Duas ONGs israelenses afirmam que há genocídio em Gaza
28 de julho de 2025
Entidades veem ofensiva militar, posicionamentos de autoridades e desmantelamento do sistema de saúde como ataques coordenados com objetivo de aniquilar um povo – o que Israel rejeita veementemente.
Palestinos celebram o Ramadã em meio às ruínas de Rafah, na Faixa de Gaza, em março de 2025Foto: AFP/Getty Images
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Duas organizações israelenses de direitos humanos afirmaram nesta segunda-feira (28/07) que seu país estaria cometendo um genocídio contra palestinos em Gaza, na primeira vez que entidades do tipo em Israel fazem tal acusação em quase 22 meses de guerra.
As conclusões da B'Tselem e da Médicos pelos Direitos Humanos (PHRI, na sigla em inglês) compõem um controverso debate sobre se a ofensiva militar de Israel em Gaza – lançada em resposta ao ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023 – configura ou não genocídio.
Em documentos separados lançados em conjunto, as duas organizações disseram que as políticas de Israel em Gaza, as declarações de militares sobre seus objetivos na região, a fome generalizada, o deslocamento forçado da população e o desmantelamento sistemático do sistema de saúde do território palestino contribuíram para essa conclusão.
"Nada te prepara para a constatação de que você faz parte de uma sociedade que está cometendo genocídio. Este é um momento profundamente doloroso para nós", disse Yuli Novak, diretora executiva do B'Tselem em uma coletiva de imprensa sobre os relatórios.
"Fome não é ato legítimo de guerra"
A ofensiva israelense deixou grande parte da Faixa de Gaza em ruínas e, segundo o Ministério da Saúde do território controlado pelo Hamas, matou até agora pelo menos 59.921 pessoas, a maioria civis.
"Estamos presenciando massacres que todos pensávamos que não aconteceriam. Mortes diretas. Matar milhares ou centenas de pessoas não é dano colateral. Isso acontece repetidamente durante meses. Deixar milhões de pessoas famintas não é um ato legítimo em uma guerra", disse Novak.
Para ela, os ataques militares são coordenados com o objetivo de destruir um povo, pois representam uma mudança na política de "repressão e controle" para "destruição e aniquilação".
ONGs pontuam que fome não é um "ato legítimo de guerra"Foto: Dawoud Abu Alkas/REUTERS
Essa visão é compartilhada por Guy Shalev, descendente de sobreviventes do Holocausto e diretor da PHRI. A entidade fez uma análise médico-jurídica para justificar seu posicionamento, destacando o que chamou de desmantelamento dos sistemas que sustentam a vida em Gaza, como fornecimento de eletricidade, água potável e acesso a alimentos.
O documento do PHRI acusa Israel de cometer três dos atos de genocídio definidos pelo direito internacional, incluindo "infligir deliberadamente condições de vida de forma calculada para provocar sua destruição física, total ou parcial".
Shalev documentou ataques a 27 hospitais no território. Até o momento, mais de 1,5 mil médicos e profissionais de saúde foram mortos.
Os militares israelenses frequentemente afirmam que hospitais abrigam centros de comando do Hamas. Para Shalev, essa justificativa não se confirma.
"Se Israel tivesse encontrado evidências do uso desses hospitais pelo Hamas, teríamos visto. Eles gostariam que víssemos, mas não vimos. O resultado é que mais de dois milhões de pessoas não têm mais acesso à saúde. Isso é completamente desproporcional e parte do que chamamos de genocídio", afirmou.
Termo é rejeitado internamente
Embora sejam respeitadas internacionalmente, a B'Tselem e a PHRI são vistas dentro de Israel como pertencentes a uma ala política minoritária, e suas opiniões não representam a grande maioria da população, segundo a agência de notícias Associated Press.
Ainda assim, a acusação de genocídio vinda de vozes israelenses toca em um tabu na sociedade. O termo "genocídio" tem um peso especial em Israel devido às profundas memórias do genocídio nazista contra os judeus europeus. Mesmo os críticos mais ferrenhos do governo israelense, em geral, evitam fazer tal acusação.
Em Israel, há resistência em rotular conflito como "genocídio", mas parte da população protesta contra guerra prolongadaFoto: Shir Torem/REUTERS
O escrutínio mais amplo sobre a conduta de Israel em Gaza também tem sido limitado internamente por outros motivos. Apesar da destruição e do número de mortos no território, e mesmo diante do crescente isolamento internacional do país, a maioria dos israelenses ainda acredita na legitimidade da guerra.
A Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio, de 1948, foi criada justamente após a Segunda Guerra Mundial e o assassinato de 6 milhões de judeus pela Alemanha nazista. Ela define genocídio como atos "cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso".
Para Shalev, isso faz com que o público israelense tome acusações de genocídio como sendo antissemitas ou enviesadas contra Israel. "Como neto de um sobrevivente do Holocausto, é muito doloroso para mim chegar a essa conclusão", disse ele. "Talvez organizações de direitos humanos sediadas em Israel chegarem a essa conclusão seja uma forma de enfrentar essa acusação e levar as pessoas a reconhecerem a realidade", afirmou.
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Acusação ecoa organizações civis internacionais
Algumas organizações internacionais de direitos humanos, como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional, já acusaram que haveria um genocídio em Gaza.
Em uma decisão provisória no início de 2024, em um processo movido pela África do Sul, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) considerou "plausível" que a ofensiva israelense tenha violado a Convenção da ONU para a Prevenção do Genocídio.
Na última semana, o ministério das Relações Exteriores do Brasil disse que o país vai aderir à ação da África do Sul no CIJ. A pasta cita, como justificativa, o cotidiano "massacre de civis" durante a entrega de ajuda humanitária em Gaza e a "utilização despudorada da fome como arma de guerra". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também já classificou o caso como genocídio em mais de uma ocasião.
Ataques a prédios residenciais são frequentes em GazaFoto: Khamis Al-Rifi/REUTERS
Kai Ambos, professor de direito internacional da Universidade de Göttingen, leu os relatórios e afirmou ao portal alemão Tagesschau que há diversas evidências de ataques contra os palestinos como um grupo e da destruição de seus meios de subsistência, mas apontou limitações sobre a acusação de crime de genocídio.
"A grande questão é se há também uma intenção de destruir nos termos do conceito da Convenção sobre Genocídio, isto é, a intenção de destruir um grupo específico. Isso teria que ser provado contra o Estado de Israel ou representantes desse Estado. Há vários pré-requisitos para isso, que na minha opinião não foram explicitamente examinados nos relatórios", afirmou.
Em um artigo publicado no jornal Jerusalem Post no domingo, Dani Dayan, presidente do memorial do Holocausto Yad Vashem, disse que não era correto acusar Israel de cometer genocídio.
"Mas isso não significa que não devemos reconhecer o sofrimento dos civis em Gaza. Há muitos homens, mulheres e crianças sem qualquer ligação com o terrorismo que estão enfrentando devastação, deslocamento e perda", escreveu. "A angústia deles é real, e nossa tradição moral nos obriga a não ignorar isso."
Israel rejeita as acusações
Israel afirma que está travando uma guerra existencial, que respeita o direito internacional e que as acusações de genocídio são antissemitas.
"Não há intenção, (que é) fundamental para a acusação de genocídio... Simplesmente não faz sentido um país enviar 1,9 milhões de toneladas de ajuda, a maior parte das quais de alimentos, se houvesse intenção de genocídio", afirmou o porta-voz do governo, David Mencer.
O país contesta as acusações na CIJ e refuta as acusações no âmbito do Tribunal Penal Internacional de que o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant cometeram crimes de guerra em Gaza. Ambos são alvos de mandados internacionais de prisão.
Um porta-voz do governo, David Mencer, rejeitou os relatórios das organizações. "Temos liberdade de expressão aqui em Israel, mas rejeitamos veementemente essa acusação", disse. "Nossas Forças de Defesa têm como alvo os terroristas, nunca os civis. O Hamas é o responsável pelo sofrimento em Gaza."
gq/bl (AFP, Reuters, ots)
O mês de julho em imagens
Veja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Thibaud Moritz/AFP/Getty Images
EUA sancionam autoridades palestinas e vão barrá-las de viajar ao país
Após anúncios recentes de França, Reino Unido e Canadá de que pretendem reconhecer um Estado palestino na próxima Assembleia Geral da ONU, em Nova York, os EUA anunciaram o veto à concessão de vistos a representantes do governo palestino na Cisjordânia. A medida afeta a Autoridade Palestina e a Organização para a Libertação da Palestina (PLO). (31/07)
Foto: Mark Schiefelbein/AP Photo/picture alliance
Trump assina decreto impondo tarifa de 50% sobre o Brasil
Presidente dos EUA assinou decreto impondo uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, elevando o total para 50%. Medida, no entanto, prevê isenções a quase 700 itens, como combustíveis, veículos, e produtos de ferro, aço, alumínio e cobre. Já o café e a carne bovina não foram poupados das sobretaxas. (30/07)
Foto: Igor Do Vale/picture alliance/ZUMA Press Wire
Carla Zambelli é presa em Roma
Deputada bolsonarista havia fugido para a Itália após ser condenada pelo STF a 10 anos de prisão no caso da invasão hacker ao sistema do CNJ. A Justiça italiana terá ainda que analisar o pedido de extradição e avaliar se está de acordo com os pré-requisitos estabelecidos por tratados firmados entre a Itália e o Brasil. (30/07)
Foto: www.camara.leg.br
Líderes do Camboja e da Tailândia anunciam cessar-fogo
Trégua incondicional foi negociada após cinco dias de combates ao longo da fronteira entre os dois países que deixaram ao menos 36 mortos. O conflito foi o mais mortal desde a onda de violência de 2011 vivida no território reivindicado pelas duas nações devido a uma demarcação feita por colonos franceses em 1907. (28/07)
Foto: Mohd Rasfan/REUTERS
Trem descarrilha e deixa três mortos na Alemanha
O descarrilhamento de um trem regional no sudoeste da Alemanha deixou ao menos três pessoas mortas e 34 feridas por volta das 18h10 (no horário local), próximo à cidade de Riedlingen. Uma forte tempestade atingiu a região, mas a causa do acidente ainda não foi identificada. Cerca de 100 pessoas estavam no veículo. (27/07)
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Sob aparato policial, milhares participam da parada do orgulho LGBTQ+ em Berlim
Cerca de 80 carros alegóricos e aproximadamente 100 grupos a pé participaram do evento nas ruas da capital alemã, sob o lema "Nunca mais fique em silêncio". A polícia montou uma operação especial para evitar confrontos com uma contramanifestação organizada para o mesmo dia. A marcha acontece em meio à polêmica gerada pela proibição do hasteamento da bandeira LGBTQ+ no parlamento alemão. (26/07)
Foto: Michael Ukas/dpa/picture alliance
Ex-deputado George Santos se entrega e é preso nos EUA
Filho de imigrantes brasileiros que se alçou à política nos Estados Unidos, Santos se apresentou a uma prisão federal para começar a cumprir uma sentença de sete anos pelas acusações que levaram à sua expulsão do Congresso americano. Ele foi condenado por enganar doadores e usar recursos de campanha para benefício próprio. (25/07)
Foto: Annabelle Gordon/CNP/abaca/picture alliance
França vai reconhecer Estado palestino, anuncia Macron
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que reconhecimento será confirmado em reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro. Com isso, a causa palestina deve ganhar o apoio de uma das nações mais poderosas da Europa, eventualmente levando outras potências ocidentais a seguirem pelo mesmo caminho. (24/07)
Foto: dts-Agentur/picture alliance
ONGs alertam para "fome generalizada" em Gaza
Mais de 100 organizações de ajuda humanitária e grupos de direitos humanos alertaram que a situação de "fome generalizada" se espalha cada vez mais na Faixa de Gaza e atinge também seus funcionários. No comunicado, 111 entidades pedem por um cessar-fogo imediato, a abertura de todas as passagens terrestres e o livre fluxo de ajuda por meio dos mecanismos coordenados pela ONU. (23/07)
Foto: Ali Jadallah/Anadolu/picture alliance
Ícone do rock, Ozzy Osbourne morre aos 76 anos
Cantor britânico era vocalista da banda Black Sabbath e morreu pouco mais de duas semanas após realizar show de despedida em Birmingham, na Inglaterra, sua cidade natal. A família não revelou a causa da morte. O artista havia sido diagnosticado com doença de Parkinson em 2019 e enfrentava outros problemas de saúde. (22/07)
Foto: Harry How/Getty Images
Lula e lideres progressistas selam aliança em defesa da democracia
Líderes do Chile, Brasil, Espanha, Colômbia e Uruguai se reuniram em Santiago, no Chile, em prol da democracia e do multilateralismo. Eles alertaram que a democracia está ameaçada por elementos como a desinformação, a disseminação do ódio e a corrupção. "Neste momento em que o extremismo tenta reavivar práticas intervencionistas, precisamos agir juntos", afirmou o presidente Lula. (21/07)
Foto: Pablo Sanhueza/REUTERS
Governo alemão homenageia autores de atentado contra Hitler
Membros da classe política alemã e das Forças Armadas do país participaram de uma cerimônia para assinalar o 81º aniversário da tentativa de assassinato de Adolf Hitler por oficiais do exército alemão. Num evento no memorial de Plötzensee, em Berlim, o prefeito da capital, Kai Wegner, mencionou a "grande coragem" dos membros da resistência contra a tirania nazista. (20/07)
Foto: Christophe Gateau/dpa/picture alliance
Motorista atropela dezenas pedestres em Los Angeles
Um carro invadiu a calçada da Santa Monica Boulevard, em Los Angeles, nos Estados Unidos, e atropelou dezenas de pessoas que formavam uma fila para entrar em uma casa noturna. Segundo o Corpo de Bombeiros da cidade, ao menos 30 ficaram feridas. (19/07)
Foto: Damian Dovarganes/AP/picture alliance
STF manda Bolsonaro usar tornozeleira eletrônica
O Supremo determinou que o ex-presidente terá que usar tornozeleira eletrônica e passará a ser monitorado 24 horas por dia. Ele não poderá acessar redes sociais ou deixar Brasília sem autorização. Bolsonaro também terá de permanecer em casa entre 19h e 7h e está proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas e outros réus e investigados pelo STF. (18/07)
Foto: Eraldo Peres/AP/picture alliance
Ataque de Israel atinge única igreja católica de Gaza
Um míssil israelense atingiu o complexo da Igreja da Sagrada Família da Faixa de Gaza, a única igreja católica do território palestino, matando três pessoas e ferindo várias outras. Entre os feridos estava o padre Gabriele Romanelli, que se tornou amigo íntimo do papa Francisco nos últimos meses de vida do pontífice, e com quem ele telefonava quase diariamente.(18/07)
Foto: Omar Al-Qattaa/AFP/Getty Images
Tropas israelenses impedem drusos de cruzar fronteira com a Síria
Membros da comunidade drusa protestaram contra tropas israelenses ao serem impedidos de cruzar a fronteira em direção à Síria. Dezenas tentam chegar a Sweida em busca de familiares. No local, milícias drusas entraram em conflito com combatentes beduínos e forças do governo sírio, deixando centenas de mortos. Em retaliação, Israel lançou bombardeios contra alvos em Damasco. (16/07)
Foto: Jalaa Marey/AFP/Getty Images
Combates no sul da Síria deixam 203 mortos
Israel tem feito ataques contra as forças do governo sírio na região de Sweida, no sul da Síria, sob o argumento de proteger a minoria drusa e desmilitarizar a área próxima à fronteira. Nesta terça-feira, confrontos sectários deixaram ao menos 203 mortos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Após vários dias de conflito, forças do governo foram enviadas à região. (15/07)
Foto: Omar Sanadiki/AP Photo/picture alliance
EUA enviarão Patriots para a Ucrânia financiados pela UE
O presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos enviarão sistemas de defesa antiaérea Patriot para a Ucrânia para apoiar os combates contra a invasão da Rússia, marcando a retomada da ajuda dos Estados Unidos a Kiev. No entanto, ele afirmou que a União Europeia (UE) é quem "pagará por isso". (13/07)
Foto: U.S. Army/ABACAPRESS/picture alliance
Unesco declara Cânion do Peruaçu, em MG, Patrimônio Mundial
O Cânion do Peruaçu, localizado no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Minas Gerais, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. Com 38.003 hectares de extensão, ele abriga um complexo de cavernas, sítios arqueológicos milenares e uma rica biodiversidade. Um dos destaques do local é a Gruta do Janelão, cujas galerias ultrapassam 100 metros de altura (13/7).
Foto: Tony Waltham/robertharding/picture alliance
"Castelo da Cinderela" alemão é declarado Patrimônio Mundial
O castelo de Neuschwanstein, na Baviera, conhecido por ter inspirado filmes de Walt Disney, foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco, anunciou a agência da ONU. Três outros edifícios também construídos no final do século 19 sob o comando do rei Ludwig 2º da Baviera, que era obcecado por artes, também foram adicionadas à lista: Herrenchiemsee, Linderhof e Schachen. (12/07)
Foto: Lilly/imageBROKER/picture alliance
Trinta anos do genocídio de Srebrenica
Pessoas se reúnem em um memorial na vila de Potocari, próximo à cidade de Srebenica, onde há 30 anos tropas do general sérvio-bósnio Ratko Mladic promoveram um massacre contra bósnios muçulmanos que estavam em uma zona protegida pela ONU. No local, estão os restos mortais de cerca de 7 mil das 8.372 vítimas conhecidas do genocídio. (11/07)
Foto: Andrej ISAKOVIC/AFP
Lula ameaça retaliar tarifaço de Trump e chama carta de "afronta"
O presidente Lula disse que quer negociar com seu homólogo americano, Donald Trump, para evitar a taxação em 50% de exportações brasileiras, mas que retaliará na mesma medida se a estratégia não der certo. "Se ele vai cobrar 50% de nós, nós vamos cobrar 50% dele", afirmou à TV Record, chamando a carta de Trump com críticas ao Judiciário brasileiro e defesa de Jair Bolsonaro de "afronta". (10/07)
Foto: E. Blondet/W. Oliver/picture alliance
Trump pressiona Brasil e anuncia tarifa extra de 50%
O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu a uma troca de farpas com o governo brasileiro com a imposição de uma taxa extra de 50% sobre todas as exportações brasileiras, a partir de 1º de agosto. A tarifa se somaria aos 10% que o Brasil já paga desde 2 de abril. Ao justificar a medida, americano citou processo de Bolsonaro no STF e política comercial "injusta". (09/07)
Foto: Jacquelyn Martin/AP/picture alliance
Netanyahu indica Trump ao Nobel da Paz
Possível trégua em Gaza e novas conversas com o Irã foram temas na reunião de Donald Trump e Benjamin Netanyahu. Na terceira visita do líder israelense a Washington no segundo mandato de Trump, eles buscaram projetar alinhamento e admiração mútua. Netanyahu até disse ter indicado Trump ao Nobel da Paz e, durante jantar, deu ao americano uma cópia da sua carta ao Comitê do Nobel. (08/07)
Foto: Kevin Lamarque/REUTERS
Polônia reage à Alemanha e inicia controle de fronteiras
A Polônia começou a impor controles em 65 pontos das fronteiras terrestres com a Alemanha e a Lituânia como parte de uma ofensiva contra a migração irregular que gera pressão política tanto em Varsóvia quanto em Berlim. O governo polonês acusa a Alemanha de devolver sistematicamente imigrantes ao seu território, uma medida juridicamente controversa, e diz que há assimetria entre os países. (07/07)
Foto: Lisi Niesner/REUTERS
Brics condena ataques contra seus membros e critica protecionismo
Líderes do grupo de nações em desenvolvimento Brics condenaram os ataques ao Irã, à Faixa de Gaza, à Caxemira indiana e à infraestrutura russa durante a cúpula do bloco que acontece no Rio de Janeiro. Em uma declaração conjunta, os países ainda criticaram o "aumento indiscriminado de tarifas" no comércio internacional e voltaram a pedir uma reforma no Conselho de Segurança da ONU. (06/07)
Foto: Pilar Olivares/REUTERS
Multidão protesta em Tel Aviv por acordo que liberte todos os reféns
Milhares foram às ruas para pressionar o governo a firmar um acordo "sem seleção" que garanta o retorno de todos os reféns mantidos em Gaza. Críticos acusam o premiê Benjamin Netanyahu de adiar as negociações para encerrar a guerra, com o objetivo de preservar sua posição política. Discussões atuais sobre um cessar-fogo entre Israel e Hamas não preveem a libertação de todos os sequestrados.(05/07)
Foto: Ohad Zwigenberg/AP/picture alliance
Enchentes no Texas deixam dezenas de mortos e desaparecidos
Chuvas torrenciais provocaram enchentes repentinas ao longo do rio Guadalupe, no estado americano do Texas, deixando ao menos 24 mortos. As autoridades seguem procurando um grupo de cerca de 20 meninas que participavam de um acampamento de verão próximo às margens do rio. Equipes de resgate estão usando 14 helicópteros e uma dúzia de drones nas buscas. (04/07)
Foto: Patrick Keely/UGC/REUTERS
Em prisão domiciliar, Cristina Kirchner recebe Lula
Após a cúpula do Mercosul em Buenos Aires, Lula visitou a ex-presidente argentina condenada por corrupção. "Lula também foi perseguido, usaram "lawfare contra ele", escreveu Cristina Kirchner no X após o encontro com o líder brasileiro. Ela descreveu a visita como um "ato político de solidariedade".(03/07)
Ondas de calor chegaram mais cedo este ano à Europa, no início do verão, aumentando as temperaturas em até 10°C em algumas regiões. Quatro pessoas morreram na Espanha, duas na França outras e duas na Itália devido às altas temperaturas. Os serviços meteorológicos nacionais emitiram alertas à população sobre o calor excessivo em muitas das maiores cidades do continente, como Roma e Paris (02/07)
Foto: Remo Casilli/REUTERS
Milhares protestam na Turquia contra prisão de oposicionista
Uma multidão protestou em Istambul em apoio ao popular ex-prefeito da cidade, Ekrem Imamoglu, na data que marca os 100 dias de sua prisão. Principal rival político do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ele foi detido por acusações de corrupção em uma investigação considerada por seus apoiadores como politicamente motivada. (01/07)
Foto: Su Cassiano/Middle East Images/AFP/Getty Images