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Entidades alemãs suspendem ajuda ao Iraque

(am)12 de abril de 2004

A situação dos estrangeiros no Iraque torna-se cada vez mais precária. As organizações humanitárias alemãs decidiram por isso retirar todos os seus funcionários do país.

Irak Soldaten Anschläge Aufstand Falludscha Bagdad mit Galeriebild
Veículo americano em chamas na estrada de acesso a Falluja: estrangeiros em perigoFoto: AP

A organização humanitária alemã ADH (Aktion Deutschland Hilft) retirou do Iraque nesta segunda-feira (12/4) todos os funcionários que ainda operavam no país. A falta de segurança para os estrangeiros não permite o prosseguimento das ações humanitárias, segundo o porta-voz da organização, Hartmut Wilfert. A ADH é uma confederação de várias entidades humanitárias (Help, AWO, care, Malteser, Arbeiter-Samariter-Bund e World Vision), cuja função é coordenar as diversas ações.

Os últimos funcionários da ADH no Iraque – dois alemães e dois franceses da organização Help – foram transferidos para Amman, na Jordânia, e aguardam instruções sobre um possível retorno ao país ou o adiamento sine die das atividades em território iraquiano. A ADH pretende aguardar e acompanhar a evolução dos acontecimentos durante cerca de uma semana, antes de tomar uma decisão final sobre os projetos no Iraque.

Os funcionários da Help estavam engajados na eliminação de armas e explosivos encontrados em zonas residenciais de Bagdá. Desde a escalada da violência, eles praticamente não puderam mais deixar a casa onde estavam alojados. Sua retirada constitui um golpe para as medidas de pacificação do país. Contudo, a segurança dos funcionários tem prioridade total, afirmou Hartmut Wilbert.

Objeto de caça

Também o gerente de organização humanitária alemã Help, Wolfgang Nierwetberg, vê poucas possibilidades de atuação no Iraque no momento. Com a retirada dos dois alemães e dois franceses, nesta segunda-feira, todos os funcionários não-iraquianos da organização já deixaram o país, o que equivale a uma paralisação parcial de todos os projetos humanitários.

"Os estrangeiros são atualmente objeto de caça dos rebeldes, o que aumentou exageradamente o risco do trabalho no Iraque", afirmou Nierwetberg. A organização Help ainda possui cerca de 45 colaboradores iraquianos, que tentam manter os projetos em andamento. Mas também as suas possibilidades de atuação tornaram-se bastante restritas.

A Help encarrega-se não apenas da eliminação de armamentos e explosivos. Seus funcionários fazem a distribuição de gêneros alimentícios a entidades sociais iraquianas e instalam equipamentos destinados à preparação de água potável para o abastecimento da população.

Alemães deixaram o país

De acordo com as informações da ADH, tudo indica que já não há mais nenhum assistente humanitário alemão atuando no Iraque. Uma certeza quanto a isto, no entanto, só poderá ser dada no correr da semana.

A situação torna-se cada vez mais precária para os estrangeiros, em todo o Iraque. No final da semana passada, dois agentes alemães desapareceram após um ataque ao comboio em que viajavam. Eles estavam a caminho de Bagdá, onde deveriam reforçar as forças de segurança da embaixada alemã no Iraque. As autoridades alemãs ainda não obtiveram a confirmação, mas consideram como provável que os dois policiais alemães tenham sido mortos.

No fim-de-semana, sete chineses foram tomados como reféns pelos rebeldes. Não há notícias concretas sobre seu paradeiro e estado de saúde. Tampouco há informações sobre os três cidadãos japoneses seqüestrados dias antes.

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