"Cultura de guerra" e investimentos massivos em startups colocam a França na liderança do setor de defesa europeu. Dívida pública e necessidade de cooperação internacional, porém, permanecem como desafios.
No entanto, o país enfrenta uma escalada da dívida pública e, segundo especialistas ouvidos pela DW, só consolidará seu protagonismo se apostar em uma lógica de cooperação internacional.
Desde 2017, Macron já defendia o que chamava de "autonomia estratégica". "Quando se trata de defesa, nosso objetivo deve ser que a Europa tenha a capacidade de agir de forma autônoma, ao lado da Otan", disse ele durante um discurso na Universidade de Sorbonne, em Paris.
À época, seu apelo teve pouco eco dentro da União Europeia, especialmente por parte da então chanceler federal alemã Angela Merkel.
Soldados franceses acumulam experiências com forças anti-terrorismo destacadas em missões na Líbia e no Chade, diz Fanny Coulomb, da Sciences PoFoto: Aurelie Bazzara-Kibangula/AFP/Getty Images
UE responde a Trump com esforço de rearmamento
O novo contexto geopolítico da região levou a UE a aumentar seus gastos militares. O bloco já anunciou que pretende ampliar o investimento militar a 800 bilhões de euros (R$ 5,2 trilhões) em defesa até 2030 em um programa chamado ReArm Europe.
Países como Espanha, Itália e França também já revisam seus orçamentos para ampliar os gastos com defesa.
O investimento francês no setor, atualmente em torno de 50 bilhões de euros — cerca de 2% do PIB do país — deve dobrar até 2030. Economistas afirmam que esse movimento pode impulsionar o crescimento econômico da França em até 1,5%.
Fanny Coulomb, professora da universidade francesa Sciences Po, em Grenoble, diz que as 20 mil empresas de defesa do país, que empregam cerca de 200.000 pessoas, são a espinha dorsal do setor de defesa do continente.
"A França tem participantes em todos os segmentos do setor. Mantivemos essas habilidades desde a década de 1960, ao contrário de alguns outros países", disse Coulomb, que é especialista em economia de defesa, à DW.
"Reduzimos nossas despesas após o fim da Guerra Fria na década de 1990, mas os ataques terroristas ao World Trade Center em Nova York e a subsequente guerra contra o terrorismo reverteram essa tendência", explicou ela.
"Cultura de guerra" francesa
A diretora do think thank francês Institut Jacques Delors, Sylvie Matelly, acredita que isso contribuiu para manter uma certa "cultura de guerra" na sociedade francesa.
"Precisamos ser capazes de entender a natureza da ameaça para saber quais armas são necessárias", disse à DW. "Paris tem mantido essa capacidade de análise militar, ao contrário de países como a Alemanha."
Ela também destacou que a França tem sido pioneira na chamada capacidade de Sistemas de Sistemas (SoS), um conceito que reúne sistemas distintos atuando em conjunto, de forma sinérgica, para cumprir uma missão comum — conforme definido em glossário da Universidade de Aquisição de Defesa dos EUA (DAU), em Fort Belvoir, Virgínia.
Exemplos de SoS incluem operações que envolvem diferentes sistemas complexos, como satélites, drones, comunicação criptografada, inteligência artificial e caças de combate.
Segundo Matelly, isso engloba tecnologias francesas de ponta como os caças Rafale e o porta-aviões Charles de Gaulle.
"Por outro lado, reduzimos drasticamente a produção de armas leves e munições. Imaginamos que seria fácil reiniciá-la, por serem produtos menos complexos", acrescentou. No entanto, retomar ou apliar esta produção esbarra em diferentes obstáculos.
"Precisaremos de grandes quantidades de matérias-primas que são difíceis de obter, principalmente depois de nossas sanções contra a Rússia, importante fornecedora de minerais", disse Fanny Coulomb, da Sciences Po. "Além disso, temos que treinar urgentemente mais engenheiros e especialistas, já que nossos setores industriais estão em constante declínio nas últimas décadas."
Financiar tais operações é também um desafio. A França está lutando contra uma alta dívida pública e precisa reduzir drasticamente seu déficit, que deve ultrapassar 5% este ano. Como resposta, o governo anunciou a criação de um fundo mútuo de defesa por meio do banco público de investimentos Bpifrance.
A frota de porta-aviões militares da França, como o Charles de Gaulle, coloca o país à frente de demais estados-membro da UEFoto: Marine Nationale/abaca/picture alliance
Mais interesse dos investidores após o confronto de Trump com Zelenski
O atrito entre Donald Trump e Volodimir Zelenski, ocorrido na Casa Branca no fim de fevereiro, foi um "divisor de águas" para startups de defesa francesas, afirma François Mattens, cofundador e vice-presidente da Defense Angels, uma rede que promove o investimento nesse tipo de empresa.
Relembrando o evento, Mattens disse à DW que muitos investidores "que costumavam ficar hesitantes, desde então me ligaram dizendo que gostariam de prosseguir com seus investimentos". Com sede em Paris, a Defense Angles calcula que, em 2025, 90 de investidores associados vão financiar 30 startups do setor.
Para ele, esse interesse é mais uma prova do papel crucial que as startups podem desempenhar. "Precisamos de inovação e tecnologia de ponta no setor de defesa. As startups dinâmicas são mais adequadas para produzir isso do que os grandes grupos."
A startup francesa Cailabs é uma das empresas que viu o aumento do interesse dos investidores desde o conflito entre Trump e Zelenski.
Fundada em 2013, startup Cailabs produz as chamadas estações terrestres ópticas, que são conectadas a satélites por meio de laserFoto: Cailabs/Rennes/France
Sediada em Rennes, a empresa desenvolve dispositivos a laser para comunicação segura e internet, que competem com as antenas Starlink, do bilionário Elon Musk.
"Nossas instalações são menos detectáveis, já que não utilizam sinais de rádio. No entanto, ainda são grandes demais para uso na linha de frente", disse o CEO Jean-François Morizur à DW.
Mesmo assim, metade da receita da empresa já vem do setor militar — a projeção é chegar nos 80%. "Por enquanto, a maioria dos nossos produtos é vendida nos EUA, mas isso pode mudar em breve, especialmente com os novos investimentos europeus", afirmou.
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Cooperação internacional
A Kayrros, outra startup francesa, assinou recentemente seu primeiro lote de contratos de defesa. A empresa usa inteligência artificial para detectar alterações em imagens de satélite, que em breve poderão incluir movimentações de tropas.
"A França pode exercer um papel importante graças à sua expertise em tecnologia espacial. Temos um mini Vale do Silício e excelentes centros de pesquisa nessa área", disse Antoine Halff, cofundador da Kayrros, à DW.
Mas, segundo os especialistas, isso não significa que o país deve agir sozinho.
Delphine Deschaux-Dutard, cientista política e vice-diretora do Centro de Pesquisa em Segurança Internacional e Cooperação Europeia da Universidade de Grenoble, afirma que Paris precisa encontrar o tom certo.
"A França não deve se ver como o novo líder global da defesa, substituindo os EUA", afirmou ela à DW. A construção de um setor de defesa europeu forte depende da cooperação com outros países, como Alemanha e Itália.
"Precisamos de campeões europeus para alcançar economias de escala. A França deve agir com diplomacia."
O mês de abril em imagens
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Riccardo De Luca/Anadolu Agency/picture alliance
50 anos do fim da guerra do Vietnã
Um grande desfile militar marcou as comemorações dos 50 anos desde que Saigon foi tomada pelas forças comunistas do norte e do sul do país, que derrotaram o Vietnã do Sul, apoiado pelos Estados Unidos. Foi um dos conflitos militares mais prolongados do século 20, de 1955 a 1975, que deixou 3,8 milhões de mortos. (30/04)
Foto: Nhac Nguyen/AFP/Getty Images
Representantes do Brics criticam o "ressurgimento do protecionismo comercial"
Ministros das Relações Exteriores do bloco concordaram em se opor à guerra tarifária global e ao "ressurgimento do protecionismo comercial" durante encontro preparatório da Cúpula de Líderes, que acontecerá no Rio de Janeiro, em julho. Segundo o chanceler brasileiro Mauro Viana, o grupo também defende a retomada plena da OMC. (29/04)
Foto: Bruna Prado/AP Photo/picture alliance
Espanha e Portugal vivem dia de apagão
Um apagão atingiu toda a Península Ibérica, que abriga Portugal e Espanha, e partes da França – uma região onde moram mais de 50 milhões de pessoas. A queda de energia provocou caos em redes de transporte e comunicações. Em razão dos riscos associados à falta de energia, o Ministério do Interior da Espanha declarou estado de emergência para assumir a ordem pública. (28/04)
Foto: Miguel Riopa/AFP/Getty Images
Milhares de pessoas visitam túmulo do papa Francisco
Um dia após enterro do pontífice, fieis e curiosos formam fila para visitar túmulo de mármore em Roma. Grande parte dos 252 cardeais da Igreja Católica que compareceram ao funeral também visitaram o túmulo neste domingo, mas a maior parte dos presentes era de jovens. O funeral coincidiu com o Jubileu, maior evento do calendário católico, realizado a cada 25 anos. (27/04)
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O último adeus a Francisco
O mundo se despediu do papa Francisco. As cerimônias incluíram uma missa funeral solene e foram concluídas com o sepultamento. Cerca de 250 mil fiéis foram ao Vaticano para dar seu último adeus ao papa. O cardeal Giovanni Battista Re, que presidiu a Missa das Exéquias do papa, afirmou que Francisco "foi um papa no meio do povo, com um coração aberto a todos". (26/04)
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Ex-presidente Collor preso por corrupção e lavagem de dinheiro
O ex-presidente e ex-senador Fernando Collor de Mello foi preso por corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito de uma condenação de maio de 2023 em um processo resultante da Operação Lava Jato. A prisão foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. (25/04)
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Ataque russo deixa 9 civis mortos em Kiev
Um ataque russo com mísseis matou ao menos nove pessoas e feriu dezenas na capital ucraniana. Foi um dos golpes mais mortais contra Kiev desde o início da guerra, mesmo sob forte proteção de sistemas antiaéreos. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não respondeu à oferta de Volodimir Zelenski de interromper completamente os ataques aéreos contra alvos civis. (24/04)
Foto: GENYA SAVILOV/AFP
Corpo do papa Francisco é velado na Basílica de São Pedro
O corpo do papa Francisco foi transferido à Basílica de São Pedro, na Cidade do Vaticano, para o velório que ocorre até o funeral de sábado, quando ele será enterrado em um túmulo simples na Igreja de Santa Maria Maggiore. O caixão foi levado aberto da capela da Casa Santa Marta. Ao menos 20 mil fiéis já visitaram o local, e muitos não conseguiram entrar durante o período permitido. (24/04)
Foto: Alberto Pizzoli/AFP
Centenas se reúnem no Vaticano para rezar pelo papa Francisco
Fiéis se reuniram na Praça São Pedro para prestar suas últimas homenagens ao pontífice, onde ações foram programadas para ocorrer todas as noites até o funeral no próximo sábado. A multidão se voltava a uma imagem de Francisco projetada em uma tela ao lado da Basílica. Nesta terça-feira, o Vaticano também divulgou as primeiras imagens do corpo do pontífice, exposto na Casa de Santa Marta. (22/04)
Foto: Bernat Armangue/AP Photo/picture alliance
Morre o papa Francisco
O papa Francisco morreu aos 88 anos. "Às 7:35 desta manhã, o bispo de Roma, Francisco, regressou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e da sua Igreja", anunciou o Vaticano. Primeiro papa das Américas, Francisco ocupou o posto por 12 anos. No dia anterior, ele havia feito sua última aparição pública, para a tradicional bênção de Páscoa. (21/04)
Foto: Riccardo De Luca/Anadolu Agency/picture alliance
Papa aparece no Domingo de Páscoa e dá benção aos fiéis
O papa Francisco, ainda se recuperando de uma infecção respiratória, apareceu na sacada da galeria central da Basílica de São Pedro para a bênção Urbi et Orbi após a missa do Domingo de Páscoa e depois saudou os fiéis circulando a Praça de São Pedor a bordo do papamóvel, usando o veículo pela primeira vez após deixar hospital. (20/04)
Foto: Yara Nardi/REUTERS
Robôs humanoides na pista
A China promoveu neste sábado a primeira meia-maratona de humanos e robôs humanoides do mundo, em Pequim. Foram 21 robôs bípedes correndo ao lado de cerca de 10 mil humanos. O robô vencedor, Tiangong Ultra, terminou o percurso em 2 horas e 40 minutos – mais de uma hora depois do humano mais rápido, que percorreu os 21 km em 1 hora e 11 minutos. (19/04)
Foto: Tingshu Wang/REUTERS
Calábria debaixo d'água
O litoral da Calábria, no sul da Itália, foi atingido por um ciclone mediterrâneo que causou devastação com ventos fortes e chuvas intensas. Uma grande área com casas na cidade de Schiavonea foi inundada. (18/04).
Foto: Alfonso Di Vincenzo/ipa-agency/picture alliance
World Press Photo premia retrato de criança palestina amputada pela guerra em Gaza
Registro feito pela fotógrafa palestina Samar Abu Elouf para o "The New York Times" venceu renomado prêmio de fotojornalismo. "Como poderei abracá-la?", indagou o garoto à mãe, ao ouvir que perderia os braços. Mahmoud Ajjour tem 9 anos e foi evacuado para Doha, assim como Elouf. "Crianças palestinas têm pagado um alto preço pelos horrores que vivenciaram", lamenta ela. (17/04)
Foto: Samar Abu Elouf/The New York Times
Sexo biológico define quem é mulher, diz Supremo britânico
Corte decidiu nesta quarta-feira (16/04) que, para fins legais, o termo "mulher" deve ser definido com base no sexo biológico de nascimento. A decisão foi emitida num processo que contestava uma interpretação de lei antidiscriminação. Na prática, mulheres trans poderão ser excluídas de espaços femininos como vestiários, abrigos para sem-teto e serviços médicos específicos para mulheres. (16/04)
Foto: Thomas Krych/ZUMA Press Wire/picture alliance
Ex-presidente do Peru tem pena de 15 anos em caso Odebrecht
O ex-presidente do Peru Ollanta Humala (2011-2016) e a mulher dele, Nadine Heredia, foram condenados a 15 anos de prisão por lavar dinheiro de propina paga pela construtora brasileira Odebrecht (atual Novonor) e pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, morto em 2013. A verba irrigou as campanhas eleitorais de Humala em 2011 e 2006, respectivamente. (15/04)
Foto: Angela Ponce/REUTERS
Argélia expulsa diplomatas franceses
Argel deu aos membros da embaixada francesa um prazo de 48 horas para deixarem o país norte-africano. O motivo foi a prisão de três argelinos na França, entre os quais um funcionário de consulado, suspeitos de participar do sequestro do influenciador argelino Amir Boukhors (foto) num subúrbio de Paris, em abril de 2024. Perseguido em seu país, ele obtivera asilo na França no ano anterior (14//04)
Foto: https://www.tiktok.com/@amir.dz
Ataque israelense desativa hospital no norte de Gaza
Dois mísseis israelenses atingiram um importante hospital no norte da Faixa de Gaza, destruindo a ala de emergência e danificando outras estruturas. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 33 dos 36 hospitais do território palestino sofreram algum dano no conflito. Ataques a unidades de saúde mataram 886 pessoas e destruíram 170 ambulâncias. (13/04)
Foto: Hamza Z. H. Qraiqea/picture alliance/Anadolu
Irã e EUA abrem diálogo por acordo nuclear
Países abriram conversas consideradas "construtivas" após Donald Trump ameaçar uma ofensiva militar contra a República Islâmica. O republicano tirou os EUA do acordo nuclear com Teerã durante seu primeiro mandato, em 2018. Presidente americano pressiona por fim do programa iraniano de enriquecimento de urânio. Diálogo aconteceu de forma indireta, mediado pelo chanceler de Omã (à dir.). (12/04)
Justiça dos EUA autoriza deportação de estudante com green card
Juíza acatou argumento da Casa Branca de que permanência de Mahmoud Khalil nos EUA teria "consequências graves em termos de política externa". Aluno da Universidade de Columbia, ele foi detido por participar de protestos pró-palestinos. Caso marcou o início de uma ofensiva para deportar estudantes estrangeiros críticos de Israel. Decisão abre precedente, dizem críticos. (11/04)
Foto: Jeenah Moon/REUTERS
Helicóptero cai em Nova York e deixa seis mortos
Aeronave que transportava uma família de turistas espanhóis perdeu o controle e caiu no Rio Hudson, nas proximidades da Estátua da Liberdade. As seis pessoas que estavam a bordo morreram, incluindo três crianças. O motivo do acidente ainda é investigado pelas autoridades. (10/04)
Foto: Mark Lennihan/AP Photo/picture alliance
Trump eleva taxa da China e recrudece guerra comercial
Cargueiros em porto americano de Los Angeles em meio a conflito tarifário: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que irá aumentar para 125% a tarifa sobre produtos chineses , aprofundando, assim, a disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo. Ao mesmo tempo, disse que reduzirá para 10%, pelo prazo de 90 dias, as taxas aplicadas a outros países. (09/04)
Foto: Mario Tama/Getty Images/AFP
Teto de boate na República Dominicana desaba
Pelo menos 66 pessoas morreram e mais de 150 ficaram feridas após o desabamento do teto da boate Jet Set, em Santo Domingo, capital da República Dominicana. A estrutura colapsou após um apagão repentino durante a apresentação do cantor de merengue Rubby Pérez. As causas da tragédia ainda são desconhecidas. (08/04)
Foto: ASSOCIATED PRESS/picture alliance
Primeira visita oficial à Casa Branca após tarifaço
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reuniu-se com o presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir, entre outros temas, a situação na Faixa de Gaza e as tarifas impostas para todas as importações dos EUA. Netanyahu disse que considera a "visão" de Trump de tomar o controle do enclave e transformá-lo num empreendimento de turismo, deslocando 2 milhões de palestinos. (07/04)
Foto: Kevin Dietsch/Getty Images
Papa aparece pela primeira vez desde que voltou ao Vaticano
O papa Francisco fez uma aparição surpresa diante dos fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, ao final da missa do Jubileu dos Enfermos, dedicada aos doentes. Foi a primeira aparição pública do pontífice de 88 anos desde 23 de março, quando ele deixou a clínica Gemelli, em Roma, após 38 dias internado devido a uma pneumonia bilateral e outros problemas respiratórios. (06/04)
Foto: Remo Casilli/REUTERS
Tarifaço de Trump entra em vigor
O novo pacote de tarifas globais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entraram em vigor, oficializando uma medida que ameaça perturbar ainda mais os mercados internacionais. No caso do Brasil, a alíquota foi mantida em 10%, mas chegou a ser incrementada em até 20% para produtos da UE ou até 54% para as exportações chinesas que chegam ao mercado americano. (05/04)
Foto: Stringer/AFP
China reage a Trump e abre guerra comercial global
A China impôs tarifas adicionais de 34% sobre as importações oriundas dos EUA, em retaliação à sobretaxa de igual valor imposta pelo presidente americano, Donald Trump, a produtos chineses. A decisão abriu uma guerra comercial que pode também se expandir para outros países. Mercados financeiros de todo o mundo fecharam o dia em baixa, ampliando temores de uma recessão global. (04/04)
Foto: Wang chun lyg/Imaginechina/picture alliance
Orbán recebe Netanyahu e anuncia saída da Hungria do TPI
A Hungria decidiu se retirar do Tribunal Penal Internacional (TPI) instantes após a chegada ao país do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a convite do premiê húngaro, Viktor Orbán. O TPI emitiu um mandado de prisão internacional contra o premiê israelense, que é acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade cometidos no conflito com o Hamas, na Faixa de Gaza. (03/04)
Foto: Denes Erdos/AP/dpa/picture alliance
Trump anuncia tarifaço sobre importados
Presidente dos EUA anunciou que vai impor uma tarifa básica de 10% sobre tudo que o país importa – inclusive do Brasil –, com tarifas ainda mais altas sobre a União Europeia (20%) e a China (34%), dentre outros cerca de 60 países. A medida, que ele diz que incentivará a produção americana e engordará os cofres do governo, na verdade deve piorar a inflação. (02/04)
Foto: Mark Schiefelbein/AP Photo/picture alliance
Mais de 300 crianças mortas desde fim do cessar-fogo em Gaza, diz Unicef
A Unicef, agência da ONU para a infância, afirma que ao menos 322 crianças foram mortas desde que Israel retomou sua ofensiva militar contra o Hamas na Faixa de Gaza, em 18 de março. O cessar-fogo foi suspenso após os dois lados do conflito discordarem sobre os próximos passos. Israel quer libertação dos 59 reféns que ainda estão em poder do grupo palestino. (01/04)