Brasileiros mantêm centenas de bilhões de reais no exterior, e governo quer regularizar ao menos parte desse dinheiro e cobrar imposto e multa. Confira pontos centrais do projeto.
A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (11/11) o texto-base do projeto que cria um programa de regularização de recursos enviados por brasileiros ao exterior sem declaração à Receita Federal. O texto passou por uma votação apertada, com 230 votos favoráveis e 213 contra.
Leia abaixo quais são os principais pontos do projeto aprovado pela Câmara, que prevê a anistia de uma série de crimes para quem desejar regularizar sua situação. O texto deve seguir agora para o Senado, onde ainda pode sofrer modificações – se isso ocorrer, o projeto terá que voltar para a Câmara.
Quanto dinheiro brasileiro está no exterior?
Ter uma conta no exterior não é ilegal desde que o valor seja declarado à Receita. Não há consenso sobre o valor total remetido ilegalmente por brasileiros ao exterior. Um estudo elaborado em 2014 pela Global Financial Integrity (GFI), uma ONG com sede em Washington, estima que entre 1960 e 2012 foram remetidos 590 bilhões de dólares do Brasil para outros países. Desse valor, cerca de 400 bilhões foram enviados de maneira ilegal, sem declaração e pagamentos de taxas.
Segundo o advogado e professor de direito financeiro Heleno Torres, que colaborou com o projeto, estimativas apontam que metade desse valor é provavelmente fruto de atividades criminosas, como tráfico de drogas.
Quem pode participar?
De acordo com o projeto, podem aderir ao programa pessoas físicas ou jurídicas residentes no Brasil que continuam a ser ou tenham sido proprietárias de recursos ou bens no exterior não declarados à Receita em datas anteriores a 31 de dezembro de 2014.
Na votação desta quarta-feira, deputados conseguiram incluir uma emenda que vedou que detentores de cargos, empregos e funções públicas de direção e eletivos possam aderir ao programa. Também ficaram de fora os cônjuges e parentes até o segundo grau desses políticos e funcionários públicos.
De acordo com os defensores da emenda, a proibição quer evitar que suspeitos de envolvimento com o escândalo da Petrobras possam repatriar recursos. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha – ele próprio suspeito de envolvimento no escândalo –, foi inicialmente contra a inclusão da emenda, mas, após protestos de parlamentares que o acusaram de tentar se beneficiar de uma eventual anistia, permitiu que ela fosse votada.
Como será o procedimento?
O projeto prevê que o interessado em regularizar a situação terá que fazer uma declaração à Receita Federal e ao Banco Central descrevendo os bens e valores e atestando que a origem dos recursos é legal e não fruto de atividades criminosas. O prazo previsto para a adesão é de 210 dias a partir da entrada em vigor da lei. Ainda não há como saber a data de início do programa, já que o projeto ainda precisa ser votado pelo Senado.
Apesar do nome, o projeto não leva necessariamente a uma repatriação dos recursos, mas a uma regularização. Quem escolher regularizar a situação poderá manter os valores no exterior após pagar a multa e o imposto, se assim desejar.
Qual o valor que deve ser pago para quem aderir?
O texto definiu que pessoas e empresas com interesse em legalizar recursos vão pagar 30% sobre o valor – 15% de multa e 15% de imposto de renda. Na prática, o percentual deve ser menor. O texto estabeleceu que os valores devem ser convertidos em reais seguindo a cotação do dólar registrada em 31 de dezembro de 2014, que era inferior à atual. Especialistas apontam que a diferença deve reduzir o percentual a ser pago a meros 20%.
Em 31 de dezembro de 2014, o dólar era cotado a 2,65 reais. Nesta quinta-feira, o valor alcançava 3,81 reais – e a tendência é que, até a eventual implementação do programa, o valor ainda se mantenha bem acima da cotação registrada no ano passado.
Quais são as vantagens para quem aderir?
O texto concede anistia para uma série de crimes. Entre eles estão sonegação fiscal, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, descaminho (sonegar imposto na entrada ou saída de produtos), sonegação de contribuição previdenciária, uso de identidade falsa para operação de câmbio, crime contra a ordem tributária, falsificação de documento público, falsificação de documento particular e falsidade ideológica. Quem aderir só precisará pagar a multa e o imposto de renda, também ficando isento de todos os demais tributos federais e penalidades aplicáveis por outros órgãos regulatórios.
O que pode acontecer com quem não aderir?
Quem não aderir ao programa vai continuar em situação irregular e sujeito a ser processado pelos crimes mencionados acima. Para o advogado Heleno Torres, o incentivo para a adesão é grande, já que a maior parte dos países está fechando o cerco aos sonegadores e promovendo a troca internacional de informações sobre contas bancárias, o que está dificultando a remessa ilegal de recursos. "Nunca mais haverá uma chance de se regularizar igual a essa", afirma.
Existe o risco de dinheiro do crime ser regularizado ou repatriado?
Os mecanismos que vão regulamentar o projeto ainda devem ser discutidos após a eventual aprovação final. Para acalmar os críticos receosos de que o projeto vai permitir a regularização de dinheiro ilícito, foi incluída uma emenda que estabelece que os documentos para a regularização poderão eventualmente ser usados para embasar a abertura de investigação contra os interessados, desde que eles não sejam o único instrumento utilizado para um eventual processo criminal.
Torres afirma que será muito arriscado regularizar recursos provenientes do crime. "Todos os recursos terão que ter a origem comprovada por meio de documentos." Outros especialistas lembram que documentos não estão imunes a fraudes.
Quanto dinheiro o governo vai arrecadar?
O governo vem defendendo o projeto com o argumento de que ele poderá melhorar a situação da arrecadação do Estado. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que "a regularização dos ativos no exterior é muito oportuna".
Não há, porém, um consenso sobre o valor que será arrecadado com as multas. Inicialmente, o governo defendia cobrar um percentual de até 35% sobre os valores, mas a taxa foi reduzida para 30% pelos deputados. Com base no percentual anterior, defensores do projeto estimaram que o Estado poderia arrecadar até 50 bilhões de reais. A estimativa, no entanto, é considerada otimista demais por alguns especialistas. Um cálculo mais modesto chegou a 11 bilhões de reais.
Esse tipo de iniciativa já foi posta em prática alguma vez?
Sim. Mais de 40 países já adotaram programas parecidos, entre eles a Índia, o Canadá, o México, os Estados Unidos e a Alemanha. Neste último, um programa de Offshore Voluntary Disclosure foi colocado em prática entre 2004 e 2005. Já os EUA colocaram em prática três programas do gênero entre 2009 e 2014. Quarenta e cinco mil pessoas aderiram, e o fisco do país arrecadou 6,5 bilhões de dólares em impostos e multas.
Quais são os problemas éticos?
O Ministério Público Federal (MPF) se manifestou contra o projeto. Em nota técnica divulgada em 4 de novembro, o MPF afirmou que o programa levanta sérios questionamentos morais e "conduz a um lapso de impunidade", levando a crer que o "crime compensa" ao criar "uma janela de impunidade que poderá ser uma verdadeira blindagem a favor dos criminosos e investigados nas grandes operações contra a corrupção no Brasil".
O MPF também argumentou que, se os mecanismos de troca de informações entre os países estão melhorando, como afirmam os defensores do projeto que falam em "uma última janela para a regularização", o caminho ideal seria reforçar esses mecanismos e "verdadeiramente repatriar" os valores.
Outros críticos apontam que a justificativa de que o programa vai incentivar os titulares de contas a reinvestir seu dinheiro no exterior é simplesmente uma expectativa que não pode ser assegurada, já que eles ainda podem regularizar os valores e ainda mantê-los no exterior.
Relembre alguns dos principais acontecimentos do mês.
Foto: picture-alliance/dpa/K. Elfiqi
Papa: cristãos e muçulmanos são irmãos
O papa Francisco cumpriu a parte mais perigosa da sua viagem à África ao visitar uma comunidade muçulmana sitiada por milícias cristãs em Bangui, na Rep. Centro-Africana. O líder católico levou uma mensagem de reconciliação à principal mesquita da cidade, afirmando que cristãos e muçulmanos viveram em paz por muitos anos e que a religião não pode servir de justificativa para a violência. (30/11)
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Protestos globais antecedem cúpula do clima
Estima-se que 570 mil pessoas foram às ruas em todo o mundo para protestar contra aquecimento global, um dia antes da conferência do clima. Na capital francesa, evento termina em confronto entre polícia e manifestantes. (29/11)
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Sanções econômicas de Moscou contra Turquia
Vladimir Putin decreta sanções econômicas em retaliação ao abate de um caça russo pela força aérea turca. Decisão é tomada após presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmar que está "triste" por causa do incidente. (28/11)
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França homenageia vítimas de ataques
A França homenageou as vítimas dos ataques que deixaram 130 mortos e mais de 350 feridos há duas semanas em Paris. Em cerimônia realizada na área externa do Palácio dos Inválidos, na capital francesa, o presidente François Hollande prometeu acabar com o grupo terrorista "Estado Islâmico", que assumiu a autoria dos atentados. (27/11)
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Europa: recorde de novas infecções por HIV
A Europa registrou em 2014 o maior número de novos casos de infecções por HIV desde que o vírus da aids foi descoberto, na década de 1980, anunciaram a OMS e o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças. São mais de 142 mil novas infecções somente em 2014 – 60% delas na Rússia. Os 28 países-membros da UE mais Islândia, Liechtenstein e Noruega somaram 21% dos novos casos. (26/11)
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Ataque a hospital em Kunduz foi falha humana
A investigação dos Estados Unidos sobre um ataque aéreo americano a um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Kunduz, no Afeganistão, concluiu que o "acidente evitável" foi causado por falha humana, afirmou um alto comandante do Exército americano. Os militares americanos basearam a ação numa descrição do local fornecida por forças de segurança do Afeganistão. (25/11)
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Turquia abate caça russo
A Força Aérea da Turquia abateu uma caça da Rússia que teria violado o espaço aéreo do país próximo à fronteira com a Síria. Segundo militares turcos, a aeronave foi alertada antes de ser derrubada, no entanto, os pilotos teriam ignorado a mensagem. Moscou nega que caça russo tenha deixado o território sírio. (24/11)
Foto: picture-alliance/dpa/Anadolu Agency
Funeral de Estado para Helmut Schmidt
Em Hamburgo, políticos do primeiro escalão da Alemanha e dezenas de convidados prestaram sua última homenagem ao ex-chanceler federal da Alemanha Helmut Schmidt, morto há duas semanas. A cerimônia na igreja Sankt Michaelis contou com a presença do presidente Joachim Gauck, da chanceler federal Angela Merkel (na foto). (23/11)
Foto: Reuters/T. Schwarz
Morre um dos últimos rinocerontes brancos
Um rinoceronte branco do norte morreu no zoológico de San Diego, nos Estados Unidos. A fêmea Nola tinha 41 anos e era um dos quatro exemplares ainda vivos – os outros três estão numa área de proteção no Quênia. Rinocerontes brancos do norte foram declarados extintos da natureza em 2008, por conta da caça em larga escala. Seus chifres são valorizados no mercado negro. (22/11)
Foto: picture-alliance/AP Photo/L. Ignelzi
Mauricio Macri é eleito presidente argentino
Antes do final da contagem total dos votos, o candidato governista Daniel Sciolo reconheceu a derrota e parabenizou Mauricio Macri, o primeiro presidente argentino que não pertence nem ao partido peronista nem ao radical socialdemocrata a ser eleito em 100 anos de vida política na Argentina. Macri assume a Casa Rosada em 10 de dezembro. (22/11)
Foto: Reuters
Lama da Samarco no mar
Os rejeitos da mineradora Samarco, que contaminaram o rio Doce, chegaram neste fim de semana ao litoral do Espírito Santo. A onda de lama que se formou depois do rompimento de duas barragens no município de Mariana (MG) no dia 5 de novembro percorreu 650 quilômetros até a foz. A empresa construiu barreiras nas margens e o Projeto Tamar removeu ninhos de tartarugas da região. (22/11)
Foto: Fred Loureiro/Secom ES
Alerta máximo em Bruxelas
O governo da Bélgica elevou o alerta contra o terrorismo ao mais alto nível na capital do país devido a uma "ameaça grave e iminente" de ataques com explosivos e armas por jihadistas baseados no país. As autoridades fecharam o metrô e alertaram a população para evitar multidões. Na foto, policiais revistam pertences de mulher muçulmana em região de compras no centro de Bruxelas. (21/11)
Foto: Reuters/Y. Boudlal
Atentado no Mali
Dezenas de pessoas foram mortas num ataque contra um hotel de luxo no Mali reivindicado pelo grupo jihadista Al-Mourabitoun, afiliado à Al Qaeda. Os terroristas fizeram cerca de 170 reféns. Os hóspedes e funcionários foram libertos por forças de segurança malinesas, apoiadas por americanos e franceses. Ao menos dois terroristas foram mortos, informou a ONU. (20/11)
Foto: picture-alliance/dpa
Países dos Bálcãs "filtram" refugiados
O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) anunciou que a Sérvia, a Macedônia e a Croácia começaram a restringir a passagem de migrantes pela rota dos Bálcãs. Os países permitiram apenas que cidadãos oriundos da Síria, Iraque e Afeganistão continuem a viagem. Migrantes de outros países serão enviados de volta à Macedônia. (19/11)
Foto: Getty Images/AFP/R. Atanasovski
Morte de mentor de ataques em Paris
As autoridades francesas confirmaram a morte de Abdelhamid Abaaoud, de 27 anos, o suspeito de ter arquitetado a série de ataques terroristas que deixaram 129 mortos e mais de 350 feridos em Paris. Inicialmente, a polícia acreditava que Abaaoud estivesse na Síria. Mas as investigações levaram até uma casa no subúrbio de Paris. Ele morreu durante a operação antiterrorismo em Saint-Denis. (19/11)
Foto: picture-alliance/dpa/Dabiq
Paris em clima de guerra
Soldados franceses fazem a segurança de área no subúrbio de Saint-Denis, no norte de Paris, onde a polícia fez uma operação para capturar o suposto mentor dos atentados de 13 de Novembro, o belga Abdelhamid Abaaoud, de 27 anos. Duas pessoas morrem, incluindo uma mulher que detonou uma vestimenta explosiva, e oito são presas. (18/11)
Foto: Reuters/C. Hartmann
Torcedores cantam a Marselhesa em Wembley
No amistoso entre França e Inglaterra, o lendário estádio londrino ganhou as cores da bandeira francesa, e mais de 71 mil pessoas entoaram o hino do país, em homenagem às vítimas dos ataques de Paris. O jogo foi vencido pelos donos da casa, por 2 a 0. No mesmo dia, duas partidas, entre Alemanha e Holanda e entre Bélgica e Espanha, foram canceladas por questões de segurança. (17/11)
Foto: Reuters/C. Recine
Europa silencia
A França e outros países europeus pararam ao meio-dia em homenagem às vítimas do pior ataque terrorista em solo francês. Durante um minuto de silêncio, foram lembrados os 129 mortos e mais de 350 feridos dos atentados em Paris. Na capital francesa, centenas de pessoas se reuniram na Praça da República, em frente à casa de espetáculos Bataclan e diante do bar Le Carrilon. (16/11)
Foto: Reuters/P. Wojazer
Franceses em luto
As investigações em torno dos atentados prosseguem a pleno vapor. A polícia já divulgou o nome e o retrato de um dos suspeitos. enquanto isso, sobretudo nas imediações dos atentados, os parisienses tentam voltar à rotina, homenageiam as vítimas. A afirmam que não vão se deixar intimidar pelo terrorismo. (15/11)
Foto: picture alliance/ZUMA Press/M. Vidon
Mundo solidário com Paris
Como expressão visível de apoio ao povo da França, as prefeituras de diversas metrópoles iluminaram monumentos e prédios característicos com as cores da bandeira nacional francesa: azul, branco e vermelho. Em Berlim, milhares manifestaram pesar e indignação pelos atentados fatais do grupo terrorista "Estado Islâmico" em Paris. (14/11)
Foto: picture-alliance/dpa/J. Carstensen
Atentados em Paris
Uma série de explosões e ataques a tiros deixou 129 pessoas mortas e 352 feridas em Paris. Os atentados aconteceram em seis locais, incluindo o clube Bataclan, onde 89 pessoas foram mortas. Sete terroristas morreram durante os ataques. O presidente François Hollande declarou estado de emergência. Ele disse que se trata de um ato de guerra e que a resposta será implacável. (13/11)
Foto: Reuters/Ph. Wojazer
Ibama multa Volkswagen
O Ibama multou a Volkswagen do Brasil em 50 milhões de reais por manipulação de emissões de poluentes de motores a diesel. Em setembro, a Volks admitiu ter instalado um software para fraudar o nível de emissões de poluentes. No Brasil, 17.057 veículos do modelo Amarok (foto) apresentam a alteração. (12/11)
Foto: picture-alliance/dpa
Início da "quinta estação do ano"
Pontualmente às 11h11 foi dado início à temporada do carnaval renano na Alemanha. A "quinta estação do ano" começou com o despertar simbólico do palhaço Hoppeditz. Düsseldorf, Colônia (foto) e Mainz são os três epicentros da festa que termina na quarta-feira de cinzas. A temperatura chegou a 15 graus Celsius e animou foliões. (11/11)
Foto: Reuters/W. Rattay
Morre ex-chanceler Helmut Schmidt
O ex-chanceler federal da Alemanha Helmut Schmidt faleceu, aos 96 anos, na sua residência, em Hamburgo. Seu estado de saúde se deteriorou muito ao longo do fim de semana passado. Em setembro,ele foi submetido a operação devido a coágulo sanguíneo na perna. Schmidt governou a Alemanha de 1974 a 1982, e seu governo foi marcado pela crise do petróleo e pelo combate ao terrorismo da RAF. (10/11)
Foto: Reuters
Polícia alemã investiga morte de leão-marinho
A leão-marinho fêmea Holly (esquerda), de 21 anos, foi espancada até a morte no zoológico de Dortmund, na Alemanha, anunciou a polícia ao divulgar o resultado da autópsia. Holly foi encontrada sem vida pelos tratadores na sexta-feira de manhã, que inicialmente acreditavam em morte natural. Um buraco foi achado em uma cerca do zoológico. A polícia ainda não tem suspeitos. (09/11)
Foto: picture-alliance/AP Photo/R. Weihrauch
Protestos contra Cunha
Milhares de manifestantes protestaram em várias capitais para pedir a saída do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele é investigado na Operação Lava-Jato por suspeita de receber propina com dinheiro da Petrobras em contas na Suíça. As mobilizações ocorreram em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, entre outras cidades. (08/11)
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Serra Leoa livre do ebola
A Organização Mundial da Sáude (OMS) declarou que Serra Leoa está livre da epidemia do ebola, que matou mais de 4 mil pessoas no país africano. Não foram registrados novos casos nos últimos 42 dias, o que equivale a dois períodos de incubação. Apesar do fim do surto, a OMS alerta para necessidade de vigilância intensa durante um período de três meses. (07/11)
Foto: DW/K. Gänsler
Crise migratória esgota estoques de colchões
Devido ao aumento da procura, provocado pelo grande número de refugiados que chegou à Alemanha e à Suécia, estoques de colchões e camas de várias lojas do grupo Ikea nos dois países estão esgotados, anunciou a empresa de móveis e decoração. A Ikea não revelou a quantidade de filiais afetadas, mas disse que pediu a fornecedores para acelerar entregas. (06/11)
Foto: dapd
Barragens se rompem em MG
Duas barragens da mineradora Samarco se romperam entre Mariana e Ouro Preto, em Minas Gerais, e inundaram o distrito de Bento Rodrigues com lama, rejeitos sólidos e água usados no processo de mineração. Ao menos 17 pessoas morreram e dezenas estão desaparecidas. (05/11)
Foto: Imago/Xinhua
UE prevê 3 milhões de refugiados até 2017
Três milhões de migrantes devem chegar à União Europeia (UE) até 2017, segundo previsão da Comissão Europeia. Isso significaria um aumento de 0,4% da população europeia, levando em conta os pedidos de asilo negados. Para o comissário de Economia da UE, Pierre Moscovici, os migrantes poderiam ajudar a impulsionar a economia do bloco. (05/11)
Foto: Reuters/L. Foeger
Vulcão fecha aeroportos na Indonésia
A erupção do vulcão Rinjani causou o fechamento de três aeroportos na Indonésia, devido à nuvem de cinza que se espalhou pela região. O monte Rinjani, de 3,7 mil metros de altitude, está localizado na ilha de Lombok, próximo a Bali. A situação levou ao cancelamento de mais de 690 voos internacionais e domésticos. Milhares de turistas estão presos nas ilhas afetadas pelo fenômeno natural. (04/11)
Foto: picture-alliance/dpa/Str
Arqueólogos descobrem fortaleza bíblica
Após um século de buscas, arqueólogos afirmam ter encontrado as ruínas da antiga fortaleza grega mencionada na Bíblia e solucionado, assim, um dos maiores mistérios arqueológicos de Jerusalém. A cidadela de Acra, construída há mais de 2 mil anos, foi um centro de poder e usada para conter a rebelião judaica registrada no livro dos Macabeus. Ela estava enterrada em antigo estacionamento. (03/11)
Foto: Getty Images/AFP/G. Tibbon
Fraude também em carros de luxo
A Agência de Proteção Ambiental dos EUA afirmou que a Volkswagen instalou também em modelos de luxo a diesel o polêmico o software que adultera as emissões de poluentes. A declaração coloca as marcas da gigante do setor automotivo alemão, Porsche e Audi, diretamente no centro do escândalo. Entre os modelos alterados estão os Porsche Cayenne (foto) 2015 e 2016 e cinco modelos de Audi. (02/11)
Foto: Dr. Ing. h.c. F. Porsche AG
Conservadores vencem na Turquia
Simpatizantes do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, comemoram a vitória do conservador islâmico Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), nas eleições gerais antecipadas. A legenda reconquistou nas urnas a maioria absoluta no Parlamento, que detinha desde 2002 e perdera em junho último. (01/11)
Foto: Getty Images/AFP/A. Altan
Homenagem aos mortos
Homem coloca flores entre destroços do avião de passageiros que caiu no Egito, matando todos os 224 ocupantes. A aeronave voava com destino a São Petersburgo, na Rússia. O responsável russo pela investigação do desastre afirna que a nave se partiu no ar, mas que ainda é cedo demais para se tirarem conclusões sobre a causa da queda. (01/11)