Como gotas de chuva eletricamente carregadas corroem metais
3 de setembro de 2026
As gotas de chuva, devido a um fenômeno natural, podem adquirir carga elétrica espontaneamente ao se deslocarem sobre diferentes superfícies e danificar aquelas que foram tratadas com revestimentos protetores, favorecendo assim a corrosão.
Esse mecanismo de corrosão é analisado num estudo liderado pelo Instituto Max Planck de Pesquisa em Polímeros (Alemanha) e publicado na revista Nature.
A corrosão representa um problema econômico e de segurança para produtos e estruturas metálicas expostas ao ar livre. Até agora, acreditava-se que a corrosão provocada pela chuva se devia principalmente ao efeito abrasivo físico das gotas ou à presença de ácidos provenientes da poluição atmosférica.
A nova pesquisa analisou como gotas de água eletricamente neutras podem adquirir carga elétrica e corroer diferentes materiais.
O que é a eletrificação por contato?
A eletrificação por contato é um processo pelo qual as gotas adquirem carga elétrica espontaneamente ao se deslocarem sobre superfícies como folhas de plantas, asas de insetos, paredes de edifícios, vidros de janelas e materiais plásticos.
A equipe investigou o efeito dessas gotas eletricamente carregadas ao atingirem superfícies metálicas protegidas por um revestimento não condutor. Os pesquisadores observaram que elas podem provocar uma ruptura elétrica nesse revestimento, levando à corrosão do metal subjacente.
Como foi feito o experimento
Para o estudo, os pesquisadores deixaram cair água sobre quatro superfícies comuns: uma folha de planta, um painel de espuma de PVC, vidro revestido com poliestireno e um revestimento hidrofóbico amplamente utilizado chamado PFOTS.
Em seguida, as gotas deslizaram sobre cobre revestido com teflon, e os cientistas observaram que elas adquiriam uma pequena carga elétrica.
As análises realizadas após a queda de 3 mil gotas dessas superfícies sobre o cobre revestido com teflon revelaram que o revestimento sofria deterioração, provocando a corrosão do metal subjacente. Quando as gotas não possuíam carga elétrica, não foram observados danos na superfície.
Os pesquisadores consideram necessário continuar as investigações para determinar como evitar a corrosão nessas condições e aperfeiçoar os materiais projetados para proteger embarcações, automóveis e edifícios.
as (EFE, DW)
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