Como foi o primeiro dia do julgamento de Jair Bolsonaro
Roberto Crescenti
3 de setembro de 2025
Moraes e Gonet abrem a primeira sessão do julgamento do ex-presidente e de outros sete réus. Grupo é acusado de compor núcleo central de organização que tentou um golpe de Estado no país após as eleições de 2022.
O julgamento na Primeira Turma do STF deve durar até 12 de setembroFoto: Jorge Silva/REUTERS
A sessão na Primeira Turma do STF foi aberta com a leitura do relatório pelo ministro Alexandre de Moraes, seguida da sustentação oral do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em seguida, advogados de quatro dos oito acusados apresentaram seus argumentos. A previsão é que o julgamento se estenda até o dia 12 de setembro.
Bolsonaro não esteve presente no primeiro dia do julgamento. Seu advogado Celso Vilardi afirmou que o ex-presidente "não está bem de saúde".
Em prisão domiciliar por determinação de Moraes, Bolsonaro teria crises de soluço constantes, o que teria sido determinante para a decisão de acompanhar em casa o julgamento, segundo seus aliados.
Moraes sai em defesa da soberania nacional
Antes de dar início à leitura do relatório, Moraes fez uma forte defesa do STF e do processo contra a tentativa de golpe de Estado, ressaltando a competência do Supremo para julgar o caso.
O magistrado destacou que em meio ao processo houve condutas dolosas e conscientes de "coagir o Judiciário e o STF" e de submeter o funcionamento do Tribunal a uma pressão imposta por um Estado estrangeiro – numa referência às medidas adotadas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Brasil – dizendo que esse tipo de ação jamais teria êxito em interferir no processo.
Em sua fala, o ministro mencionou diversas vezes a defesa da soberania nacional que, segundo disse, não pode ser "vilipendiada, negociada ou extorquida", por se tratar de um dos fundamentos da República. "O STF sempre será absolutamente inflexível na defesa da soberania nacional, em seu compromisso com a democracia, os direitos fundamentais, o Estado de Direito, a independência do Poder Judiciário nacional e os princípios constitucionais brasileiros."
"Um país e a Suprema Corte só têm a lamentar que se tenha tentado de novo um golpe de Estado, pretendendo-se um estado de exceção e uma verdadeira ditadura. As instituições mostraram sua força e sua resiliência em que pese uma radical polarização política, todos nós devemos afastar com todas as nossas forças e empenho a tentativa de qualquer quebra da institucionalidade", disse Moraes.
"O STF sempre será absolutamente inflexível na defesa da soberania", disse MoraesFoto: Jorge Silva/REUTERS
"A pacificação do país é desejo de todos nós, mas depende do respeito à Constituição, da aplicação das leis e do fortalecimento das instituições, não havendo possibilidade de se confundir a saudável e necessária pacificação com a covardia do apaziguamento, que significa impunidade e desrespeito à Constituição federal. E mais, significa incentivo a novas tentativas de golpe de Estado", afirmou.
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Gonet refuta hipótese de "vandalismo" no 8 de janeiro
Em seguida, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a condenação dos réus afirmando que "os golpes [de Estado] podem vir de fora da estrutura existente de poder como podem ser engendrados pela perversão dela própria".
Dessa forma, ele tentou contestar um dos principais argumentos da defesa de Bolsonaro, de que não havia um documento assinado por ele que o ligasse à tentativa de golpe. "Não é indispensável que haja ordem assinada pelo presidente da República", sendo que a ação se revela "nos atos dedicados ao propósito".
Em sua fala, Gonet rejeitou a ideia de que os eventos que resultaram na trama golpista advieram de "devaneios utópicos", como sustentam algumas das defesas. Ele destacou que a tentativa de golpe de Estado já é a consumação do crime contra a democracia e mencionou também uma composição geral de eventos entrelaçados pelo "desígnio da quebra da normalidade democrática".
"Se a intentona vence pela ameaça do poderio armado ou sua efetiva utilização, não há o que a ordem jurídica possa contrapor. Mas a ordem jurídica encontra espaço para se avantajar quando o ataque contra ela não se consuma", afirmou.
"Punir a tentativa frustrada de tentativa de ruptura é imperativo, opera como elemento dissuasório contra o ânimo de aventuras golpistas", disse o procurador-geral.
STF teve segurança reforçada para o julgamento dos acusados de integrarem núcleo central da tentativa de golpe Foto: Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance
Gonet refutou a tese defendida por algumas das defesas de que os atentados de 8 de janeiro teriam sido atos não planejados resultantes da ação da vândalos, destacando o uso de técnicas de guerrilha, como a utilização de mangueiras de incêndio para dissipar gases e de grades de segurança como escadas.
"A identificação de técnicas de guerrilha aponta para uma ação muito mais complexa do que a de uma mera explosão improvisada desconexa e amadora de um genérico descontentamento popular", afirmou.
PGR defende acordo da delação de Cid
O procurador-geral defendeu a validade do acordo de delação do tenente-coronel Mauro Cid, mas deixou claro que é errada a compreensão de que ele não teria participado da trama golpista.
"Não custa recordar que não existe entre nós a figura da mera 'testemunha premiada'", disse, lembrando que a Procuradoria-Geral da República reafirmou a validade do acordo de colaboração premiada celebrada por Mauro Cid na Polícia Federal.
"Os relatos de Mauro Cid foram úteis para o esclarecimento dos fatos relacionados à investigação. Embora a Polícia Federal tenha descoberto a maior parte dos eventos descritos na denúncia de forma independente, a colaboração de Mauro Cid acrescentou-lhes profundidade."
Após as manifestações de Moraes e Gonet, foi a vez dos advogados.
Advogado defende benefícios de Cid
A defesa de Mauro Cid argumentou em prol da manutenção dos benefícios concedidos a ele pelo acordo de delação premiada, cuja redução vem sendo defendida pela PGR.
O advogado Jair Ferreira disse que a redução dos benefícios da delação representaria na prática o fim do instituto da colaboração premiada. Ele discordou do pedido de condenação da PGR e do relatório da Polícia Federal sobre seu cliente.
O advogado negou que Cid tivesse sido coagido ao firmar o acordo de delação premiada e que as queixas de seu cliente a respeito da PF e do próprio Alexandre de Moraes – publicadas em reportagem da revista Veja – não podem ser entendidas como coação.
Pereira tentou justificar omissões na delação de Cid como atos de boa-fé, dizendo que ele estava sob muita pressão emocional e que as lacunas seriam apenas "escorregadas".
Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de BolsonaroFoto: Ton Molina/STF
Segundo a defesa, não há provas de que Cid teria cometido algum dos crimes pelos quais é acusado. Ele, por exemplo, não teria participado de atos de invasão ou comandado alguma ação militar.
A defesa também negou acusações de que Cid teria usado uma conta de Instagram para se comunicar com um advogado de outro réu – argumento utilizado pela defesa de Bolsonaro para questionar a validade da delação.
Ramagem "não era ensaísta de Bolsonaro", diz defesa
O advogado de Alexandre Ramagem Paulo Cintra disse que seu cliente não fazia mais parte do governo federal na época em que o Ministério Público data a atuação do núcleo central da trama golpista, do qual ele faria parte.
Ele negou ainda que Ramagem tenha atuado na elaboração de mensagem de descrédito nas urnas. "Ramagem não atuou para orientar, não era ensaísta de Jair Bolsonaro, ele compilava pensamentos do presidente. Isso aconteceu neste documento, presidente.docx, e também no documento presidenteinformatse.docx", afirmou.
Cintra negou que Ramagem tenha usado a Abin para monitorar autoridades, como o próprio Alexandre de Moraes.
O advogado ainda levou uma bronca da ministra Cármen Lúcia,ao criticar o processo eletrônico de votação.
Em sua fala, Cintra dissera que o grupo político de Bolsonaro articulava a adoção do "voto auditável" através da votação impressa.
Cármen Lúcia destacou que o voto eletrônico já é auditável e que não é necessário mudar o sistema de votação para confirmar a segurança das urnas.
"O processo é amplamente auditável no Brasil, para que não fique para quem assiste [ao julgamento] a ideia de que não é auditável", disse a ministra.
Cintra se defendeu dizendo que apenas usou expressões adotadas por Ramagem, mas que conhece a segurança das urnas.
Advogado de Garnier pede anulação da delação de Cid
O ex-senador Demóstenes Torres, advogado do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, gastou os primeiros 21 minutos do seu tempo fazendo uma série de elocubrações e elogios aos ministros da corte, antes de entrar na defesa de seu cliente.
Pouco depois, o ex-senador argumentou que não havia ligação entre a conduta de Garnier e as ações ilícitas relatadas pela acusação. "No caso daqueles que supostamente fazem parte desse núcleo, tem que deixar claro exatamente o que foi que eles fizeram." Ele pediu ainda a anulação da delação de Mauro Cid.
Demóstenes Torres teve seu mandato no Senado cassado em 2012, após ser flagrado em escutas pela Polícia Federal em situações que sugeriram o uso do cargo em benefício do contraventor Carlinhos Cachoeira.
Tese contra Torres é "ponto fora da curva", diz defesa
O advogado de Anderson Torres, Eumar Novacki, negou que o ex-ministro tenha se ausentado propositalmente de Brasília durante os ataques de 8 de janeiro. À época, Torres era o secretário de segurança do Distrito Federal, mas viajou para os EUA dias antes dos atos golpistas.
Torres é acusado de colaborar com uma organização criminosa e de guardar a minuta do golpe, que foi encontrada durante buscas da PF em sua residência.
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça de BolsonaroFoto: Adriano Machado/REUTERS
Novacki disse que a tese acusatória é um "ponto fora da curva" e alegou que a ida aos EUA era uma viagem de férias com a família que havia sido programada "com muita antecedência", apresentando em um telão alguns documentos, como a emissão de uma passagem comprada em novembro de 2022.
Sobre a minuta do golpe apreendida na casa de Torres, o advogado disse que o documento circulava na internet mesmo antes de ser encontrado no imóvel. "Era uma minuta apócrifa, que não fazia qualquer sentido." O documento, segundo o advogado, não teria sido escrito pelo ex-ministro.
Após a manifestação da defesa de Torres, o ministro Cristiano Zanin suspendeu a sessão, que será retomada nesta quarta-feira com os depoimentos das defesas de Bolsonaro e dos demais réus.
O mês de setembro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Sergio Lima/AFP
Ex-assessor de deputado da AfD é condenado por espionagem
Um ex-assessor do eurodeputado alemão Maximilian Krah, do partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD), foi condenado a 4 anos e 9 meses de prisão sob a acusação de ter espionado para a China. Um tribunal de Dresden considerou provado que Jian G. trabalhou para um serviço secreto chinês. (30/09)
Foto: Sebastian Kahnert/dpa/picture alliance
Lufthansa anuncia corte de 4 mil cargos administrativos
A companhia aérea alemã Lufthansa anunciou um corte de 4 mil cargos administrativos até 2030, à medida que avança em um processo de automação, digitalização e consolidação do trabalho com a ajuda da inteligência artificial (IA). O sindicato dos trabalhadores do setor de serviços Verdi criticou os cortes. (29/09)
Foto: Michael Bihlmayer/CHROMORANGE/picture alliance
Ponte mais alta do mundo é inaugurada na China
Estrutura que corta o Cânion Huajiang, na província de Guizhou, tem 625 metros de altura em seu ponto mais alto do chão até a pista, e 1.420 metros de extensão. Ponte levou três anos para ser construída, e vai encurtar o tempo de viagem de cerca de duas horas para poucos minutos. (28/09)
Foto: STR/AFP/Getty Images
Protesto em Berlim contra guerra em Gaza bate recorde de público
Manifestação reuniu 100 mil, segundo a organização, e 60 mil, nas estimativas da polícia. Ato foi respaldado por cerca de 50 organizações, entre elas a Anistia Internacional e o partido A Esquerda, e pediu o fim da exportação de armas alemãs a Israel, o acesso desimpedido de ajuda humanitária à Faixa de Gaza e a aplicação de sanções da União Europeia contra Israel. (27/09)
Foto: Annette Riedl/dpa/picture alliance
Em discurso na ONU boicotado por diplomatas, Netanyahu descarta criação de Estado palestino
Recebido sob vaias e com a saída de várias delegações, que esvaziaram o plenário, premiê israelense chamou solução de dois Estados de "suicídio nacional", pois sinalizaria que "assassinar judeus vale a pena". Também negou as acusações de genocídio e denúncias de fome em Gaza, e disse que Israel protege o Ocidente dos "bárbaros" no Oriente Médio. (26/09)
Foto: Michael M. Santiago/Getty Images
Sarkozy condenado a cinco anos de prisão na França
Um tribunal de Paris condenou o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy a cinco anos de prisão por associação criminosa. Ele foi acusado de aceitar contribuições para a campanha eleitoral da qual saiu vitorioso, em 2007, do antigo ditador líbio Muammar Kadafi, por intermédio de um empresário franco-libanês. (25/09)
Foto: Vincent Isore/IP3press/IMAGO
CCJ do Senado enterra a PEC da Blindagem por unanimidade
Aprovada na Câmara, Proposta de Emenda à Constituição que visava ampliar a proteção de parlamentares contra processos na Justiça gerou uma onda de indignação e provocou manifestações em todo o país. A repercussão negativa acelerou o processo na Comissão de Constituição e Justiça, que foi unânime ao rejeitar a PEC. Presidente do Senado anunciou o arquivamento, enterrando de vez a proposta. (24/09)
Foto: Gustavo Basso/DW
Na ONU, Lula critica sanções dos EUA e conduta de Israel
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou seu discurso de abertura da 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas para criticar duramente o que chamou de "ataques à soberania" brasileira, numa fala direcionada ao governo dos Estados Unidos. O discurso ainda incluiu críticas a Israel. (23/09),
Foto: Timothy A. Clary/AFP
PGR denuncia Eduardo Bolsonaro por coação à Justiça
Eduardo Bolsonaro e o produtor de conteúdo Paulo Figueiredo foram denunciados por articular junto ao governo Trump sanções contra o Brasil e o STF no intuito de impedir a condenação de Jair Bolsonaro. Ex-presidente não foi denunciado. "A dupla de denunciados não hesitou em arrogar a si própria a inspiração determinante das sanções econômicas que vieram a ser", disse o PGR, Paulo Gonet. (22/09)
Foto: Lev Radin/Pacific Press/picture alliance
Reino Unido, Canadá e Austrália reconhecem Estado palestino
Os governos do Reino Unido, Canadá e Austrália formalizaram o reconhecimento oficial do Estado palestino. Os reconhecimento britânico e canadense são especialmentes simbólicos, já que são as duas primeiras nações do G7 a formalizarem a medida. O governo israelense, que é contra o estabelecimento de um Estado para os palestinos, crticiou o reconhecimento. (21/09)
Foto: Luis Boza/NurPhoto/picture alliance
Ciberataque afeta aeroportos europeus
Vários aeroportos europeus, incluindo Bruxelas, Berlim e Heathrow, em Londres, foram afetados por "interrupções cibernéticas" que impactaram os sistemas de check-in e despacho de bagagem, causando atrasos e longas filas. (20/09)
Foto: Marta Fiorin/REUTERS
Bombas da Segunda Guerra em Berlim
Duas bombas da Segunda Guerra Mundial encontradas em locais diferentes de Berlim forçaram a retirada de mais de 20 mil moradores de suas casas. Um dos artefatos foi encontrado no leito do rio Spree, no centro da cidade, durante inspeção de rotina. Ao mesmo tempo, em outro bairro, uma bomba russa de 100 quilos foi encontrada em um canteiro de obras. Nenhuma delas precisou ser desativada. (19/09)
Foto: Michael Ukas/dpa/picture alliance
França tem dia de protestos contra medidas de austeridade
Protestos em massa contra medidas de austeridade reuniram 500 mil pessoas na França, que vive crise social e politica devido à escalada de seu déficit fiscal. Manifestantes pedem o cancelamento dos planos orçamentários, aumento de impostos para os mais ricos e a reversão da reforma da Previdência. Cerca de 80 mil policiais foram mobilizados e mais de 180 pessoas foram detidas. (18/09)
Foto: Sylvain Thomas/AFP/Getty Images
Bolsonaro recebe alta médica; biópsia indica câncer de pele
Ex-presidente recebeu alta hospitalar um dia após ser internado no Hospital DF Star, em Brasília, em razão de um quadro de vômito e queda de pressão arterial. Segundo boletim médico, biópsia de duas lesões retiradas no último domingo apontou a presença de carcinoma, tipo comum de câncer de pele. Retirada das manchas cutâneas descarta necessidade de tratamentos adicionais. (17/09)
Foto: Julia Maretto/AFP
Comissão da ONU acusa Israel de genocídio em Gaza
Uma comissão independente de inquérito do Conselho de Direitos Humanos da ONU acusou Israel de estar cometendo genocídio na Faixa de Gaza, atingindo quatro dos cinco critérios da Convenção das Nações Unidas para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio. O Ministério do Exterior de Israel afirmou que "rejeita categoricamente esse relatório distorcido e falso". (16/09)
Foto: Ali Jadallah/Anadolu/picture alliance
Netanyahu admite isolamento de Israel em meio à guerra em Gaza
Em um raro reconhecimento do isolamento decorrente das críticas internacionais a Israel devido à guerra em Gaza, o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, culpou as minorias na Europa que promovem "ideologia antissemita e islâmica extremista" e defendeu ataques de seu país além de suas fronteiras, como o realizado no Catar, para "proteger seus cidadãos". (15/09)
Foto: Nathan Howard/AFP/Getty Images
Ato pró-palestinos interrompe Volta da Espanha em Madri
Protestos pró-palestinos interromperam a etapa final da Volta da Espanha, em Madri, uma das três maiores competições anuais do ciclismo mundial. Os ativistas protestavam contra a participação de uma equipe israelense na prova. O grupo derrubou barreiras de metal e ocupou diversos pontos do trajeto da corrida. Duas pessoas foram presas e 22 policiais ficaram feridos. (14/09)
Foto: Manu Fernandez/AP Photo/picture alliance
Ultradireita britânica reúne 110 mil em manifestação anti-imigração
Milhares de pessoas tomaram as ruas de Londres em uma das maiores manifestações da ultradireita britânica dos últimos anos. Os participantes carregavam bandeiras da Inglaterra, do Reino Unido e cartazes com mensagens anti-imigração. Nove pessoas foram presas após confrontos com policiais. (13/09)
Foto: Alex Day/Avalon/Photoshot/picture alliance
Suspeito de matar Charlie Kirk é preso nos EUA
Autoridades americanas capturaram o suspeito de assinar o ativista de ultradireita Charlie Kirk. Em uma coletiva de imprensa, o governador de Utah, Spencer Cox, indicou que o assassinato teve motivação política. Cox também disse que os investigadores encontraram um fuzil envolto em uma toalha e que a arma tinha uma mira telescópica acoplada. (12/09)
Foto: FBI/ZUMA/picture alliance
Bolsonaro é condenado a 27 anos de prisão por cinco crimes
Primeira Turma do STF condenou de forma inédita um ex-presidente brasileiro pelos crimes de golpe de Estado, organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Bolsonaro foi tomado como líder da organização criminosa. Outros sete réus do "núcleo crucial" também receberam penas de reclusão. (11/09)
Foto: Sergio Lima/AFP
Influenciador aliado de Trump morre baleado nos EUA
O ativista e influenciador de ultradireita Charlie Kirk, 31 anos, importante aliado do presidente Donald Trump, foi baleado em uma universidade dos EUA. Kirk foi levado a um hospital, mas sua morte foi anunciada pouco depois por Trump. Ele respondia a perguntas em um evento ao ar livre, em Utah, quando o ataque aconteceu. (10/09)
STF tem 2 votos para condenar Bolsonaro e mais 7 réus por golpe
Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votaram pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus por tentativa de golpe de Estado. Assim, o julgamento na Primeira Turma do STF tem placar de 2 a 0 pela condenação, faltando três votos. (09/09)
Foto: Eraldo Peres/AP Photo/picture alliance
Em crise política, França perde mais um primeiro-ministro
Quarto premiê francês em dois anos, centrista François Bayrou perdeu moção de confiança na Assembleia Nacional da França e deixa o governo após menos de 10 meses. País vive crise fiscal e enfrenta disparada da dívida pública. Políticas orçamentárias do primeiro-ministro desagradaram o parlamento e agora pressionam o mandato de Emmanual Macron. (08/09)
Foto: Bertrand Guay/AFP
Primeiro santo millenial
O Papa Leão 14 celebrou a canonização de Carlo Acutis, o primeiro santo da geração millennial, durante uma missa solene na Praça de São Pedro. O adolescente italiano nascido em Londres em 1991, conhecido por criar um site dedicado a catalogar milagres eucarísticos e apelidado de "influenciador de Deus", foi reconhecido pelos fiéis por unir tecnologia e devoção na promoção da fé católica. (07/09)
Foto: Andrew Medichini/AP Photo/dpa/picture alliance
Japão celebra maioridade do sucessor imperial
O príncipe Hisahito de Akishino, segundo na linha de sucessão ao Trono do Crisântemo, completou 19 anos neste sábado, em um dia marcado pela sua cerimônia de maioridade. Os rituais protocolares permitirão ao príncipe começar a participar da agenda oficial da família imperial do Japão e lhe abrem caminho para um futuro reinado. (06/09)
Foto: Japan Pool/Jiji Press/AFP
Novo vídeo mostra reféns israelenses
O grupo radical palestino Hamas divulgou um novo vídeo marcando os 700 dias do início da ofensiva israelense contra Gaza, no qual mostra os reféns israelenses Guy Gilboa-Dalal e Evyatar David. Na foto, manifestantes homenageiam as vítimas do Hamas e os reféns sequestrados durante os ataques a Israel em 7 de outubro de 2025. (05/09)
Foto: Israel Hadari/ZUMA/picture alliance
Macron afirma que 26 países apoiam força de garantia para a Ucrânia
Uma cúpula em Paris com o presidente francês, Emmanuel Macron, seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski, e líderes europeus, alguns por videoconferência, discutiu como aliados ajudariam Kiev a se proteger de investidas russas caso haja acordo para encerrar a guerra. "No dia em que o conflito acabar, as garantias de segurança serão mobilizadas", afirmou Macron. (04/09)
Foto: Ludovic Marin/AFP
Acidente com bondinho em Lisboa deixa ao menos 15 mortos
Pelo menos 15 pessoas morreram e 18 ficaram feridas nesta quarta-feira após o Elevador da Glória, uma popular atração turística de Lisboa, descarrilar. Imagens mostram que o bondinho tombou em um local onde o trilho faz uma curva e se chocou contra um prédio. Uma investigação sobre as causas do acidente foi iniciada. (03/09)
Acadêmicos acusam Israel de cometer genocídio em Gaza
A Associação Internacional de Acadêmicos de Genocídio – a maior organização profissional de acadêmicos que estudam os extermínios em massa – afirmou que Israel está cometendo genocídio em sua ofensiva na Faixa de Gaza e acusou o país de cometer crimes contra a humanidade e de guerra. Opinião se soma a coro cada vez maior de entidades que usam o termo para descrever as ações de Israel. (01/09)
Foto: Mohammed Ali/Xinhua/picture alliance
Começa julgamento de Bolsonaro e demais acusados por trama golpista
Teve início no STF o julgamento do ex-presidente e de outros sete réus acusados de formar o núcleo central do grupo acusado de tentar um golpe de Estado após as eleições de 2022. Entre os réus estão o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid, os ex-ministros da defesa Braga Netto, da Justiça, Anderson Torres e ex-chefe do GSI, Augusto Heleno. (02/09)