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Erdogan quer se reunir com Putin em Paris

27 de novembro de 2015

"Gostaria de encontrá-lo frente a frente", afirma presidente turco depois de dias de troca de farpas. Ele chama de desrespeitosas as acusações de apoio ao "Estado Islâmico" feitas pela Rússia.

Belgien, Recep Tayyip Erdogan in Brüssel
Foto: imago/Belga

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse nesta sexta-feira (27/11) que gostaria de se reunir com o presidente russo, Vladimir Putin, às margens da Conferência do Clima em Paris. "Gostaria de encontrá-lo frente a frente na segunda-feira", declarou Erdogan, depois de dias de troca de acusações por causa do abate de um avião russo pela Turquia.

A Turquia afirma que o avião invadiu seu espaço aéreo e que os pilotos ignoraram sucessivos alertas, mas a Rússia insiste que a aeronave não cruzou a fronteira e acusa o governo turco de uma "provocação planejada".

"Foi uma resposta automática à violação do espaço aéreo. A Turquia não derrubou a aeronave russa deliberadamente", disse Erdogan. Para ele, as críticas de Putin à Turquia são inaceitáveis.

"A Rússia é obrigada a provar suas alegações, do contrário será considerada mentirosa por causa dessas acusações graves e injustas contra a Turquia", disse Erdogan.

O presidente turco disse que essa não foi a primeira vez que jatos russos violaram o espaço aéreo turco e que ele alertara Putin sobre duas incursões anteriores, em outubro. Em resposta, Putin teria dito a ele que os jatos russos deveriam ser vistos como convidados.

Erdogan ainda criticou as investidas russas na Síria, afirmando que os ataques aéreos russos não miram o "Estado Islâmico" e que a Rússia está apoiando o regime do presidente Bashar al-Assad, um "assassino" nas palavras de Erdogan. Segundo ele, apoiar o regime sírio depois de mais de quatro anos de guerra civil e 250 mil mortos é brincar com fogo.

Erdogan também negou a acusação de que a Turquia esteja comprando petróleo do "Estado Islâmico". "A Turquia compra petróleo da Rússia", afirmou Erdogan. Ele disse que as tentativas de associar seu país aos jihadistas são desrespeitosas.

AS/afp/ap

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