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Capitais recebem atos contra "PL da Dosimetria"

14 de dezembro de 2025

Manifestantes ocupam as ruas de 15 capitais contra projeto de lei que alivia pena imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Texto será apreciado pelo Senado.

Ato em Brasília contra anistia de Bolsonaro
Atos foram convocados por movimentos sociais e por membros do PTFoto: Adriano Machado/REUTERS

Manifestantes de diversas cidades brasileiras foram às ruas neste domingo (14/12) contra a aprovação do chamado PL da Dosimetria, o projeto de lei que pretende diminuir o cálculo das penas (dosimetria) de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 e beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O projeto de lei foi aprovado na Câmara na última quarta-feira (10/12) e será enviado ao Senado. A previsão é que seja votado até o fim deste ano. A avaliação é que a pena de Bolsonaro em regime fechado seria reduzida para 2 anos e 4 meses.

Os atos são promovidos pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, movimentos de esquerda que se mobilizaram contra a aprovação do projeto, e divulgados por membros do Partido dos Trabalhadores. Manifestações foram realizadas em 15 capitais, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Campo Grande, Cuiabá, Maceió, Fortaleza, Salvador e Brasília.

O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, participou dos atos em São PauloFoto: Jorge Silva/REUTERS

Na capital federal, os manifestantes se reuniram em frente ao Museu da República e se dirigiram ao Congresso, onde gritaram palavras de ordem e ergueram cartazes com os dizeres "Sem anistia para golpista". Também houve críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Em São Paulo o ato começou às 14h, em frente ao Masp, na Avenida Paulista. No Rio de Janeiro, a concentração aconteceu em Copacabana.

Projeto de lei

O texto aprovado pelos deputados prevê que, quando forem cometidos no mesmo contexto os crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, apenas a pena mais grave seja aplicada.

Ou seja, as penas deixariam de ser somadas, tal como foram para Bolsonaro, hoje preso na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília. A versão final descartou a anistia, desejada pelos bolsonaristas.

gq (ebc, ots)

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