Estudo indica que covid-19 aumenta risco de diabetes
15 de fevereiro de 2023
Pesquisadores concluem que chance de novo diagnóstico cresce mesmo com a variante ômicron, mas resultados mostram que vacinação pode ter efeito protetor contra a síndrome metabólica.
Pesquisa analisou dados de 23 mil adultos que tiveram covidFoto: Imago Images
Anúncio
Uma infecção pelo coronavírus aumenta o risco do desenvolvimento de diabetes, indicou um estudo americano divulgado nesta terça-feira (14/02).
"Nossos resultados indicam que o risco de desenvolver diabetes, após uma infecção de covid-19, não foi apenas uma observação inicial, mas um risco real que, infelizmente, persistiu durante a variante ômicron", afirma Alan Kwan, cardiologista e coordenador do estudo, realizado pelo Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles.
Para a pesquisa, publicada na revista médica JAMA Netwok Open, os pesquisadores analisaram os dados de mais de 23 mil adultos que tiveram pelo menos uma vez covid-19 entre 2020 e 2022. Foi analisada a probabilidade de essas pessoas receberam um novo diagnóstico de diabetes, pressão alta ou de colesterol alto nos três meses posteriores à infecção.
O estudo concluiu que a covid-19 aumentou em cerca de 58%, em média, a chance de um novo diagnóstico de diabetes. O estudo sugere também que o risco de desenvolvimento do diabetes é menor em quem estava vacinado contra a covid-19 quando contraiu o coronavírus.
Efeito protetor
Os resultados sugerem que a "vacinação antes da infecção pode ter um efeito protetor contra o risco de diabetes", salientou Kwan. Entre os vacinados, o aumento do risco de um novo diagnóstico de diabetes foi praticamente nulo, enquanto entre os não vacinados o risco era 80% maior.
Segundo o especialista, as conclusões constituem uma "ajuda para compreender e preparar melhor a era pós-covid-19" em relação ao risco cardiovascular em infectados.
"Embora sejam necessários mais estudos para validar esta hipótese, continuamos firmes na nossa convicção de que a vacinação continua sendo uma ferramenta importante na proteção contra a covid-19, mas também contra os riscos ainda incertos do período pós-infecção", acrescentou.
Os pesquisadores ainda não descobriram como a covid-19 influencia o risco de diabetes. Mais estudos são necessários para traçar os padrões dessa relação.
cn/bl (Lusa, ots)
Embora a covid-19 seja muito contagiosa, sua taxa de mortalidade é relativamente baixa em comparação com esses dez vírus.
Foto: picture-alliance/dpa
Vírus de Marburg
O vírus mais perigoso do mundo é o Marburg. Ele leva o nome de uma pequena cidade alemã às margens do rio Lahn, onde o vírus foi documentado pela primeira vez. O Marburg provoca febre hemorrágica e, assim como o ebola, causa convulsões e sangramentos das mucosas, da pele e dos órgãos. A taxa de mortalidade do vírus chega a 90%.
Foto: Bernhard-Nocht-Institut
Ebola
Há seis cepas conhecidas do vírus do ebola, a maioria denominada de acordo com regiões na África onde foram identificadas: Zaire, Sudão, Bundibugyo, Floresta de Tai e Bombali. A exceção é Reston, que recebeu esse nome devido a uma localidade na Virgínia, onde foi detectada pela primeira vez em uma instalação com primatas em 1989. A cepa Zaire é a mais fatal.
Foto: Reuters
Hantavírus
O hantavírus descreve uma ampla variedade de vírus. Ele leva o nome de um rio onde soldados americanos foram os primeiros a se infectarem com a doença durante a Guerra da Coreia, em 1950. Os sinais são doenças pulmonares, febre e insuficiência renal.
Foto: REUTERS
Gripe aviária
Com uma taxa de mortalidade de 70%, o agente causador da gripe aviária espalhou medo durante meses. Mas o risco real de alguém se infectar com o vírus H5NI é muito baixo. Os seres humanos podem ser contaminados somente através do contato muito próximo com as aves. Por esse motivo, a maioria dos casos ocorre na Ásia, onde pessoas e galinhas às vezes vivem juntas em espaço pequeno.
Foto: AP
Febre de Lassa
Uma enfermeira na Nigéria foi a primeira pessoa a se infectar com o vírus Lassa. A doença é transmitida aos humanos através do contato com excrementos de roedores. A febre de Lassa ocorre de forma endêmica na África Ocidental. Pesquisadores acreditam que 15% dos roedores dali sejam portadores do vírus.
Foto: picture-alliance/dpa
Junin
O vírus Junin é associado à febre hemorrágica argentina. As pessoas infectadas apresentam inflamações nos tecidos, hemorragia e sépsis, uma inflamação geral do organismo. O problema é que os sintomas parecem ser tão comuns que a doença raramente é detectada ou identificada à primeira vista.
Crimeia-Congo
O vírus da febre hemorrágica Crimeia-Congo é transmitido por carrapatos. Ele é semelhante ao ebola e ao Marburg na forma como se desenvolve. Durante os primeiros dias de infecção, os doentes apresentam sangramentos na face, na boca e na faringe.
Foto: picture-alliance/dpa
Machupo
O vírus Machupo está associado à febre hemorrágica boliviana. A infecção causa febre alta, acompanhada de fortes sangramentos. Ele desenvolve-se de maneira semelhante ao vírus Junin. O Machupo pode ser transmitido de humano para humano, e é encontrado com frequência em roedores.
Foto: picture-alliance/dpa/Marks
Doença da floresta de Kyasanur
Cientistas descobriram o vírus da floresta de Kyasanur na costa sudoeste da Índia em 1955. Ele é transmitido por carrapatos, mas supõe-se que ratos, aves e suínos também possam ser hospedeiros. As pessoas infectadas apresentam febre alta, fortes dores de cabeça e musculares, que podem causar hemorragias.
Dengue
A dengue é uma ameaça constante. Transmitida pelo mosquito aedes aegypti, a doença afeta entre 50 e 100 milhões de pessoas por ano em todo o mundo. O vírus representa um problema para os 2 bilhões de habitantes que vivem nas áreas endêmicas, como Tailândia, Índia e Brasil.