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Cantores famosos têm vida mais curta por causa do sucesso?

27 de novembro de 2025

Estudo aponta que eles vivem quatro anos menos, em média, e têm risco 33% maior de morrer do que seus colegas sem notoriedade.

Homem segura microfone com uma mão e apoia a cabeça com a outra.
Para pesquisadores da Universidade Witten/Herdecke, da Alemanha, "ser famoso parece tão prejudicial que anula qualquer benefício potencial associado a um status socioeconômico elevado"Foto: Colourbox/A. Dean

Um estudo mostrou que a fama pode estar associada a um risco maior de mortalidade em cantores . Na Europa e na América do Norte, eles morrem, em media, quatro anos mais cedo do que aqueles que não alcançam notoriedade.

A conclusão foi publicada nesta terça-feira (25/11) no Journal of Epidemiology & Community Health , do grupo BMJ. O estudo, liderado pela Universidade Witten/Herdecke, da Alemanha, é observacional, ou seja, não estabelece causalidade. Por exemplo: ele pode mostra que a fama está ligada a maior risco de morte, mas não prova que uma coisa causa a outra.

"Ao comparar cantores famosos e menos famosos com antecedentes semelhantes, este estudo sugere que a fama, por si só, pode contribuir para um maior risco de mortalidade, além dos riscos associados a ser músico profissional", diz o artigo.

Os resultados mostraram que "os cantores famosos tinham um risco de mortalidade 33% maior" em comparação aos menos famosos.

Fama não compensa?

Os pesquisadores compararam retrospectivamente o risco de morte de 648 cantores. Metade deles havia alcançado o status de celebridade e a outra metade, não.

A amostra de famosos foi extraída da base de dados acclaimedmusic.net, e os pesquisadores escolheram cantores ativos entre 1950 e 1990 para reunir informações suficientes de acompanhamento sobre o risco de morte até o final de 2023.

Não famosos morrem, em média, aos 79 anos, frente aos 75 anos entre os com notoriedadeFoto: xiakovenko123/Depositphotos/IMAGO

A análise indica que, em média, os cantores famosos viviam até os 75 anos, enquanto os menos famosos chegavam aos 79.

A equipe considera que "ser famoso parece tão prejudicial que anula qualquer benefício potencial associado a um status socioeconômico elevado".

Estresse como fator de risco

No conjunto, as análises indicam que "o risco elevado surge especificamente após alcançar a fama", o que destaca esse fator "como um possível ponto de inflexão temporal para os riscos à saúde, incluindo a mortalidade".

Uma explicação para os resultados pode residir no "estresse psicossocial único que acompanha a fama, como o intenso escrutínio público, a pressão pelo desempenho e a perda de privacidade", escrevem os autores.

Esses fatores estressantes "podem alimentar o mal-estar psicológico e os comportamentos de enfrentamento prejudiciais, transformando a fama em uma carga crônica que amplifica o risco ocupacional existente".

Como o estudo foi feito

Cada um dos 324 famosos selecionados foi pareado por ano de nascimento, sexo, nacionalidade, etnia, gênero musical e condição de solista ou vocalista principal de uma banda com seus colegas de profissão menos conhecidos.

Do total, 83,5% eram homens. Mais da metade (61%) vinha da América do Norte, e o restante da Europa. A maioria era branca (77%), 19% eram negros e 4% mista ou de outras etnias.

Quanto aos estilos musicais, 65% faziam rock, 14% Rhythm and Blues (R&B), 9% pop, 6% new wave, 4% trap e 2% eletrônica. Além disso, 59% faziam parte de uma banda, 29% eram artistas solo e 12% solo e banda.

Os pesquisadores reconhecem como limitações do estudo o fato de ele não ser global e se restringir a cantores, o que significa que as observações podem não ser aplicáveis a outras regiões do mundo ou a outros âmbitos da fama, como atuação ou esporte.

le/ra (efe, ots)

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