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Crescimento econômico só com igualdade social

(fs)12 de setembro de 2005

Relatório do Banco Mundial coloca redução de desigualdades sociais como prioridade número um no combate à pobreza e o cumprimento das Metas do Milênio da ONU.

Desrespeito social impede desenvolvimentoFoto: AP

O crescimento econômico dos países em desenvolvimento precisa necessariamente passar pela inclusão social das camadas mais pobres da população, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Mundial 2006, apresentado pelo Banco Mundial nesta segunda-feira (12/09), em Berlim. "Igualdade de chances (entre os diferentes grupos sociais) e prosperidade andam de braços dados", afirmou o economista-chefe do banco, François Bourguignon.

O relatório, que recebeu o título "Igualdade e Desenvolvimento", aconselha que os países pobres busquem a universalização do acesso à educação e à saúde. A redução das desigualdades de renda também é outro ponto-chave para o desenvolvimento da África e da América Latina, onde as diferença entre ricos e pobres não foi significativamente reduzida nas últimas décadas. A preferência em atender às necessidades das elites gerou, durante muito tempo, custos sociais para a toda a população dessas regiões, avaliou Bourguignon.

Redução de conflitos

Minas de diamante: fonte de conflitosFoto: AP

Outra pedra no caminho do crescimento econômico são os conflitos em diversos países em desenvolvimento. Para atingir as chamadas Metas do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU) – que prevêem a redução de 50% na pobreza do mundo até 2015 –, uma política mais ativa de prevenção e solução de conflitos é essencial, de acordo com o Centro Internacional de Conversão de Bonn (BICC), que visa o desarmamento mundial. Porém, só desarmar não basta. Segundo a BICC, a ONU precisa criar um fundo global para auxílio a regiões que são palco de guerras e conflitos armados.

A ministra alemã de Cooperação Econômica, Heidemarie Wieczorek-Zeul, afirmou que a Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU), que começa nesta terça-feira (13/09), em Nova York, tem de priorizar o combate à pobreza: "É um escândalo que precisa terminar. Trinta mil crianças morrem ao dia de doenças facilmente preveníveis".

Avanço e estagnação

Entretanto, há também boas notícias – e elas vêm especialmente da Índia e da China, países que cresceram muito na década de 90, embora ainda apresentem situação social bem longe do ideal.

Mendigo na China: problemas sociaisFoto: dpa

Nas demais regiões, porém, as grandes desigualdades sociais continuam a impedir o desenvolvimento mais rápido da economia. De acordo com o Banco Mundial, investimentos em infra-estrutura, combate à corrupção, respeito aos direitos de propriedade e eliminação de monopólios são outras formas de gerar desenvolvimento econômico.

Caso o preço do petróleo continue a subir, o Banco Mundial prevê ainda mais dificuldades no cumprimento das metas do milênio. Isso porque enquanto as nações desenvolvidas tiveram de pagar mais pelo óleo cru, a tendência é de queda no preço de outras matérias-primas, principais fontes de renda dos países pobres. Neste sentido, a produção de combustíveis alternativos pelas nações em desenvolvimento pode ser uma boa forma de combater uma eventual redução dos ganhos com exportações.

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