Bulgária adota o euro: marco histórico e desafios à vista
Srinivas Mazumdaru
30 de dezembro de 2025
País do Leste Europeu está prestes a trocar sua moeda nacional, o lev, pelo euro. Mas, embora a economia da Bulgária tenha melhorado, má gestão e corrupção continuam sendo graves problemas.
A moeda nacional da Bulgária, o lev, está indexada ao euro desde a introdução deste último, em 1999Foto: BGNES
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Em 1º de janeiro de 2026, a Bulgária vai se tornar o 21º Estado-membro da zona do euro . A adesão à moeda é um marco importante para o país do Leste Europeu, que entrou para a União Europeia em 2007.
Com isso, restam apenas seis dos 27 países da UE fora do clube monetário: Suécia, Polônia, República Tcheca, Hungria, Romênia e Dinamarca.
O euro é "não apenas uma moeda, mas uma escolha estratégica" que fortalece a posição da Bulgária na Europa, disse o primeiro-ministro búlgaro, Rosen Zhelyazkov, em uma conferência em Sófia, em novembro.
No mesmo evento, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, disse que a adoção do euro "fortalece as bases econômicas da Bulgária, aumenta sua resiliência contra choques globais e amplifica sua voz na tomada de decisões da zona do euro".
Mas nem todos estão otimistas com a entrada do país balcânico na zona do euro.
"Os defensores apontam que, ao ingressar ao 'clube dos ricos', o país será beneficiado e alcançará um progresso significativo", disse Rossitsa Rangelova, professora do Instituto de Pesquisa Econômica da Academia Búlgara de Ciências, à DW.
"As coisas são apresentadas como se a Bulgária fosse aumentar automaticamente seu padrão de vida e prosperidade, mas isso não se justifica, dada a necessidade de reformas obrigatórias e por muito adiadas, sem as quais nosso país não se tornará um participante igualitário", acrescentou ela.
Como está o desempenho da economia da Bulgária
A moeda nacional da Bulgária, o lev, está atrelada ao euro desde a introdução deste último, em 1999.
Sófia iniciou formalmente o processo de adesão ao bloco monetário em 2018, e o lev foi então incluído no Mecanismo Europeu de Taxas de Câmbio em julho de 2020.
A Comissão Europeia e os ministros das Finanças da zona do euro aprovaram no início deste ano a candidatura do país à adesão à moeda.
Tornar-se membro da zona do euro demonstra como a economia búlgara melhorou na última década. Os indicadores macroeconômicos permanecem estáveis, com a inflação agora oscilando em torno de 2,8%, ante cerca de 13% em 2022.
O déficit orçamentário e os níveis de dívida são baixos — cerca de 3% e 24%, respectivamente —, em conformidade com as regras da UE que exigem que os Estados-membros mantenham seus déficits dentro de 3% da produção econômica e sua dívida pública total dentro de 60% do Produto Interno Bruto (PIB).
As perspectivas de crescimento também parecem positivas. A UE estima que o PIB real do país cresça cerca de 3% este ano, 2,7% em 2026 e 2,1% em 2027.
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Recuperando o atraso
"O desempenho macroeconômico da Bulgária tem sido estável nas últimas décadas, embora seu crescimento econômico e recuperação tenham sido abaixo do ideal", disse à DW Guntram Wolff, especialista em política fiscal da zona euro do think tank econômico europeu Bruegel.
Norbert Beckmann, chefe do escritório da Fundação Konrad Adenauer na Bulgária, partilhou uma opinião semelhante.
O país cumpre todos os critérios de convergência para aderir à zona do euro, afirmou, salientando que a nação tem uma das menores relações dívida/PIB da Europa.
"No entanto, a economia búlgara ainda tem muito a fazer em termos de estrutura e desempenho. O nível de renda na Bulgária também é apenas 59% da média da UE."
Mas os especialistas alertam para o risco de o governo búlgaro afrouxar as restrições orçamentárias e gastar em excesso após a adoção do euro.
"O principal risco é que, após a adesão ao euro, a restrição orçamentária possa ser vista como menos vinculativa pelo sistema político e os déficits possam aumentar", disse Wolff. "Mas, dados os baixos níveis de endividamento, não acho que esse risco seja significativo."
Beckmann também ressaltou a necessidade de evitar distorções no mercado.
"É importante que os rendimentos reflitam sempre a capacidade da economia e que as pessoas não vivam acima das suas possibilidades. Se os rendimentos se desvincularem e forem artificialmente inflacionados por empréstimos, isso pode levar a distorções, como vimos na Grécia", disse à DW.
Turbulência política representa riscos
Ao mesmo tempo, a instabilidade política representa um grave desafio. A raiva e a frustração da população têm sido elevadas nos últimos meses devido à má gestão econômica e à corrupção desenfreada.
A Bulgária — um dos Estados mais pobres da UE — está entre os países mais corruptos do bloco, de acordo com o Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional.
O país balcânico de 6,4 milhões de habitantes já realizou sete eleições parlamentares desde 2021 — e pode enfrentar mais eleições nos próximos meses.
O governo do primeiro-ministro Rosen Zhelyazkov renunciou em 11 de dezembro em meio a protestos em massa contra a corrupção e os planos orçamentários, incluindo aumento de impostos e contribuições para a previdência social.
O primeiro-ministro Zhelyazkov renunciou em 11 de dezembro em meio a protestos em massa contra o governoFoto: Stoyan Nenov/REUTERS
Embora o orçamento tenha sido retirado, a indignação popular persiste.
Se os esforços para formar um novo governo fracassarem, o presidente nomeará um governo interino e convocará eleições antecipadas, que seriam as oitavas em quatro anos.
E se a votação não conseguir formar uma coalizão funcional, isso poderá prolongar a turbulência política e minar a confiança dos investidores.
Opinião pública dividida
Pesquisas mostram que os búlgaros também estão divididos sobre a adoção do euro. Os defensores da moeda comum afirmam que ela impulsionará os fluxos de investimento estrangeiro no país, eliminará os custos de câmbio e levará a uma maior integração no mercado único da UE, entre outras coisas.
Os céticos, no entanto, temem um aumento da inflação, uma vez que os preços dos bens e serviços serão convertidos da moeda nacional, o lev, para o euro após a mudança monetária. Alguns também se preocupam com a perda de controle sobre a política monetária para o Banco Central Europeu em Frankfurt.
"O processo de adesão à zona do euro não beneficiará a economia da Bulgária. Ela se tornaria uma periferia da zona do euro, menos flexível e incapaz de reduzir ou eliminar seus choques por conta própria", disse Rangelova.
Ela também criticou as autoridades búlgaras por não realizarem um referendo sobre a adesão ao euro. "Para projetos tão fundamentais, o governo de qualquer país democrático leva em consideração a opinião do público", disse ela, observando que "as autoridades búlgaras rejeitaram categoricamente os referendos como forma de opinião pública ao longo dos anos e ainda encontram maneiras de ignorá-los".
Embora existam preocupações genuínas, disse Wolff, campanhas de desinformação e teorias da conspiração exacerbaram o sentimento anti-euro.
"A Bulgária é regularmente atacada por campanhas de desinformação russas, e a Rússia certamente tenta convencer o país a voltar à sua esfera de influência", observou.
"Ao aderir ao euro, a Bulgária fica mais profundamente ancorada na Europa Ocidental — o que fortalece a União Europeia. Será imperativo intensificar os esforços para combater a guerra híbrida russa, bem como intensificar a luta contra a corrupção."
Apesar das frequentes mudanças de governo nos últimos anos, Beckmann disse que "os partidos e políticos na Bulgária que querem introduzir o euro e promover a integração do país com o Ocidente sempre tiveram maioria no Parlamento".
Ele enfatizou que as posições eurocéticas "sempre foram minoritárias na Bulgária".
"Não acho que isso vá mudar no futuro", acrescentou. "Portanto, não há razão para supor que a adesão da Bulgária à zona do euro possa, de alguma forma, enfraquecer o euro."
Rangelova discorda. Ela acredita que aderir à zona do euro a qualquer custo não é um caminho para a prosperidade. "Em vez de aderir à zona do euro agora, os esforços da Bulgária deveriam se concentrar na estabilização da situação política, em uma política macroeconômica sensata, apoiada por instituições domésticas fortes e boa governança."
O mês de dezembro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Adam Gray/REUTERS
O mundo se despede de 2025
Cidades no globo festejaram a virada. Em Jacarta, na Indonésia, crianças usaram adereços na cabeça para dar boas-vindas a 2026. Entre as primeiras nações a saudar o Ano Novo, a Austrália teve a festa ofuscada pelo trauma do massacre da praia de Bondi, em 14 de dezembro, em que 15 pessoas foram mortas. Uma hora antes da meia-noite, as vítimas foram homenageadas com um minuto de silêncio. (31/12)
Foto: Ajeng Dinar Ulfiana/REUTERS
Roubo a banco cinematográfico na Alemanha
Usando uma furadeira de grande porte, uma gangue conseguiu perfurar uma parede da câmara forte de uma agência do banco Sparkasse, na cidade alemã de Gelsenkirchen. Mais de 3 mil cofres foram arrombados, e mais de 2.500 clientes afetados – um dos maiores assaltos da Alemanha do pós-guerra, como afirmou a agência de notícias alemã dpa. (30/12)
Foto: Polizei Gelsenkirchen/dpa/picture alliance
Trump confirma primeiro ataque em terra dos EUA na Venezuela
Presidente disse que forças americanas destruíram área de carregamento de supostos barcos que traficavam drogas, no que pode ser considerado o primeiro ataque terrestre na Venezuela da campanha militar dos EUA para combater o narcotráfico e pressionar o regime do presidente Nicolás Maduro. (29/12)
Foto: Eva Marie Uzcategui/REUTERS
Morre Brigitte Bardot, ícone do cinema francês
Brigitte Bardot, a lendária atriz francesa, ícone feminino dos anos 1960 e fervorosa ativista dos direitos dos animais, morreu aos 91 anos. Saudada por Simone de Beauvoir em 1959 como "locomotiva da história das mulheres", ela se destacou como defensora dos direitos dos animais e polarizou com discurso xenófobo. (28/12)
Foto: Valery Hache/AFP
Moraes decreta prisão domiciliar de dez condenados por golpe
Após a tentativa de fuga de Silvinei Vasques, ex-diretor da PRF, a Polícia Federal cumpriu dez mandados de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica contra outros dez condenados pela trama golpista, por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes.
São alvos da decisão réus dos núcleos 2, 3 e 4 da tentativa de golpe, que foram condenados pela Primeira Turma do STF. (27/12)
Foto: Evaristo Sa/AFP
Ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques é preso no Paraguai com passaporte falso
Vasques foi preso no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, ao tentar embarcar para El Salvador usando um passaporte paraguaio incompatível com seus dados pessoais. A prisão ocorreu após a PF detectar o rompimento de sua tornozeleira eletrônica e acionar autoridades nas fronteiras. Moraes classificou o episódio como tentativa de fuga e decretou sua prisão preventiva. (26/12)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Papa pede "coragem" para acabar com guerra da Ucrânia
Em sua primeira mensagem de Natal como chefe do Vaticano, o Papa Leão 14 instou a Rússia e a Ucrânia a encontrarem "coragem" para um "diálogo sincero, direto e respeitoso" na busca por um acordo de paz. Leão 14 ainda pregou por "justiça, paz e estabilidade para o Líbano, Palestina, Israel e Síria", com renovação das promessas pelo fim das guerras. (25/12)
Foto: Yara Nardi/REUTERS
Em mensagem de Natal, presidente alemão destaca importância de laços comunitários
Em seu tradicional discurso de Natal à nação, o presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, destacou a importância dos laços comunitários e da cooperação, exortando os alemães a trabalharem em conjunto e a ajudar uns aos outros em tempos difíceis.
"Na escuridão, brilha uma luz", disse Steinmeier, que ocupa a Presidência federal da Alemanha desde 2017. (24/12)
Foto: Bundespresseamt
Greta Thunberg presa no Reino Unido com base em Lei Antiterrorismo
A polícia britânica prendeu a ativista sueca Greta Thunberg durante um protesto pró-palestinos em Londres. O grupo Defend Our Juries afirmou que ela foi detida sob a Lei Antiterrorismo do país após segurar um cartaz declarando apoio a presos ligados à Palestine Action, uma organização que o governo britânico classificou como terrorista. (23/12)
Foto: Prisoners for Palestine/REUTERS
Banksy revela nova obra de arte em Londres
O artista de rua britânico Banksy revelou sua mais recente obra no subúrbio de Bayswater, em Londres, dois dias depois de um grafite idêntico ter aparecido na Oxford Street, no centro da cidade. O mural em preto e branco retrata duas crianças com jaquetas de inverno, gorros e botas de borracha deitadas de costas, olhando e apontando para cima. (22/12)
Foto: Stefan Rousseau/AP Photo/picture alliance
Drones viram desafio de segurança na Alemanha
O aparecimento de drones desconhecidos nos céus tem se tornado um desafio de segurança para a Alemanha. Em mercados de Natal, aeroportos ou áreas militares, sobrevoos não autorizados acendem alerta de espionagem ou sabotagem. Governo federal aposta em maior controle. (21/12)
Foto: Angelika Warmuth/REUTERS
Alemanha marca um ano de ataque a feira de Natal em Magdeburg
A cidade de Magdeburg, na Alemanha, homenageou as vítimas do ataque contra um mercado de Natal que deixou seis mortos e mais de 300 feridos em 2024. O chanceler federal alemão, Friedrich Merz, disse que "raiva e fúria" eram permissíveis diante de crimes cruéis. O caso acirrou os discursos políticos sobre a migração na campanha para as eleições federais de 2025, que levaram Merz ao poder. (20/12)
Foto: Hendrik Schmidt/dpa/picture alliance
Ucrânia recebe apoio de 90 bilhões de euros da UE
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, visitou a Polônia no dia em que a União Europeia (UE) concordou em fornecer um empréstimo sem juros de 90 bilhões de euros (R$ 582 bilhões) ao seu país. O apoio servirá para atender às necessidades militares e econômicas pelos próximos dois anos, em meio à guerra contra a Rússia. (19/12)
Foto: PRESIDENT OF UKRAINE/apaimages/IMAGO
Agricultores protestam em Bruxelas contra acordo UE-Mercosul
Agricultores incendiaram pneus e lançaram batatas e ovos contra a polícia de choque em Bruxelas, em protesto contra o acordo de livre comércio Mercosul-UE. Diante do Parlamento Europeu, houve cenas de violência, fogos de artifício e vandalismo. Após reunição de líderes europeus, a assinatura do tratado foi adiada. (18/12)
Senado aprova PL que reduz tempo de prisão de Bolsonaro
O Senado aprovou nesta quarta-feira, por 48 votos favoráveis, 25 contrários e uma abstenção, o PL da Dosimetria. A proposta prevê a redução de penas de centenas de condenados pelos atentados às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado. Entre os beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro. Texto vai para sanção presidencial. (17/12).
Foto: Ueslei Marcelino/REUTERS
Dembélé (esq.) é escolhido melhor jogador do ano pela Fifa
Ousmane Dembélé foi o grande vencedor do prêmio The Best 2025, da Fifa. O francês, que atua pelo PSG, recebeu o trófeu de melhor jogador do ano das mãos do presidente da entidade, Gianni Infantino (à direita). O espanhol Lamine Yamal ficou em segundo, e o também francês Kylian Mbappé, em terceiro. Dembélé já havia levado a Bola de Ouro, da "France Football", de melhor jogador de 2025. (16/12)
O diretor Rob Reiner e sua esposa, Michele Singer, foram encontrados mortos em Los Angeles, nesse domingo (14/12). O principal suspeito do homicídio é o filho do casal, Nick Reiner, de 32 anos. Rob tinha 78 anos e dirigiu títulos como "Harry e Sally" (1989), "Conta Comigo" (1986) e "Spinal Tap" (1984). O diretor também militou em causas progressistas e foi um ferrenho crítico de Trump. (15/12)
Foto: Steven Bergman/AFF/ABACA/picture alliance
Homem desarma atirador em ataque na Austrália
Vídeo mostra um homem desarmando um atirador durante ataque em que morreram ao menos 12 na praia de Bondi, em Sydney, Austrália, incluindo um dos agressores. A polícia australiana informou que dois homens abriram fogo contra a multidão. Um deles foi morto por policiais. O outro suspeito foi internado em estado crítico. O ocorrido foi classificado de ataque terrorista pelas autoridades. (14/12)
Foto: BNONews/X
Tumulto em turnê de Messi pela Índia
Fãs revoltados derrubaram barricadas, arremessaram cadeiras e invadiram o gramado de um estádio em Calcutá, após o jogador de futebol Lionel Messi ser retirado da arena mais cedo que o esperado, apesar do alto preço dos ingressos. Ele deveria disputar uma partida de exibição, o que não aconteceu. O craque argentino de 38 anos, jogador do Inter Miami, faz uma turnê de três dias pelo país. (13/12)
Foto: Sahiba Chawdhary/REUTERS
EUA retiram sanções da Lei Magnitsky contra Moraes e esposa
A Casa Branca retirou o nome do ministro do STF Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, da lista de pessoas sancionadas pela Lei Magnitsky. Utilizada para punir estrangeiros acusados de violações graves de direitos humanos, as sanções foram impostas em julho em retaliação ao papel do ministro no processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. (12/12)
Foto: Evaristo Sa/AFP
Protestos da geração Z derrubam primeiro governo na Europa
O primeiro-ministro búlgaro, Rosen Zhelyazkov, renunciou ao cargo diante de protestos em massa liderados pela Geração Z. A manifestação ocorre na esteira de outros atos comandados por jovens que já derrubaram governos em Bangladesh, Nepal, Sri Lanka e Madagascar. A queda do governo búlgaro ocorre apenas algumas semanas antes da entrada do país na zona do euro. (11/12)
Foto: Dimitar Kyosemarliev/AFP
Ex-presidente da Bolívia é preso
O ex-presidente da Bolívia Luis Arce foi preso a pouco mais de um mês de deixar o cargo. A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação contra Arce, que governou a Bolívia entre 2020 e 2025, por suposto desvio de recursos do Fundo Indígena, destinado ao desenvolvimento de comunidades indígenas e camponesas. (10/12)
Senado aprova PEC do marco temporal das terras indígenas
O Senado aprovou a PEC que institui o marco temporal para demarcação de terras indígenas. O texto, que ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados, inclui na Constituição que os territórios devem ser demarcados apenas conforme sua ocupação no ano de 1988. O marco temporal é fortemente criticado pelos povos originários e entidades de direitos humanos e defendida pelo agronegócio. (09/12)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Países da UE endurecem política migratória
Ministros do Interior dos 27 países-membros da União Europeia chegaram a um acordo sobre um significativo endurecimento da política comum de asilo. Medidas incluem criação de centros de retorno fora do bloco, rejeição de migrantes nas fronteiras e penas mais rígidas para quem não cooperar com processo de deportação. Mudanças dependem de aval do Parlamento Europeu. (08/12)
Foto: Judith_Buethe
Merz visita Israel
O chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, cumpriu sua primeira visita oficial a Israel desde que assumiu o cargo em maio. O líder alemão reafirmou o que chamou de "responsabilidade histórica" do seu país na "defesa" e "segurança" de Israel e disse que a Alemanha não pretende reconhecer um Estado palestino num futuro próximo. (07/12)
Foto: Michael Kappeler/dpa/picture alliance
Homens armados matam pelo menos 11 pessoas em albergue na África do Sul
Homens armados invadiram um albergue na capital da África do Sul e mataram pelo menos 11 pessoas, incluindo uma criança de três anos, e feriram mais de uma dúzia de outras. A polícia informou que está investigando se os assassinatos estão relacionados a um bar dentro do albergue que poderia estar vendendo álcool ilegalmente. (06/12)
Foto: Gianluigi Guercia/AFP
Alemanha aprova alistamento militar obrigatório
O Parlamento alemão aprovou uma nova lei sobre o serviço militar. A legislação reintroduz na Alemanha o alistamento militar obrigatório a todos os homens com mais de 18 anos, que havia sido suspenso em 2011. A nova exigência de alistamento, porém, não leva ao serviço militar obrigatório. (05/12)
Foto: Hannes P. Albert/dpa/picture alliance
Steinmeier em visita histórica ao Reino Unido
No segundo dia de uma turnê de três dias no Reino Unido, o presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, discursou no parlamento britânico, honra dada a poucos estrangeiros. A viagem é a primeira visita de Estado no país de um presidente alemão em 27 anos. Em seu pronunciamento, Steinmeier ressaltou a importância atual de uma cooperação mais estreita entre Londres e Berlim. (04/12)
Foto: Kin Cheung/AP Photo/picture alliance
EUA são denunciados a comissão da OEA por ataque a barco no Caribe
Família de pescador colombiano morto em ação militar dos EUA contra supostos "narcoterroristas" acusou o governo Trump de execução extrajudicial em denúncia formal à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). É a primeira queixa formal desde o início dos ataques na região, em setembro. Órgão não tem poder de impor cumprimento de decisões, mas pode constranger a Casa Branca. (03/12)
Foto: U.S. Southern Command/NTB/IMAGO
Ex-chefe da diplomacia da União Europeia é presa na Bélgica
Federica Mogherini, que acumulou cargo de vice-presidente da Comissão Europeia entre 2014 e 2019, foi uma das 3 pessoas detidas pela polícia no âmbito de investigação sobre corrupção em escola de formação de diplomatas. A italiana dirige o Colégio da Europa desde 2020 e, em 2022, assumiu também a direção da Academia Diplomática da UE. (02/12)
Foto: Sebastian Christoph Gollnow/dpa/picture alliance
Hong Kong em luto após pior incêndio residencial do mundo desde 1980
Número de vítimas foi revisado para 151 após outros corpos serem encontrados, e 14 suspeitos foram presos. Autoridades constataram que as redes de proteção no exterior do complexo de edifícios falharam em evitar que as chamas se espalhassem. (01/12)