Medida aprovada por AfD e CDU em Heidenau, no leste do país, proíbe as famosas "pedras de tropeço". Amplamente criticado, episódio arrisca jogar mais lenha na fogueira da crise de Merz.
As "pedras de tropeço" são um elemento fundamental na cultura de memória do Holocausto na AlemanhaFoto: Andrea Grunau/DW
As chamadas "pedras de tropeço" (do alemão Stolpersteine) são pequenas placas de latão, geralmente de 10 por 10 centímetros, fixadas sobre paralelepípedos de concreto e colocadas na calçada em frente à última moradia de vítimas do regime nazista. Elas são um elemento fundamental na cultura de memória do Holocausto na Alemanha.
O Conselho Municipal da pequena cidade de Heidenau, próxima a Dresden, no estado da Saxônia, votou pela interrupção da instalação de novas placas e decidiu que futuras homenagens deverão se concentrar num memorial localizado no cemitério ao norte da cidade de 16,5 mil habitantes.
A medida alimentou o debate sobre o real comprometimento da CDU com o chamado "cordão sanitário"– uma barreira informal pela qual os principais partidos alemães descartam qualquer cooperação formal com a AfD.
O caso em Heidenau ocorre num momento em que a sigla ultradireitista lidera as pesquisas nacionais, à frente da CDU de Merz.
A aprovação da moção contrariou uma recomendação da administração municipal, segundo a qual "uma proibição geral de futuras Stolpersteine não é necessária para a criação de um memorial central, nem se justifica pela própria proposta".
Os defensores da moção argumentaram que muitos moradores consideravam as "pedras de tropeço" inadequadas, por estarem no chão e poderem ser pisoteadas.
O idealizador das Stolpersteine, o artista Gunter Demnig, rejeitou o argumento. Para ele, as homenagens históricas têm que estar visíveis nos locais onde as vítimas do nazismo costumavam viver, e tornam a história palpável para as novas gerações.
Demnig associou o veto em Heidenau ao êxito recente da AfD em eleições estaduais no país, e acusou a CDU de abandonar seus valores, afirmando que o partido de Merz "talvez devesse desistir do C" que leva no nome "porque eles já abandonaram o cristianismo".
"Apagar as vítimas é apagar o próprio passado"
A AfD tem questionado frequentemente a cultura alemã de memória do Holocausto; seu cofundador, o parlamentar Alexander Gauland, chegou a descrever a era nazista como uma "titica de pássaro" em meio a mil anos de história alemã, que, segundo ele, teriam sido bem-sucedidos.
"Estou envergonhado", declarou nesta sexta-feira o embaixador de Israel na Alemanha, Ron Prosor. "Quem apaga as vítimas do passado apaga o próprio passado." Ele alertou que a Alemanha precisa de "uma barreira clara contra o antissemitismo, seja da direita, seja da esquerda, seja dos círculos islamistas".
"Pedras de tropeço" são placas fixadas na calçada em frente à última moradia de vítimas do regime nazistaFoto: Markus Schreiber/AP Photo/picture alliance
A ministra alemã da Educação, Karin Prien (CDU), classificou a medida como um "escândalo". "Qualquer um que queira relegar os memoriais da vida judaica a cemitérios está tornando os judeus 'invisíveis mais uma vez'", afirmou ao jornal Bild.
"Eu também vejo a CDU na Saxônia como portadora dessa responsabilidade", disse ela ao jornal, lançando uma advertência a seu próprio partido.
Prien explicou que as pequenas placas embutidas nas calçadas servem como lembretes diários dos destinos individuais e da responsabilidade que a Alemanha deve assumir em relação ao Holocausto.
Charlotte Knobloch, lider de uma associação judaica na Baviera, também criticou duramente a CDU. "Estou chocada com o fato de um partido democrático ter optado por apoiar uma manobra tão evidente da extremista AfD", disse ao grupo de mídia alemão Funke.
Mesmo antes da decisão na noite desta quinta-feira, o Comitê Internacional de Auschwitz expressou sua indignação com a moção. "Esta é uma tentativa transparente e desprezível de expulsar mais uma vez as vítimas nazistas de Heidenau da cidade e descartá-las aonde, segundo a AfD, a memória já pertence – ao cemitério", declarou o vice-presidente da entidade, Christoph Heubner. "É um escândalo que representantes da CDU estejam se aliando à AfD em atos tão desprezíveis", acrescentou.
"Escândalo" também foi a palavra usada por Felix Banaszak, uma das principais lideranças do Partido Verde, para se referir ao episódio. Ele defendeu que é preciso fazer de tudo "para manter viva a memória daqueles que foram perseguidos e assassinados".
A prefeita de Heidenau, Conny Oertel (sem partido), era contra a moção e pediu ao Conselho Municipal que a rejeitasse. Ela, no entanto, enfatizou que o Conselho, como um todo, apoiava a continuidade da homenagem às vítimas do nazismo. "A questão era apenas a forma como isso seria feito", afirmou.
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Mais lenha na fogueira da crise da CDU
O caso deve gerar mais dor de cabeça à CDU de Merz, que perdeu muitos votos em eleições regionais recentes na Saxônia-Anhalt, em Berlim e Mecklemburgo Pomerânia-Ocidental — neste último estado, o partido sequer atingiu a cláusula de barreira de 5%, ficando pela primeira vez sem deputados estaduais.
Após a eleição em Berlim, Merz, sem citar nominalmente A Esquerda, expressou preocupação com o "antissemitismo crescente, radical e abertamente manifestado". Ele instou os social-democratas e ambientalistas a darem uma "resposta muito clara – especialmente aqui em Berlim – ao fato de que a vida judaica na Alemanha já não é segura".
Acusações de antissemitismo também contra A Esquerda
No episódio mais recentes de constrangimento para os esquerdistas, um ativista antissemita e o chefe de um clã frequentemente associado ao crime organizado foram vistos na festa da vitória do partido em Berlim, no domingo passado.
Um dos deputados do partido, Ferat Kocak, foi fotografado ao lado de Ibrahim Ibrahim, descrito pela imprensa alemã como apoiador de militantes palestinos armados. O parlamentar defendeu-se depois dizendo ter tirado "centenas" de fotos com apoiadores, e frisando que a festa da vitória estava "aberta ao público".
Outro que compareceu ao evento foi Issa Remmo, chefe do "clã Remmo", família frequentemente acusada de manter uma rede de conexões com o crime organizado e associada a um espetacular roubo de joias.
A copresidente do partido, Ines Schwerdtner, disse que a festa não tinha lista de convidados, "mas, assim que essas pessoas foram vistas, foi pedido a elas que se retirassem".
Elif Eralp, candidata à prefeitura de Berlim pelo A EsquerdaFoto: Britta Pedersen/dpa/picture alliance
A esquerdista Elif Eralp, que pleiteia a prefeitura de Berlim e também corteja os verdes e social-democratas para uma aliança, distanciou-se dos episódios. "Celebrar a violência e o terrorismo é absolutamente inaceitável", disse. "Farei de tudo para garantir que os judeus, assim como os muçulmanos, as pessoas LGBTQIA+ e todos em nossa cidade, possam se sentir seguros."
As acusações de antissemitismo contra o A Esquerda podem vir a dificultar a formação de um governo de coalizão na prefeitura de Berlim.
Bärbel Bas, copresidente nacional do SPD, parceiro do governo federal, afirmou que seria "muito difícil" trabalhar com uma legenda na qual "grande parte age de forma antissemita".
rc/ra (Reuters, AFP)
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Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
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Dino derruba decisão de Mendonça e libera postagens sobre Nossa Senhora Aparecida
Ministro do STF derrubou decisão anterior que obrigava plataformas a apagar notícias falsas que associem Flávio Bolsonaro à santa, depois que conteúdos viralizaram nas redes. Dino argumentou agir para preservar a liberdade de expressão e a liberdade religiosa dos que defendem a manutenção da lei que deu à santa o título de "padroeira do Brasil". (27/09)
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Papa Leão 14 celebra missa para 800 mil em Paris
Foi a primeira visita de um pontífice à França em 18 anos. Visita de quatro dias incluiu passagem pelo Santuário de Lourdes, onde o papa pediu em suas rezas que a França tenha líderes "ansiosos por servir ao bem comum", defensores dos "direitos humanos fundamentais e da paz mundial". País elegerá novo presidente em abril de 2027. (26/09)
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Conselho do MPF decide não afastar Gonet do caso Master
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) decidiu contra o afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, dos casos relacionados ao escândalo do Banco Master e rejeitou a abertura de inquérito contra o PGR. Gonet se tornou alvo de análise no MPF após a revelação de seus supostos laços pessoais com o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro. (25/09)
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Donald Trump e Xi Jinping, entre disputas e pandas
Trump recebeu Xi Jinping na Casa Branca em encontro marcado por cordialidade, mas sem anúncios concretos. Os dois discutiram temas como segurança, tecnologia e inteligência artificial em meio a disputas comerciais e geopolíticas. A visita teve gestos simbólicos, como o anúncio de Xi de que a China enviará dois pandas ao Zoológico de Atlanta, retomando a tradicional "diplomacia dos pandas". (24/09)
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Líder iraniano acusa EUA de terrorismo
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, fez um discurso desafiador nas Nações Unidas, classificando como "covardes" os ataques dos EUA a seu país. Ele exibiu imagens do falecido Líder Supremo Ali Khamenei e de crianças mortas em ataque a escola nos primeiros dias do conflito, e afirmou que o povo iraniano foi "vítima de terrorismo" por parte dos Estados Unidos. (23/09)
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Na ONU, Lula critica ingerências externas e Trump ameaça uso da força na América Latina
Em discursos na 81ª Assembleia Geral da ONU, Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump trocaram recados sobre o papel dos EUA na América Latina. Lula criticou "ingerências externas" e afirmou que "o Brasil não cabe no quintal de ninguém". Já Trump declarou que os EUA poderão recorrer à força militar para proteger seus interesses no continente. (22/09)
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Antes da Assembleia Geral da ONU
O presidente Lula se reuniu em Nova York com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani, um dos nomes em ascensão da esquerda americana. Os dois discutiram o aumento do custo de vida, pobreza e políticas sociais. Ao final do encontro, trocaram camisas: Lula recebeu uma camiseta de Nova York para a Copa do Mundo e presenteou o prefeito com uma do Corinthians. (21/09)
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Esquerda e AfD lideram em eleições estaduais na Alemanha
A Esquerda e a legenda de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) obtiveram votação recorde nas eleições estaduais em Berlim e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, respectivamente. Em Berlim, A Esquerda recebeu 25,3% dos votos, praticamente dobrando a votação obtida pela legenda no pleito anterior. Já na eleição em Mecklemburgo, a AfD aparece em primeiro lugar, com 37,9% dos votos. (20/09)
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Munique abre Oktoberfest
A 191ª Oktoberfest de Munique foi aberta oficialmente neste sábado. Em sua estreia na cerimônia de abertura, o novo prefeito da cidade, o verde Dominik Krause, abriu o primeiro barril de cerveja com apenas dois golpes de martelo e deu início à mundialmente famosa festa popular com o tradicional grito de "O'zapft is!” ("Está aberta!”). (19/09)
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Manifestação em Teerã convoca civis para guerra
O regime iraniano organizou desfile militar como parte de uma campanha para atrair civis para o treinamento militar em meio à guerra, iniciada em fevereiro após ataques dos Estados Unidos e de Israel. Caixões com as imagens do presidente Donald Trump e do premiê Benjamin Netanyahu fizeram parte do cortejo, que contou com a presença de mulheres com burca carregando fuzis AK-47. (18/09)
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Premiê canadense exalta aproximação com UE e minimiza ameaças de Trump
"Ninguém nos vai dizer em que língua temos de falar nem com quem podemos assinar acordos internacionais", afirmou Mark Carney no Parlamento Europeu em Estrasburgo. Canadá poderá se tornar o primeiro "membro associado" do bloco das 27 nações, medida que irritou Donald Trump: "se eu a considerar um ato hostil, imporei tarifas elevadas ou interromperei todo o comércio com a Europa", disse. (17/09)
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Governo Trump diz que Brasil falhou no combate ao PCC e CV
Um documento enviado pela Casa Branca ao Congresso, assinado por Donald Trump, acusa o Brasil de fracassar no combate às organizações criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC). Washington considera os dois grupos como uma "ameaça à segurança mundial", (16/09)
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Dino pede vista e adia julgamento de Moraes
Com placar parcial de 4 votos a 3 sobre a possibilidade de analisar conjuntamente casos de dois ministros, o julgamento no STF de Alexandre de Moraes foi interrompido após pedido de vista de Flávio Dino. A suspensão ocorreu depois de um bate-boca entre André Mendonça e Gilmar Mendes durante a discussão do caso Master. Com isso, não há previsão para a retomada da análise. (15/09)
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Rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, anunciaram a captura das ilhas Grande e Pequena Hanish, no sul do Mar Vermelho. O avanço ocorre enquanto forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita tentam recuperar áreas próximas ao estreito de Bab el-Mandab. Após o fechamento de Ormuz, o controle das ilhas aumenta a pressão sobre as exportações sauditas de petróleo. (14/09)
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Céline Dion volta aos palcos seis anos depois de diagnóstico raro
A canadense Céline Dion, vencedora de 5 Grammys, cantou para 35 mil pessoas na Plenitude Arena, em Paris, a maior arena coberta da capital da França. A cantora se emocionou durante a apresentação, que marcou a volta aos palcos após o diagnóstico de uma doença neurológica rara. Dion ainda tem mais 15 shows marcados para este ano em Paris, todos esgotados. Por isso, marcou mais dez em 2027. (13/09)
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Ataques russos assolam a Ucrânia na região de Odessa
Drones enviados por Moscou causaram novos ataques à Ucrânia, principalmente na região de Odessa, próxima o Mar Vermelho. A fotografia mostra veículos destruídos na cidade portuária de Chornomorski, na mesma região. Por lá, as ofensivas destruíram navios cargueiros no porto local. Em outras cidades de Odessa, os ataques deixaram um total de nove mortos e dezenas de feridos. (12/09)
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Atentados de 11 de setembro completam 25 anos
Os Estados Unidos pararam em memória aos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Há 25 anos, membros da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões e os lançaram contra o World Trade Center, em Nova York, o Pentágono e um campo próximo a Shanksville, na Pensilvânia, matando quase 3 mil pessoas. Na foto, a instalação "Tribute in Light", em Manhattan, local onde ficavam as Torres Gêmeas. (11/09)
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Elefantes viagem da Alemanha à Polônia
Os elefantes Daisy, Saiwa e Etosha chegaram ao novo lar na Polônia. Os três foram transferidos do zoológico de Duisburg, na Alemanha, para Poznan, onde as condições são melhores. A distância entre os dois zoológicos é de cerca de 800 quilômetros, e a viagem correu em um caminhão. Cuidadores alemães devem permanecer na Polônia com os elefantes por várias semanas, para facilitar a adaptação (10/09).
Foto: Zoo Poznań
Fachin derruba decisões sobre PF e tira Fake News de Moraes
O presidente do STF suspendeu decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Fachin também anulou a decisão de Flávio Dino que determinou o retorno do delegado ao comando da PF e retirou o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito da Fake News. As decisões formam mais um capítulo da crise institucional que atingiu o Supremo. (09/09)
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
Afastamento de Andrei Rodrigues agrava tensões entre PF e STF
O ministro André Mendonça, do STF afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, de suas funções. A decisão se deu em razão da divulgação de relatórios sobre o próprio Mendonça, encaminhados por Rodrigues a Alexandre de Moraes, também do STF. Em resposta, onze diretores da PF declararam total apoio a Andrei e colocaram seus cargos à disposição. (08/09)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Enterro do "açougueiro da Bósnia" atrai milhares na Sérvia
Multidão acompanhou funeral de Ratko Mladic, criminoso de guerra condenado em 2017 por genocídio durante a guerra da Bósnia (1992-1995). Ele morreu aos 84 anos, enquanto cumpria pena de prisão perpétua. Cerimônia em Belgrado, criticada pela União Europeia, foi prestigiada por ministros do governo sérvio. (07/09)
Foto: Oliver Bunic/AFP
AfD obtém votação esmagadora no leste alemão
O partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) obteve uma votação recorde de 44% dos votos na eleição do estado da Saxônia-Anhalt, no leste do país. Foi a maior votação proporcional já recebida num estado alemão por uma legenda tão à direita como a AfD desde o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). (06/09)
Foto: Sebastian Gollnow/dpa/picture alliance
Forças dos EUA dizem ter atacado três petroleiros iranianos
As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram ter atacado três petroleiros iranianos, apontando que a ação foi executado após o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) ter lançado mísseis balísticos contra dois navios da Marinha americana que patrulhavam as águas da região (05/09)
Foto: Vahid Salemi/AP Photo/picture alliance
Mãe e filhote orangotangos são salvos em incêndio no Bornéu
Dois orangotangos, uma mãe e o filhote, foram resgatados da fumaça dos incêndios que assolam a ilha de Bornéu, na Indonésia. O arquipélago luta há semanas contra incêndios que deixaram grandes partes cobertas pela fumaça. O orangotango de Bornéu (Pongo pygmaeus) corre risco de extinção e sua população diminuiu drasticamente nas últimas décadas devido à pressão humana sobre o habitat. (04/09)
Foto: Reina/AFP
Morre Gloria Steinem, símbolo do feminismo americano
Morreu, aos 92 anos, a escritora e jornalista americana Gloria Steinem, ícone do ativismo pelos direitos das mulheres. Líder da segunda onda do feminismo nos EUA, ela teve uma trajetória marcada pela luta por direitos civis, igualdade salarial e autonomia reprodutiva e defendia que o feminismo acolhesse mulheres de todas as raças e minorias. Steinem morreu em sua casa, em Nova York. (03/09)
Novas suspeitas ligam Alexandre de Moraes a Vorcaro
Documentos da Polícia Federal expõem supostos vínculos até então desconhecidos entre o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Mensagens apreendidas no celular de Vorcaro expõem contratos milionários com o escritório da esposa de Moraes e supostas conversas dele com o ex-banqueiro dois dias antes de ele ser preso. (01/09)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Aquecimento global vai superar limite de 1,5 °C, diz ONU
O aumento das temperaturas globais deverá ultrapassar o limite crucial de 1,5 °C nos próximos anos, afirmou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Esse limite visava conter as mudanças climáticas e reduzir seus impactos. O novo cenário resultará em eventos climáticos mais extremos e intensificará a pressão sobre os ecossistemas, as geleiras e as cidades costeiras. (02/09)