Como os EUA anularam as defesas aéreas russas na Venezuela
9 de janeiro de 2026
Enaltecido por Maduro, sistema de defesa adquirido da Rússia não foi capaz de protegê-lo. Fator surpresa, ciberataque, falta de manutenção e tecnologia americana foram alguns dos fatores para o sucesso dos EUA.
Um dos dois lançadores de mísseis Buk destruídos na base aérea militar de La Carlota, na VenezuelaFoto: Leonardo Fernandez Viloria/REUTERS
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O sistema de defesa aérea da Venezuela , formado por equipamentos russos, não conseguiu derrubar nenhuma aeronave dos Estados Unidos durante a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro , em Caracas. Apenas alguns meses antes, o líder venezuelano havia se gabado desses armamentos em confrontos verbais com o presidente Donald Trump .
O general Dan Caine, comandante do Estado-Maior dos EUA, informou que mais de 150 aviões de combate e de reconhecimento — entre eles caças F-35, bombardeiros estratégicos B-1 e helicópteros de ataque — participaram da operação na madrugada de 3 de janeiro. A rápida neutralização da defesa aérea da capital venezuelana, Caracas, evitou perdas para as forças americanas.
"Pelo visto, os sistemas russos de defesa antiaérea não funcionaram tão bem assim", ironizou o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em discurso dirigido a militares americanos.
Quais sistemas deveriam proteger a Venezuela?
Do ponto de vista técnico, os sistemas russos poderiam ter tido um desempenho bem melhor, avalia o historiador militar austríaco Markus Reisner. Mas os EUA apostaram numa combinação de fatores: supressão da defesa antiaérea inimiga, ataques cibernéticos ao sistema de comando e controle da defesa aérea. Além disso, houve operações internas bem preparadas — os chamados inside jobs —, conduzidas pelas agências de inteligência americanas, a CIA e a DIA.
Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri), entre 2008 e 2014, a Rússia forneceu à Venezuela três sistemas Buk-M2, três sistemas S-300VM "Antey-2500" e onze sistemas modernizados S‑125 "Pechora‑2M". Em reconhecimento, o então ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, foi condecorado em 2015, em Caracas, com a Ordem do Mérito da Segurança Nacional.
Os dados do Sipri, contudo, são incompletos devido à falta de transparência nos relatos sobre exportações de armas. Especialistas estimam que a Venezuela possuía, na prática, ainda mais sistemas russos de defesa aérea, com diferentes alcances. Nos últimos 20 anos, o país adquiriu pelo menos 17 grandes sistemas de mísseis antiaéreos e um grande número de sistemas portáteis russos, montando assim uma das defesas aéreas mais densas da América Latina, com múltiplas camadas.
Imagens de satélite mostram veículos destruídos na base militar de Fuerte Tiuna, na Venezuela, em 3 de janeiroFoto: Vantor/REUTERS
Em outubro de 2024, a Rússia teria enviado novos sistemas Pantsir e Buk‑M2, além de mísseis portáteis Igla‑S — armamentos que Maduro não cansava de exaltar. "As forças armadas de qualquer país conhecem o poder de penetração do míssil Igla‑S, e a Venezuela dispõe de pelo menos 5.000 desses mísseis", declarou em outubro de 2025.
"A defesa aérea venezuelana é baseada em sistemas russos combinados com radares chineses de detecção de ataques. Era a mais forte da América Latina, o que não surpreende, já que a maioria dos países do continente não teme ataques aéreos", afirmou o especialista militar russo Iúri Fiódorov à DW.
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O que aconteceu com a defesa aérea durante o ataque dos EUA?
A operação americana começou com um ataque cibernético que derrubou boa parte do fornecimento de energia de Caracas, permitindo que 150 aviões, drones e helicópteros dos EUA se aproximassem da capital sem serem detectados. Para abrir um corredor seguro, seis instalações de defesa aérea que deveriam proteger Caracas foram atacadas, segundo o Washington Post. Entre os locais atingidos estavam o porto de La Guaira, a base aérea de La Carlota e o complexo militar de Fuerte Tiuna. Imagens divulgadas indicam que ao menos dois lançadores de mísseis Buk foram destruídos.
Além disso, especialistas militares ocidentais apontam que uma parte significativa da defesa aérea estava inoperante devido a anos de manutenção precária e falta de peças de reposição — agravados pelo fato de que a Rússia não teria cumprido suas promessas de reparos e modernização. Dessa forma, apenas uma fração dos sistemas existentes estava realmente funcional no momento do ataque americano.
Em reportagem publicada em outubro, o Washington Post informou que, diante da presença militar dos EUA no Caribe, Nicolás Maduro pediu à Rússia e à China um reforço das Forças Armadas venezuelanas com mísseis, drones, radares e aeronaves. Contudo, segundo o jornal, o interesse de Moscou no país vinha diminuindo nos últimos anos. Mesmo diante da crise atual, não havia sinais de um apoio efetivo.
A operação dos EUA, que durou pouco mais de duas horas, resultou, além da captura de Maduro , na morte de dezenas de pessoas, incluindo civis, segundo informações do governo venezuelano e de levantamentos feitos por jornalistas. As tropas americanas não contaram com nenhuma baixa –apenas um helicóptero sofreu danos, mas conseguiu retornar à base.
Um outro tempo: em maio de 2025, o presidente russo, Vladimir Putin, recebeu o então chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro, no KremlinFoto: Maxim Shemetov/REUTERS
Por que a defesa aérea da Venezuela falhou?
Iúri Fiódorov atribui o fracasso venezuelano ao emprego dos caças americanos F‑35 e F‑22, de última geração. "Esses aviões de quinta geração são muito difíceis de detectar por radar. Eles podem romper com relativa facilidade uma defesa antiaérea — inclusive sistemas russos S‑400", afirma.
O especialista Daniel Bachmat declarou ao jornal The Telegraph que sistemas de defesa baseados no solo, especialmente os russos, são fracos contra bombardeiros modernos. Segundo ele, tais sistemas não conseguem enfrentar a combinação de inteligência em tempo real, guerra eletrônica e armas de precisão usada pelos EUA.
Outros analistas destacam que o terreno montanhoso de Caracas também atrapalha. Os sistemas russos foram projetados para operar em regiões planas, enquanto aeronaves e mísseis voando a baixa altitude podem se esconder atrás dos relevos da costa venezuelana, informou reportagem do Telegraph.
A revista americana Defense Blog acrescenta que a incapacidade das Forças Armadas venezuelanas de reagir ao ataque teve papel crucial. Os EUA teriam destruído centros-chave de comando e comunicação, desorganizando as unidades de defesa aérea e as tropas terrestres. Por várias horas após os ataques, não houve qualquer ação coordenada.
Ao final, segundo Iúri Fiódorov, o principal motivo da falha da defesa aérea venezuelana foi o fator humano. "A questão não é tanto a capacidade técnica de um lado ou de outro, mas sim o fato de que as Forças Armadas venezuelanas simplesmente foram pegas de surpresa e não esperavam o ataque", afirma.
O mês de janeiro em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Adam Gray/REUTERS
Milhares protestam nos EUA contra ações do ICE
Mais de 300 atos tomaram as ruas dos EUA contra as operações anti-imigração do governo Trump que resultaram na morte de dois civis em Minnesota. Os atos aconteceram próximos a centros de detenção, escritórios federais, parlamentos locais e até aeroportos. Também há manifestações em Milão, onde ativistas criticam o envio de agentes do ICE para atuar na segurança dos Jogos Olímpicos de Inverno.
Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images
África do Sul e Israel expulsam representantes diplomáticos
A África do Sul expulsou o encarregado de negócios de Israel, Ariel Seidman, do país por ações contra a soberania sul-africana. Israel também expulsou o representante sul-africano Shaun Byneveldt. As relações entre os dois países estão tensas desde 2023, quando Pretória acusou Israel de genocídio na Faixa de Gaza e apresentou uma ação no Tribunal de Haia. O Brasil também aderiu ao processo.(30/01)
Foto: Ihsaan Haffejee/Anadolu Agency/IMAGO
Trump reabre espaço aéreo venezuelano para aviões comerciais
Trump anunciou a reabertura do espaço aéreo da Venezuela para aeronaves comerciais americanas quase um mês após a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro. A medida revoga proibição imposta em 3 de janeiro, quando voos comerciais dos EUA e de várias companhias internacionais foram suspensos devido a bombardeios no país. (29/01)
Foto: Nicolas Economou/NurPhoto/picture alliance
Sobrevivente do Holocausto alerta contra antissemitismo na Alemanha
Em discurso no parlamento da Alemanha, a sobrevivente do Holocausto Tova Friedman, de 87 anos, apelou às autoridades do país para que mantenham a luta contra o antissemitismo. A cerimônia marcou o 81º aniversário de libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau. "Só posso fazer um apelo: não deixem o antissemitismo crescer novamente", disse Friedman. (28/01)
Foto: Tobias Schwarz/AFP
"O Agente Secreto" tem 2 indicações para o "Oscar" britânico
Filme recebeu duas indicações ao Bafta, o prêmio mais prestigioso do cinema britânico, nas categorias de melhor roteiro original e melhor filme em língua não inglesa, anunciou a Academia Britânica de Artes do Cinema e da Televisão. O longa já levou o Globo de Ouro de melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em filme de drama e foi indicado ao Oscar em quatro categorias. (27/01)
Foto: Divulgação
Pelo menos 28 mortos em megatempestade congelante dos EUA
Pelo menos 28 pessoas morreram em decorrência das temperaturas baixas provocadas pela megatempestade que varre os Estados Unidos. Autoridades de Nova York disseram que oito pessoas foram encontradas mortas ao ar livre durante o fim de semana. Em várias partes do país, estradas ficaram congeladas, escorregadias ou soterradas pela neve. (26/01)
Foto: Charly Triballeau/AFP
Megatempestade coloca Estados Unidos em estado de emergência
Os americanos esvaziaram supermercados ao se prepararem para uma megatempestade que varreria os Estados Unidos. Cerca de 1 milhão de casas ou estabelecimentos ficaram sem eletricidade, enquanto 213 milhões de pessoas estavam sob algum tipo de alerta, o equivalente a mais de 60% da população do país. No total, 20 estados e a capital Washington declararam estado de emergência. (25/01)
Foto: Gene J. Puskar/AP Photo/dpa/picture alliance
Agentes anti-imigração de Trump matam segundo civil em Minnesota
Sob protestos contra as operações anti-imigração do governo dos Estados Unidos, a cidade de Minneapolis registrou o segundo assassinato de um civil em três semanas por agentes federais. O alvo desta vez foi Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos e nacionalidade norte-americana. A notícia acirrou ainda mais a tensão nas ruas, com renovada opressão policial contra manifestantes. (24/01)
Foto: Abbie Parr/AP Photo/dpa/picture alliance
Separatistas de extrema direita vão a julgamento na Alemanha
Começa julgamento de oito homens suspeitos de integrar o grupo extremista "Separatistas Saxões". Preso em novembro de 2024 durante operações conjuntas na Alemanha, Áustria e Polônia, o grupo defendia ideias racistas, antissemitas e apocalípticas, e se inspirava diretamente na SS nazista. Segundo a Procuradoria Federal alemã, eles planejavam derrubar o sistema democrático. (23/01)
Foto: Rene Priebe/dpa/picture alliance
"O Agente Secreto" leva 4 indicações ao Oscar
Produção de Kleber Mendonça Filho concorrerá ao Oscar nas categorias de melhor filme, melhor filme internacional, melhor ator e direção de elenco. Anúncio ocorre dias após filme vencer dois Globos de Ouro. O longa já ganhou várias outras premiações, como no Festival de Cannes, onde faturou os prêmios de melhor direção e melhor ator, também com Wagner Moura. (22/01)
Foto: Laura Castor
Parlamento Europeu paralisa acordo UE-Mercosul
O Legislativo da UE acatou o pedido de um grupo de eurodeputados para que o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) avalie as bases jurídicas do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul. A determinação de uma revisão pelo tribunal superior europeu deve atrasar em meses a ratificação do tratado, firmado pelas duas partes após mais de duas décadas de negociações. (21/01)
Foto: Frederick Florin/AFP/Getty Images
Israel derruba agência da ONU de assistência a refugiados palestinos em Jerusalém Oriental
A polícia israelense iniciou a demolição das instalações da agência das Nações Unidas de assistência a refugiados palestinos, a UNRWA, em Jerusalém Oriental. Enquanto Israel acusa a UNRWA de abrigar membros do Hamas entre seus funcionários, autoridades palestinas denunciaram a "ruptura de todas as regras e normas do direito internacional." (20/01)
Foto: Magda Gibelli/Agencia EFE/IMAGO
Espanha de luto após colisão de trens
A Espanha anunciou luto nacional por causa de uma colisão entre dois trens de alta velocidade que entrou na lista dos maiores acidentes ferroviários registrados na Europa neste século. A tragédia deixou pelo menos 40 mortos e mais de 150 feridos depois de um trem sair dos trilhos. Uma investigação foi anunciada para esclarecer as causas do ocorrido. (19/01)
Foto: La Voz de Galicia/Monica Ferreiros/AP Photo/picture alliance
Esquerda e ultradireita disputarão 2º turno presidencial em Portugal
O socialista António José Seguro saiu na frente no primeiro turno da eleição em Portugal, seguido pelo ultradireitista André Ventura, do Chega. O próximo pleito está previso para 8 de fevereiro. Em Portugal, a presidência é um cargo cerimonial, mas exerce poderes importantes, incluindo a dissolução do parlamento, a convocação de eleições legislativas antecipadas e o veto a leis. (18/01)
Foto: Patricia De Melo Moreira/AFP
Acordo Mercosul-UE é assinado em cerimônia no Paraguai
Passados 26 anos, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) foi enfim assinado em Assunção, capital paraguaia. O tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo e, no lado brasileiro, beneficia principalmente as exportações do agronegócio. Entrada em vigor, porém, ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu. (17/01)
Foto: Luis Robayo/AFP/Getty Images
Lula celebra acordo UE-Mercosul ao lado de Von der Leyen
Em coletiva de imprensa, Lula destacou longo processo de negociação do tratado e a importância do multilateralismo, enquanto Ursula Von Der Leyen elogiou papel do presidente brasileiro nas negociações. Texto será assinado em Assunção, Paraguai, no sábado. Apesar de seu papel central nas negociações, Lula será o único chefe de governo do Mercosul que não estará presente na cerimônia. (16/01)
Foto: Bruna Prado/AP Photo/picture alliance
STF determina transferência de Bolsonaro para a Papudinha
Ex-presidente ocupará sala de Estado-maior no 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, ao lado da Penitenciária da Papuda. A transferência foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Bolsonaro deverá ser mantido em uma sala de Estado-maior no batalhão, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. (15/01)
Foto: Diego Herculano/REUTERS
Ministros da Dinamarca e da Groenlândia vão a reunião na Casa Branca
A ministra do Exterior da Groenlândia, Vivian Motzfeldt (esq.), e o seu análogo dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, estiveram em Washington para uma reunião com membros do governo Trump. O presidente americano vem reiterando ameaças de anexar a ilha no Ártico, que pertence à Dinamarca. Em reação, o país escandinavo anunciou exercícios militares com aliados da Otan na região. (14/01)
Foto: Mads Claus Rasmussen/Ritzau Scanpix/IMAGO
França julga recurso que define futuro político de Le Pen
A líder da ultradireita francesa Marine Le Pen iniciou a apelação de uma sentença da Justiça que, em 2025, a considerou culpada em primeira instância por uso indevido de recursos do Parlamento Europeu enquanto eurodeputada. Caso a sentença seja mantida, a atual líder da bancada do Reunião Nacional (RN) na Assembleia Nacional será impedida de concorrer pela quarta vez à presidência em 2027. (13/01)
Foto: Thomas Samson/AFP/Getty Images
Chanceler alemão realiza primeira visita oficial à Índia
O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, recebeu o chanceler alemão, Friedrich Merz, para uma visita oficial de dois dias. Merz viaja acompanhado de uma grande delegação empresarial, numa ocasião em que a Alemanha busca estreitar os laços econômicos e de segurança. (12/01)
Foto: Kay Nietfeld/dpa/picture alliance
Mortos em protesto já são mais de 500
A TV estatal mostrou familiares entre cadáveres do lado de fora do Instituto Médico Legal de Kahrizak, em Teerã. Ao menos 538 morreram em duas semanas de protestos no Irã, segundo ativistas. Número de prisões no país passa de 10,5 mil, incluindo menores. Autoridades americanas avaliam possibilidade de intervenção. Regime iraniano convocou manifestação pró-governo para o dia seguinte. (11/01)
Foto: Vahid online
Protestos no Irã somam mais de 50 mortos
Os protestos em massa no Irã também levaram manifestantes às ruas na Alemanha. Em Berlim (foto), cerca de 1.400 foram a uma passeata, enquanto outras 300 se reuniram em uma praça próxima. Em Frankfurt, cerca de 1.300 foram às ruas. Após quase 14 dias de protestos no Irã, o saldo de mortos no país ultrapassou 50. O filho do último xá, Reza Pahlavi, convocou os iranianos a uma greve geral. (10/01)
Foto: Ebrahim Noroozi/AP Photo/picture alliance
UE aprova acordo de livre comércio com Mercosul
Após mais de 25 anos de negociações, membros do bloco europeu aprovam pacto que cria a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores. Tratado não entrará em vigor imediatamente, pois também requer a aprovação do Parlamento Europeu. (09/01)
Foto: Santiago Mazzarovich/dpa/picture alliance
ONGs relatam dezenas de mortes em protestos no Irã
Manifestações contra os graves problemas econômicos se espalharam pelo país e se tornaram protestos em larga escala que questionam a legitimidade do governo islâmico do Irã. Entidades revelam dezenas de mortes em várias regiões do país em meio a um "apagão nacional" da internet, (08/01)
Foto: Kamran/Middle East Images/picture alliance
Neve e gelo paralisam aeroportos e provocam caos na Europa
A Europa enfrenta uma intensa onda de frio que tem provocado fortes nevascas, gelo e ventos, resultando no cancelamento de centenas de voos, suspensão de serviços de transporte e mortes relacionadas ao clima. Nos Balcãs, neve e chuva torrencial causaram inundações, queda de árvores e cortes de energia. Na França, cinco pessoas morrerm e, na Holanda, 700 voos foram cancelados. (07/01)
Foto: Kiran Ridley/AFP
Coalizão pró-Ucrânia estabelece garantias de segurança pós-trégua
Coalizão pró-Ucrânia concordou com um arcabouço de garantias de segurança destinado a dissuadir futura agressão russa a Kiev caso um acordo de paz seja aprovado. Ele inclui: monitorar o cessar-fogo; apoiar as forças armadas da Ucrânia; implantar uma força multinacional em terra, mar e ar; definir resposta em caso de novo ataque; e estabelecer cooperação de defesa de longo prazo com Kiev. (06/01)
Foto: Christinne Muschi/AP Photo/picture alliance
EUA vira alvo de críticas no Conselho de Segurança da ONU
Em reunião do Conselho de Segurança, Rússia, China e aliados tradicionais dos EUA criticam ações americanas na Venezuela. Embaixador dos EUA, Mike Waltz, repetiu acusações feitas por Trump de que o líder venezuelano capturado, Nicolás Maduro, seria chefe narcoterrorista fugitivo, responsável pela morte de milhares de americanos. "Fins não justificam os meios", disse embaixador do Brasil. (05/01)
Foto: Eduardo Munoz/REUTERS
Tensão e incerteza em Caracas após captura de Maduro
As forças militares da Venezuela reconheceram Delcy Rodríguez, a vice-presidente de Nicolás Maduro, como presidente interina, na esteira da captura do líder venezuelano pelos EUA. Mesmo assim, a população ainda não sabia quem de fato comandava o país, e o clima de tensão se fazia presente na capital, com policiamento reforçado nos arredores do Palácio de Miraflores. (04/01)
Foto: Leonardo Fernandez Viloria/REUTERS
EUA capturam presidente Nicolás Maduro na Venezuela
Os EUA lançaram ataques militares contra a Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores. Houve explosões de madrugada, e o casal foi levado da sua residência em Caracas a Nova York, onde seriam julgados por suposta conexão com o narcotráfico internacional. Governistas e oposicionistas se dividiram, dentro e fora do país, entre celebrações e apreensão. (03/01)
Foto: X account of Rapid Response 47/AFP
Suíça decreta cinco dias de luto
A Suíça decretou luto oficial após uma tragédia com 40 mortos na estação de esqui Crans-Montana durante as celebrações do Ano Novo. O presidente suíço, Guy Parmelin, descreveu o incidente como um dos mais traumáticos da história do país. "Um drama de proporções desconhecidas", afirmou, ao homenagear as "vidas jovens que foram perdidas e interrompidas". (02/01)
Um incêndio em um bar no centro da estação de esqui Crans-Montana, na Suíça , provocou cerca de 40 mortes e deixou mais de cem feridos, a maioria com gravidade, segundo a polícia do cantão de Valais. Dezenas de pessoas comemoravam a chegada de 2026 no bar Le Constellation quando o fogo começou por volta de 1h30 (horário local). (01/01)