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Egito extradita repórter da Al Jazeera após 400 dias preso

1 de fevereiro de 2015

Peter Greste foi beneficiado por lei que permite que estrangeiros cumpram pena em país de origem. Diretor de emissora árabe diz que não descansará até libertação dos outros dois colegas do jornalista.

Ägypten Ausweisung Journalist Peter Greste ARCHIVBILD 2013
Foto: REUTERS/Thomas Mukoya/Files

Depois de 400 dias na prisão, o repórter Peter Greste, da emissora Al Jazeera, foi extraditado neste domingo (01/02) do Egito para seu país natal, a Austrália, por ordem do governo no Cairo. Segundo relatos das forças de segurança, um avião decolou do aeroporto da capital egípcia com o jornalista a bordo, em direção ao Chipre.

O jornalista foi preso em dezembro de 2013 e condenado a sete anos de prisão em junho do ano passado, juntamente com dois outros funcionários da Al Jazeera, por supostamente apoiar os islamistas da Irmandade Muçulmana. O veredicto foi duramente criticado internacionalmente.

A estação de televisão Al Jazeera saudou a liberação de Greste. Ao mesmo tempo, o diretor-geral da empresa, Mostefa Souag, disse que ele não descansará até a libertação dos colegas de Grestes ainda presos: Mohamed Fahmy, de dupla nacionalidade, egípcia e canadense, também condenado a sete anos; e Baher Mohamed, cidadão egípcio, condenado a 10 anos.

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01:40

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Os três cobriram extensivamente a repressão aos islamitas que se seguiu à deposição, pelas Forças Armadas, do então presidente eleito, Mohamed Morsi, em julho de 2013.

Decreto permitiu extradição

Com sua expulsão, Greste se beneficia de um decreto promulgado em novembro pelo presidente egípcio, Fattah al-Sisi, segundo o qual estrangeiros detidos podem ser deportados para cumprir pena em seus países de origem.

As autoridades egípcias acusaram os repórteres de trabalharem secretamente e sem credenciamento. O Cairo considera a emissora Al Jazeera como porta-voz do governo do Qatar, onde a estação tem sua sede. O governo egípcio acusa o Qatar de apoiar a Irmandade Muçulmana.

O próprio movimento foi classificado no Egito como organização terrorista, sendo proibido, após a queda de Morsi, pertencente à Irmandade Muçulmana.

MD/lusa/afp/dpa

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