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Cronologia de ataques a tiros em escolas do Brasil

14 de março de 2019

Colégios brasileiros foram cenário de ao menos sete atentados com armas de fogo cometidos por alunos e ex-alunos nos últimos anos. De Realengo a Goiânia, relembre outros crimes que antecederam o massacre em Suzano.

Velas e cruzes lembram os 12 mortos em um ataque a tiros em uma escola em Realengo, no Rio
Massacre em uma escola em Realengo, no Rio, em 2011 foi um dos mais sangrentos do paísFoto: picture-alliance/dpa/A. Lacerda

O massacre que deixou oito mortos em uma escola estadual em Suzano, na Grande São Paulo, nesta quarta-feira (13/03) segue uma série de ataques a tiros cometidos por alunos e ex-alunos em instituições de ensino brasileiras.

Embora menos frequentes do que em países como os Estados Unidos, palco de massacres sangrentos como o de Columbine, em 1999, casos similares ocorreram em diferentes regiões do país nas últimas décadas, a maioria envolvendo atiradores adolescentes vítimas de bullying.

Relembre alguns ataques que chocaram o Brasil:

Medianeira, 2018

Em setembro do ano passado, um adolescente de 15 anos abriu fogo contra colegas de classe no Colégio Estadual João Manoel Mondrone, na cidade de Medianeira, no oeste do Paraná. Não houve mortos, mas dois estudantes, de 15 e 18 anos, ficaram feridos. O atirador, que foi acobertado por outro colega também de 15 anos, disse à polícia que sofria bullying na escola. O ataque teria sido planejado por dois meses.

Goiânia, 2017

O Colégio Goyases, escola particular de ensino infantil e fundamental, na capital de Goiás, foi palco de um ataque em outubro de 2017. Um aluno de 14 anos atirou contra colegas dentro de uma sala de aula, matando dois meninos de 12 e 13 anos e ferindo outros quatro, antes de ser impedido por alunos e professores quando tentava recarregar a arma.

O atirador é filho de policiais militares e usou uma pistola da mãe para cometer o ataque. Ele alegou que o crime foi motivado por ser vítima de bullying de colegas.

Mortes chocaram a cidade de Goiânia em outubro de 2017Foto: Getty Images/AFP/M. Dantas

João Pessoa, 2012

Um adolescente de 16 anos feriu a tiros três alunas dentro da Escola Estadual Enéas Carvalho, em Santa Rita, na região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, em abril de 2012. Foram efetuados seis disparos com um revólver calibre 38.

Em depoimento à polícia, o atirador disse que seu objetivo era acertar um outro estudante de 15 anos com o qual havia discutido duas vezes, mas acabou atingindo as alunas, de 17 anos, que estavam próximas ao garoto. Elas tiveram alta nos dias seguintes ao crime.

São Caetano do Sul, 2011

Em setembro de 2011, um aluno de 10 anos atirou em uma professora e depois se matou na Escola Municipal Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. A docente de 38 anos sobreviveu aos disparos.

Cerca de 25 alunos estavam na sala de aula no momento do crime. Após atingir a professora, ele deixou a classe e disparou contra a própria cabeça, morrendo mais tarde no hospital. O menino era filho de um guarda civil municipal e usou um revólver calibre 38 que pertencia ao pai.

Realengo, 2011

Em abril de 2011, um rapaz de 25 anos abriu fogo contra alunos em salas de aula lotadas na Escola Municipal Tasso de Silveira, no bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, em um dos massacres mais sangrentos em instituições de ensino do Brasil.

Ao todo, 12 estudantes morreram e 13 ficaram feridos, todos com idades entre 12 e 14 anos. O autor do ataque, Wellington Menezes de Oliveira, foi atingido por um policial e cometeu suicídio. Ele usou dois revólveres, que recarregou várias vezes, e tinha muita munição.

O atirador era ex-aluno da escola e, em anotações encontradas em sua casa, havia escrito que o massacre foi motivado por humilhações que enfrentou enquanto estudava.

Colegas e familiares lamentam a morte de alunos durante o massacre de Realengo, em 2011Foto: picture-alliance/dpa/A. Lacerda

Taiúva, 2003

A Escola Estadual Coronel Benedito Ortiz, na cidade de Taiúva, no interior de São Paulo, foi alvo de um ataque a tiros em janeiro de 2003, também cometido por um ex-aluno.

Edmar Aparecido Freitas, de 18 anos, abriu fogo contra alunos e funcionários e se matou em seguida. Ele usava um revólver calibre 38, com o qual fez 15 disparos. As investigações apontaram que o crime foi motivado por bullying.

Além do atirador, ninguém mais morreu, mas oito pessoas ficaram feridas, sendo cinco alunos, o caseiro, a zeladora e uma professora da escola. Atingido por um tiro na coluna, um dos estudantes ficou paraplégico.

Salvador, 2002

Um aluno de 17 anos matou a tiros duas colegas, ambas de 15 anos, dentro da sala de aula do colégio Sigma, uma escola particular em Salvador. O crime ocorreu em outubro de 2002. Ele foi preso em flagrante ainda dentro da escola.

Filho de um perito policial, o atirador usava um revólver calibre 38 que pertencia ao pai, segundo apontaram as investigações na época. Colegas relataram que o garoto havia prometido vingança às duas vítimas, após desentendimentos durante uma gincana.

EK/ots

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