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Começa julgamento de líder do Pegida

19 de abril de 2016

Lutz Bachmann é acusado de incitação ao ódio por causa de um texto publicado em sua conta no Facebook. Nele, refugiados são chamados de "gado" e "trastes". Ele nega autoria.

Lutz Bachmann
Foto: Reuters/F. Bensch

Veja imagens da chegada do líder do Pegida ao tribunal

01:34

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Começou nesta terça-feira (19/04) em Dresden, no leste da Alemanha, o julgamento do fundador e líder do movimento anti-imigração Pegida (sigla em alemão para "Patriotas europeus contra a islamização do Ocidente"), Lutz Bachmann, de 43 anos.

Bachmann, que já tem condenações por roubo e tráfico de drogas, é acusado de incitação ao ódio por causa de um texto publicado na conta dele no Facebook, no qual requerentes de asilo são chamados de "gado", "trastes" e "escória". Ele afirma não ser o autor do texto, que teria sido publicado por uma pessoa anônima. A defesa argumenta que é possível hackear uma conta de Facebook.

Segundo a promotoria, Bachmann atacou a dignidade humana dos refugiados e incitou ao ódio contra eles com o texto. Já a defesa argumenta que os promotores não conseguiram apresentar provas suficientes de que Bachmann é o autor do texto e que, além disso, as declarações são uma expressão da liberdade de opinião e não podem ser consideradas incitação ao ódio.

Se condenado, Bachmann pode pegar de três meses a cinco anos de prisão. O veredicto deverá ser conhecido em 10 de maio.

Bachmann e sua mulher chegaram ao julgamento usando óculos escuros que lembravam as faixas negras usadas para anonimizar acusados em fotos publicadas pela imprensa. Ele tirou os óculos dentro do tribunal. Em frente ao local da audiência, simpatizantes do Pegida fizeram uma manifestação de apoio.

Em janeiro de 2015, Bachmann esteve envolvido num escândalo que custou a ele, temporariamente, a liderança do movimento. Ele postou em seu perfil no Facebook uma foto em que usa um bigode e um penteado semelhantes aos de Adolf Hitler. Na época, ele se defendeu dizendo que o selfie era apenas "uma piada" .

O Pegida surgiu em 2014 em Dresden e, durante o seu auge, em janeiro de 2015, chegou a reunir 25 mil pessoas nas ruas da cidade. Depois de um racha interno, o movimento perdeu força. No entanto, com a crise dos refugiados, as marchas às segundas-feiras voltaram a atrair pessoas.

KG/dpa/afp

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