Com guerra à espreita, Alemanha busca armas nucleares
Nina Werkhäuser
15 de março de 2025
País ainda guarda ogivas americanas, mas procura novos parceiros após Donald Trump pôr em xeque domo da Otan que protege a Europa. Atenções, agora, se voltam para França e Reino Unido.
Base aérea das Forças Armadas da Alemanha em Büchel abrigaria até 20 bombas nucleares americanas do tipo B61Foto: Thomas Frey/dpa/picture-alliance
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A Alemanha deixou Emmanuel Macron esperando por algum tempo. Em diversas ocasiões, o presidente francês quis conversar sobre uma oferta de armas nucleares da França para a dissuasão nuclear na Europa. Até recentemente, a ideia era rejeitada.
Mas isso está mudando. O líder conservador Friedrich Merz, que deve assumir o comando do governo alemão nas próximas semanas, está pronto para o diálogo. A situação mudou drasticamente diante das ameaças de Donald Trump de negar a proteção militar dos Estados Unidos a seus aliados europeus da Otan.
EUA têm armas nucleares estacionadas na Alemanha
Há décadas, a Alemanha vive sob a proteção do escudo nuclear americano. Há um número de até 20 bombas nucleares estacionadas em uma base aérea da Bundeswehr (as forças armadas alemãs) em Büchel, no estado da Renânia-Palatinado. Só o presidente dos EUA tem o código para liberá-las.
No entanto, em caso de emergência, caberia aos caças da Bundeswehr usá-las para bombardear alvos. Essa coordenação conjunta da dissuasão nuclear com os americanos é o que a Otan chama de "participação nuclear", e também vale para outros países europeus.
História da presença militar americana na Alemanha
Desde a Segunda Guerra, o território alemão é ponto estratégico para as Forças Armadas americanas. Mas a parceria transatlântica, antes quase inabalável, ficou estremecida com a chegada de Trump à Casa Branca.
Foto: picture-alliance/dpa/B. Roessler
De inimigo a protetor
O ponto de partida da presença militar americana na Alemanha foi a Segunda Guerra Mundial. Os americanos haviam libertado a Alemanha do nazismo em 1945 junto com três outros aliados. Mas o antigo aliado de guerra, a União Soviética, rapidamente se tornou um novo inimigo. Na Berlim dividida, tanques americanos e soviéticos ficavam frente a frente.
Foto: picture-alliance/dpa
O soldado Elvis
Com os soldados americanos, a cultura americana também veio para a República Federal da Alemanha. O rei do rock, como Elvis Presley viria a ser chamado mais tarde, já foi um simples soldado americano. Em 1958, ele começou seu serviço militar na Alemanha. Na foto, ele acena aos fãs na estação de trem em Bremerhaven.
Foto: picture-alliance/dpa/L. Heidtmann
Residências próprias
Na foto, um militar americano em uma rua da área residencial do Exército dos EUA no aeródromo de Wiesbaden-Erbenheim. No entorno das bases americanas, há conjuntos habitacionais só para os soldados americanos e suas famílias. Isso muitas vezes dificultou a integração deles na população alemã. Em 2019, o Exército americano empregava 17 mil civis americanos na Alemanha.
Foto: picture-alliance/dpa/A. Dedert
Festas de rua
Apesar de os conjuntos habitacionais estarem relativamente isolados, havia encontros entre famílias americanas e alemãs desde o início. Nos primeiros anos, festas nas ruas de Berlim eram organizadas no verão. E no inverno, por exemplo, o Exército americano fazia festas de Natal para crianças alemãs. Houve também Semanas de Amizade Alemanha-EUA.
Durante a Guerra Fria, a localização da Alemanha Ocidental tornou-se particularmente importante: na foto, em 1969, os exercícios anuais da Otan na Alemanha estão em pleno andamento. Na época, os americanos realizavam extensas manobras militares em conjunto com a Bundeswehr. A Alemanha estava dividida. O inimigo era a União Soviética e os Estados do Pacto de Varsóvia.
Foto: picture-alliance/K. Schnörrer
Tensão nuclear
Em 1983, os mísseis Pershing 2 foram levados para a base americana em Mutlangen sob guarda pesada. Os mísseis com ogivas nucleares evoluíram para uma questão política: eles se destinavam a preencher uma lacuna na dissuasão do Pacto de Varsóvia por parte da Otan. O movimento pela paz, por outro lado, via tudo isso como uma ameaça e reagia com grandes manifestações.
Foto: picture-alliance/dpa
Discordância sobre Iraque
Cerca de 20 anos depois, o presidente dos EUA, George W. Bush, iniciava uma guerra contra o Iraque alegando que o país do Oriente Médio tinha armas de destruição em massa. O chanceler Gerhard Schröder rejeitou a participação de soldados alemães no conflito – e sabia ter o apoio da maioria dos eleitores. A disputa abalou a relação entre os dois governos.
Foto: picture-alliance/dpa/dpa_pool/A. Altwein
Alemanha: ponto estratégico
A Alemanha segue importante para os interesses estratégicos dos Estados Unidos. A base americana em Ramstein desempenha um papel-chave como a sede da Força Aérea dos EUA na Europa. É dali que partem as controversas missões de combate com drones contra supostos terroristas na África e na Ásia.
Segundo duas pesquisas de opinião conduzidas no início de março pelos institutos Forsa e Civey, o percentual de alemães favoráveis ao armamento nuclear da Alemanha é de 31% e 38%, respectivamente. O apoio, apesar de ainda ser minoritário, cresceu no último ano.
Mas é improvável que mudanças do tipo na opinião pública influenciem as políticas de defesa. E, de qualquer forma, não se sabe se a Alemanha, hoje, é capaz de fabricar suas próprias armas nucleares.
Em um artigo publicado no início de março, o Wall Street Journal afirma que a Alemanha recebe pequenas quantidades de urânio enriquecido para um reator não militar usado por pesquisadores da Universidade Técnica de Munique. Porém, o jornal afirma que, ainda que o país possa vir a ter a base científica e industrial necessária ao desenvolvimento de armas, ele ainda precisaria de ajuda externa, que não poderia solicitar ou receber enquanto for membro do Tratado sobre a Não Proliferação de Armas Nucleares.
O futuro chanceler federal, Friedrich Merz, rejeita essas especulações. A Alemanha "não pode e não deve ter armas nucleares próprias", disse ele à agência de notícias dpa em 9 de março. O país "renunciou expressamente à posse de armas nucleares, e este seguirá sendo o caso", acrescentou.
Merz quer discutir a dissuasão nuclear na Europa com a França e o Reino Unido, duas potências nucleares. Em Paris, a porta já estava escancarada.
França e Reino Unido, as duas únicas potências nucleares da Europa
A França e o Reino Unido são os dois únicos países europeus que possuem armas nucleares – e só a França faz parte da União Europeia. Uma cooperação mais estreita faria sentido, portanto. Mas há alguns problemas.
As forças nucleares britânicas estão intimamente conectadas aos EUA e estariam à disposição da Otan em caso de conflito. A situação é diferente na França, que valoriza sobremaneira a independência de suas forças nucleares – elas não são subordinadas às estruturas de comando conjunto da Otan.
Preocupado com ameaças, o presidente francês Emmanuel Macron propôs mudanças nas Forças Armadas de seu paísFoto: Bob Edme/AP Photo/picture alliance
Especialistas em segurança não esperam que os EUA retirem suas armas nucleares da Europa num futuro próximo. "Não acho que isso é algo que seja um cenário iminente, porque a Otan e o compartilhamento nuclear são de grande importância estratégica para os EUA, por diversas razões", afirma Sascha Hach, do Instituto de Pesquisas da Paz em Frankfurt (PRIF). "Mas não dá para descartar [que isso venha a acontecer]", acrescenta.
Uma dessas vantagens estratégicas de que Hach fala é a possibilidade de reagir em caso de uma agressão russa à Europa.
Mas mesmo que as ogivas americanas continuem na Europa, a semente da dúvida plantada por Trump já está arranhando a credibilidade da dissuasão nuclear americana. A Alemanha, que sempre dependeu muito dos EUA, quer realinhar sua política de segurança; a Bundeswehr será rearmada mais rapidamente.
Também há dúvidas sobre a eficácia de um escudo nuclear. Será que ele bastaria para desencorajar um ataque da Rússia, que tem um enorme arsenal nuclear de mais de 5,5 mil ogivas?
Como a França poderia cooperar com a Alemanha
A França tem 290 ogivas nucleares que podem ser disparadas por submarinos ou caças Rafale. O país afirma que suas forças nucleares, também conhecidas como "Force de frappe", também fortalecem a segurança da Europa ao dissuadir possíveis adversários.
Mas como exatamente seria essa cooperação? Informações sobre o manuseio e o planejamento estratégico de armas nucleares são altamente sensíveis. A França possui décadas de experiência nessa área, algo que a Alemanha, por causa da Segunda Guerra Mundial, naturalmente não tem.
Exercícios conjuntos entre as forças aéreas alemã e francesa são uma possibilidade, segundo Camille Grand, do Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR). Isso poderia incluir a aterrissagem de jatos franceses Rafale na Alemanha. Grand, contudo, descarta que o estacionamento de caças nucleares franceses ou de outra infraestrutura nuclear em território alemão, como especulado em alguns meios de comunicação, esteja nos planos.
"É um erro supor que as garantias nucleares francesas seriam semelhantes às garantias nucleares americanas", ressalta ele.
O governo francês sempre deixou claro que não abrirá mão do controle sobre a decisão de usar armas nucleares.
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E as armas do Reino Unido?
Assim como na França, as forças nucleares do Reino Unido são fortemente voltadas para a defesa nacional. O país é o único a possuir apenas um tipo de armamento nuclear. Seu sistema de dissuasão é inteiramente baseado no mar e consiste em quatro submarinos nucleares estacionados na costa oeste da Escócia.
Hach considera que seria possível uma parceria estratégica mais forte ou uma "declaração política de que os arsenais nucleares francês e britânico também seriam usados para defender o território europeu em uma emergência". "Mas acho irrealista esperar que as forças nucleares da França e do Reino Unido se desenvolvam de forma a se adaptar especificamente à defesa europeia", afirma.
Não é só uma questão de bombas
Na Alemanha, Merz frisa que não se trata de substituir, mas sim complementar as armas nucleares americanas. Que os EUA sejam considerados atualmente insubstituíveis na Otan não tem só a ver com o tamanho de seu arsenal, mas também com habilidades específicas que só os americanos têm, como contatos diretos com posições de comando russas e sistemas de alerta contra mísseis balísticos. Tudo isso ajuda a evitar escalações indesejadas num conflito.
"Quando nós na Europa agora discutimos o que fazer sem os EUA, sempre nos concentramos na pergunta sobre se temos bombas suficientes", critica Hach. Enquanto isso, segundo ele, as pessoas esquecem que há outros mecanismos de segurança importantes que a Europa poderia perder sem os EUA, como o contato militar direto com adversários. "É do interesse da Europa construir estruturas e mecanismos parecidos, sobre os quais nós tenhamos controle."
O mês de março em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Monica Schipper/Getty Images via AFP
Marine Le Pen é condenada por fraude e é declarada inelegível
Líder da ultradireita francesa é considerada culpada por desviar recursos do Parlamento Europeu e impedida de se candidatar a cargos públicos. Decisão deve impedi-la de concorrer à Presidência em 2027, e pena também inclui prisão domiciliar e multa. Cabe recurso. Em reação, ultradireita europeia e governo de Donald Trump apoiaram Le Pen e acusaram tribunais de julgamento "político". (31/03)
Foto: Stéphane Geufroi/OUEST FRANCE/MAXPPP/IMAGO
Foguete alemão cai segundos após lançamento na Noruega
O primeiro foguete orbital lançado a partir da Europa continental caiu e explodiu cerca de 30 segundos após a decolagem em um voo de teste. A empresa alemã responsável pelo projeto, Isar Aerospace, defendeu o sucesso da investida. A Associação das Indústrias Aeroespaciais Alemãs aposta em empresas nacionais como alternativa à dependência europeia de tecnologia americana no setor espacial. (30/03)
Milhares protestam na Turquia contra prisão de oposicionista
Presidente Recep Erdogan assiste a maior onda de repúdio a seu governo desde as manifestações pró-democracia de 2013, no Parque Gezi. Mobilização persiste mesmo após regime deter quase 2 mil pessoas. Multidão contesta a prisão do prefeito e líder oposicionista, Ekrem Imamoglu, acusado de corrupção. Apoiadores defendem que acusações são infundadas e politicamente motivadas. (29/03)
Foto: Francisco Seco/AP Photo/picture alliance
Terremoto deixa centenas de mortos e feridos em Mianmar
Um forte tremor de magnitude 7,7 atingiu o centro de Mianmar, causando destruição em prédios e estradas. Ao menos 144 mortes foram confirmadas e mais de 700 pessoas ficaram feridas. A junta militar que governa o país, em guerra civil há quatro anos, pediu ajuda internacional. Na vizinha Tailândia, outras 10 pessoas morreram vítimas de desabamentos. (28/03)
Foto: STR/AFP
França e Reino Unido pressionam por forças de paz na Ucrânia
Após conversas com cerca de 30 líderes europeus em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron divulgou planos para enviar tropas de "vários" países para a Ucrânia como forma de impedir uma nova invasão russa caso um acordo de cessar-fogo seja estabelecido. A decisão é rechaçada por países como Itália e Croácia, mas apoiada por Reino Unido e nações nórdicas. (27/03)
Foto: Ludovic Marin/AP Photo/picture alliance
Bolsonaro vira réu no STF por tentativa de golpe; penas em caso de condenação podem passar de 40 anos
Por unanimidade, a Primeira Turma do STF tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete aliados acusados de tramar um golpe de Estado: os ex-ministros Augusto Heleno (GSI); Anderson Torres (Justiça); Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira (Defesa); o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem; o ex-comandante da Marinha Almir Garnier e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid. (26/3)
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Palestinos protestam contra o Hamas em Gaza
Mobilização reuniu centenas de pessoas em Beit Lahia, cidade no norte da Faixa de Gaza destruída pela guerra. Vídeos em redes sociais registraram o que teria sido uma rara manifestação contra o grupo que controla o território desde 2007. Manifestantes exigiram a saída do grupo do poder e o fim da guerra contra Israel. (25/3)
Foto: AFP
Cerimônia marca 10 anos da queda de avião da Germanwings
Centenas de pessoas se reuniram nos Alpes franceses, perto do local da queda do voo 4U-9525 da companhia Germanwings, para homenagear 149 vítimas do desastre aéreo, causado propositalmente pelo copiloto da aeronave, há dez anos.
O Airbus A320 da Germanwings, uma antiga subsidiária Lufthansa, caiu em 24 de março de 2015, perto do pequeno vilarejo alpino de Le Vernet. (24/03)
Foto: CHRISTOPHE SIMON
Papa Francisco recebe alta e deixa hospital
O papa Francisco deixou o hospital Gemelli, em Roma, onde esteve internado por 38 dias devido a uma infecção respiratória, e voltou para sua residência, na Casa de Santa Marta, no Vaticano, após receber alta médica. Dezenas de pessoas e a mídia se reuniram nos portões do hospital para ver o pontífice deixar o local. (23/03)
Foto: Ettore Ferrari/ZUMA Press/IMAGO
Morre George Foreman, ícone do boxe
George Foreman, um dos maiores nomes da história do boxe, morreu aos 76 anos. Foreman foi campeão olímpico em 1968 e duas vezes campeão mundial dos pesos pesados - em 1973, aos 24 anos, e em 1994, quando tinha 45. Foreman teve uma carreira lendária no boxe entre as décadas de 1960 e 1990, estrelando lutas históricas contra Muhammad Ali e Joe Frazier. (22/03)
2024 foi o ano mais mortal para migrantes, diz ONU
Organização Internacional para as Migrações (OIM) contabilizou "ao menos" 8.938 pessoas mortas em rotas de migração em todo o mundo. E embora a Ásia lidere em número de vítimas (2,8 mil), a rota do Mediterrâneo, que leva à Europa, foi quase tão letal, com 2,4 mil mortos. Maioria morre no anonimato. (21/3)
Foto: Dan Kitwood/Getty Images
Com decreto, Trump avança rumo à "eliminação" do Departamento de Educação
Decreto assinado pelo presidente Donald Trump desmantela o Departamento de Educação dos EUA, deixando políticas escolares quase que totalmente nas mãos dos estados e de colegiados locais. "Vamos fechá-lo e vamos fazê-lo o mais rápido possível. Não está nos fazendo bem", disse o republicano. Ainda que eviscerada, extinção de fato da pasta depende de aval do Congresso.
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Israel retoma ofensiva terrestre em Gaza
Famílias fugiram do norte da Faixa de Gaza para áreas mais ao sul, temendo por suas vidas depois que Israel pediu aos civis que deixassem áreas que descreveu como "zonas de combate". Os militares israelenses retomaram as operações terrestres no centro e no sul do território, enquanto um segundo dia de ataques aéreos matou pelo menos 38 palestinos. (19/03)
Foto: AFP via Getty Images
Astronautas voltam à Terra após 9 meses na ISS
Os astronautas Butch Wilmore e Suni Williams retornaram para casa em uma cápsula da SpaceX, depois que problemas técnicos prolongaram estadia original de uma semana na Estação Espacial Internacional. A dupla partiu da ISS ao lado de mais dois astronautas, o americano Nick Hague e o cosmonauta russo Aleksandr Gorbunov em uma cápsula da SpaceX. (18/03)
Foto: NASA TV/REUTERS
Doadores europeus prometem bilhões em ajuda para Síria
Em conferência liderada pela UE, doadores internacionais prometeram enviar 5,8 bilhões de euros para a Síria, enquanto Bruxelas planeja o alívio das sanções ao país árabe. A Alemanha prometeu 300 milhões de euros, enquanto a UE aumentou sua contribuição geral para cerca de 2,12 bilhões de euros. Os EUA, porém, não se mostraram dispostos a ampliar seu apoio. (17/03)
Foto: Nicolas Tucat/AFP
Dezenas morrem em incêndio em boate na Macedônia do Norte
Ao menos 59 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após uma boate pegar fogo na cidade de Kocani. Cerca de 1,5 mil pessoas estavam no local, a maioria jovens. Segundo a imprensa local, o incêndio teria sido causado pelo uso indevido de fogos de artifício dentro do imóvel. (16/03)
Foto: Alexandros Avramidis/REUTERS
Tornados e temporais matam dezenas nos EUA
Temporais e vendavais violentos deixaram um rastro de destruição em áreas do centro e do sul dos Estados Unidos, matando ao menos 37 pessoas e deixando vários outros feridos. Dezenas de milhares de pessoas ficaram sem eletricidade. (15/03)
Foto: Lawrence Bryant/REUTERS
Canadá tem novo primeiro-ministro e encerra era Trudeau
Após dez anos de governo do canadense Justin Trudeau, Mark Carney, ex-presidente do Banco Central do Canadá, tomou posse como o 24º primeiro-ministro do país. Carney foi empossado cinco dias após membros do Partido Liberal canadense darem sua aprovação para que ele substituísse Trudeau como líder da legenda. (14/03)
Foto: Blair Gable/REUTERS
Putin diz favorecer cessar-fogo amplo, mas sob seus termos
O líder russo Vladimir Putin disse estar aberto em princípio a um cessar-fogo na Ucrânia, mas elencou várias condições antes de se comprometer com uma paralisação dos combates. Na sua primeira manifestação pública sobre a proposta de cessar-fogo de 30 dias imposta por Trump aos ucranianos, Putin disse que há ainda muitas "questões" a serem resolvidas. (13/03)
Foto: Maxim Shemetov/AFP
Putin visita Kursk
Acompanhado por notícias de que suas tropas estavam a caminho de expulsar os soldados ucranianos a Kursk, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, visitou pela primeira vez o local. Com a tomada na cidade fronteiriça russa, em 6 de agosto de 2024, Kiev havia adquirido uma moeda de troca em eventuais negociações de paz com Moscou. (12/03)
Foto: Handout/Kremlin.ru/AFP
Ex-presidente filipino Duterte é preso por ordem do TPI
O ex-presidente das Filipinas Rodrigo Duterte foi preso ao chegar ao Aeroporto Internacional de Manila, de acordo com uma ordem do Tribunal Penal Internacional (TPI) por supostos crimes contra a humanidade durante a batalha contra o narcotráfico empreendida pelo seu governo. (11/03)
Foto: Vernon Yuen/AP Photo/picture alliance
Colisão no Mar do Norte
Um navio de carga atingiu um petroleiro que transportava combustível de aviação para o governo dos EUA na costa leste do Reino Unido, no Mar do Norte, causando um grande incêndio em ambas as embarcações. Uma operação resgatou 37 tripulantes a bordo dos dois navios. Segundo o proprietário do navio cargueiro, um dos tripulantes está desaparecido. (10/03)
Foto: Bartek Smialek/dpa/picture alliance
Líder da Síria pede "unidade" após centenas de mortes
O líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, pediu "unidade nacional” no país, após três dias de confrontos regionais sem precedentes desde a queda de Bashar al-Assad, que deixaram mais de mil mortos, em sua maioria civis alauítas. "Temos que preservar a unidade nacional, a paz civil, tanto quanto possível e, se Deus quiser, poderemos viver juntos neste país", disse Sharaa. (09/03)
Foto: Karam al-Masri/REUTERS
Russos lançam nova onda de ataques contra a Ucrânia
Bombardeios russos com mísseis deixaram mais de dez mortos e dezenas de feridosem áreas urbanas da Ucrânia durante a madrugada. Os ataques russos ocorreram após os EUA interromperam a ajuda militar e o compartilhamento de informações com Kiev (08/03)
Foto: Andrii Dubchak/REUTERS
PIB do Brasil cresceu 3,4% em 2024, de acordo com IBGE
Produto Interno Bruto (soma de bens e serviços produzidos pelo país) foi de R$ 11,7 trilhões, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento do país, puxado principalmente pelo consumo das famílias. Desempenho, porém, ficou abaixo da projeção do mercado financeiro, que era de 4,1%. (07/03)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
ONU: Direitos das mulheres recuaram em um quarto dos países
Quadro é reflexo de questões como o enfraquecimento das instituições democráticas, conflitos, crises humanitárias e mudanças climáticas, segundo relatório da ONU Mulheres. Ataques também acontecem por meio de atrasos na implementação de políticas para as mulheres. Secretário-geral da ONU, António Guterres alerta contra "normalização da misoginia". (06/03)
Foto: Paula Acunzo/ZUMAPRESS/picture alliance
Supremo dos EUA barra ordem de Trump para congelar ajuda externa
Pessoas no Zimbábue carregam sacas de alimentos da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), no mesmo dia em que a Suprema Corte dos EUA rejeitou a ordem do presidente americano, Donald Trump, de bloquear o pagamento de 2 bilhões de dólares a organizações de ajuda internacional, incluindo a Usaid. Decisão é revés para o republicano, que tenta desmantelar a agência. (05/03)
Foto: Privilege Musvanhiri/DW
União Europeia propõe plano de defesa de 800 bi de euros
Horas após os EUA suspenderem sua ajuda militar à Ucrânia, a Comissão Europeia apresentou um plano para mobilizar até 800 bilhões de euros para a defesa da Europa e ajudar a fornecer apoio militar "imediato" ao país invadido pela Rússia. O plano, batizado de "ReArm Europe" (ReArmar Europa), tem potencial de elevar consideravelmente os gastos militares da região e a ajuda a Kiev. (04/03)
Foto: Wiktor Dabkowski/ZUMA Press Wire/IMAGO
Sátira política no Carnaval alemão
A Segunda-feira das Rosas ("Rosenmontag") é a data mais importante do Carnaval do leste da Alemanha. Segundo a tradição, os carros alegóricos trazem críticas a políticos alemães e de outros países, como este que satiriza as atitudes dos líderes dos EUA e Rússia em relação à Ucrânia. (03/03)
Foto: Federico Gambarini/dpa/picture alliance
"Ainda Estou Aqui" conquista inédito Oscar de melhor Filme Internacional para o Brasil
"Ainda Estou Aqui" ganhou Oscar de Melhor Filme Internacional, um feito inédito para o Brasil. Também indicado ao prêmio principal de Melhor Filme, "Ainda Estou Aqui" não levou o prêmio, considerado o principal do Oscar. "Anora" foi agraciado na categoria e levou ainda três outras estatuetas: melhor diretor para Sean Baker, melhor roteiro original e melhor edição. (02/03)
Foto: Jordan Strauss/Invision/AP
Europeus correm para tentar conter danos após bate-boca entre Trump e Zelenski
O Premiê britânico Keir Starmer recebeu Volodimir Zelenski um dia após fiasco de negociações com os EUA por um cessar-fogo. À exceção do húngaro Viktor Orbán, europeus reafirmaram apoio à Ucrânia, que insiste em garantias de segurança em caso de acordo com a Rússia. Chefe da Otan, porém, avisou que líder ucraniano precisa "dar um jeito" de reatar relações com Donald Trump. (01/03)