Entenda as "tarifas recíprocas" anunciadas por Trump
14 de fevereiro de 2025
Presidente dos EUA quer igualar os impostos que outras nações aplicam às exportações de seu país. Medida cita etanol brasileiro e visa pressionar por negociações para redução de barreiras a produtos americanos.
"O que um país faz os EUA pagarem, nós cobraremos o mesmo deles; nem mais, nem menos", disse Trump da Casa Branca.Foto: IMAGO/Newscom / AdMedia
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (14/02) a imposição do que chamou de "tarifas recíprocas" aos países que taxam os produtos americanos, com o objetivo de igualar os impostos que essas nações aplicam às exportações dos EUA.
"Decidi que, por razões de justiça, vou impor tarifas recíprocas, o que significa que o que um país faz os EUA pagarem, nós cobraremos o mesmo deles; nem mais, nem menos", disse Trump a repórteres no Salão Oval da Casa Branca.
As novas tarifas não entrarão em vigor imediatamente, mas dentro de "semanas" ou "meses", e os primeiros a serem punidos serão aqueles com os maiores déficits comerciais com os EUA, disse um funcionário de alto cargo antes da assinatura do memorando.
"Todos se aproveitaram dos EUA e pagamos um preço alto por isso. Os EUA ajudaram muitos países ao longo dos anos a um grande custo financeiro. Agora é hora de esses países se lembrarem do que fizemos por eles e nos tratarem de forma justa", enfatizou Trump.
Documento cita etanol brasileiro
A Casa Branca distribuiu um memorando listando países e produtos que estariam em condição "injusta" de comércio em relação aos americanos. O primeiro item dessa lista é o etanol brasileiro.
"A tarifa dos EUA em etanol é de meros 2,5% Já o Brasil cobra dos EUA tarifas de exportação de 18%. Como resultado, em 2024, os EUA importam mais de 200 milhões de dólares em etanol do Brasil enquanto os EUA exportaram apenas 52 milhões de dólares em etanol ao Brasil", afirma o texto citando ainda produtos agrícolas da Índia e veículos e mariscos da União Europeia.
A medida pode impactar exportações de economias emergentes, como o Brasil. Na segunda-feira, Trump havia anunciado a imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio – o que deve impactar diretamente o Brasil, segundo maior exportador de aço aos EUA, atrás apenas do Canadá.
Outro dos principais alvos da medida é a União Europeia. Atualmente, os EUA taxam em 2,5% a importação de veículos europeus, como das alemãs Volkswagen, BMW e Mercedes-Benz. Já a UE cobra impostos de 10% sobre os veículos vendidos pelos americanos. A reciprocidade poderia, então, acarretar uma quadruplicação da taxação dos automóveis europeus.
Neste seu segundo mandato, iniciado mês passado, Trump já ameaçou a Colômbia com a elevação de 25% nas tarifas de importação pelos EUA, mas depois recuou, após acordo sobre repatriação de migrantes ilegais colombianos.
Dias depois, assinou decreto sobretaxando importações de México e Canadá, mas dois dias mais tarde anunciou uma pausa de um mês na imposição da medida.
Trump também anunciou tarifas adicionais de 10% sobre todos os produtos da China ao que Pequim respondeu com tarifas de 15% sobre carvão e GNL (gás natural liquefeito) e 10% sobre o petróleo, além de máquinas agrícolas e veículos.
Pouco após criticar tarifas da Índia, Trump recebeu Modi e previu "acordos comerciais maravilhosos"Foto: Jim Watson/AFP/Getty Images
"Tratamento injusto"
Através dessas tarifas recíprocas, os Estados Unidos passariam a cobrar sobre importações estrangeiras o mesmo percentual de taxas que os países aplicam sobre produtos americanos.
O documento assinado por Trump cita duas áreas que, segundo ele, levaram a um tratamento "injusto" dos EUA no comércio internacional: tarifas impostas por outros países sobre as exportações dos EUA e as chamadas "barreiras não tarifárias", que vão desde regulamentações até taxas de câmbio.
Trump acusa os demais países de competição desleal e injusta em relação aos produtos americanos e tenta, através de tarifas a importações, atrair indústrias de volta aos EUA.
A medida também visa provocar negociações com alguns países, para que estes reduzam barreiras de importação a produtos americanos.
Durante seu anúncio das "tarifas recíprocas", Trump afirmou que a Índia impõe "mais tarifas do que qualquer outro país". Pouco depois, ele recebeu o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, na Casa Branca e previu "acordos comerciais maravilhosos" entre eles.
Nova Déli fez gestos conciliatórios antes da reunião, reduzindo as tarifas alfandegárias sobre motocicletas de alta qualidade dos EUA, uma vantagem para a fabricante Harley-Davidson.
Atualmente, os Estados Unidos têm uma tarifa média de importação de 2% sobre bens industriais. Metade de todas as compras de bens industriais, que representam 94% das importações americanas, é isenta de impostos.
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Lula ameaça com reciprocidade, Haddad pede cautela
Nesta sexta-feira (14/02) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, durante entrevista de rádio, que haverá reciprocidade diante das tarifas impostas por Trump. "Eu ouvi dizer que vai taxar o aço brasileiro. Se taxar o aço brasileiro, nós vamos reagir comercialmente, ou vamos denunciar na Organização do Comércio [OMC] ou vamos taxar os produtos que a gente importa deles", alertou.
No dia anterior, entretanto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu cautela. Ele afirmou que o Brasil não precisa temer as medidas do governo americano, já que a balança comercial entre os dois países é superavitária para os Estados Unidos, nos setores de bens e serviços.
O ministro disse que o governo brasileiro não irá se manifestar "a qualquer sinalização", vai aguardar para ver o "que é concreto, efetivo" e avaliar "como vai terminar essa história".
"A balança é superavitária para os Estados Unidos, considerados bens e serviços. No caso de bens, ela é equilibrada, praticamente equilibrada. Não há nenhuma razão para nós temermos", ressaltou. "Vamos, com cautela, avaliar o conjunto das medidas que podem ser anunciadas. Enquanto isso, a área econômica está fazendo um balanço das nossas relações comerciais para que a reciprocidade seja um princípio observado pelos dois países", disse.
md/ra (Agência Brasil, ots)
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Jim LoScalzo/CNP/ZUMA Press/IMAGO
Dedo em riste e ânimos exaltados entre Trump e Zelenski
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, deixou a Casa Branca sem assinar o acordo sobre minerais estratégicos com os EUA depois de bate-boca com Donald Trump. "Você não está sendo grato de forma alguma", disse o presidente dos EUA diante da recusa de seu homólogo em abrir concessões a Moscou em possível negociação de paz, acusando-o de "brincar de terceira guerra mundial". (28/02)
Foto: Saul Loeb/AFP/Getty Images
Líder dos curdos pede fim da luta armada na Turquia
"Todos os grupos devem depor as armas e o PKK deve se dissolver", disse Abdullah Öcalan em uma declaração lida por parlamentares curdos que o visitaram na prisão onde ele está detido há 26 anos. A declaração pode abrir caminho para um novo processo de paz com o governo turco – o conflito entre os guerrilheiros curdos e as forças turcas deixou mais de 40 mil mortos em quatro décadas. (27/02)
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Israel se despede de mãe e filhos mortos em cativeiro na Faixa de Gaza
Milhares acompanharam o cortejo fúnebre de Shiri Bibas e de seus dois filhos, o bebê Kfir e menino Ariel, sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Símbolo da tragédia dos reféns, a família foi enterrada perto do kibutz de Nir Oz, onde viviam. Os pais de Shiri também morreram no ataque. Só o marido dela, libertado no início de fevereiro, sobreviveu. (26/02)
Foto: Amir Cohen/REUTERS
Milhares se reúnem no Vaticano em oração pelo Papa Francisco
Fiéis ocupam a Praça de São Pedro, no Vaticano, em oração pela saúde do Papa Francisco. O pontífice luta contra uma pneumonia dupla e permanece em estado crítico pelo quarto dia consecutivo, mas com quadro estável e sem novas crises respiratórias. O Papa de 88 anos passa sua 12ª noite no hospital Gemelli de Roma, a mais longa internação de seu papado. (25/02)
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Morre Roberta Flack, conhecida por "Killing Me Softly"
A cantora americana de R&B Roberta Flack morreu aos 88 anos. Flack alcançou o estrelato na década de 1970 com sucessos como "Killing Me Softly With His Song" e "The First Time Ever I Saw Your Face". Seus trabalhos em jazz, pop e soul, e sua forte defesa dos direitos civis respaldaram seu sucesso entre um público fiel. A cantora venceu cinco de 14 indicações ao Grammy em sua carreira. (24/02)
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Conservadores lideram na eleição alemã e encerram era Scholz
Os alemães foram às urnas em eleições antecipadas para definir os novos membros do Parlamento. Aliança CDU/CSU foi a mais votada, cacifando o líder conservador Friedrich Merz a ocupar o posto de chanceler federal e substituir o impopular Olaf Scholz. A eleição também foi marcada por crescimento robusto da ultradireitista AfD, que dobrou seu eleitorado. (23/02)
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"O Último Azul" vence Urso de Prata na Berlinale
"O Último Azul", filme brasileiro dirigido por Gabriel Mascaro, conquistou o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, a segundo maior honraria do evento. Já o Urso de Ouro, maior prêmio da competição, foi vencido pelo filme norueguês "Drommer", de Dag Johan Haugerud. (22/02)
Foto: Jens Kalaene/dpa/picture alliance
Moraes determina bloqueio do Rumble no Brasil
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou (21/02) o bloqueio da rede social Rumble no Brasil, acusando a plataforma de "reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos" de ordens judiciais, além de tentativas de "não se submeter ao ordenamento jurídico brasileiro [...] para instituir um ambiente de total impunidade e de 'terra sem lei' nas redes sociais brasileiras". (21/02)
Foto: EVARISTO SA/AFP
Hamas entrega corpos de 4 reféns israelenses
Grupo islamista alega que reféns teriam sido mortos em bombardeio de Israel. Vítimas são um bebê de 9 meses, seu irmão de 4 anos, a mãe deles, de 32 anos, e um idoso de 83 anos. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) acusou o Hamas de ter transformado o ato em palco político. (20/02)
Foto: Stringer/REUTERS
Trump culpa Ucrânia por invasão russa e chama Zelenski de "ditador"
Irritado ao ouvir de Volodimir Zelenski que vive numa "bolha de desinformação" após ter ecoado a linha oficial do Kremlin e atribuído à Ucrânia a culpa pela invasão russa em 2022, o presidente americano Donald Trump chamou o colega de "ditador" e aconselhou-o a ser "rápido" se não quiser "ficar sem país". A escalada diplomática é mais um passo no estranhamento entre EUA e Ucrânia. (19/02)
Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images
Procuradoria denuncia Bolsonaro e outros 33 ao STF por tentativa de golpe
A Procuradoria-Geral da República denunciou Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente é acusado de cinco crimes, que juntas somam até 43 anos de prisão: organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. (18/02)
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Avião capota no Canadá
Um avião da Delta capotou em acidente ocorrido no Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, no Canadá, ficando de barriga para cima na pista e deixando ao menos 15 feridos. O terminal ficou horas paralisado após o acidente. (17/02)
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Candidatos a chanceler federal se enfrentam em debate na Alemanha
Temas como imigração, economia, relação com Estados Unidos e guerra na Ucrânia pautaram o primeiro debate com os quatro principais candidatos a chanceler federal. O evento colocou Olaf Scholz, do SPD, contra seu principal rival, Friedrich Merz, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto. Também participaram Alice Weidel, da AfD, e o vice-chanceler Robert Habeck, dos Verdes. (16/02)
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Tumulto deixa dezenas de mortos em estação de trem na Índia
Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas em um tumulto em uma estação ferroviária na capital da Índia, Nova Délhi, quando uma multidão tentava chegar na maior congregação religiosa do mundo, o Khumba Mela. No mês passado, 30 pessoas morreram em um tumulto no festival hindu de Kumbh Mela, no norte da Índia. (15/02)
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Vice-presidente dos EUA pede resgate de valores europeus e fim do "cordão sanitário"
JD Vance provocou choque entre líderes europeus que acompanharam seu discurso na Conferência de Segurança de Munique. O americano quebrou o protocolo ao focar sua fala na política interna da União Europeia, e disse que os EUA estão preocupados com os valores que os europeus estão defendendo. Ele ainda sugeriu o fim do "cordão sanitário" que isola a ultra direita no parlamento alemão. (14/02)
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Carro avança sobre multidão em Munique, na Alemanha
Um automóvel atropelou um grupo de pessoas no centro de Munique, deixando 30 feridos. As causas do incidente estão sendo investigadas. O governador da Baviera, Markus Söder, falou em "possível atentado". O motorista do automóvel seria um afegão de 24 anos que tinha autorização de permanência no país. Chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, diz que suspeito "tem que deixar o país". (13/02)
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Alemanha prorroga controles de fronteira
Governo em Berlim prolongou por mais seis meses os controles em todas as suas fronteiras exteriores, a fim de "frear a imigração irregular", segundo o chanceler federal Olaf Scholz. A medida foi adotada em setembro de 2024. (12/02)
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EUA e Reino Unido rejeitam declaração de Paris sobre IA
Em torno de 60 países assinaram em Paris uma declaração que pede o uso transparente e sustentável da inteligência artificial e regulamentações internacionais, com EUA e Reino Unido sendo as notáveis ausências na lista de signatários. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, expôs na cúpula as várias reservas dos EUA em relação ao tema.(11/02)
Foto: Thomas Padilla/AP Photo/picture alliance
Donald Trump impõe tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio
Presidente dos EUA, Donald Trump, assina ordem executiva determinando imposição de tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio, o que poderá afetar as exportações brasileiras. O decreto de Trump cancela isenções e cotas isentas de impostos para os principais fornecedores, em uma medida que pode aumentar o risco de uma guerra comercial multifacetada. (10/02)
Foto: Kyodo/picture alliance
Hamas anuncia retirada do exército israelense do corredor de Netzarim, em Gaza
O corredor de Netzarim é uma faixa de terra que divide o enclave palestino em norte e sul. Ele foi estabelecido por Israel quando o conflito em Gaza começou e até agora era militarizado pelo exército israelense. Como parte da trégua entre Israel e o Hamas, o exército israelense se comprometeu a se retirar do corredor e, assim, permitir que os palestinos retornem ao norte de Gaza. (09/02)
Prisioneiros palestinos libertados são saudados por uma multidão ao chegarem à Faixa de Gaza depois de serem libertados de uma prisão israelense. Israel e o grupo extremista Hamas concluíram neste sábado a quinta troca de reféns e prisioneiros, como parte do acordo de cessar-fogo em curso. (08/02)
Foto: Abdel Kareem Hana/AP/picture alliance
Rio vermelho
A água do rio Sarandí, na província de Buenos Aires, ganhou um tom vermelho vivo. A suspeita é de que o fenômeno tenha sido causado pelo vazamento de corante da indústria têxtil ou de resíduos químicos de uma fábrica próxima ao rio, que atravessa o município de Avellenada, a quase 10 quilômetros de Buenos Aires. (07/02)
Foto: Rodrigo Abd/AP/dpa/picture alliance
Israel prepara plano para saída "voluntária" de Gaza
O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, ordenou que o exército prepare um plano para a saída de "qualquer residente de Gaza que deseje sair", após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível deslocamento dos habitantes de Gaza. (06/02)
Foto: Dawoud Abu Alkas/REUTERS
Milei segue passos de Trump e retira Argentina da OMS
Presidente da Argentina, Javier Milei, segue exemplo de seu colega em Washington, Donald Trump, e retira o país da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele acusou a entidade de "crime de lesa humanidade" ao intervir nas soberanias nacionais e repetiu acusações do líder americano de "má gestão da saúde". (05/02)
Foto: Tomas Cuesta/Getty Images
Atirador deixa mortos em escola na Suécia
Um atirador matou cerca dez pessoas em um ataque a uma escola para adultos em Örebro, na Suécia. A polícia informou que o agressor também estava entre os mortos. A Suécia vem enfrentando uma onda de tiroteios e ataques a bomba resultantes do problema endêmico no país de crimes de gangues. (04/02)
Governo federal regulamenta poder de polícia da Funai
Decreto regulamenta o poder de polícia de agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A função foi prevista na lei que criou o órgão, em 1967, mas nunca havia sido regulamentada. Funcionários poderão usar a força para combater violações como ataques ao patrimônio cultural, invasões e atividades de exploração exercidas por terceiros dentro de terras indígenas. (03/02)
Foto: Reuters/Handout FUNAI
Multidão protesta contra fim do "cordão sanitário" em Berlim
Protestos eclodiram em toda a Alemanha após partido conservador CDU acatar votos da ultradireita em projeto anti-imigração, rompendo o isolamento da sigla AfD no parlamento alemão. Polícia registrou confrontos com manifestantes. Na capital alemã, 160 mil pessoas se reuniram e direcionaram palavras de ordem contra o candidato a chanceler federal Friedrich Merz. (02/02)
Foto: John Macdougall/AFP/Getty Images
Morre Horst Köhler, ex-presidente da Alemanha
O ex-presidente da Alemanha Horst Köhler morreu aos 81 anos em Berlim. Ele foi o nono presidente alemão do pós-guerra, entre 2004 e 2010. Enquanto esteve no cargo, ele se dedicou a temas voltados para as relações exteriores, projetos de desenvolvimento na África e mudanças climáticas. Antes de entrar para a política, Köhler foi economista e diretor do FMI. (01/02)