1. Pular para o conteúdo
  2. Pular para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

Corte egípcia condena jornalistas a três anos de prisão

29 de agosto de 2015

Tribunal egípcio profere sentença de três anos de reclusão em novo julgamento de três jornalistas da emissora árabe Al Jazeera, acusados de apoiar a organização proibida Irmandade Muçulmana.

Archivbild Ägypten Al Jazeera Journalisten Prozess
Baher Mohamed, Mohammed Fahmy e Peter Greste, durante o julgamento em 2014Foto: picture-alliance/AP Photo

Uma corte egípcia condenou neste sábado (29/08) três jornalistas da emissora árabe Al Jazeera a três anos de prisão, sob a acusação de difundir notícias falsas e trabalhar sem permissão no país. O veredicto aconteceu em novo julgamento, após uma sentença inicial ter sido anulada por um tribunal de apelação.

Logo após o anúncio, a Al Jazeera condenou a decisão do tribunal, classificando-a como um "ataque deliberado contra a liberdade de imprensa."

O diretor-geral da emissora, Mostefa Souag, afirmou que o veredicto "desafia a lógica e o bom senso" e que "o caso foi fortemente politizado e não foi conduzido de forma livre e justa." A Anistia Internacional (AI) considerou a decisão como "uma paródia de Justiça no Egito."

O canadense Mohammed Fahmy, o australiano Peter Greste e o egípcio Baher Mohamed tinham sido presos e condenados, inicialmente, sob a acusação de terem apoiado a banida Irmandade Muçulmana. Isso teria acontecido enquanto eles cobriam eventos para a emissora sediada no Catar, após a deposição do presidente Mohammed Morsi.

Em junho de 2014, os jornalistas foram sentenciados a sete anos de prisão. O canadense Fahmy, no entanto, foi condenado a três anos adicionais, após a polícia ter encontrado, durante uma busca em sua casa, uma bala de revólver que ele havia recolhido durante a cobertura de confrontos entre apoiadores da Irmandade e forças de segurança.

Os três negaram as acusações. Um tribunal de apelação anulou o veredicto, depois de concluir que houve escassez de provas contra os jornalistas.

Greste foi deportado em fevereiro deste ano, após passar 400 dias na prisão. Ele foi julgado novamente à revelia. Fahmy e Mohamed estavam em liberdade sob fiança desde o início do segundo julgamento em fevereiro. Fahmy, que tinha tanto cidadania egípcia quanto canadense, entregou seu passaporte egípcio na esperança de ser deportado como Greste, mas não conseguiu.

CA/afp/ap

Pular a seção Mais sobre este assunto