Conflito Israel-Irã entra no 4º dia sem sinal de cessar-fogo
Publicado 15 de junho de 2025Última atualização 16 de junho de 2025
Número de vítimas em troca de ataques passa de 200. Madrugada de segunda-feira foi marcada por mais lançamentos de mísseis. Países rejeitam negociar cessar-fogo no momento.
Incêndio no depósito de petróleo de Shahran, a noroeste de TeerãFoto: ATTA KENARE/AFP/Getty Images
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O Irã disparou uma nova rodada de mísseis contra Israel na manhã desta segunda-feira (16/06), matando ao menos oito pessoas e ferindo 92, segundo os serviços de emergência de Israel, em resposta a ataques israelense que atingiram território iraniano pela quarta noite consecutiva.
O Irã anunciou ter lançado cerca de cem mísseis nessa nova rodada e prometeu retaliação adicional aos ataques generalizados de Israel a sua infraestrutura militar e nuclear, que mataram ao menos 224 pessoas no país desde a última sexta-feira.
Israel afirmou que até o momento 24 pessoas foram mortas e mais de 500 ficaram feridas, com o Irã lançando mais de 370 mísseis e centenas de drones.
Em resposta, os militares israelenses disseram que caças atingiram dez centros de comando em Teerã pertencentes à Força Quds, o braço de elite da Guarda Revolucionária que conduz operações militares e de inteligência fora do Irã.
O embate é um dos mais violentos na rivalidade de décadas entre Israel e Irã e tem acendido o alerta sobre a possibilidade de uma guerra mais ampla. A República Islâmica rejeita negociar um cessar-fogo enquanto estiver sob ataque, e Israel promete manter a pressão militar.
Durante um bombardeio anterior de mísseis iranianos contra o centro de Israel no domingo, o ministro iraniano do Exterior, Abbas Araghchi, disse que o Irã interromperá seus ataques se Israel fizer o mesmo.
Mas, após um dia de intensos ataques aéreos israelenses que estenderam os alvos para além das instalações militares, atingindo refinarias de petróleo e prédios governamentais, a Guarda Revolucionária adotou uma linha dura nesta segunda-feira, prometendo que novas rodadas de ataques seriam "mais contundentes, severas, precisas e destrutivas do que as anteriores".
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Destruição em Tel Aviv
Em Tel Aviv, edifícios foram destruídos, e bombeiros procuravam sobreviventes entre os escombros. Outros projéteis atingiram as cidades de Petah Tikva e Bnei Brak, perto de Tel Aviv.
Um míssil caiu perto do consulado americano em Tel Aviv, o que causou danos leves, disse o embaixador dos EUA, Mike Huckabee.
Na cidade portuária de Haifa, no norte de Israel, mísseis iranianos atingiram a maior refinaria de petróleo de Israel, localizada na baía de Haifa, provocando um incêndio, de acordo com imagens nas redes sociais e informações dos bombeiros.
Fortes explosões, provavelmente causadas pela interceptação de mísseis iranianos pelos sistemas de defesa israelenses, atingiram Tel Aviv pouco antes do amanhecer desta segunda-feira, lançando nuvens de fumaça preta sobre a cidade costeira.
Autoridades da cidade israelense de Petah Tikva, no centro do país, disseram que mísseis iranianos atingiram um prédio residencial, estilhaçando janelas e derrubando paredes de vários apartamentos.
Aeroporto no extremo leste do Irã é atingido
Israel havia lançado neste domingo uma série de ataques contra o Irã, atingindo seu alvo mais profundo no território iraniano desde o início das operações militares de sexta-feira. Em retaliação, o Irã disparou diversas baterias de mísseis contra Israel ao longo do dia.
Após mirar instalações nucleares, alvos militares e refinarias de gás e petróleo, Israel atingiu neste domingo diversos alvos em Teerã e expandiu ataques a outras regiões do país, como o aeroporto de Mashhad, no extremo leste do Irã, a cerca de 2,3 mil quilômetros de Israel.
Em entrevista à emissora americana Fox News, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o resultado de sua ofensiva militar "pode certamente" ser a mudança de regime no Irã. Ele instou os iranianos a se levantarem contra oregime dos aiatolás.
Israel também matou o novo chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária do Irã, Mohammad Kazemi, e seu vice, Hassan Mohaqeq, segundo informou a agência iraniana Tasnim. Na sexta-feira, o comandante-chefe da Guarda, Hossein Salami, também foi morto nos ataques.
Áreas residenciais de Teerã também foram atingidasFoto: Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/IMAGO
Centenas de mortos no Irã
Em Teerã, uma densa nuvem de fumaça pairava sobre a cidade nests domingo, após aviões israelenses atingirem dois depósitos de combustível. A mídia local informou que Israel também atacou a sede da polícia e outros 80 alvos na capital iraniana durante a madrugada.
Entre os pontos atingidos está a sede do Ministério da Defesa. Milhares de pessoas tentam deixar a cidade, o que gerou tráfego intenso nos pontos de saída da capital.
O exército israelense também declarou ter atingido mais instalações nucleares, incluindo a sigilosa Organização de Inovação e Pesquisa em Defesa (SPND), caminhões-tanque de combustível e outros alvos.
Sem sinais de trégua, o Irã anunciou que começaria a abrir mesquitas, estações de metrô e escolas para servirem como abrigos improvisados para civis, enquanto Israel continua a bombardear centros urbanos e deixar centenas de vítimas.
O Ministério da Saúde do país comunicou que ao menos 244 pessoas morreram em 65 horas de bombardeios israelenses. Outras 1.277 ficaram feridas.
Mais cedo neste domingo, Netanyahu criticou o Irã por supostamente atacar áreas civis. "O Irã pagará um preço muito alto pelo assassinato premeditado de civis, mulheres e crianças", disse durante visita ao local de um ataque com míssil contra um prédio residencial na cidade costeira de Bat Yam, próxima a Tel Aviv.
As declarações ocorreram poucas horas depois de disparos de mísseis iranianos contra Israel, que mataram ao menos dez pessoas durante a madrugada, elevando então o número de mortos em território israelense para 13 desde sexta-feira. 380 pessoas ficaram feridas.
Entre as vítimas estão seis pessoas que morreram num ataque com míssil em Bat Yam, na costa do Mediterrâneo. No norte de Israel, equipes de resgate e médicos disseram que um ataque no fim da noite de sábado destruiu um prédio de três andares na cidade de Tamra, matando quatro mulheres.
Domo de Ferro israelense intercepta maioria dos mísseis iranianosFoto: Oded Balilty/AP/dpa/picture alliance
Trump veta ataque contra aiatolá
O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que Washington "não teve nada a ver" com a campanha israelense iniciada na sexta-feira, mas também ameaçou lançar "toda a força e poder" do exército americano caso o Irã ataque instalações americanas.
Ainda assim, o ministro do Exterior do Irã, Abbas Araghchi, acusou Israel de tentar sabotar as negociações nucleares em andamento entre o Irã e os EUA, que, segundo ele, poderiam ter aberto caminho para um acordo, e desacreditou a declaração oficial americana de não ter participação no conflito.
"O ataque de Israel nunca teria acontecido sem a luz verde e o apoio dos EUA", disse.
EUA vetou assassinato de Ali KhameneiFoto: Iranian Supreme Leader'S Office/ZUMA/picture alliance
Segundo relatos obtidos pela agência de notícias AFP, Trump vetou um plano israelense de assassinar o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei.
"Descobrimos que os israelenses tinham planos para atingir o líder supremo do Irã. O presidente Trump foi contra e dissemos aos israelenses para não prosseguirem", afirmou um oficial americano à AFP.
O Irã cancelou as negociações nucleares com os EUA previstas para este domingo, alegando que não faz sentido negociar enquanto está sendo atacado. Segundo a agência de notícias Reuters, o país rejeitou discutir um cessar-fogo sob a mesma justificativa.
"Linha vermelha"
Araghchi disse que o Irã não quer que o conflito se expanda para os países vizinhos, a menos que a situação o "obrigue".
O ministro condenou o ataque israelense do dia anterior a uma importante instalação de gás em operação em South Pars, a maior reserva conhecida de gás do mundo, localizada na província de Bushehr, ao sul do Irã.
População vai às ruas de Teerã para protestar contra IsraelFoto: Atta Kenare/AFP
"Arrastar o conflito para o Golfo Pérsico é um erro estratégico, e seu objetivo [de Israel] é levar a guerra para além do território iraniano", disse ele. Araghchi ainda disse que os ataques israelenses a instalações nucleares "ultrapassaram uma nova linha vermelha".
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o Irã retaliou e atacou locais usados por aviões de guerra israelenses para reabastecimento. Também disparou contra a infraestrutura energética de Israel. Explosões foram ouvidas em Tel Aviv e Haifa.
O grupo rebelde houthi, com sede no Iêmen, afirmou ter lançado vários mísseis contra Israel, dizendo que os ataques foram "coordenados com as operações realizadas" por seu principal apoiador, o Irã.
A Guarda Revolucionária prometeu responder "com mais força e mais amplitude" caso Israel continue sua campanha, mas Araghchi afirmou que, se a agressão israelense cessar, as respostas iranianas também cessarão.
O Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, chega a Mascate, capital de OmãFoto: Hannes P Albert/dpa/picture alliance
Potências europeias buscam diálogo
Líderes das maiores potências econômicas do mundo desembarcam neste domingo nas Montanhas Rochosas canadenses para a cúpula do G7, onde devem pressionar Trump a destravar um cessar-fogo entre Israel e Irã.
Falando a jornalistas antes da cúpula, o chanceler federal alemão Friedrich Merz disse que a reunião se concentrará em garantir que o Irã não possa desenvolver ou possuir armas nucleares.
Alemanha, França e Grã-Bretanha se dizem prontas para conversar imediatamente com o Irã sobre o programa nuclear de Teerã, em uma tentativa de acalmar a situação no Oriente Médio, disse o ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul em visita a Omã.
Trump declarou ao canal americano ABC News estar aberto à uma trégua entre os dois países ser mediada pelo presidente russoVladimir Putin. O presidente francês Emmanuel Macron rechaçou a ideia.
"Não acredito que a Rússia, que agora está envolvida em um conflito de alta intensidade e decidiu não respeitar a Carta da ONU há vários anos, possa ser uma mediadora", disse ele.
Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, enfatizou que Israel tem o direito de se defender e que "o Irã é a principal fonte de instabilidade regional", em uma ligação telefônica com Netanyahu.
"A Europa sempre foi clara: o Irã nunca poderá adquirir uma arma nuclear. Há uma necessidade urgente de uma solução negociada", acrescentou.
sf/gq/as/jps (AP, AFP, DW, Reuters, Lusa, ots)
O mês de junho em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Onda de calor sufocante dispara alertas no sul da Europa
Países como Portugal, Espanha, Itália e França são afetados por uma onda de calor com temperaturas de mais de 40 graus Celsius que se dirige para o norte, chegando também à Alemanha. A ministra francesa da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, descreveu o caso como um "fenômeno sem precedentes" no país. Na Turquia, 50 mil pessoas foram evacuadas devido a incêndios florestais. (30/06)
Foto: CARLOS COSTA/AFP/Getty Images
Bolsonaro participa de ato em sua defesa na Avenida Paulista
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi neste domingo à Avenida Paulista, em São Paulo, em ato no qual se defendeu da acusação de tentativa de golpe, pela qual responde a uma ação penal no Supremo Tribunal Federal. A ONG Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common estimaram o público em 12,4 mil pessoas. (29/06)
Foto: Jean Carniel/REUTERS
Parada LGBTQ+ de Budapeste reúne multidão apesar de veto
Milhares de defensores dos direitos LGBTQ+ na Hungria desafiaram uma lei recém-aprovada pelo governo de Viktor Orbán e foram às ruas de Budapeste neste sábado para uma parada repleta de símbolos do movimento, como bandeiras do arco-íris, e de celebração da diversidade sexual. Os organizadores estimaram que havia de 180 mil a 200 mil participantes. (28/06)
Foto: Rudolf Karancsi/AP/picture alliance
Suprema Corte dos EUA limita poder de juízes federais para bloquear Trump
Em vitória para Donald Trump, tribunal restringe capacidade de juízes de instâncias inferiores de barrar políticas potencialmente inconstitucionais, ao julgar um caso envolvendo o direito à cidadania por nascimento. Decisão altera o equilíbrio de poder entre o Judiciário e a Presidência. (27/06)
Foto: Allison Bailey/NurPhoto/picture alliance
"Demos um tapa na cara da América", afirma líder do Irã
Em seu primeiro pronunciamento desde o cessar-fogo que pôs fim a 12 dias de guerra contra Israel, Khamenei contrariou a narrativa utilizada por Washington e Tel Aviv e disse que seu país saiu vitorioso após o conflito contra Israel e os EUA. Ministro iraniano do Exterior contradiz Trump e nega planos de voltar a negociar com os Estados Unidos. (26/06)
Foto: ROPI/picture alliance
Corpo de Juliana Marins é resgatado na Indonésia
Equipes de resgate recuperaram o corpo da turista brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta no vulcão Monte Rinjani. O resgate foi feito por meio de cordas e içamento. A brasileira caiu em uma área de difícil acesso na sexta-feira (20/06) e foi encontrada sem vida na terça, após tentativas frustradas de alcançá-la. (25/06)
Foto: BASARNAS/AP Photo/picture alliance
Irã e Israel aceitam cessar-fogo proposto por Trump
Nas primeiras horas da trégua, países se acusaram mutuamente de violá-la. O presidente americano Donald Trump reagiu com irritação: "Não estou feliz com Israel. Não estou feliz com o Irã também, mas Israel tem de se acalmar", disse. A advertência parece ter surtido efeito: Israel cancelou um ataque mais amplo contra Teerã e ordenou a volta de seus aviões. (24/06)
Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
Em ação sem maiores danos, Irã responde a EUA com mísseis no Catar
Em resposta ao bombardeio dos EUA a instalações nucleares, o Irã disparou mísseis contra uma base militar americana no Catar. A ação – "fraca", nas palavras de Donald Trump, que teria sido avisado com antecedência – não deixou feridos. Segundo o Catar, os mísseis foram interceptados. (23/06)
Foto: Stringer/Anadolu/picture alliance
EUA entram na guerra no Irã e atacam instalações nucleares
Nove dias após início da campanha militar israelense, o presidente Donald Trump anuncia que aviões dos EUA "obliteraram" três instalações nucleares iranianas e ameaça Teerã com mais ataques se regime não aceitar imposição de um acordo. Um dos alvos foi o complexo subterrâneo de Fordo (foto). Ataques foram confirmados pelo Irã, mas a extensão dos danos ainda é desconhecida. (22/06)
EUA enviam bombardeiros, e tensão no Oriente Médio escala
Apontados como os únicos capazes de bombardear alvos subterrâneos de difícil acesso no Irã, aviões americanos B-2 foram enviados a Guam, uma ilha no Pacífico. Embora motivo do deslocamento não estivesse claro, ele ocorreu num momento em que o presidente americano Donald Trump avaliava a possibilidade de interferir diretamente na guerra entre Israel e Irã. (21/06)
Foto: Matrixpictures/picture alliance
Parlamento britânico aprova legalização do suicídio assistido
A câmara baixa do Parlamento do Reino Unido aprovou um projeto de lei que permite a adultos com doenças terminais encerrarem voluntariamente suas vidas. A votação representa um passo rumo à legalização do suicídio assistido, sendo considerada uma das mudanças mais significativas na política social britânica em décadas. O procedimento já é legal em países como Espanha e Áustria. (20/06)
A escalada militar entre Israel e Irã se agravou no sétimo dia do conflito, quando um míssel iraniano provocou danos ao principal hospital do sul de Israel e ataques aéreos israelenses atingiram uma importante instalação nuclear iraniana. O centro médico Soroka, na cidade de Bersebá, foi atingido por um míssil balístico, deixando vários feridos. (19/06)
Foto: Tsafrir Abayov/Anadolu /picture alliance
Milhares protestam na Argentina contra prisão de Cristina Kirchner
Apoiadores da ex-presidente da Argentina saíram às ruas em defesa da líder peronista, que começou a cumprir seis anos de prisão domiciliar por corrupção. Os manifestantes se concentraram em frente à casa do governo argentino e se espalharam pelas ruas vizinhas. Em discurso, Kirchner prometeu "voltar com sabedoria", apesar de não poder mais se candidatar a cargos públicos. (18/06).
Foto: Gustavo Garello/AP Photo/picture alliance
PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem por "Abin paralela"
A PF concluiu a investigação sobre esquema de espionagem ilegal de celulares na Abin e indiciou mais de 30 pessoas, incluindo o ex-diretor da agência Alexandre Ramagem e o vereador Carlos Bolsonaro. A investigação mira servidores e políticos que teriam monitorado telefones e computadores de desafetos de Jair Bolsonaro durante seu governo. Ele é acusado de se beneficiar do esquema (17/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Agência para refugiados da ONU demitirá 3,5 mil funcionários
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) anunciou que cortará 3,5 mil empregos – quase um terço de seus custos com a força de trabalho – devido à escassez de recursos, e reduzirá a escala de sua ajuda em todo o mundo após uma queda no financiamento à ajuda humanitária, principalmente dos recursos vindos dos EUA sob Donald Trump. (16/06)
Foto: Florian Gaertner/IMAGO
Milhares protestam nos EUA contra Trump
Uma multidão tomou as ruas de 2 mil cidades americanas em oposição à gestão de Donald Trump, acusado de autoritário pelos manifestantes. O envio de forças federais para reprimir protestos em Los Angeles na última semana e a convocação de um desfile militar que acontece neste sábado em Washington também pautaram as críticas nos atos apelidados de "No Kings" (Sem Reis). (14/04)
Foto: Yuki Iwamura/AP/dpa/picture alliance
Israel e Irã trocam agressões em escalada militar
Israel lançou um ataque contra instalações nucleares do Irã, matando 78 pessoas, incluindo três dos chefes militares do país e dezenas de civis. A ofensiva desencadeou uma troca de agressões sem precendentes entre os países. Em retaliação, a República Islâmica disparou dezenas de mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém, furando o Domo de Ferro israelense e ferindo 34 pessoas. (13/06)
Foto: Leo Correa/AP/picture alliance
Queda de avião na Índia deixa mais de 200 mortos
Um avião da Air India com 242 pessoas a bordo caiu em uma área residencial logo após decolar perto do aeroporto de Ahmedabad, no oeste da Índia. Apenas um dos passageiros a bordo sobreviveu. A polícia indiana contabiliza ainda outras 24 vítimas que estavam no solo e morreram no momento do acidente. A causa do acidente está sendo investigada (12/06)
Foto: Ajit Solanki/AP Photo/picture alliance
Ajuda humanitária em Gaza na mira de militares israelenses
Pelo menos 21 palestinos morreram enquanto se dirigiam a locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza. Entidades denunciam, além da violência, quantidade insuficiente de alimentos, após meses de bloqueio à entrada de itens básicos por Israel. O exército israelense alegou que disparou "tiros de advertência". O número de palestinos mortos em 20 meses de guerra já supera 55 mil. (11/06)
Foto: Saeed Jaras/Middle East Images/AFP/Getty Images
Réu no STF, Bolsonaro é interrogado em processo da trama golpista
Ao longo de dois dias, ex-presidente e outros sete ex-auxiliares acusados de integrar "núcleo crucial" da trama golpista depuseram na Primeira Turma. Político negou ter discutido planos de golpe após perder a eleição e disse que só debateu medidas constitucionais com militares, mas que não editou "minuta do golpe". (10/06)
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Israel detém barco que levava Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila
A Marinha de Israel interceptou um barco que tentava levar ajuda humanitária a Gaza. O veleiro Madleen, da iniciativa internacional Flotilha da Liberdade, levava 12 ativistas a bordo. Eles foram escoltados até um porto e, segundo o governo israelense, serão deportados. (09/06)
Trump chama militares para reprimir protestos na Califórnia contra prisão de imigrantes
O presidente americano Donald Trump enviou militares da Guarda Nacional a Los Angeles para conter protestos que eclodiram na esteira de uma série de operações de detenção de supostos migrantes irregulares. A medida não tem apoio do governo do estado da Califórnia, que acusou Trump de tentar provocar uma crise. (08/06)
Foto: Frederic J. Brown/AFP
Rússia amplia ataques contra 2ª maior cidade da Ucrânia
A Rússia executou diversos ataques no centro de Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, deixando cinco civis mortos e mais de 61 feridos, incluindo um bebê e uma adolescente de 14 anos. Bombas planadoras, um míssil e 53 drones atingiram prédios residenciais. O prefeito do município classificou a ação como o ataque mais severo desde o início da guerra. (07/06)
Foto: Sofiia Gatilova/REUTERS
Marcelo livre
Um juiz americano determinou a libertação do estudante brasileiro Marcelo Gomes da Silva, de 18 anos, que chegou aos Estados Unidos com cinco anos de idade e foi detido pelo Serviço de Imigração (ICE) a caminho de um treino de vôlei. Ele ficou preso por cinco dias, durante os quais dormiu em chão de concreto, sem acesso a chuveiro, acompanhado de homens com o dobro da sua idade. (06/06)
Foto: Rodrique Ngowi/AP
Musk e Trump trocam insultos e rompem relações
Bilionário que atuou como conselheiro da Casa Branca criticou projeto de lei de Orçamento de Trump que prevê cortes de impostos e aumento de gastos batizado pelo presidente como "Big Beautiful Bill". Musk chegou a endossar impeachment de Trump e associou presidente ao pedófilo Jeffrey Epstein. Trump reagiu dizendo que Musk "enlouqueceu" e ameaçou cortar contratos da SpaceX com governo. (05/06)
Foto: Nathan Howard/REUTERS
Moraes ordena prisão de Carla Zambelli após deputada deixar o país
O ministro do STF acatou pedido da PGR de prisão preventiva contra a deputada federal e determinou a inclusão dela na lista de procurados da Interpol. Moraes determinou bloqueio de salários, bens, contas bancárias e perfis em redes sociais. Parlamentar deixou o país após ser condenada a 10 anos de prisão e à perda de mandato por envolvimento na invasão do CNJ. (04/06)
Foto: Adriano Machado/REUTERS
Governo da Holanda desmorona após saída de ultradireitista
Alegando insatisfação com a política migratória, Gert Wilders – também conhecido como "Trump holandês" – e seu partido deixaram coalizão de governo, levando primeiro-ministro Dick Schoof (foto) à renúncia após menos de um ano de mandato. Sem maioria no parlamento, Schoof permanecerá interinamente no cargo até a realização de novas eleições e formação de um novo gabinete. (03/06)
Foto: Peter Dejong/AP/picture alliance
Conservador Karol Nawrocki vence eleição presidencial na Polônia
Resultado é derrota para o governo do primeiro-ministro Donald Tusk e deve dificultar andamento de políticas pró-União Europeia. Apoiado pelo partido ultraconservador Lei e Justiça (PiS), Nawrocki poderá vetar leis e desgastar o governo com bloqueios no Parlamento. Aliança frágil de Tusk pode não resistir até 2027. (02/06)
Foto: Czarek Sokolowski/AP/dpa/picture alliance
Ucrânia destrói aviões de guerra da Rússia em ataque massivo de drones
Na véspera de uma nova rodada de negociações de paz, Ucrânia e Rússia intensificaram sua ofensiva militar e protagonizaram ataques sem precedentes. Enquanto, Kiev destruiu 41 aviões militares na Sibéria, ofensiva de maior alcance no território russo em três anos de guerra, Moscou lançou número recorde de drones contra território ucraniano. (1º/06)