O regime dos mulás no Irã está em crise. Mas Trump não parece ter planos de derrubá-lo. Ainda assim, as relações entre Teerã e Washington podem estar em um ponto de virada. Não seria a primeira vez.
Por ora, é difícil avaliar quão enfraquecido o regime iraniano está. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirma que a missão de aniquilar os programas nuclear e de mísseis iraniano, "duas ameaças existenciais e imediatas", foi cumprida.
Nos Estados Unidos, contudo, há dúvidas sobre a extensão dos danos ao programa nuclear. A questão é relevante também para as relações entre Washington e Teerã, que nos últimos anos têm sido tensas. Mas nem sempre foi assim.
Antes de 1951: Irã, semente da Guerra Fria?
Até o final da Segunda Guerra Mundial, o Irã foi, muitas vezes, um joguete nas mãos de potências estrangeiras – sobretudo do Reino Unido e da União Soviética.
Em 1941, tropas soviéticas e britânicas invadiram o Irã e forçaram o xá (monarca) a transferir o governo para seu filho de 22 anos, Mohammad Reza Pahlavi. O principal objetivo era evitar que os campos de petróleo iraniano caíssem nas mãos dos alemães e assegurar uma rota de abastecimento pelo "Corredor Persa".
A disputa sobre o fim da ocupação desencadeou, no final de 1945, a chamada Crise do Irã, provocada pela intenção dos soviéticos de se apoderarem permanentemente de uma fatia do país. A saída dos soviéticos só ocorreu após pressão do presidente dos EUA, Harry Truman. Autoridades no assunto, como o cientista político George Lenczowski (1915-2000), consideram que essa crise foi um dos episódios que marcou o início da Guerra Fria, porque foi "catalisador" de uma "reorientação radical da política externa americana".
1951-1953: Golpe patrocinado pelos EUA e Reino Unido
Em 1951, sob a liderança do primeiro-ministro iraniano Mohammad Mossadegh – o primeiro eleito democraticamente no país –, o parlamento iraniano aprovou a estatização do setor de petróleo.
Desde 1909, o Reino Unido detinha praticamente o monopólio do petróleo no país e repartia uma fração ínfima dos lucros com o Irã. Mossadegh, que originalmente era contrário a estatizações, acabou se provando irredutível nas negociações.
Primeiro premiê iraniano eleito democraticamente, Mohammad Mossadegh sofreu duas tentativas de golpe, foi preso e morreu em 1967 em casa, sob vigilância do Savak, o serviço secreto do xá PahleviFoto: Tarikhirani.ir
Contrariados, os britânicos quiseram intervir militarmente para assegurar os interesses da Anglo-Iranian Oil Company, hoje British Petroleum (BP), mas foram freados pelos Estados Unidos.
Paralelo a isso, houve uma disputa de poder entre Mossadegh e o xá Pahlavi. Foi aí que, temendo que o Irã se alinhasse à União Soviética, EUA e Reino Unido se uniram para derrubar o primeiro-ministro.
"O golpe contra Mossadegh provavelmente plantou em grande parte da população iraniana a semente dos ressentimentos antiamericanos que mais tarde viriam à tona, especialmente durante a Revolução Islâmica", explica Benjamin Friedman, do think tank americano Defense Priorities.
1953-1979: A Revolução Branca e a crise do petróleo
Com a intervenção ocidental, o setor do petróleo foi dominado por um consórcio anglo-americano e o Irã passou a receber mais lucros, tornando-se um dos parceiros mais importantes dos Estados Unidos no Oriente Médio, ao lado de Arábia Saudita e Israel. Com a parceria, Teerã ganhou a ajuda de Washington para desenvolver um programa nuclear civil.
O xá Mohammad Pahlavi ao lado da esposa, Farah Diba, e do presidente alemão Heinrich Lübke durante visita à Alemanha Ocidental em 1967 Foto: REGIERUNGonline/Wegmann
O golpe consolidou o poder de Pahlavi, cuja monarquia tornou-se cada vez mais autoritária, com a condescendência dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o xá modernizou o país com sua "Revolução Branca" em 1963. Mulheres passaram a poder votar e se candidatar, houve uma ampla reforma agrária, a indústria foi privatizada e uma campanha de alfabetização foi lançada.
Desde 1979: Revolução Islâmica e duas guerras do Golfo
Em janeiro de 1979, Estados Unidos, França e Reino Unido deixaram de apoiar o xá, levando o monarca a fugir do Irã duas semanas depois. Mais duas semanas depois, o aiatolá Ruhollah Khomeini voltou do exílio na França e foi entusiasticamente recebido em Teerã por milhões. Nascia ali a Revolução Islâmica.
Os 11 dias da Revolução Islâmica
No início de 1979, o xá Reza Pahlavi era derrubado no Irã. A Revolução Islâmica transformou a monarquia de até então num Estado religioso liderado por um sacerdote muçulmano. O clímax da revolução em imagens.
Foto: akairan.com
Retorno a Teerã
1º de fevereiro de 1979: O aiatolá Ruhollah Khomeini retorna do exílio em Paris para Teerã. Ele é recebido com júbilo pela população no aeroporto. Durante anos, criticara o xá e sua elite política, pela repressão dos dissidentes; pela "ocidentalização" do Irã – aos olhos de Khomeini, excessiva; e, acima de tudo, por seu estilo de vida dissoluto, de luxo decadente.
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À espera do salvador
Cerca de 4 milhões de iranianos aguardaram para saudar a procissão de veículos que levou Khomeini nesse dia até o cemitério central Behesht-e Zahra, onde ele faria seu discurso de chegada. Há quase um ano ocorriam manifestações de massa quase diárias contra o regime do xá. Desde agosto de 1978, greves gerais organizadas pela oposição paralisavam repetidamente a economia do país.
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Fora com o xá
O xá Reza Pahlavi já havia deixado o Irã em 16 de janeiro de 1979. Pouco antes, na Conferência de Guadalupe, ele perdera o apoio dos mais importantes governantes ocidentais, que preferiram procurar o diálogo com Khomeini. O então presidente americano, Jimmy Carter, aproveitou a ocasião para convidar o xá aos Estados Unidos, por tempo indeterminado. Ele aceitou.
Foto: fanous.com
Premiê isolado
Antes, o xá nomeara, como primeiro-ministro interino, Shapur Bakhtiar, figura de liderança da oposicionista Frente Nacional. O governante pretendia assim abrandar seus inimigos, mas sem sucesso. Bakhtiar ficou isolado dentro de seu partido por ter sido nomeado pelo xá, enquanto seus correligionários já haviam concordado em só colaborar com Khomeini.
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Declaração de combate no cemitério
Já ao desembarcar em Teerã, o aiatolá declarou que não reconhecia o governo de Shapur Bakhtiar. Ele partiu direto do aeroporto para o cemitério central, onde fez um discurso beligerante, negando a legitimidade da monarquia e do Parlamento: ele próprio definiria o novo governo do Irã, prometeu Khomeini.
Foto: atraknews.com
Tumultos em todo o país
Em Teerã e outras cidades iranianas, os enfrentamentos violentos entre os revolucionários e os adeptos do xá prosseguiram, mesmo depois da chegada de Khomeini a Teerã. Durante dias permaneceu indefinido quem venceria os combates. Os militares decretaram toque de recolher, que praticamente nenhum iraniano respeitou.
Foto: akairan.com
Premiê interino
Em 5 de fevereiro de 1979, Khomeini entregou a chefia de governo interina a Mehdi Bazargan, da Frente Nacional. De início, parecia que o clero iria colaborar como a oposição liberal. No entanto, logo emergiram conflitos entre os dois grupos. Em 5 de novembro, Bazargan renunciou, em reação à tomada de reféns na embaixada americana em Teerã, ato tolerado por Khomeini.
Foto: akairan.com
Festejando a queda
Após a nomeação de Bazargan, numerosos cidadãos foram às ruas com a intenção de derrubar o governo interino. As Forças Armadas declararam não querer se envolver na luta de poder, privando Shapur Bakhtiar de qualquer tipo de cobertura. Ele teve que fugir da própria casa diante dos partidários armados de Khomeini. Em abril de 1979 exilou-se na França.
Foto: akairan.com
Saudação militar
Honras militares para o líder religioso: uma tropa de elite da Força Aérea iraniana saúda o aiatolá Khomeini. Os oficiais da aeronáutica, os homafaran, tiveram participação decisiva na revolução, permitindo à população o acesso a seus arsenais de munição, para a derrubada do regime de Pahlavi. Em 9 de fevereiro, a guarda imperial ainda tentou uma última reação, ao atacar uma base dos homafaran.
Foto: Mehr
Queda de monarquia
A partir daí, alastraram-se as lutas armadas entre a guarda imperial e a população. Em 11 de fevereiro de 1979 o colapso da ordem foi total: revolucionários ocuparam o Parlamento, o senado, a TV e outros órgãos estatais. Pouco mais tarde anunciava-se a derrubada da monarquia. Até hoje, o 11 de fevereiro é dia da "Revolução Islâmica" no Irã.
Foto: akairan.com
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Gravemente doente, Pahlavi se refugiou nos Estados Unidos. O Irã exigiu que ele fosse extraditado. No final de 1979, estudantes iranianos ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram reféns 52 cidadãos americanos por 444 dias, levando os EUA a romperem as relações diplomáticas.
Ao longo do conflito, o Irã ergueu o Hezbollah no Líbano. Entre as primeiras ações atribuídas ao grupo estão atentados a bomba em 1983 que visaram a embaixada americana e bases militares da França e dos EUA, com mais de 250 mortos. Em resposta, o Departamento de Estado americano classificou o Irã como apoiador do terrorismo e impôs as primeiras sanções contra o regime dos mulás.
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1998-2001: Clima entre EUA e Irã melhora
Anos depois, o presidente iraniano Mohammad Chatami adotou um tom conciliador em relação aos EUA, e a chefe da diplomacia americana Madeleine Albright admitiu o envolvimento da Casa Branca no golpe contra Mossadegh em 1953. Segundo Albright, a política de Washington em relação a Teerã havia sido até então "lamentavelmente míope".
Após o atentado terrorista de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas em Nova York, Irã e EUA chegaram até mesmo a formar uma aliança contra os islamistas da Al Qaeda e do Talibã. Mas a reaproximação cautelosa não durou muito.
2002-2005: Vácuo de poder após a terceira guerra do Golfo
Em seu discurso à nação no início de 2002, o presidente americano George W. Bush usou pela primeira vez a expressão "Eixo do Mal" para se referir a países como o Iraque, a Coreia do Norte e o Irã, a quem acusou de apoiarem o terrorismo, buscarem armas de destruição em massa e oprimirem a população.
O presidente dos EUA George W. Bush declarou a guerra ao Iraque encerrada em 1º de maio de 2003; vácuo de poder deixado no país seria explorado pelo IrãFoto: Stephen Jaffe/AFP/Getty Images
Quando a aliança liderada por Bush derrubou Saddam Hussein pouco depois no Iraque, o Irã se aproveitou do vácuo de poder deixado pelos americanos para tentar influenciar a população de maioria xiita. E enquanto os EUA tentavam estabelecer um governo pró-Ocidente em Bagdá e apoiavam dissidentes do regime no Irã, o Irã ampliava seu raio de influência no Oriente Médio ajudando a criar os houthis no Iêmen e o Hamas na Faixa de Gaza.
2005 até 2025: Briga nuclear e ódio a Israel
Em 2005, o então presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, relembrou ao público internacional um elemento recorrente da retórica iraniana ao declarar que Israel – um dos aliados mais próximos dos EUA – deveria ser "varrido do mapa". Também por isso, o programa nuclear iraniano tornou-se o principal ponto de discórdia com o Ocidente, que temia que os mulás pudessem desvirtuar a tecnologia herdada do xá para construir uma bomba atômica.
Em 2011, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad declarou que o Irã não iria recuar "nem um pouco" de seu programa nuclearFoto: picture alliance/ZUMA Press
Em 2015, o Irã selou um acordo com Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha que previa a supervisão de seu programa nuclear pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em troca da suspensão gradual das pesadas sanções a que estava sujeito.
A curta fase de calmaria terminou em 2018, quando o presidente Donald Trumpabandonou o acordo em seu primeiro mandato e retomou as sanções. Em 2020, o Irã anunciou que também desistiria do tratado, após os Estados Unidos assassinarem o general iraniano Qasem Soleimani durante visita dele ao Iraque.
Após o atentado terrorista do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e o início da guerra na Faixa de Gaza, as tensões entre Israel e Irã, Hezbollah e houthis também voltaram a crescer, culminando no bombardeio massivo de instalações nucleares do Irã por Israel em 13 de junho de 2025.
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
Foto: Jean Carniel/REUTERS
Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
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Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
Foto: Allison Bailey/NurPhoto/picture alliance
"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
Foto: ROPI/picture alliance
Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
Foto: BASARNAS/AP Photo/picture alliance
Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
Foto: Stringer/Anadolu/picture alliance
EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
Foto: Peter Dejong/AP/picture alliance
Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)
Foto: DW
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Erramos: Uma versão anterior deste texto grafava erroneamente o nome da petroleira BP. Ainda, os atentados de 1983 atribuídos ao Hezbollah visaram bases militares dos EUA e da França, e não uma base franco-americana, e o acordo nuclear com o Irã foi selado em 2015, e não em 2014, como anteriormente informado. O texto foi corrigido. Pedimos desculpas pelo erro.