Dinamarquês eleito primeiro prefeito estrangeiro da Alemanha
17 de junho de 2019
Claus Ruhe Madsen vence segundo turno e é eleito prefeito da cidade de Rostock, no extremo norte da Alemanha. Residente no país há mais de duas décadas, Madsen promete políticas pragmáticas e consciência ambiental.
O dinamarquês Claus Ruhe Madsen concorreu como independente e se tornou o primeiro prefeito estrangeiro na AlemanhaFoto: picture.alliance/dpa/B. Wüstneck
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O empresário dinamarquês Claus Ruhe Madsen se tornou o primeiro cidadão estrangeiro a ser eleito prefeito de uma grande cidade alemã. O candidato independente venceu no domingo (16/06) a eleição municipal de Rostock, no extremo norte da Alemanha.
Madsen obteve cerca de 57% dos votos no segundo turno e superou Steffen Bockhahn, candidato do partido A Esquerda, que recebeu 43% dos votos.
Nascido em Copenhague, Madsen vive na Alemanha desde 1992 e se estabeleceu há duas décadas em Rostock. No entanto, o empresário de 46 anos nunca entrou com o pedido de obtenção da cidadania alemã.
A candidatura de Madsen foi apoiada pela União Democrata Cristã (CDU), partido da chanceler federal alemã, Angela Merkel, e pelo Partido Democrata Liberal (FDP), que não tiveram candidatos próprios na eleição em Rostock.
Em sua campanha eleitoral, o dinamarquês que ostenta uma barba proeminente e usa ternos executivos alinhados prometeu políticas "pragmáticas" e uma forte postura ambiental.
Madsen presidiu por seis anos a Câmara de Indústria e Comércio de Rostock. O dinamarquês é dono de cinco lojas de móveis, que serão administrados por sua esposa durante os sete anos do mandato de prefeito.
Rostock está localizada na costa alemã do Mar Báltico, 170 quilômetros a nordeste de Hamburgo, e possui uma população de 210 mil habitantes.
A vitória de Madsen ocorreu no mesmo dia em que os eleitores da cidade de Görlitz, no leste alemão, rejeitaram o candidato Sebastian Wippel, da legenda populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD), apesar de o partido anti-imigração ter reforçado sua posição na área fronteiriça com a Polônia.
PV/afp/dpa
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O que têm Hamburgo, Rostock e Lübeck em comum? Na Idade Média, elas e quase 200 outras integravam a aliança comercial da Hansa. Ainda hoje se vê nessas cidades como essa confederação era rica e poderosa.
Foto: picture-alliance/dpa/Bildagentur-online
Lübeck
Mais rica entra as cidades hanseáticas, por longos anos Lübeck dominou a confederação, sendo apelidada "Rainha da Hansa". Seu centro histórico foi declarado em 1987 Patrimônio Cultural da Unesco. Quase 200 cidades, tanto no litoral dos mares do Norte e Báltico como no interior, integravam a Liga Hanseática. O Museu Hanseático Europeu de Lübeck traça ascensão e ocaso dessa potência comercial.
Foto: Fotolia/thorabeti
Hamburgo
Do século 13 ao 15, a Hansa dominava o comércio entre o nordeste e o noroeste da Europa. Hamburgo pertencia desde 1321 à aliança e já possuía seu famoso porto. Hoje, o local atrai verdadeiros enxames de turistas. Todos os anos, no início de maio, cerca de 1 milhão de visitantes festejam o aniversário do Porto de Hamburgo.
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Bremen
Os abastados comerciantes de Bremen transportavam suas mercadorias pelo rio Weser até o Mar do Norte, e de lá para todo o mundo. A imponência da burguesia da cidade se mostra sobretudo na Praça do Mercado. Desde 2004 a ricamente decorada prefeitura e a estátua de Roland contam entre os Patrimônios Mundiais da Unesco.
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Stralsund
Na costa do Mar Báltico, Stralsund ilustra bem como eram as cidades hanseáticas do século 14, época áurea da liga comercial. A planta baixa de seu núcleo medieval se manteve praticamente inalterada. Entre os antigos armazéns do porto construiu-se o moderno aquário Ozeaneum. O Museu Marítimo permite mergulhar nos mundos submarinos do Mar Báltico e do Norte, assim como no Oceano Atlântico e Ártico.
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Wismar
Uma característica especial de Wismar é sua arquitetura de tijolos vermelhos, estilo encontrado sobretudo no Norte de Alemanha e perpetuado em igrejas e diversos edifícios seculares locais. O centro histórico de Wismar, juntamente com o de Stralsund, recebeu em 2002 o status de Patrimônio Cultural da Humanidade.
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Rostock
Na época da Liga Hanseática, Rostock era uma das principais praças de troca de mercadorias no litoral do Mar Báltico. Hoje, lá se realiza todos os verões o festival popular Hanse Sail, durante o qual até 250 veleiros tradicionais e navios históricos se dirigem até o porto da cidade e ficam abertos à visitação.
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Lüneburg
Situada à margem do rio Ilmenau, na Idade Média Lüneburg era a maior produtora de sal do Norte alemão. Lá ele era extraído, embarcado e transportado, pois o Ilmenau desemboca no rio Elba, e este, no Mar do Norte, depois de 100 quilômetros. O Museu Alemão do Sal de Lüneburg mostra com a extração do produto influenciou a história da cidade.
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Korbach
No estado de Hessen, Korbach não se situa nem no litoral nem à margem de um rio. Ainda assim, se associou no século 15 à Hansa devido sua posição favorável, no cruzamento de rotas comerciais importantes. Hoje, um total de 25 cidades da Alemanha ostenta o atributo "hanseática".