China intensifica repressão a feministas – e elas revidam
5 de setembro de 2025
Dez anos após a prisão de cinco ativistas feministas, um marco no movimento pelos direitos das mulheres na China, a conscientização aumentou, mas espaço para vozes feministas diminuiu drasticamente.
O movimento feminista da China passou por mudanças profundas na última décadaFoto: Peter Parks/AFP/Getty Images
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Na véspera do Dia Internacional da Mulher em 2015, cinco jovens ativistas feministas chinesas — Wang Man, Zheng Churan, Li Maizi, Wei Tingting e Wu Rongrong — foram detidas pela polícia em Pequim e Cantão enquanto protestavam contra o assédio sexual nos transportes públicos.
Elas foram acusadas de "provocar brigas e causar problemas", uma ofensa vaga frequentemente usada contra ativistas. O caso das "Cinco Feministas" rapidamente se tornou um divisor de águas para o movimento feminista na China, com repercussão internacional.
Uma das cinco, a ativista Li Maizi (também conhecida como Li Tingting), disse à DW que a detenção deixou cicatrizes duradouras: "Por muito tempo, toda vez que ouvia alguém bater na porta, sentia uma sensação avassaladora de medo".
Mas ela também avalia que as prisões tiveram o efeito positivo de trazer o tema do assédio sexual contra mulheres para a consciência coletiva chinesa.
Dez anos depois, o movimento feminista da China passou por profundas mudanças. Por um lado, a conscientização pública sobre a igualdade de gênero cresceu: mais mulheres e comunidades LGBTQIA+ buscam maneiras de se manifestar sobre violência doméstica, assédio no local de trabalho e discriminação de gênero.
Por outro lado, o espaço para vozes feministas diminuiu drasticamente. As plataformas online se tornaram cada vez mais hostis ao conteúdo feminista, enquanto as autoridades expandiram a censura para silenciar os debates relacionados a gênero.
Silenciamento nas redes
Em 2018, as duas maiores plataformas de mídia social do país, WeChat e Weibo, baniram o meio de comunicaçao feminista mais proeminente da China, o Feminist Voices. A Tencent, proprietária do WeChat, citou violações da Lei de Segurança Cibernética, alegando que o grupo havia "perturbado a ordem social, a segurança pública e a segurança nacional".
A suposta violação apontada foi uma campanha online contra o assédio para o Dia Internacional da Mulher, intitulada "O Guia do Dia da Mulher Mais Forte".
Depois que a conta "desapareceu" do Weibo, vários usuários que manifestaram apoio ao Feminist Voices também tiveram suas contas suspensas. A plataforma bloqueou ainda o nome e o logotipo do veículo de mídia em pesquisas e publicações.
Proliferam na China moradias compartilhadas de mulheres que buscam um contraponto à estrutura machista da sociedade Foto: Jade Gao/AFP
Assédio em restaurante
Em março de 2021, a ativista feminista Xiao Meili foi assediada em um restaurante em Chengdu depois de pedir aos homens da mesa vizinha que não fumassem dentro do estabelecimento. Ela foi alvo de insultos sexistas e atingida por um líquido quente jogado contra ela.
O vídeo da agressão viralizou e desencadeou uma onda de comentários de mulheres que viveram experiências semelhantes.
Influenciadores nacionalistas logo contra-atacaram, e passou a circular uma foto de 2014 em que Xiao Meili aparece com um cartaz em defesa da emancipação de Hong Kong – o que foi usado para classificá-la como inimiga do Estado, uma "separatista de Hong Kong".
Logo depois, sua conta no Weibo foi banida permanentemente, tirando-lhe a capacidade de responder ou se defender.
Depois que Xiao Meili foi "silenciada", muitas feministas no Weibo manifestaram seu apoio a ela, mas acabaram sendo banidas ou suspensas, incluindo contas com centenas de milhares de seguidores.
O presidente chinês, Xi Jinping, conclamou os jovens a terem "visões corretas sobre casamento e família"Foto: JADE GAO/AFP/Getty Images
Repressão cada vez mais ampla
Essa onda de censura logo se espalhou para contas públicas feministas no WeChat, sob a alegação de incitarem o "confronto de gênero".
Uma semana depois, os produtos da loja online de Xiao Meili, chamada Taobao, que continham a palavra "feminismo" foram retirados por conterem "informações proibidas". A Taobao alegou ser uma "plataforma neutra" e, portanto, desencorajou os vendedores a usar o termo "feminismo".
Pouco depois, mais de uma dúzia de grupos feministas na rede social Douban foram dissolvidos.
Os nomes dos grupos banidos foram imediatamente designados como palavras-chave sensíveis; as publicações que continham esses nomes foram automaticamente excluídas. O Douban justificou a remoção desses grupos alegando que eles continham "conteúdo extremista, político radical e ideológico".
#MeToo chinês
O movimento #MeToo na China começou no início de 2018, quando Luo Qianqian, formada pela Universidade de Beihang, acusou publicamente seu ex-professor Chen Xiaowu de assédio sexual.
Sua coragem inspirou outras pessoas de diferentes setores a contarem suas histórias. Em pouco tempo, conversas sobre desigualdade no local de trabalho, violência doméstica e direitos reprodutivos se espalharam amplamente pela internet.
Vários casos de grande repercussão se seguiram, incluindo a suposta agressão do apresentador de TV Zhu Jun contra a cantora e atriz Zhou Xiaoxuan (também conhecida como Xuanzi) e a acusação da estrela do tênis Peng Shuai de agressão sexual contra o ex-vice-primeiro-ministro chinês Zhang Gaoli. Cada caso despertou enorme interesse público, mas também rápida censura.
Palavras-chave como "#MeToo" ou a homófona "Mi Tu" (que em chinês significa "coelhinho de arroz"), usada por ativistas para contornar os filtros, foram colocadas na lista negra do Weibo.
Postagens expressando apoio a Zhou Xiaoxuan durante suas audiências judiciais foram excluídas e muitas contas foram suspensas. A postagem de Peng Shuai no Weibo desapareceu em poucos minutos, e pesquisas por termos como "tênis", "vice-primeiro-ministro" ou "o primeiro-ministro e eu" foram bloqueadas.
A repressão não se limitou ao discurso online. Em 2021, Huang Xueqin — jornalista e figura central do movimento #MeToo na China — foi detida. Em 2024, ela foi condenada a cinco anos de prisão por "incitar a subversão do poder estatal".
Quando as vítimas se tornam "agressoras"
Uma tendência preocupante nos últimos anos é a estigmatização das vítimas como se fossem agressoras. Li Maizi destaca que as mulheres que recorrem à Justiça por casos de assédio muitas vezes enfrentam contra-ações por difamação: "Os custos para buscar justiça são extremamente altos".
Em julho de 2024, a Universidade Politécnica de Dalian anunciou planos para expulsar uma aluna por ter um "relacionamento impróprio com um estrangeiro", alegando que sua conduta "prejudicou a reputação da nação e da instituição".
Os críticos argumentaram que a decisão era discriminatória e violava sua privacidade e direito à educação. Em vez de reconhecer sua autonomia como mulher adulta, a universidade rotulou seu comportamento como "imoral" — um lembrete das normas patriarcais duradouras que julgam o valor das mulheres por meio da castidade e da "honra nacional".
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Feminismo enquadrado como ameaça
O Partido Comunista Chinês há muito tempo encara organizações independentes como uma ameaça à estabilidade. A liderança da China vê cada vez mais o feminismo através das lentes da ideologia.
Grupos e indivíduos feministas têm sido difamados como agentes de "influência estrangeira". Lü Pin, fundadora da Feminist Voice, disse à DW que "não há mais nenhuma plataforma de mídia social na China que seja favorável às mulheres ou a temas feministas".
Li Maizi observa que o feminismo na China se tornou altamente politizado. A Federação Nacional das Mulheres da China enquadra o "feminismo" como uma ideologia ocidental, diferenciando-o de sua "perspectiva marxista sobre as mulheres" oficialmente endossada.
Essa estigmatização deixou as feministas fragmentadas e isoladas: "Quando as pessoas são forçadas a se dispersar online, isso enfraquece o poder coletivo do movimento", explicou Lü.
O feminismo é agora enquadrado como uma ideologia ocidental importada, desconectada das tradições da China. Blogueiros nacionalistas exploram esse enquadramento, atacando feministas sob a bandeira do "patriotismo" enquanto perpetuam a violência de gênero.
Futuro do movimento feminista chinês
Ao mesmo tempo, a China enfrenta um declínio demográfico e uma queda nas taxas de natalidade.
As autoridades têm apelado às mulheres para que regressem aos papéis familiares tradicionais, com o presidente Xi Jinping a exortar, em 2023, a Federação Nacional das Mulheres da China a "orientar os jovens para uma visão correta do casamento e da família".
Nesse contexto, o feminismo — com sua ênfase na autonomia e nos direitos reprodutivos — é retratado como subversivo.
Li Maizi reconhece que o movimento enfrenta agora condições mais adversas do que nunca. No entanto, ela continua cautelosamente otimista: "O movimento feminista chinês avança em ondas, com contratempos e resistência ao longo do caminho. Mas onde quer que haja opressão, haverá resistência. O feminismo na China não vai parar".
O feminismo de hoje, argumenta ela, é descentralizado e menos dependente de organizações formais. Ativistas individuais correm riscos elevados, mas as redes de apoio informais permanecem. O movimento, embora fragmentado, continua a desafiar tanto as normas patriarcais quanto as restrições políticas.
Dez anos após as "Cinco Feministas", o movimento feminista da China vive um paradoxo: cada vez mais visível nos corações e mentes dos cidadãos comuns, mas duramente silenciado na esfera pública. Sua sobrevivência agora depende da resiliência, criatividade e coragem de indivíduos dispostos a se manifestar — mesmo quando suas vozes são rapidamente apagadas.
O mês de setembro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Sergio Lima/AFP
Ex-assessor de deputado da AfD é condenado por espionagem
Um ex-assessor do eurodeputado alemão Maximilian Krah, do partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD), foi condenado a 4 anos e 9 meses de prisão sob a acusação de ter espionado para a China. Um tribunal de Dresden considerou provado que Jian G. trabalhou para um serviço secreto chinês. (30/09)
Foto: Sebastian Kahnert/dpa/picture alliance
Lufthansa anuncia corte de 4 mil cargos administrativos
A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou um corte de 4 mil cargos administrativos até 2030, à medida que avança em um processo de automação, digitalização e consolidação do trabalho com a ajuda da inteligência artificial (IA). O sindicato dos trabalhadores do setor de serviços Verdi criticou os cortes. (29/09)
Foto: Michael Bihlmayer/CHROMORANGE/picture alliance
Ponte mais alta do mundo é inaugurada na China
Estrutura que corta o Cânion Huajiang, na província de Guizhou, tem 625 metros de altura em seu ponto mais alto do chão até a pista, e 1.420 metros de extensão. Ponte levou três anos para ser construída, e vai encurtar o tempo de viagem de cerca de duas horas para poucos minutos. (28/09)
Foto: STR/AFP/Getty Images
Protesto em Berlim contra guerra em Gaza bate recorde de público
Manifestação reuniu 100 mil, segundo a organização, e 60 mil, nas estimativas da polícia. Ato foi respaldado por cerca de 50 organizações, entre elas a Anistia Internacional e o partido A Esquerda, e pediu o fim da exportação de armas alemãs a Israel, o acesso desimpedido de ajuda humanitária à Faixa de Gaza e a aplicação de sanções da União Europeia contra Israel. (27/09)
Foto: Annette Riedl/dpa/picture alliance
Em discurso na ONU boicotado por diplomatas, Netanyahu descarta criação de Estado palestino
Recebido sob vaias e com a saída de várias delegações, que esvaziaram o plenário, premiê israelense chamou solução de dois Estados de "suicídio nacional", pois sinalizaria que "assassinar judeus vale a pena". Também negou as acusações de genocídio e denúncias de fome em Gaza, e disse que Israel protege o Ocidente dos "bárbaros" no Oriente Médio. (26/09)
Foto: Michael M. Santiago/Getty Images
Sarkozy condenado a cinco anos de prisão na França
Um tribunal de Paris condenou o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy a cinco anos de prisão por associação criminosa. Ele foi acusado de aceitar contribuições para a campanha eleitoral da qual saiu vitorioso, em 2007, do antigo ditador líbio Muammar Kadafi, por intermédio de um empresário franco-libanês. (25/09)
Foto: Vincent Isore/IP3press/IMAGO
CCJ do Senado enterra a PEC da Blindagem por unanimidade
Aprovada na Câmara, Proposta de Emenda à Constituição que visava ampliar a proteção de parlamentares contra processos na Justiça gerou uma onda de indignação e provocou manifestações em todo o país. A repercussão negativa acelerou o processo na Comissão de Constituição e Justiça, que foi unânime ao rejeitar a PEC. Presidente do Senado anunciou o arquivamento, enterrando de vez a proposta. (24/09)
Foto: Gustavo Basso/DW
Na ONU, Lula critica sanções dos EUA e conduta de Israel
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso de abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas para criticar duramente o que chamou de "ataques à soberania" brasileira, numa fala direcionada ao governo dos Estados Unidos. O discurso ainda incluiu críticas a Israel. (23/09),
Foto: Timothy A. Clary/AFP
PGR denuncia Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça
Eduardo Bolsonaro e o produtor de conteúdo Paulo Figueiredo foram denunciados por articular junto ao governo Trump sanções contra o Brasil e o STF no intuito de impedir a condenação de Jair Bolsonaro. Ex-presidente não foi denunciado. "A dupla de denunciados não hesitou em arrogar a si própria a inspiração determinante das sanções econômicas que vieram a ser", disse o PGR, Paulo Gonet. (22/09)
Foto: Lev Radin/Pacific Press/picture alliance
Reino Unido, Canadá e Austrália reconhecem Estado palestino
Os governos do Reino Unido, Canadá e Austrália formalizaram o reconhecimento oficial do Estado palestino. Os reconhecimento britânico e canadense são especialmentes simbólicos, já que são as duas primeiras nações do G7 a formalizarem a medida. O governo israelense, que é contra o estabelecimento de um Estado para os palestinos, crticiou o reconhecimento. (21/09)
Foto: Luis Boza/NurPhoto/picture alliance
Ciberataque afeta aeroportos europeus
Vários aeroportos europeus, incluindo Bruxelas, Berlim e Heathrow, em Londres, foram afetados por "interrupções cibernéticas" que impactaram os sistemas de check-in e despacho de bagagem, causando atrasos e longas filas. (20/09)
Foto: Marta Fiorin/REUTERS
Bombas da Segunda Guerra em Berlim
Duas bombas da Segunda Guerra Mundial encontradas em locais diferentes de Berlim forçaram a retirada de mais de 20 mil moradores de suas casas. Um dos artefatos foi encontrado no leito do rio Spree, no centro da cidade, durante inspeção de rotina. Ao mesmo tempo, em outro bairro, uma bomba russa de 100 quilos foi encontrada em um canteiro de obras. Nenhuma delas precisou ser desativada. (19/09)
Foto: Michael Ukas/dpa/picture alliance
França tem dia de protestos contra medidas de austeridade
Protestos em massa contra medidas de austeridade reuniram 500 mil pessoas na França, que vive crise social e politica devido à escalada de seu déficit fiscal. Manifestantes pedem o cancelamento dos planos orçamentários, aumento de impostos para os mais ricos e a reversão da reforma da Previdência. Cerca de 80 mil policiais foram mobilizados e mais de 180 pessoas foram detidas. (18/09)
Foto: Sylvain Thomas/AFP/Getty Images
Bolsonaro recebe alta médica; biópsia indica câncer de pele
Ex-presidente recebeu alta hospitalar um dia após ser internado no Hospital DF Star, em Brasília, em razão de um quadro de vômito e queda de pressão arterial. Segundo boletim médico, biópsia de duas lesões retiradas no último domingo apontou a presença de carcinoma, tipo comum de câncer de pele. Retirada das manchas cutâneas descarta necessidade de tratamentos adicionais. (17/09)
Foto: Julia Maretto/AFP
Comissão da ONU acusa Israel de genocídio em Gaza
Uma comissão independente de inquérito do Conselho de Direitos Humanos da ONU acusou Israel de estar cometendo genocídio na Faixa de Gaza, atingindo quatro dos cinco critérios da Convenção das Nações Unidas para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. O Ministério do Exterior de Israel afirmou que "rejeita categoricamente esse relatório distorcido e falso". (16/09)
Foto: Ali Jadallah/Anadolu/picture alliance
Netanyahu admite isolamento de Israel em meio à guerra em Gaza
Em um raro reconhecimento do isolamento decorrente das críticas internacionais a Israel devido à guerra em Gaza, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, culpou as minorias na Europa que promovem "ideologia antissemita e islâmica extremista" e defendeu ataques de seu país além de suas fronteiras, como o realizado no Catar, para "proteger seus cidadãos". (15/09)
Foto: Nathan Howard/AFP/Getty Images
Ato pró-palestinos interrompe Volta da Espanha em Madri
Protestos pró-palestinos interromperam a etapa final da Volta da Espanha, em Madri, uma das três maiores competições anuais do ciclismo mundial. Os ativistas protestavam contra a participação de uma equipe israelense na prova. O grupo derrubou barreiras de metal e ocupou diversos pontos do trajeto da corrida. Duas pessoas foram presas e 22 policiais ficaram feridos. (14/09)
Foto: Manu Fernandez/AP Photo/picture alliance
Ultradireita britânica reúne 110 mil em manifestação anti-imigração
Milhares de pessoas tomaram as ruas de Londres em uma das maiores manifestações da ultradireita britânica dos últimos anos. Os participantes carregavam bandeiras da Inglaterra, do Reino Unido e cartazes com mensagens anti-imigração. Nove pessoas foram presas após confrontos com policiais. (13/09)
Foto: Alex Day/Avalon/Photoshot/picture alliance
Suspeito de matar Charlie Kirk é preso nos EUA
Autoridades americanas capturaram o suspeito de assinar o ativista de ultradireita Charlie Kirk. Em uma coletiva de imprensa, o governador de Utah, Spencer Cox, indicou que o assassinato teve motivação política. Cox também disse que os investigadores encontraram um fuzil envolto em uma toalha e que a arma tinha uma mira telescópica acoplada. (12/09)
Foto: FBI/ZUMA/picture alliance
Bolsonaro é condenado a 27 anos de prisão por cinco crimes
Primeira Turma do STF condenou de forma inédita um ex-presidente brasileiro pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Bolsonaro foi tomado como líder da organização criminosa. Outros sete réus do "núcleo crucial" também receberam penas de reclusão. (11/09)
Foto: Sergio Lima/AFP
Influenciador aliado de Trump morre baleado nos EUA
O ativista e influenciador de ultradireita Charlie Kirk, 31 anos, importante aliado do presidente Donald Trump, foi baleado em uma universidade dos EUA. Kirk foi levado a um hospital, mas sua morte foi anunciada pouco depois por Trump. Ele respondia a perguntas em um evento ao ar livre, em Utah, quando o ataque aconteceu. (10/09)
STF tem 2 votos para condenar Bolsonaro e mais 7 réus por golpe
Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Assim, o julgamento na Primeira Turma do STF tem placar de 2 a 0 pela condenação, faltando três votos. (09/09)
Foto: Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance
Em crise política, França perde mais um primeiro-ministro
Quarto premiê francês em dois anos, centrista François Bayrou perdeu moção de confiança na Assembleia Nacional da França e deixa o governo após menos de 10 meses. País vive crise fiscal e enfrenta disparada da dívida pública. Políticas orçamentárias do primeiro-ministro desagradaram o parlamento e agora pressionam o mandato de Emmanual Macron. (08/09)
Foto: Bertrand Guay/AFP
Primeiro santo millenial
O Papa Leão 14 celebrou a canonização de Carlo Acutis, o primeiro santo da geração millennial, durante uma missa solene na Praça de São Pedro. O adolescente italiano nascido em Londres em 1991, conhecido por criar um site dedicado a catalogar milagres eucarísticos e apelidado de "influenciador de Deus", foi reconhecido pelos fiéis por unir tecnologia e devoção na promoção da fé católica. (07/09)
Foto: Andrew Medichini/AP Photo/dpa/picture alliance
Japão celebra maioridade do sucessor imperial
O príncipe Hisahito de Akishino, segundo na linha de sucessão ao Trono do Crisântemo, completou 19 anos neste sábado, em um dia marcado pela sua cerimônia de maioridade. Os rituais protocolares permitirão ao príncipe começar a participar da agenda oficial da família imperial do Japão e lhe abrem caminho para um futuro reinado. (06/09)
Foto: Japan Pool/Jiji Press/AFP
Novo vídeo mostra reféns israelenses
O grupo radical palestino Hamas divulgou um novo vídeo marcando os 700 dias do início da ofensiva israelense contra Gaza, no qual mostra os reféns israelenses Guy Gilboa-Dalal e Evyatar David. Na foto, manifestantes homenageiam as vítimas do Hamas e os reféns sequestrados durante os ataques a Israel em 7 de outubro de 2025. (05/09)
Foto: Israel Hadari/ZUMA/picture alliance
Macron afirma que 26 países apoiam força de garantia para a Ucrânia
Uma cúpula em Paris com o presidente francês, Emmanuel Macron, seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, e líderes europeus, alguns por videoconferência, discutiu como aliados ajudariam Kiev a se proteger de investidas russas caso haja acordo para encerrar a guerra. "No dia em que o conflito acabar, as garantias de segurança serão mobilizadas", afirmou Macron. (04/09)
Foto: Ludovic Marin/AFP
Acidente com bondinho em Lisboa deixa ao menos 15 mortos
Pelo menos 15 pessoas morreram e 18 ficaram feridas nesta quarta-feira após o Elevador da Glória, uma popular atração turística de Lisboa, descarrilar. Imagens mostram que o bondinho tombou em um local onde o trilho faz uma curva e se chocou contra um prédio. Uma investigação sobre as causas do acidente foi iniciada. (03/09)
Acadêmicos acusam Israel de cometer genocídio em Gaza
A Associação Internacional de Acadêmicos de Genocídio – a maior organização profissional de acadêmicos que estudam os extermínios em massa – afirmou que Israel está cometendo genocídio em sua ofensiva na Faixa de Gaza e acusou o país de cometer crimes contra a humanidade e de guerra. Opinião se soma a coro cada vez maior de entidades que usam o termo para descrever as ações de Israel. (01/09)
Foto: Mohammed Ali/Xinhua/picture alliance
Começa julgamento de Bolsonaro e demais acusados por trama golpista
Teve início no STF o julgamento do ex-presidente e de outros sete réus acusados de formar o núcleo central do grupo acusado de tentar um golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre os réus estão o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, os ex-ministros da defesa Braga Netto, da Justiça, Anderson Torres e ex-chefe do GSI, Augusto Heleno. (02/09)