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Estatueta do Oscar extraviada é encontrada pela Lufthansa

1 de maio de 2026

Estatueta do documentarista russo Pavel Talankin havia sumido nesta semana após ser despachada em voo entre NY e Frankfurt. Drama teve final feliz nesta sexta, quando prêmio foi localizado por companhia aérea.

Pavel Talankin em março após conquistar Oscar de Melhor Documentário
Pavel Talankin em março após conquistar Oscar de Melhor DocumentárioFoto: John Locher/Invision/dpa/picture alliance

Vencedor do Oscar de Melhor Documentário neste ano, o russo Pavel Talankin protagonizou involuntariamente um drama nesta semana, mas que acabou tendo um final feliz nesta sexta-feira (01/05), quando a companhia aérea alemã Lufthansa anunciou que localizou a estatueta do cineasta, que havia sido extraviada durante um voo entre Nova York e Frankfurt.

Talankin havia conquistado o prêmio em março pelo documentário Mr. Nobody Against Putin (Um Zé Ninguém Contra Putin, na versão brasileira), que foi codirigido por ele e o americano David Borenstein.

O incidente teve início entre quarta e quinta-feira quando Talankin foi impedido por agente aeroportuários dos Estados Unidos de levar a estatueta na sua bagagem de mão durante embarque no aeroporto JFK, em Nova York. Os agentes alegaram que o item de quase 4 quilos poderia ser usado como uma arma.

Talankine foi então obrigado a despachar o prêmio no porão da aeronave, dentro de uma caixa de papelão. No entanto, ao desembarcar na Alemanha, o cineasta foi informado que a estatueta dourada havia sido dada como desaparecida pela companhia Lufthansa.

Inicialmente, a Lufthansa não ofereceu explicações sobre o desaparecimento do prêmio em sua aeronave. "Lamentamos sinceramente o inconveniente causado e pedimos desculpas ao proprietário", disse a Lufthansa.

Nesta sexta-feira, a empresa finalmente informou que havia localizado a estatueta. "Podemos confirmar que a estatueta do Oscar está agora em nosso poder em Frankfurt”, afirmou a Lufthansa em comunicado, acrescentando que havia entrado "em contato" com  Talankin para lhe devolver o prêmio "pessoalmente, o mais rápido possível".

Alívio

Em entrevista à revista online Deadline após chegar à Alemanha, Talankin disse que era "completamente incompreensível que o Oscar poderia ser considerado uma arma".

O cineasta afirmou que já havia levado o troféu consigo na cabine em voos anteriores com diferentes companhias aéreas "e nunca houve nenhum problema".

À rede BBC, o codiretor do documentário, David Borenstein, disseque ficou aliviado com a estatueta ter sido encontrada após a "grande confusão".

"Eles simplesmente encontraram essa caixa frágil e disseram para ele colocar a estatueta lá dentro... todo mundo meio que dizia: 'É um Oscar, por que vocês estão fazendo isso?'" "Foi uma cena e tanto", disse ele.

O documentário de Talankin e Borenstein utilizou dois anos de filmagens que Talankin registrou em uma escola na região de Chelyabinsk, na Rússia. Entre 2022 e 2024, Talankin trabalhou como professor, e registrou como os alunos estavam sendo expostos à máquina de propaganda do regime de Vladimir Putin, especialmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Talankin, de 35 anos, que fugiu da Rússia em 2024, defendeu o filme como um registro para a posteridade, mostrando como "toda uma geração se tornou raivosa e agressiva".

jps (DW, ots)

 

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