Publicado 22 de junho de 2025Última atualização 23 de junho de 2025
Netanyahu agradece a Trump; ONU teme que situação saia do controle; Irã responde com ameaças e lançamentos de mísseis. Veja como foi a reação internacional à entrada dos EUA na campanha israelense contra o Irã.
Protesto em Los Angeles em 21 de junho contra uma intervenção dos EUA no conflito Irã x Israel. Horas depois, EUA lançaram ataqueFoto: David Swanson/REUTERS
O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, que pressionava Trump a se envolver diretamente no conflito, agradeceu e parabenizou o presidente americano neste domingo (22/06). "Sua decisão ousada de atacar as instalações nucleares do Irã com a força impressionante e virtuosa dos Estados Unidos mudará a história", disse Netanyahu em uma mensagem dirigida a Trump.
"A história lembrará que o presidente Trump agiu para negar ao regime mais perigoso do mundo as armas mais perigosas do mundo", completou Netanyahu, que há mais de uma década defendia publicamente um ataque direto contra as instalações nucleares do Irã.
Trump e Netanyahu durante encontro em abril. Premiê israelense defendia ataque contra o Irã há mais de uma décadaFoto: Leah Millis/REUTERS
Irã minimiza efeitos dos ataques e reage com ameaças
A mídia estatal iraniana confirmou que três complexos iranianos foram atacados, mas tentou minimizar os bombardeios afirmando que não teriam sido registrados danos significativos
Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou em um post na rede X que os ataques dos EUA "terão consequências duradouras" e que Teerã "se reserva todas as opções" para retaliar.
"Os Estados Unidos, membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, cometeram uma grave violação da Carta das Nações Unidas, da lei internacional e do (Tratado de Não Proliferação Nuclear) ao atacar as instalações nucleares pacíficas do Irã. Os eventos desta manhã são ultrajantes e terão consequências duradouras. Todo e qualquer membro da ONU deve estar alarmado com esse comportamento extremamente perigoso, ilegal e criminoso. Em conformidade com a Carta da ONU e suas disposições que permitem uma resposta legítima em autodefesa, o Irã se reserva todas as opções para defender sua soberania, seus interesses e seu povo."
Horas após o anúncio do ataque, mísseis iranianos atingiram áreas no norte e no centro de Israel, deixando pelo menos 16 feridos, de acordo com a imprensa israelense.
ONU teme que conflito saia do controle
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que a entrada dos EUA representa uma "escalada perigosa em uma região que já está no limite — e uma ameaça direta à paz e à segurança internacional".
"Há um risco crescente de que este conflito saia rapidamente do controle — com consequências catastróficas para os civis, a região e o mundo", declarou Guterres, em nota publicada pela ONU.
União Europeia reage com cautela
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, conclamou todos os lados do conflito entre EUA, Israel e Irã a retomarem negociações, ao mesmo tempo em que insistiu que a segurança internacional estaria ameaçada se o Irã desenvolvesse uma arma nuclear.
"Não se deve permitir que o Irã desenvolva uma arma nuclear, pois isso seria uma ameaça à segurança internacional. Peço a todos os lados que recuem, voltem à mesa de negociações e evitem uma nova escalada", escreveu Kallas na rede X.
Chefe da Otan diz que ação dos EUA foi legítima
O chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, afirmou nesta segunda-feira (23/06) que os bombardeios americanos não violaram o direito internacional.
"Vamos focar no que importa aqui. Meu maior medo seria que o Irã tivesse e fosse capaz de usar uma arma nuclear para estabelecer um domínio sufocante sobre Israel, sobre toda a região e outras partes do mundo", disse a repórteres.
Reino Unido declara apoio à ação dos EUA
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, dosou apoio à operação americana contra o programa nuclear do Irã com apelos para uma solução diplomática. O governo britânico negou que tenha participado da ação dos EUA, mas disse que foi informado previamente dos preparativos do ataque pela Casa Branca.
"O programa nuclear do Irã é uma grave ameaça à segurança internacional. Não se pode permitir que o Irã desenvolva uma arma nuclear e os EUA tomaram medidas para mitigar essa ameaça. A situação no Oriente Médio continua volátil e a estabilidade na região é uma prioridade. Apelamos ao Irã para que retorne à mesa de negociações e chegue a uma solução diplomática para pôr fim a essa crise", declarou o premiê Starmer.
Donald Trump fez um breve pronunciamento sobre a decisão de lançar ataque Foto: Carlos Barria/Pool/AFP/Getty Images
Premiê alemão não vê razão para criticar EUA e Israel
A princípio, o governo alemão se limitou a afirmar que avalia que "que grande parte do programa nuclear iraniano foi afetada pelos ataques aéreos" e que o chanceler federal da Alemanha, Friedrich Merz, pediu ao Irã que iniciasse imediatamente negociações com os EUA e Israel para uma solução diplomática do conflito.
Segundo a imprensa alemã, ao contrário do britânico Starmer, Merz não teria sido informado previamente sobre o ataque. Na manhã de domingo, ele discutiu o assunto com os líderes francês, Emmanuel Macron, e britânico, Keir Starmer.
Na segunda-feira (23/06), Merz deu declarações a jornalistas defendendo os bombardeios americano e israelense. "Para nós, e também para mim pessoalmente, não há razão para criticar o que Israel começou há uma semana; também não há razão para criticar o que os EUA fizeram no fim de semana."
Embora tenha ponderado que a ação tem seus riscos, Merz alegou que "deixar como estava não era uma opção", já que o Irã é "o regime de terror do mundo, parte essencial do Eixo do Mal, como diria um presidente americano".
A fala é uma referência a George W. Bush e sua guerra ao terror após o atentado de 11 de setembro de 2001. Bush incluía no "Eixo do Mal" países como o Irã, a Coreia do Norte e o Iraque, que os EUA invadiram em 2003, numa ação que posteriormente seria muito criticada.
França pede moderação
A França pediu neste domingo a todos os lados que exerçam moderação após os ataques aéreos dos EUA, pedindo uma solução negociada para a crise.
"A França está convencida de que uma resolução duradoura para essa questão exige uma solução negociada dentro da estrutura do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares", disse o ministro das Relações Exteriores Jean-Noel Barrot no domingo.
Rússia, China, Cuba e Venezuela condenam ação dos EUA
Adversários dos EUA, os regimes de Rússia, e Cuba e Venezuela criticaram a intervenção militar americana no Irã.
A Rússia disse no domingo que "condena veementemente" os bombardeios dos EUA e chamou os ataques de "irresponsáveis" e uma "violação grosseira do direito internacional".
"Já está claro que uma escalada perigosa começou, repleta de mais riscos para a segurança regional e global", disse o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em comunicado.
A China também acusou os EUA de violar a lei internacional e pediu um cessar-fogo.
A Venezuela, por sua vez, condenou o que chamou de "agressão militar dos EUA contra o Irã" e exigiu a cessação imediata das hostilidades. "A República Bolivariana da Venezuela condena firme e categoricamente o bombardeio realizado pelos militares dos Estados Unidos, a pedido do Estado de Israel", disse o ministro venezuelano das Relações Exteriores, Yvan Gil.
"Condenamos veementemente o bombardeio dos EUA às instalações nucleares do Irã, que constitui uma perigosa escalada do conflito no Oriente Médio. A agressão viola seriamente a Carta da ONU e o direito internacional e mergulha a humanidade em uma crise com consequências irreversíveis", disse, por sua vez, o líder do regime cubano, Miguel Diaz-Canel.
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Catar e Arábia Saudita demonstram preocupação
O governo do Catar, que está desempenhando o papel de mediador entre Israel e o Hamas na guerra em Gaza, alertou no domingo sobre "consequências catastróficas" após os ataques dos EUA.
"A atual escalada perigosa na região pode levar a consequências catastróficas tanto regional quanto internacionalmente", disse o Ministério das Relações Exteriores do Catar, conclamando "todas as partes a mostrar sabedoria e moderação e evitar qualquer escalada adicional".
A Arábia Saudita também declarou que está acompanhando "com grande preocupação os acontecimentos na República Islâmica do Irã".
Brasil condena ataque e pede solução diplomática
O governo brasileiro divulgou nota em que condena o ataque, classifica a ação de Israel e Estados Unidos de "violação da soberania do Irã e do direito internacional" e apela às partes para que exerçam a "máxima contenção", exortando-as a buscar uma saída diplomática.
"Qualquer ataque armado a instalações nucleares representa flagrante transgressão da Carta das Nações Unidas e de normas da Agência Internacional de Energia Atômica. Ações armadas contra instalações nucleares representam uma grave ameaça à vida e à saúde de populações civis, ao expô-las ao risco de contaminação radioativa e a desastres ambientais de larga escala", afirmou o Planalto.
Ao mesmo tempo, o governo também defendeu que a energia nuclear deve ser usada exclusivamente para "fins pacíficos" e rejeitou "qualquer forma de proliferação nuclear, especialmente em regiões marcadas por instabilidade geopolítica, como o Oriente Médio". Também condenou ataques recíprocos que feriram civis e atingiram, inclusive, um hospital em Israel.
Membros da oposição nos EUA criticam Trump
Nos EUA, alguns membros da oposição democrata criticaram a iniciativa do republicano Trump, destacando que os ataques foram realizados sem o consentimento do Congresso.
A deputada Alexandria Ocasio-Cortez afirmou enxergar a decisão de Trump como uma "grave violação" da Constituição e "motivo para impeachment”.
"Por impulso, ele arrisca lançar uma guerra que pode nos prender por gerações", escreveu a deputada no X.
O deputado Jim McGovern, por sua vez, chamou a situação de "insana". "Trump acabou de bombardear o Irã sem a aprovação do Congresso, arrastando-nos ilegalmente para uma guerra no Oriente Médio. Será que não aprendemos nossa lição?"
Papa pede fim da violência
O papa Leão 14 disse que a comunidade internacional deve trabalhar para evitar a abertura de um "abismo irreparável".
Durante sua oração semanal, o papa disse aos fiéis: "Cada membro da comunidade internacional tem uma responsabilidade moral: parar a tragédia da guerra antes que ela se torne um abismo irreparável".
"Nenhuma vitória armada pode compensar a dor das mães, o medo das crianças, o futuro roubado. Que a diplomacia silencie as armas", disse, mencionando ainda que a guerra paralela em Gaza não pode ser esquecida.
jps/ra (ots)
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
Foto: Jean Carniel/REUTERS
Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
Foto: Rudolf Karancsi/AP/picture alliance
Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
Foto: Allison Bailey/NurPhoto/picture alliance
"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
Foto: ROPI/picture alliance
Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
Foto: BASARNAS/AP Photo/picture alliance
Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
Foto: Stringer/Anadolu/picture alliance
EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
Foto: Peter Dejong/AP/picture alliance
Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)