americano Nick Hague e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov em uma cápsula da SpaceX. (18/03)
Foto: NASA TV/REUTERS
Doadores europeus prometem bilhões em ajuda para Síria
Em conferência liderada pela UE, doadores internacionais prometeram enviar 5,8 bilhões de euros para a Síria, enquanto Bruxelas planeja o alívio das sanções ao país árabe. A Alemanha prometeu 300 milhões de euros, enquanto a UE aumentou sua contribuição geral para cerca de 2,12 bilhões de euros. Os EUA, porém, não se mostraram dispostos a ampliar seu apoio. (17/03)
Foto: Nicolas Tucat/AFP
Dezenas morrem em incêndio em boate na Macedônia do Norte
Ao menos 59 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após uma boate pegar fogo na cidade de Kocani. Cerca de 1,5 mil pessoas estavam no local, a maioria jovens. Segundo a imprensa local, o incêndio teria sido causado pelo uso indevido de fogos de artifício dentro do imóvel. (16/03)
Foto: Alexandros Avramidis/REUTERS
Tornados e temporais matam dezenas nos EUA
Temporais e vendavais violentos deixaram um rastro de destruição em áreas do centro e do sul dos Estados Unidos, matando ao menos 37 pessoas e deixando vários outros feridos. Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem eletricidade. (15/03)
Foto: Lawrence Bryant/REUTERS
Canadá tem novo primeiro-ministro e encerra era Trudeau
Após dez anos de governo do canadense Justin Trudeau, Mark Carney, ex-presidente do Banco Central do Canadá, tomou posse como o 24º primeiro-ministro do país. Carney foi empossado cinco dias após membros do Partido Liberal canadense darem sua aprovação para que ele substituísse Trudeau como líder da legenda. (14/03)
Foto: Blair Gable/REUTERS
Putin diz favorecer cessar-fogo amplo, mas sob seus termos
O líder russo Vladimir Putin disse estar aberto em princípio a um cessar-fogo na Ucrânia, mas elencou várias condições antes de se comprometer com uma paralisação dos combates. Na sua primeira manifestação pública sobre a proposta de cessar-fogo de 30 dias imposta por Trump aos ucranianos, Putin disse que há ainda muitas "questões" a serem resolvidas. (13/03)
Foto: Maxim Shemetov/AFP
Putin visita Kursk
Acompanhado por notícias de que suas tropas estavam a caminho de expulsar os soldados ucranianos a Kursk, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou pela primeira vez o local. Com a tomada na cidade fronteiriça russa, em 6 de agosto de 2024, Kiev havia adquirido uma moeda de troca em eventuais negociações de paz com Moscou. (12/03)
Foto: Handout/Kremlin.ru/AFP
Ex-presidente filipino Duterte é preso por ordem do TPI
O ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte foi preso ao chegar ao Aeroporto Internacional de Manila, de acordo com uma ordem do Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade durante a batalha contra o narcotráfico empreendida pelo seu governo. (11/03)
Foto: Vernon Yuen/AP Photo/picture alliance
Colisão no Mar do Norte
Um navio de carga atingiu um petroleiro que transportava combustível de aviação para o governo dos EUA na costa leste do Reino Unido, no Mar do Norte, causando um grande incêndio em ambas as embarcações. Uma operação resgatou 37 tripulantes a bordo dos dois navios. Segundo o proprietário do navio cargueiro, um dos tripulantes está desaparecido. (10/03)
Foto: Bartek Smialek/dpa/picture alliance
Líder da Síria pede "unidade" após centenas de mortes
O líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, pediu "unidade nacional” no país, após três dias de confrontos regionais sem precedentes desde a queda de Bashar al-Assad, que deixaram mais de mil mortos, em sua maioria civis alauítas. "Temos que preservar a unidade nacional, a paz civil, tanto quanto possível e, se Deus quiser, poderemos viver juntos neste país", disse Sharaa. (09/03)
Foto: Karam al-Masri/REUTERS
Russos lançam nova onda de ataques contra a Ucrânia
Bombardeios russos com mísseis deixaram mais de dez mortos e dezenas de feridosem áreas urbanas da Ucrânia durante a madrugada. Os ataques russos ocorreram após os EUA interromperam a ajuda militar e o compartilhamento de informações com Kiev (08/03)
Foto: Andrii Dubchak/REUTERS
PIB do Brasil cresceu 3,4% em 2024, de acordo com IBGE
Produto Interno Bruto (soma de bens e serviços produzidos pelo país) foi de R$ 11,7 trilhões, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento do país, puxado principalmente pelo consumo das famílias. Desempenho, porém, ficou abaixo da projeção do mercado financeiro, que era de 4,1%. (07/03)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
ONU: Direitos das mulheres recuaram em um quarto dos países
Quadro é reflexo de questões como o enfraquecimento das instituições democráticas, conflitos, crises humanitárias e mudanças climáticas, segundo relatório da ONU Mulheres. Ataques também acontecem por meio de atrasos na implementação de políticas para as mulheres. Secretário-geral da ONU, António Guterres alerta contra "normalização da misoginia". (06/03)
Foto: Paula Acunzo/ZUMAPRESS/picture alliance
Supremo dos EUA barra ordem de Trump para congelar ajuda externa
Pessoas no Zimbábue carregam sacas de alimentos da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), no mesmo dia em que a Suprema Corte dos EUA rejeitou a ordem do presidente americano, Donald Trump, de bloquear o pagamento de 2 bilhões de dólares a organizações de ajuda internacional, incluindo a Usaid. Decisão é revés para o republicano, que tenta desmantelar a agência. (05/03)
Foto: Privilege Musvanhiri/DW
União Europeia propõe plano de defesa de 800 bi de euros
Horas após os EUA suspenderem sua ajuda militar à Ucrânia, a Comissão Europeia apresentou um plano para mobilizar até 800 bilhões de euros para a defesa da Europa e ajudar a fornecer apoio militar "imediato" ao país invadido pela Rússia. O plano, batizado de "ReArm Europe" (ReArmar Europa), tem potencial de elevar consideravelmente os gastos militares da região e a ajuda a Kiev. (04/03)
Foto: Wiktor Dabkowski/ZUMA Press Wire/IMAGO
Sátira política no Carnaval alemão
A Segunda-feira das Rosas ("Rosenmontag") é a data mais importante do Carnaval do leste da Alemanha. Segundo a tradição, os carros alegóricos trazem críticas a políticos alemães e de outros países, como este que satiriza as atitudes dos líderes dos EUA e Rússia em relação à Ucrânia. (03/03)
Foto: Federico Gambarini/dpa/picture alliance
"Ainda Estou Aqui" conquista inédito Oscar de melhor Filme Internacional para o Brasil
"Ainda Estou Aqui" ganhou Oscar de Melhor Filme Internacional, um feito inédito para o Brasil. Também indicado ao prêmio principal de Melhor Filme, "Ainda Estou Aqui" não levou o prêmio, considerado o principal do Oscar. "Anora" foi agraciado na categoria e levou ainda três outras estatuetas: melhor diretor para Sean Baker, melhor roteiro original e melhor edição. (02/03)
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Europeus correm para tentar conter danos após bate-boca entre Trump e Zelenski
O Premiê britânico Keir Starmer recebeu Volodimir Zelenski um dia após fiasco de negociações com os EUA por um cessar-fogo. À exceção do húngaro Viktor Orbán, europeus reafirmaram apoio à Ucrânia, que insiste em garantias de segurança em caso de acordo com a Rússia. Chefe da Otan, porém, avisou que líder ucraniano precisa "dar um jeito" de reatar relações com Donald Trump. (01/03)