Conservadores ganham eleições regionais na Alemanha
22 de março de 2026
Projeções dão vitória a partido do chanceler Friedrich Merz na Renânia-Palatinado, à frente dos sociais-democratas, que governam estado há 35 anos. Ultradireitista AfD fica em 3°, em votação recorde para sigla no estado.
Apoiadores da CDU festejam projeções indicando vitória do partidoFoto: dts Nachrichtenagentur/IMAGO
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Os conservadores da União Democrata Cristã (CDU), partido do chanceler federal alemão, Friedrich Merz, venceram as eleições deste domingo (22/03) no estado da Renânia-Palatinado, no sudoeste da Alemanha, à frente do Partido Social-Democrata (SPD), que governa a região desde 1991. O partido de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) mais que dobrou seu resultado de 2021 e deve se tornar a terceira maior bancada no Legislativo regional.
De acordo com projeções das emissoras públicas ZDF e ARD, em uma disputa acirrada pelo primeiro lugar, a CDU obteve 30,5% dos votos, o SPD entre 26,5% e 26,9%, o partido de ultradireita AfD, 20% e o Partido Verde, entre 7,7% e 8,3%.
Caso as previsões se confirmem nessa região ocidental que faz fronteira com a França, os social-democratas perderão a chefia do governo estadual em Mainz após 35 anos de liderança ininterrupta.
Esse é o segundo revés em duas semanas do partido do vice-chanceler Lars Klingbeil, aliado de Merz no âmbito federal, após o desastre em Baden-Württemberg, onde o SPD caiu para um nível historicamente baixo (5,5%) no começo deste mês.
O principal candidato do SPD, o atual primeiro-ministro da Renânia-Palatinado, Alexander Schweitzer, estava no cargo desde julho de 2024 e esperava se reeleger.
O secretário-geral do SPD, Tim Klüssendorf, disse à ARD que os resultados representaram um "grande revés".
A CDU, que estava ligeiramente à frente do SPD nas pesquisas que antecederam as eleições parlamentares, espera assumir o governo de Mainz pela primeira vez em três décadas e meia.
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"Retorno"
O candidato conservador, Gordon Schneider, comemorou o "retorno" da CDU à Renânia-Palatinado e afirmou que os eleitores optaram pela "mudança", por "uma política educacional melhor, uma política de segurança diferente, uma política de saúde diferente e uma política econômica diferente".
Desde 2016, a Renânia-Palatinado é governada por uma coalizão formada pelo SPD, o Partido Verde e o Partido Liberal (FDP). Prevê-se que o FDP tenha obtido entre 2% e 2,1% dos votos, ficando aquém do limiar de 5% necessário para entrar no parlamento regional.
O partido A Esquerda e o Partido dos Eleitores Livres também não deverão conseguir assentos no parlamento de Mainz.
Nas eleições de 2021, o SPD ainda obteve 35,7% dos votos, à frente da CDU (27,7%) e dos Verdes (9,3%).
O AfD obteve 8,3% nessas eleições, o que significa que, cinco anos depois, mais do que dobraria seu resultado de 2021.
Aliança CDU e SPD
Os ganhos do AfD nessas eleições provavelmente levarão a uma situação no parlamento regional em que a única possibilidade de formar uma maioria governante será uma aliança entre a CDU e o SPD.
Tanto o SPD quanto a CDU descartam qualquer tipo de cooperação com a ultradireita.
O principal candidato da AfD, Jan Bollinger, observou que seu partido obteve seu "melhor resultado no oeste" da Alemanha.
A copresidente da AfD, Alice Weidel, classificou o resultado como "recorde". "O eleitorado votou por uma aliança de centro-direita, mas os partidos decidiram o contrário", e, da oposição, "continuaremos a pressionar sobre o assunto" com o objetivo de chegar ao governo "nas próximas eleições".
As eleições de domingo foram as segundas deste ano, após as de Baden-Württemberg, também no sudoeste, e anteriores às da Saxônia-Anhalt e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, ambas regiões do leste, e da cidade-estado de Berlim.
Nas eleições de Baden-Württemberg, a AfD quase dobrou sua votação (chegando a 18,8%) e garantiu o terceiro lugar, atrás do Partido Verde e da CDU.
Sinal positivo para Merz
Uma vitória da CDU seria um sinal positivo para Merz, que também é o líder do partido, em um momento delicado devido à sua popularidade em declínio e à derrota para os verdes no início de março em Baden-Württemberg.
Merz, que lidera a Alemanha desde maio, teve um início de ano difícil devido ao ritmo lento das reformas econômicas.
md (EFE, AFP)
O mês de março em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: Vahid Online/UGC
Partido de Merz ganha eleições regionais
Conservadores da União Democrata Cristã (CDU), do chanceler Friedrich Merz, venceram as eleições no estado da Renânia-Palatinado, no sudoeste da Alemanha, à frente do Partido Social-Democrata (SPD), que governa a região desde 1991. A sigla de ultradireita Alternativa para a Alemanha (AfD) mais que dobrou seu resultado de 2021 e deve se tornar a terceira maior bancada no Legislativo local. (22/03)
Foto: dts Nachrichtenagentur/IMAGO
Irã lança ataque contra base no Oceano Índico
O Irã lançou dois mísseis contra Diego Garcia, uma ilha no Oceano Índico que abriga uma base militar do Reino Unido e dos EUA, segundo informação do "Wall Street Journal". O governo britânico condenou o que chamou de "ataques irresponsáveis" após a tentativa malsucedida de atingir a base. Não está claro quão perto os projéteis chegaram da ilha, que fica a cerca de 4 mil quilômetros do Irã. (21/03)
Foto: Pictures From History/imageBROKER/picture alliance
Ataques matam lideranças da Guarda Revolucionária do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã confirmou que seu porta‑voz, Ali Mohammad Naini, foi morto em ataques dos Estados Unidos e de Israel, marcando mais uma baixa de alto escalão no conflito. O regime iraniano classificou a morte como "um ato terrorista traidor às vésperas do último dia do Ramadã", de acordo com um comunicado divulgado pela mídia local. (20/03)
Foto: Tasnim
Belarus liberta presos políticos em troca de fim de sanções
O governo de Belarus libertou 250 prisioneiros políticos como parte de um acordo com os EUA, que tem como contrapartida a suspensão de sanções por parte de Washington. A medida ocorreu após um encontro do presidente belarusso, Alexander Lukashenko, que governa o país desde 1994, com um enviado de Trump. Segundo ONGs, há ainda cerca de mil presos políticos em Belarus. (19/03)
Foto: BNS/IMAGO
EUA aliviam sanções à Venezuela em meio à crise do petróleo
Departamento do Tesouro dos EUA flexibiliza sanções para permitir que empresas americanas realizem negócios com a estatal venezuelana PDVSA. Governo de Donald Trump tenta aumentar o fornecimento mundial de petróleo após os danos provocados ao comércio global pela guerra com o Irã. (18/03)
Foto: Matias Delacroix/AP Photo/picture alliance
Irã confirma morte de Ali Larijani, figura central do regime
O Irã confirmou a morte de Ali Larijani, chefe do Conselho Superior de Segurança do país, que havia sido anunciada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz. Ele era considerado a principal figura por trás da violenta repressão do governo iraniano aos protestos no país. A morte de Larijani é mais importante desde o assassinato do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. (17/03)
Foto: Marwan Naamani/ZUMA/IMAGO
"Uma Batalha Após a Outra" vence Oscar, e Brasil sai sem prêmio
"Uma Batalha Após a Outra", de Paul Thomas Anderson, foi o grande vencedor do Oscar de 2026, levando prêmio de melhor longa-metragem e mais cinco estatuetas no fim do domingo. Na categoria de Melhor Filme Internacional, o brasileiro O Agente Secreto não conseguiu repetir o sucesso do ano passado, quando venceu Ainda Estou Aqui. O Brasil saiu sem prêmios, apesar do recorde de indicações. (16/03)
Foto: Patrick T. Fallon/AFP
Comícios de Orbán e de opositor reúnem multidões na Hungria
Milhares participaram de marchas rivais organizadas pelo premiê húngaro Viktor Orbán e seu principal opositor, Peter Magyar, em Budapeste. Ambos impulsionam acusações de interferência estrangeira a um mês das eleições parlamentares do país. Orbán retrata o líder da oposição como um "fantoche" de Bruxelas, enquanto Magyar acusa o premiê de depender de Moscou para permanecer no poder. (15/03)
Morre o filósofo alemão Jürgen Habermas, aos 96 anos
Um dos mais influentes pensadores do século 20, Habermas morreu em Starnberg, onde vivia desde 1971. Fiel ao seu ideal cosmopolita de uma democracia aberta, ele permaneceu ativo até os últimos anos, intervindo regularmente no debate público alemão. Defendeu o direito ao asilo durante a crise migratória de 2015 e uma UE unificada diante do avanço do populismo de direita e do nacionalismo. (14/03)
Foto: Louisa Gouliamaki/AFP/Getty Images
Assessor de Trump que visitaria Bolsonaro tem visto revogado
Itamaraty justificou medida afirmando que diplomata mentiu sobre agenda no Brasil, e alertou STF sobre risco de "indevida ingerência" em assuntos internos. Darren Beattie supostamente visitaria ex-presidente na prisão e encontraria Flávio, pré-candidato ao Planalto em 2026. (13/03)
Foto: Luis Nova/AP Photo/dpa/picture alliance
Lula zera impostos sobre diesel em reação à guerra no Irã
Medida será acompanhada do aumento de subsídios a produtores e importadores do combustível e de maior taxação do petróleo nacional que é vendido ao exterior. Com isso, expectativa é baratear o diesel em R$ 0,64 por litro. Objetivo é conter uma escalada generalizada da inflação em meio à disparada do petróleo. (12/03)
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Bomba da 2ª Guerra força evacuação recorde em cidade alemã
Autoridades de Dresden evacuaram 18 mil pessoas após a descoberta de uma bomba não detonada da Segunda Guerra Mundial, a maior operação desse tipo já realizada na cidade. O explosivo de fabricação britânica foi desativado após duas horas de trabalho das equipes de segurança. Foi o quinto artefato encontrado durante obras de reconstrução de uma ponte. (11/03)
Foto: Robert Michael/dpa/picture alliance
Chefe da UE anuncia plano para ressuscitar energia nuclear
Num aceno à expansão do uso da energia nuclear, a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou um fundo de 200 milhões de euros (R$ 1,2 bilhão) para estimular o setor. Ela chamou a redução da indústria de "erro estratégico". Ativistas do Greenpeace interromperam a cúpula sobre o tema, criticando a importação de urânio enriquecido russo pela França e outros países europeus. (10/03)
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP
Barril de petróleo ultrapassa os 100 dólares pela 1ª vez desde 2022
Crise no Oriente Médio fez o preço do petróleo ultrapassar a barreira dos US$ 100 pela 1ª vez desde o início da guerra na Ucrânia. O valor do Brent atingiu os 114 dólares por barril (159 litros) no início do pregão. Os preços recuaram após a notícia de que alguns Estados-membros do G7 estariam considerando a liberação de reservas estratégicas para aliviar a pressão sobre os mercados. (09/03)
Foto: Scott Olson/Getty Images/AFP
Apoiadores dos Verdes comemoram resultado em Baden-Württemberg
Sede da indústria automobilística da Alemanha, o estado de Baden-Württemberg viveu uma corrida eletrizante na eleição para o governo local. Após o partido conservador CDU liderar as pesquisas de opinião por várias semanas, as primeiras projeções após o fechamento das urnas deram a vitória aos Verdes. A confirmação do resultado seguiu acirrada até os últimos momentos. (08/03)
Foto: Wolfgang Rattay/REUTERS
Tornados deixam rastro de destruição nos Estados Unidos
O estado de Michigan foi atingido por uma onda de tempestades que deixou mortos, feridos e destruiu cidades. Quatro pessoas morreram na região, que decretou estado de emergência. Mais quatro morreram em Oklahoma. Tempestades da primavera ocorrem normalmente durante aquilo que é conhecido como "época dos tornados", que geralmente começa em diferentes alturas e em diferentes partes dos EUA. (07/03)
EUA e Venezuela concordam em restabelecer laços diplomáticos
Os Estados Unidos e Venezuela concordaram formalmente em restabelecer laços os diplomáticos que estavam rompidos desde o início de 2019. A decisão representa um novo e contundente passo no processo de cooperação entre os dois países iniciado após o governo de Donald Trump capturar Nicolás Maduro. (06/03)
Foto: Julio Urribarri/Anadolu/picture alliance
Países europeus reforçam missão militar no Chipre
Após Grécia, França e Reino Unido anunciarem o envio de militares ao Chipre na esteira de um ataque de drone iraniano a uma base aérea britânica no país insular, Itália, Espanha e Holanda juntaram-se ao grupo. Também nesta quinta-feira, Paris confirmou ter autorizado a presença "temporária" de aeronaves americanas em bases francesas no Oriente Médio. (05/03)
Foto: Johan Nilsson/TT NEWS AGENCY/picture alliance
EUA afundam navio de guerra iraniano perto do Sri Lanka
Ambulância com marinheiros resgatados entra em hospital no Sri Lanka, após submarino americano afundar navio de guerra iraniano no Oceano Índico. O país registrou o resgate de 32 tripulantes da fragata Iris Dena, mas outros 148 estavam desaparecidos, com poucas esperanças de serem encontrados. O vice-ministro do Exterior do Sri Lanka afirmou que ao menos 80 morreram no incidente. (04/03)
Foto: AFP/Getty Images
Trump agradece a Merz por "ajuda" da Alemanha com o Irã
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, na Casa Branca. Trump agradeceu à Alemanha por permitir o acesso de forças americanas a bases no país e
Merz, por sua vez, afirmou que a Alemanha e os EUA compartilham o desejo de se livrar do atual regime iraniano. "Estamos em sintonia em termos de acabar com este regime terrível no Irã", disse. (03/03)
Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
Ataques de Israel no Líbano ampliam conflito no Oriente Médio
Em resposta aos lançamento de foguetes contra Israel pelo grupo xiita libanês Hezbollah, militares israelenses atacaram alvos no Líbano. Na madrugada anterior, três caças americanos foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait (foto), país aliado da Casa Branca, e um drone iraniano caiu na pista de pouso de uma base militar britânica no Chipre. (02/03)
Foto: Social Media/REUTERS
Retaliação iraniana atinge países do Golfo em 2º dia de conflito
Israel lançou uma nova onda de ataques contra Teerã e o Irã retaliou com barragens de mísseis contra o território israelense, além de alvejar petroleiros e tentar atingir o porta‑aviões americano USS Abraham Lincoln. Ao menos seis países do Golfo também foram atingidos. Três pessoas morreram nos Emirados Árabes Unidos e uma no Kuwait. (1º/03)