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Contagem regressiva para Oktoberfest

Daniel Heinrich ca
20 de setembro de 2018

Em Munique, a 185° edição do evento vai contar com serviços de limpeza especiais e um rigoroso esquema de segurança. Chefe da festa fracassa, no entanto, com seu pedido para um freio no preço da cerveja.

Visitantes disputam copo de cerveja na Oktoberfest
Pela primeira vez, um litro de cerveja vai custar mais de 11 euros na OktoberfestFoto: picture-alliance/dpa/S. Hoppe

Neste sábado (22/09), precisamente às 12h (hora local), o prefeito de Munique, Dieter Reiter, vai mais uma vez abrir o primeiro barril de cerveja no pavilhão Schottenhammel e com as palavras O'zapf is (algo como "está aberto", em dialeto bávaro) dar início à 185° Oktoberfest no parque Theresienwiese.

Também chamada de Wiesn, em alusão ao local da festa, a Oktoberfest 2018 vai até 7 de outubro próximo. Os preparativos finais estão a pleno vapor e os pontos-chave do conceito de segurança para o grande evento de 16 dias são fáceis de explicar: uma nova cerca em torno do areal da festa, controles de entrada e policiais com câmeras acopladas ao corpo. Neste ano, a polícia também está apostando no aumento da vigilância por vídeo.

Além disso, continuam proibidas bolsas e mochilas maiores, como também sobrevoar a área da festa, incluindo drones. Entre os 600 policiais que vão atuar durante a Oktoberfest, neste ano, pela primeira vez os chamados "super-reconhecedores" também vão estar em ação. Estes são policiais que reconhecem rostos muito bem – numa grande multidão, eles são capazes de reconhecer malfeitores melhor do que qualquer software.

Organizadores esperam 6 milhões de pessoas nos 16 dias de festaFoto: picture-alliance/imageBROKER/M. Siepmann

Neste ano, mais uma vez, não faltarão rostos a ser observados na Oktoberfest: cerca de 6 milhões de visitantes estão sendo esperados. Um total de 16 pavilhões com quase 120 mil lugares sentados serão atendidos por seis grandes cervejarias da capital bávara.

De acordo com o Departamento de Turismo da cidade, nos anos anteriores, a receita média atingiu quase 1 bilhão de euros. Para Munique, o negócio bilionário da Oktoberfest tornou-se tão importante que a cidade registrou o termo Wiesn como marca em toda a Europa, evitando que ele fosse utilizado de forma "não honrosa".

Especialmente nos fins de semana, mas também quando faz bom tempo durante a noite nos dias de semana, muitos pavilhões costumam estar tal forma lotados, que ninguém pode entrar mais.

Para poder orientar melhor o fluxo de visitantes, a prefeitura vai usar telas de informação nas estações de metrô e trem. Elas vão indicar os números de visitantes na área da Oktoberfest e nos pavilhões individuais.

Também a polícia federal alemã vai ajudar ativamente a canalizar as massas de pessoas, também com a ajuda das redes sociais. Desde 2015, as autoridades vêm usando a hashtag #SicherZurWiesn para fornecer dicas sobre a segurança na chegada e na partida dos visitantes e informá-los sobre as atividades policiais.

Conceito de segurança da Oktoberfest aposta cada vez mais em videovigilânciaFoto: picture-alliance/dpa/F. Kraufmann

O preço da cerveja provavelmente não mudará o esperado número de visitantes. Pela primeira vez, uma Mass – um litro de cerveja – vai custar mais de 11 euros. Em comparação com o ano passado, isso significa um aumento de 3,6%, bem acima do nível da inflação.

O chefe da Oktoberfest, Josef Schmid, reclamou antecipadamente desse aumento e disse temer que a festa se torne inacessível para muitas pessoas. Segundo ele, há cada vez mais pessoas que não vêm por causa dos preços. Com suas críticas, no entanto, ele está praticamente sozinho. Schmid fracassou na Câmara Municipal de Munique com sua demanda por um freio nos preços da cerveja.

Em outra questão, no entanto, Schmid conseguiu impor-se. Neste ano também haverá uma "linha direta de limpeza" instalada especialmente para residentes e visitantes da área da Oktoberfest. Das 8h a 16h, durante todo o período da festa, uma equipe de limpeza móvel com veículo e mangueira de alta pressão estará pronta para entrar em ação após as reclamações telefônicas dos afetados.

Schmid quer, assim, satisfazer os pedidos dos residentes nas vizinhanças do Theresienwiese , que se queixam repetidamente sobre a sujeira deixada pelos visitantes em terrenos privados ou na entrada das casas: "Um pouco de paciência é exigida dos vizinhos do Wiesn durante o período da festa, infelizmente também devido ao comportamento dos visitantes fora do recinto da Oktoberfest. A raiva sobre a sujeira em terrenos particulares é compreensível."

Calçadas sujas serão combatidas com serviços de limpeza; as preocupações de segurança, com a presença maciça da polícia; e preços excessivos cerveja, com indiferença: não há mais nenhum obstáculo para a tradicional cerimônia de abertura de barril pelo prefeito de Munique. E assim será novamente ao meio-dia deste sábado: "O'zapft is– por uma Oktoberfest pacífica".

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