Especialistas preveem mais inflação com sobretaxas de 25% sobre aço e alumínio, e países afetados preparam reações. Medida similar no 1º mandato de Trump teve efeitos deletérios.
Trump intensificou a guerra comercial ao ignorar alertas da China e da UE e impor tarifas sobre aço e alumínioFoto: Federico Gambarini/dpa/AP Photo/picture alliance
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Foi sob a promessa de "tornar os Estados Unidos ricos novamente" que o presidente Donald Trump justificou a decisão de cobrar tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio.
Trump assinou na Casa Branca na segunda-feira (11/02) as ordens executivas que entrarão em vigor em março e serão aplicadas sem exceção ao aço e alumínio que chegarem ao país vindos de qualquer parte do globo.
As medidas são as mais recentes de uma longa série de ameaças tarifárias feitas pelo presidente americano desde que ele retornou ao cargo no mês passado.
Muitos economistas, no entanto, discordam que as tarifas de Trump devem marcar o início de uma nova "era de ouro" para os EUA e rejeitam sua afirmação, ao assinar os decretos, de que os exportadores estrangeiros – e não o cidadão comum americano – arcariam com o peso das tarifas.
"Tarifas significam grandes perdas para todas as partes envolvidas", afirma à DW Abigail Hall Blanco, professora associada de economia na Universidade de Tampa, na Flórida. "A literatura sobre isso é abundantemente clara", explica, referindo-se ao volume de pesquisas e dados científicos produzidos sobre o tema, e que amparam essa conclusão.
Embora as novas sobretaxas tenham como objetivo fortalecer os produtores americanos de aço e alumínio, especialistas acreditam que as indústrias dos EUA que dependem fortemente de metais, como automotiva e construção, enfrentarão maiores custos de produção.Esses custos quase certamente serão repassados aos consumidores dos EUA, reacendendo a inflação em um momento em que os formuladores de políticas públicas estão determinados a empurrá-la para baixo.
Importações mais baratas do que o produto nacional
Meredith Crowley, professora de economia na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, avalia que os americanos de baixa renda, que em grande parte votaram em Trump, serão os maiores prejudicados pelas tarifas.
Ordens executivas de Trump entrarão em vigor em março e serão aplicadas sem exceçãoFoto: Alex Brandon/AP/picture alliance
"Se você é alguém que está apenas lutando para pagar pelo carro não muito bom que você tem agora, isso se tornará um fardo muito mais pesado. Se o preço de um automóvel subir 1.000 dólares (R$ 5,7 mil), sua família simplesmente não conseguirá comprar um", diz Crowley.
Os setores de aço e alumínio dos EUA enfrentam vários desafios estruturais que os deixaram com dificuldades para competir com rivais estrangeiros, incluindo altos custos de produção, infraestruturas defasadas e capacidades limitadas.
Embora os EUA não sejam muito dependentes de bens chineses, o domínio do país asiático em ambas as indústrias gerou excesso de oferta. A segunda maior economia do mundo produz mais de 50% do aço mundial e 60% do alumínio, a preços com frequência subsidiados pelo Estado.
"Nós [fabricantes americanos] frequentemente importamos aço de lugares como a China para a costa oeste dos Estados Unidos. Por quê? Porque é mais barato do que comprar aço da costa leste [dos EUA] e transportá-lo para a costa oeste", explica Hall-Blanco.
O efeito das tarifas no 1º mandato de Trump
Em seu primeiro mandato, as tarifas de Trump sobre aço, alumínio e a China ajudaram a impulsionar a produção doméstica desses metais. No entanto, um estudo do Federal Reserve (o Banco Central dos EUA) estimou que os empregos no setor de manufatura caíram 1,4%.
O mesmo estudo descobriu que as perdas de empregos foram sentidas mais fortemente entre os produtores que estavam mais expostos aos aumentos de tarifas, pois enfrentavam custos crescentes de insumos e taxas retaliatórias.
A Oxford Economics estimou em 2021 que a guerra comercial durante o primeiro mandato de Trump tolheu 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA e corroeu a renda real em 675 dólares por domicílio.
Tarifas semelhantes sobre o aço impostas pelos EUA em 2001 também causaram uma menor demanda entre os fabricantes nacionais e estrangeiros, o que levou a dezenas de milhares de demissões.
"Os produtores nacionais dos EUA tiveram que reduzir o emprego porque não conseguiam produzir carros [suficientes devido à falta de aço importado]. Essa foi uma das coisas que incentivou o presidente George W. Bush a começar a eliminar as tarifas sobre o aço", diz Crowley.
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Impacto maior no Canadá
O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, cujo país será o mais impactado pelas novas tarifas sobre os metais, classificou as sobretaxas como "totalmente injustificadas" e disse que Ottawa "resistiria forte e firmemente".
No ano passado, o Canadá foi o maior exportador de aço para os EUA, com cerca de 6,6 milhões de toneladas, seguido pelo Brasil (3,9 milhões de toneladas), México (3,5 milhões de toneladas), Coreia do Sul (2,9 milhões de toneladas) e Vietnã (1,4 milhões de toneladas), de acordo com o Instituto Americano do Aço e do Ferro.
O Canadá também é o maior exportador de alumínio para os EUA. Com 3,1 milhões de toneladas no ano passado, as importações canadenses foram o dobro das vendas dos nove países exportadores seguintes combinados, segundo dados do governo americano.
Outras grandes fontes de alumínio dos EUA são os Emirados Árabes Unidos, China, Coreia do Sul e Bahrein – sendo que todos forneceram abaixo de 350 mil toneladas métricas.
Primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, disse que seu país "resistiria forte e firmemente" às tarifas de TrumpFoto: IMAGO/ZUMA Press
De acordo com a consultoria Roland Berger, em torno de 25% das exportações europeias de aço vão para os EUA, vindas da Alemanha, Holanda, Romênia, Itália e Espanha, o que levou a União Europeia (UE) nesta terça-feira a prometer agir para proteger seus interesses econômicos diante do ataque tarifário de Trump.
UE promete resposta "firme e proporcional"
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia – o braço executivo do bloco – alertou que "tarifas injustificadas sobre a UE não ficarão sem resposta; elas desencadearão contramedidas firmes e proporcionais".
A alemã disse "lamentar profundamente" a decisão do presidente dos EUA, mas assegurou que o bloco de 27 nações agirá para "salvaguardar seus interesses econômicos" e proteger "nossos trabalhadores, empresas e consumidores".
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, alertou que "tarifas injustificadas sobre a UE não ficarão sem resposta"Foto: Bartosz Banka/AFP/Getty Images
Contudo, ainda não se sabe exatamente qual será a resposta da UE. O bloco poderia responder com tarifas recíprocas, entre outras medidas. Alguns especialistas acreditam que seria possível reativar tarifas já existentes. Em casos extremos, Bruxelas poderia impor ainda restrições comerciais de serviços ou dificultar o acesso a investimentos diretos e licitações públicas.
Ex-presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker obteve sucesso nas negociações com Trump em 2018, conseguindo evitar tarifas ameaçadoras como, por exemplo, sobre importações de automóveis. Em troca, ele prometeu que a UE compraria gás natural liquefeito e soja dos EUA.
Na UE, a aquisição de tecnologia militar americana e gás é considerada uma moeda de troca. Von der Leyen também já havia mencionado o aumento da compra de gás liquefeito americano em novembro.
Crowley, da Universidade de Cambridge, avalia que Trump pode obter uma "vitória política" se conseguir forçar a UE, que cobra taxas mais altas sobre carros importados do que os EUA, a cortar sua tarifa sobre os veículos.
"Ele está pensando em acordos setoriais entre as indústrias [...], fazendo parecer que ele conseguiu abrir um mercado ao fazer a União Europeia cortar tarifas", explica a economista.
Exportadores torcem por isenções
Além de preparar medidas retaliatórias, vários países – incluindo a Austrália – pediram a Washington que isentasse suas exportações de metais. Trump prometeu considerar o assunto diante do déficit comercial do país com os EUA.
O jornal britânico The Times citou algumas autoridades que disseram que o governo do Reino Unido também esperava negociar uma exceção às tarifas. Não se espera que o país retalie a ação de Trump, embora medidas tenham sido elaboradas.
O primeiro-ministro indiano Narendra Modi, que deve se reunir com Trump na Casa Branca esta semana, já cortou tarifas sobre dezenas de produtos importados e estaria preparando cortes adicionais em uma tentativa de apaziguar Washington.
A Índia impõe tarifas que são normalmente entre 5% e 20% maiores que as dos EUA em 87% dos produtos importados, de acordo com dados do Global Trade Alert.
A Ucrânia, enquanto isso, espera também poder contornar as tarifas, possivelmente como parte de um acordo para fornecimento de terras raras, necessárias para a produção de tecnologia de ponta. Metais ucranianos representaram quase 58% das exportações para os EUA no ano passado, no valor de 500 milhões de dólares.
"Em 2018, houve acordos feitos com Argentina, Brasil e Austrália. Assim sendo, ainda há espaço para negociação", afirma Inga Feschner, economista sênior para Alemanha e comércio global no banco holandês ING. "Certamente haverá isenções para alguns países."
Brasil fala em "reciprocidade"
O governo brasileiro evita falar em "retaliação" às medidas de Trump, no intuito de evitar uma guerra comercial com Washington.
"Se ele, ou qualquer país, aumentar a taxação com o Brasil, nós iremos utilizar a reciprocidade. Nós iremos taxar eles também. Ou seja, isto é simples e é muito democrático. Não há por que ficar tentando colocar uma questão ideológica nisso", afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada.
O mês de fevereiro em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Jim LoScalzo/CNP/ZUMA Press/IMAGO
Dedo em riste e ânimos exaltados entre Trump e Zelenski
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, deixou a Casa Branca sem assinar o acordo sobre minerais estratégicos com os EUA depois de bate-boca com Donald Trump. "Você não está sendo grato de forma alguma", disse o presidente dos EUA diante da recusa de seu homólogo em abrir concessões a Moscou em possível negociação de paz, acusando-o de "brincar de terceira guerra mundial". (28/02)
Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images
Líder dos curdos pede fim da luta armada na Turquia
"Todos os grupos devem depor as armas e o PKK deve se dissolver", disse Abdullah Öcalan em uma declaração lida por parlamentares curdos que o visitaram na prisão onde ele está detido há 26 anos. A declaração pode abrir caminho para um novo processo de paz com o governo turco – o conflito entre os guerrilheiros curdos e as forças turcas deixou mais de 40 mil mortos em quatro décadas. (27/02)
Foto: Romano Siciliani/dpa/picture-allianc
Israel se despede de mãe e filhos mortos em cativeiro na Faixa de Gaza
Milhares acompanharam o cortejo fúnebre de Shiri Bibas e de seus dois filhos, o bebê Kfir e menino Ariel, sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Símbolo da tragédia dos reféns, a família foi enterrada perto do kibutz de Nir Oz, onde viviam. Os pais de Shiri também morreram no ataque. Só o marido dela, libertado no início de fevereiro, sobreviveu. (26/02)
Foto: Amir Cohen/REUTERS
Milhares se reúnem no Vaticano em oração pelo Papa Francisco
Fiéis ocupam a Praça de São Pedro, no Vaticano, em oração pela saúde do Papa Francisco. O pontífice luta contra uma pneumonia dupla e permanece em estado crítico pelo quarto dia consecutivo, mas com quadro estável e sem novas crises respiratórias. O Papa de 88 anos passa sua 12ª noite no hospital Gemelli de Roma, a mais longa internação de seu papado. (25/02)
Foto: Massimo Valicchia/NurPhoto/picture alliance
Morre Roberta Flack, conhecida por "Killing Me Softly"
A cantora americana de R&B Roberta Flack morreu aos 88 anos. Flack alcançou o estrelato na década de 1970 com sucessos como "Killing Me Softly With His Song" e "The First Time Ever I Saw Your Face". Seus trabalhos em jazz, pop e soul, e sua forte defesa dos direitos civis respaldaram seu sucesso entre um público fiel. A cantora venceu cinco de 14 indicações ao Grammy em sua carreira. (24/02)
Foto: Harold Filan/AP Photo/picture alliance
Conservadores lideram na eleição alemã e encerram era Scholz
Os alemães foram às urnas em eleições antecipadas para definir os novos membros do Parlamento. Aliança CDU/CSU foi a mais votada, cacifando o líder conservador Friedrich Merz a ocupar o posto de chanceler federal e substituir o impopular Olaf Scholz. A eleição também foi marcada por crescimento robusto da ultradireitista AfD, que dobrou seu eleitorado. (23/02)
Foto: Odd Andersen/AFP/Getty Images
"O Último Azul" vence Urso de Prata na Berlinale
"O Último Azul", filme brasileiro dirigido por Gabriel Mascaro, conquistou o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, a segundo maior honraria do evento. Já o Urso de Ouro, maior prêmio da competição, foi vencido pelo filme norueguês "Drommer", de Dag Johan Haugerud. (22/02)
Foto: Jens Kalaene/dpa/picture alliance
Moraes determina bloqueio do Rumble no Brasil
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou (21/02) o bloqueio da rede social Rumble no Brasil, acusando a plataforma de "reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos" de ordens judiciais, além de tentativas de "não se submeter ao ordenamento jurídico brasileiro [...] para instituir um ambiente de total impunidade e de 'terra sem lei' nas redes sociais brasileiras". (21/02)
Foto: EVARISTO SA/AFP
Hamas entrega corpos de 4 reféns israelenses
Grupo islamista alega que reféns teriam sido mortos em bombardeio de Israel. Vítimas são um bebê de 9 meses, seu irmão de 4 anos, a mãe deles, de 32 anos, e um idoso de 83 anos. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) acusou o Hamas de ter transformado o ato em palco político. (20/02)
Foto: Stringer/REUTERS
Trump culpa Ucrânia por invasão russa e chama Zelenski de "ditador"
Irritado ao ouvir de Volodimir Zelenski que vive numa "bolha de desinformação" após ter ecoado a linha oficial do Kremlin e atribuído à Ucrânia a culpa pela invasão russa em 2022, o presidente americano Donald Trump chamou o colega de "ditador" e aconselhou-o a ser "rápido" se não quiser "ficar sem país". A escalada diplomática é mais um passo no estranhamento entre EUA e Ucrânia. (19/02)
Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images
Procuradoria denuncia Bolsonaro e outros 33 ao STF por tentativa de golpe
A Procuradoria-Geral da República denunciou Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente é acusado de cinco crimes, que juntas somam até 43 anos de prisão: organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. (18/02)
Foto: Ton Molina/NurPhoto/picture alliance
Avião capota no Canadá
Um avião da Delta capotou em acidente ocorrido no Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, no Canadá, ficando de barriga para cima na pista e deixando ao menos 15 feridos. O terminal ficou horas paralisado após o acidente. (17/02)
Foto: Uncredited/CTV/AP/dpa/picture alliance
Candidatos a chanceler federal se enfrentam em debate na Alemanha
Temas como imigração, economia, relação com Estados Unidos e guerra na Ucrânia pautaram o primeiro debate com os quatro principais candidatos a chanceler federal. O evento colocou Olaf Scholz, do SPD, contra seu principal rival, Friedrich Merz, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto. Também participaram Alice Weidel, da AfD, e o vice-chanceler Robert Habeck, dos Verdes. (16/02)
Foto: Kay Nietfeld/dpa-Pool/picture alliance
Tumulto deixa dezenas de mortos em estação de trem na Índia
Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas em um tumulto em uma estação ferroviária na capital da Índia, Nova Délhi, quando uma multidão tentava chegar na maior congregação religiosa do mundo, o Khumba Mela. No mês passado, 30 pessoas morreram em um tumulto no festival hindu de Kumbh Mela, no norte da Índia. (15/02)
Foto: Uncredited/AP/dpa/picture alliance
Vice-presidente dos EUA pede resgate de valores europeus e fim do "cordão sanitário"
JD Vance provocou choque entre líderes europeus que acompanharam seu discurso na Conferência de Segurança de Munique. O americano quebrou o protocolo ao focar sua fala na política interna da União Europeia, e disse que os EUA estão preocupados com os valores que os europeus estão defendendo. Ele ainda sugeriu o fim do "cordão sanitário" que isola a ultra direita no parlamento alemão. (14/02)
Foto: Leah Millis/REUTERS
Carro avança sobre multidão em Munique, na Alemanha
Um automóvel atropelou um grupo de pessoas no centro de Munique, deixando 30 feridos. As causas do incidente estão sendo investigadas. O governador da Baviera, Markus Söder, falou em "possível atentado". O motorista do automóvel seria um afegão de 24 anos que tinha autorização de permanência no país. Chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, diz que suspeito "tem que deixar o país". (13/02)
Foto: Michael Bihlmayer/Bihlmayerfotografie/IMAGO
Alemanha prorroga controles de fronteira
Governo em Berlim prolongou por mais seis meses os controles em todas as suas fronteiras exteriores, a fim de "frear a imigração irregular", segundo o chanceler federal Olaf Scholz. A medida foi adotada em setembro de 2024. (12/02)
Foto: Matthias Balk/dpa/picture alliance
EUA e Reino Unido rejeitam declaração de Paris sobre IA
Em torno de 60 países assinaram em Paris uma declaração que pede o uso transparente e sustentável da inteligência artificial e regulamentações internacionais, com EUA e Reino Unido sendo as notáveis ausências na lista de signatários. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, expôs na cúpula as várias reservas dos EUA em relação ao tema.(11/02)
Foto: Thomas Padilla/AP Photo/picture alliance
Donald Trump impõe tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio
Presidente dos EUA, Donald Trump, assina ordem executiva determinando imposição de tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio, o que poderá afetar as exportações brasileiras. O decreto de Trump cancela isenções e cotas isentas de impostos para os principais fornecedores, em uma medida que pode aumentar o risco de uma guerra comercial multifacetada. (10/02)
Foto: Kyodo/picture alliance
Hamas anuncia retirada do exército israelense do corredor de Netzarim, em Gaza
O corredor de Netzarim é uma faixa de terra que divide o enclave palestino em norte e sul. Ele foi estabelecido por Israel quando o conflito em Gaza começou e até agora era militarizado pelo exército israelense. Como parte da trégua entre Israel e o Hamas, o exército israelense se comprometeu a se retirar do corredor e, assim, permitir que os palestinos retornem ao norte de Gaza. (09/02)
Prisioneiros palestinos libertados são saudados por uma multidão ao chegarem à Faixa de Gaza depois de serem libertados de uma prisão israelense. Israel e o grupo extremista Hamas concluíram neste sábado a quinta troca de reféns e prisioneiros, como parte do acordo de cessar-fogo em curso. (08/02)
Foto: Abdel Kareem Hana/AP/picture alliance
Rio vermelho
A água do rio Sarandí, na província de Buenos Aires, ganhou um tom vermelho vivo. A suspeita é de que o fenômeno tenha sido causado pelo vazamento de corante da indústria têxtil ou de resíduos químicos de uma fábrica próxima ao rio, que atravessa o município de Avellenada, a quase 10 quilômetros de Buenos Aires. (07/02)
Foto: Rodrigo Abd/AP/dpa/picture alliance
Israel prepara plano para saída "voluntária" de Gaza
O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, ordenou que o exército prepare um plano para a saída de "qualquer residente de Gaza que deseje sair", após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível deslocamento dos habitantes de Gaza. (06/02)
Foto: Dawoud Abu Alkas/REUTERS
Milei segue passos de Trump e retira Argentina da OMS
Presidente da Argentina, Javier Milei, segue exemplo de seu colega em Washington, Donald Trump, e retira o país da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele acusou a entidade de "crime de lesa humanidade" ao intervir nas soberanias nacionais e repetiu acusações do líder americano de "má gestão da saúde". (05/02)
Foto: Tomas Cuesta/Getty Images
Atirador deixa mortos em escola na Suécia
Um atirador matou cerca dez pessoas em um ataque a uma escola para adultos em Örebro, na Suécia. A polícia informou que o agressor também estava entre os mortos. A Suécia vem enfrentando uma onda de tiroteios e ataques a bomba resultantes do problema endêmico no país de crimes de gangues. (04/02)
Governo federal regulamenta poder de polícia da Funai
Decreto regulamenta o poder de polícia de agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A função foi prevista na lei que criou o órgão, em 1967, mas nunca havia sido regulamentada. Funcionários poderão usar a força para combater violações como ataques ao patrimônio cultural, invasões e atividades de exploração exercidas por terceiros dentro de terras indígenas. (03/02)
Foto: Reuters/Handout FUNAI
Multidão protesta contra fim do "cordão sanitário" em Berlim
Protestos eclodiram em toda a Alemanha após partido conservador CDU acatar votos da ultradireita em projeto anti-imigração, rompendo o isolamento da sigla AfD no parlamento alemão. Polícia registrou confrontos com manifestantes. Na capital alemã, 160 mil pessoas se reuniram e direcionaram palavras de ordem contra o candidato a chanceler federal Friedrich Merz. (02/02)
Foto: John Macdougall/AFP/Getty Images
Morre Horst Köhler, ex-presidente da Alemanha
O ex-presidente da Alemanha Horst Köhler morreu aos 81 anos em Berlim. Ele foi o nono presidente alemão do pós-guerra, entre 2004 e 2010. Enquanto esteve no cargo, ele se dedicou a temas voltados para as relações exteriores, projetos de desenvolvimento na África e mudanças climáticas. Antes de entrar para a política, Köhler foi economista e diretor do FMI. (01/02)