EUA enviam 1ᵒˢ voos com deportados para prisão de Guantánamo
4 de fevereiro de 2025
Base militar americana em Cuba notória pelos maus tratos aos prisioneiros poderá receber até 30 mil migrantes. El Salvador se oferece para receber deportados e criminosos americanos.
Em torno de 300 militares foram enviados a Guantánamo para ajudar a preparar as instalações para receber deportadosFoto: Sra Devlin Bishop/U.S Air/Planet Pix/ZUMA/picture alliance
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Os primeiros voos dos EUA para deportar migrantes dos Estados Unidos para a base americana na Baía de Guantánamo, na ilha de Cuba, estavam programados para partirem nesta terça-feira (04/02), informou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, à emissora Fox Business.
A informação foi confirmada por fontes do alto escalão do governo americano à agência de noticias Associated Press.
Este seria o primeiro passo no que se espera ser um aumento no número de migrantes mantidos na base da Marinha americana em Cuba, que por décadas foi usada principalmente para deter prisioneiros estrangeiros associados aos ataques de 11 de setembro de 2001 e outros atos de terrorismo.
O presidente americano, Donald Trump, vinha defendendo a utilização da base como um centro de detenção de migrantes, que teria capacidade para abrigar até 30.000 deportados.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, que serviu na Baía de Guantánamo quando estava nas Forças Armadas americanas, disse que a base seria um "lugar perfeito" para abrigar os migrantes. Em torno de 300 militares americanos já foram enviados à base nos últimos dias para ajudar a preparar as instalações.
A base também tem sido utilizada por décadas para manter requerentes de asilo e refugiados capturados no mar do Caribe, e foi usada na década de 1990 para abrigar dezenas de milhares de haitianos e cubanos que fugiram de suas terras natais. Eles foram acomodados em barracões, com muitos deles sendo eventualmente repatriados depois de passarem anos presos em Guantánamo.
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Histórico de abusos aos direitos humanos
Amy Fischer, Diretora do Programa de Direitos de Refugiados e Migrantes da ONG Anistia Internacional EUA condenou a medida. "Enviar migrantes para Guantánamo é uma ação profundamente cruel e custosa. Isso vai isolar as pessoas de seus advogados, famílias e sistemas de apoio, as deixando em um buraco negro para que o governo dos EUA possa continuar a violar seus direitos humanos fora de vista. Fechem Guantánamo agora e para sempre", disse Fischer, em nota.
A prisão de Guantánamo foi aberta após os ataques de 11 de setembro e tem sido usada para manter indefinidamente suspeitos capturados durante as guerras e operações americanas que se seguiram. As condições no local geraram protestos consistentes de organizações de direitos humanos e especialistas da ONU, que denunciam repetidamente os maus tratos aos prisioneiros.
Os presidentes democratas Barack Obama e Joe Biden tentaram fechar a instalação, mas o Congresso americano se opôs aos esforços.
Guantánamo ainda mantém 15 presos por supostos crimes relacionados ao terrorismo, entre os quais, vários acusados de participação nos ataques de 11 de setembro, incluindo o autoproclamado mentor dos atentados, Khalid Sheikh Mohammed.
Os migrantes serão mantidos em uma parte separada da base.
El salvador se oferece para abrigar presos dos EUA
O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira que a oferta de El Salvador de aceitar e prender pessoas deportadas dos Estados Unidos e criminosos americanos violentos levanta algumas questões legais, mas a descreveu como "muito generosa".
Rubio disse que Trump vai decidir se deve ou não aceitá-la. No dia anterior, o secretário de Estado chegou a um acordo com o presidente salvadorenho Nayib Bukele de que o país centro-americano aceitaria deportados dos EUA de qualquer nacionalidade, incluindo cidadãos americanos e residentes legais que estão presos por crimes violentos.
Presidente de El Salvador, Nayib Bukele, recebe secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em San SalvadorFoto: Mark Schiefelbein/AFP
"Obviamente, há questões legais envolvidas. Temos uma Constituição", disse Rubio disse em entrevista coletiva nesta terça-feira ao lado do presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, em San José. "Mas é uma oferta muito generosa. Ninguém nunca fez uma oferta como essa de terceirizar, por uma fração do custo, pelo menos alguns dos criminosos mais perigosos e violentos que temos nos Estados Unidos. Mas, obviamente, o governo terá que tomar uma decisão."
Rubio se reuniu nesta segunda-feira em San Salvador com Bukele, que confirmou a oferta de deportação em uma postagem no X, dizendo que El Salvador "ofereceu aos Estados Unidos da América a oportunidade de terceirizar parte de seu sistema prisional".
Bukele disse que seu país aceitaria apenas "criminosos condenados" e cobraria uma taxa que "seria relativamente baixa para os EUA, mas significativa para nós, tornando todo o nosso sistema prisional sustentável".
Repressão brutal ao crime
O Departamento de Estado descreve as prisões superlotadas de El Salvador como "duras e perigosas". Em seu portal de informações do país diz a autarquia diz que "em muitas instalações, as provisões para saneamento, água potável, ventilação, controle de temperatura e iluminação são inadequadas ou inexistentes".
El Salvador vive em estado de emergência desde março de 2022, quando as poderosas gangues de rua do país deram início a uma matança generalizada.
Bukele respondeu suspendendo direitos fundamentais como acesso a advogados, e as autoridades prenderam mais de 83.000 pessoas com pouco ou nenhum processo legal devido.
Em 2023, Bukele abriu uma enorme prisão com capacidade para 40.000 membros de gangues e cortou as refeições dos prisioneiros para apenas duas vezes ao dia. Os presos não podem receber visitas, e não há programas que os preparem para reinserção na sociedade após suas sentenças, tampouco oficinas ou programas educacionais.
El Salvador, que já foi um dos países mais perigosos do mundo, registrou no ano passado um recorde de baixa de 114 homicídios. As medidas de segurança impulsionaram a popularidade de Bukele no país de cerca de 6 milhões de habitantes.
A migração tem sido o principal tema da viagem de Rubio com passagens por Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana. Ele, no entanto, também foi perseguido por outras mudanças que o governo Trump vem fazendo logo após assumir o cargo, como os cortes na Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) que realiza programas de ajuda em várias partes do mundo.
rc (AP, AFP)
Reveja alguns dos principais acontecimentos do mês
Foto: Jim LoScalzo/CNP/ZUMA Press/IMAGO
Dedo em riste e ânimos exaltados entre Trump e Zelenski
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, deixou a Casa Branca sem assinar o acordo sobre minerais estratégicos com os EUA depois de bate-boca com Donald Trump. "Você não está sendo grato de forma alguma", disse o presidente dos EUA diante da recusa de seu homólogo em abrir concessões a Moscou em possível negociação de paz, acusando-o de "brincar de terceira guerra mundial". (28/02)
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Líder dos curdos pede fim da luta armada na Turquia
"Todos os grupos devem depor as armas e o PKK deve se dissolver", disse Abdullah Öcalan em uma declaração lida por parlamentares curdos que o visitaram na prisão onde ele está detido há 26 anos. A declaração pode abrir caminho para um novo processo de paz com o governo turco – o conflito entre os guerrilheiros curdos e as forças turcas deixou mais de 40 mil mortos em quatro décadas. (27/02)
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Israel se despede de mãe e filhos mortos em cativeiro na Faixa de Gaza
Milhares acompanharam o cortejo fúnebre de Shiri Bibas e de seus dois filhos, o bebê Kfir e menino Ariel, sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Símbolo da tragédia dos reféns, a família foi enterrada perto do kibutz de Nir Oz, onde viviam. Os pais de Shiri também morreram no ataque. Só o marido dela, libertado no início de fevereiro, sobreviveu. (26/02)
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Milhares se reúnem no Vaticano em oração pelo Papa Francisco
Fiéis ocupam a Praça de São Pedro, no Vaticano, em oração pela saúde do Papa Francisco. O pontífice luta contra uma pneumonia dupla e permanece em estado crítico pelo quarto dia consecutivo, mas com quadro estável e sem novas crises respiratórias. O Papa de 88 anos passa sua 12ª noite no hospital Gemelli de Roma, a mais longa internação de seu papado. (25/02)
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Morre Roberta Flack, conhecida por "Killing Me Softly"
A cantora americana de R&B Roberta Flack morreu aos 88 anos. Flack alcançou o estrelato na década de 1970 com sucessos como "Killing Me Softly With His Song" e "The First Time Ever I Saw Your Face". Seus trabalhos em jazz, pop e soul, e sua forte defesa dos direitos civis respaldaram seu sucesso entre um público fiel. A cantora venceu cinco de 14 indicações ao Grammy em sua carreira. (24/02)
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Conservadores lideram na eleição alemã e encerram era Scholz
Os alemães foram às urnas em eleições antecipadas para definir os novos membros do Parlamento. Aliança CDU/CSU foi a mais votada, cacifando o líder conservador Friedrich Merz a ocupar o posto de chanceler federal e substituir o impopular Olaf Scholz. A eleição também foi marcada por crescimento robusto da ultradireitista AfD, que dobrou seu eleitorado. (23/02)
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"O Último Azul" vence Urso de Prata na Berlinale
"O Último Azul", filme brasileiro dirigido por Gabriel Mascaro, conquistou o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, a segundo maior honraria do evento. Já o Urso de Ouro, maior prêmio da competição, foi vencido pelo filme norueguês "Drommer", de Dag Johan Haugerud. (22/02)
Foto: Jens Kalaene/dpa/picture alliance
Moraes determina bloqueio do Rumble no Brasil
O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou (21/02) o bloqueio da rede social Rumble no Brasil, acusando a plataforma de "reiterados, conscientes e voluntários descumprimentos" de ordens judiciais, além de tentativas de "não se submeter ao ordenamento jurídico brasileiro [...] para instituir um ambiente de total impunidade e de 'terra sem lei' nas redes sociais brasileiras". (21/02)
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Hamas entrega corpos de 4 reféns israelenses
Grupo islamista alega que reféns teriam sido mortos em bombardeio de Israel. Vítimas são um bebê de 9 meses, seu irmão de 4 anos, a mãe deles, de 32 anos, e um idoso de 83 anos. O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) acusou o Hamas de ter transformado o ato em palco político. (20/02)
Foto: Stringer/REUTERS
Trump culpa Ucrânia por invasão russa e chama Zelenski de "ditador"
Irritado ao ouvir de Volodimir Zelenski que vive numa "bolha de desinformação" após ter ecoado a linha oficial do Kremlin e atribuído à Ucrânia a culpa pela invasão russa em 2022, o presidente americano Donald Trump chamou o colega de "ditador" e aconselhou-o a ser "rápido" se não quiser "ficar sem país". A escalada diplomática é mais um passo no estranhamento entre EUA e Ucrânia. (19/02)
Foto: Roberto Schmidt/AFP/Getty Images
Procuradoria denuncia Bolsonaro e outros 33 ao STF por tentativa de golpe
A Procuradoria-Geral da República denunciou Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente é acusado de cinco crimes, que juntas somam até 43 anos de prisão: organização criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. (18/02)
Foto: Ton Molina/NurPhoto/picture alliance
Avião capota no Canadá
Um avião da Delta capotou em acidente ocorrido no Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, no Canadá, ficando de barriga para cima na pista e deixando ao menos 15 feridos. O terminal ficou horas paralisado após o acidente. (17/02)
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Candidatos a chanceler federal se enfrentam em debate na Alemanha
Temas como imigração, economia, relação com Estados Unidos e guerra na Ucrânia pautaram o primeiro debate com os quatro principais candidatos a chanceler federal. O evento colocou Olaf Scholz, do SPD, contra seu principal rival, Friedrich Merz, que lidera com folga as pesquisas de intenção de voto. Também participaram Alice Weidel, da AfD, e o vice-chanceler Robert Habeck, dos Verdes. (16/02)
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Tumulto deixa dezenas de mortos em estação de trem na Índia
Pelo menos 15 pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas em um tumulto em uma estação ferroviária na capital da Índia, Nova Délhi, quando uma multidão tentava chegar na maior congregação religiosa do mundo, o Khumba Mela. No mês passado, 30 pessoas morreram em um tumulto no festival hindu de Kumbh Mela, no norte da Índia. (15/02)
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Vice-presidente dos EUA pede resgate de valores europeus e fim do "cordão sanitário"
JD Vance provocou choque entre líderes europeus que acompanharam seu discurso na Conferência de Segurança de Munique. O americano quebrou o protocolo ao focar sua fala na política interna da União Europeia, e disse que os EUA estão preocupados com os valores que os europeus estão defendendo. Ele ainda sugeriu o fim do "cordão sanitário" que isola a ultra direita no parlamento alemão. (14/02)
Foto: Leah Millis/REUTERS
Carro avança sobre multidão em Munique, na Alemanha
Um automóvel atropelou um grupo de pessoas no centro de Munique, deixando 30 feridos. As causas do incidente estão sendo investigadas. O governador da Baviera, Markus Söder, falou em "possível atentado". O motorista do automóvel seria um afegão de 24 anos que tinha autorização de permanência no país. Chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, diz que suspeito "tem que deixar o país". (13/02)
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Alemanha prorroga controles de fronteira
Governo em Berlim prolongou por mais seis meses os controles em todas as suas fronteiras exteriores, a fim de "frear a imigração irregular", segundo o chanceler federal Olaf Scholz. A medida foi adotada em setembro de 2024. (12/02)
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EUA e Reino Unido rejeitam declaração de Paris sobre IA
Em torno de 60 países assinaram em Paris uma declaração que pede o uso transparente e sustentável da inteligência artificial e regulamentações internacionais, com EUA e Reino Unido sendo as notáveis ausências na lista de signatários. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, expôs na cúpula as várias reservas dos EUA em relação ao tema.(11/02)
Foto: Thomas Padilla/AP Photo/picture alliance
Donald Trump impõe tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio
Presidente dos EUA, Donald Trump, assina ordem executiva determinando imposição de tarifas de 25% sobre a importação de aço e alumínio, o que poderá afetar as exportações brasileiras. O decreto de Trump cancela isenções e cotas isentas de impostos para os principais fornecedores, em uma medida que pode aumentar o risco de uma guerra comercial multifacetada. (10/02)
Foto: Kyodo/picture alliance
Hamas anuncia retirada do exército israelense do corredor de Netzarim, em Gaza
O corredor de Netzarim é uma faixa de terra que divide o enclave palestino em norte e sul. Ele foi estabelecido por Israel quando o conflito em Gaza começou e até agora era militarizado pelo exército israelense. Como parte da trégua entre Israel e o Hamas, o exército israelense se comprometeu a se retirar do corredor e, assim, permitir que os palestinos retornem ao norte de Gaza. (09/02)
Prisioneiros palestinos libertados são saudados por uma multidão ao chegarem à Faixa de Gaza depois de serem libertados de uma prisão israelense. Israel e o grupo extremista Hamas concluíram neste sábado a quinta troca de reféns e prisioneiros, como parte do acordo de cessar-fogo em curso. (08/02)
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Rio vermelho
A água do rio Sarandí, na província de Buenos Aires, ganhou um tom vermelho vivo. A suspeita é de que o fenômeno tenha sido causado pelo vazamento de corante da indústria têxtil ou de resíduos químicos de uma fábrica próxima ao rio, que atravessa o município de Avellenada, a quase 10 quilômetros de Buenos Aires. (07/02)
Foto: Rodrigo Abd/AP/dpa/picture alliance
Israel prepara plano para saída "voluntária" de Gaza
O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, ordenou que o exército prepare um plano para a saída de "qualquer residente de Gaza que deseje sair", após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível deslocamento dos habitantes de Gaza. (06/02)
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Milei segue passos de Trump e retira Argentina da OMS
Presidente da Argentina, Javier Milei, segue exemplo de seu colega em Washington, Donald Trump, e retira o país da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ele acusou a entidade de "crime de lesa humanidade" ao intervir nas soberanias nacionais e repetiu acusações do líder americano de "má gestão da saúde". (05/02)
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Atirador deixa mortos em escola na Suécia
Um atirador matou cerca dez pessoas em um ataque a uma escola para adultos em Örebro, na Suécia. A polícia informou que o agressor também estava entre os mortos. A Suécia vem enfrentando uma onda de tiroteios e ataques a bomba resultantes do problema endêmico no país de crimes de gangues. (04/02)
Governo federal regulamenta poder de polícia da Funai
Decreto regulamenta o poder de polícia de agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). A função foi prevista na lei que criou o órgão, em 1967, mas nunca havia sido regulamentada. Funcionários poderão usar a força para combater violações como ataques ao patrimônio cultural, invasões e atividades de exploração exercidas por terceiros dentro de terras indígenas. (03/02)
Foto: Reuters/Handout FUNAI
Multidão protesta contra fim do "cordão sanitário" em Berlim
Protestos eclodiram em toda a Alemanha após partido conservador CDU acatar votos da ultradireita em projeto anti-imigração, rompendo o isolamento da sigla AfD no parlamento alemão. Polícia registrou confrontos com manifestantes. Na capital alemã, 160 mil pessoas se reuniram e direcionaram palavras de ordem contra o candidato a chanceler federal Friedrich Merz. (02/02)
Foto: John Macdougall/AFP/Getty Images
Morre Horst Köhler, ex-presidente da Alemanha
O ex-presidente da Alemanha Horst Köhler morreu aos 81 anos em Berlim. Ele foi o nono presidente alemão do pós-guerra, entre 2004 e 2010. Enquanto esteve no cargo, ele se dedicou a temas voltados para as relações exteriores, projetos de desenvolvimento na África e mudanças climáticas. Antes de entrar para a política, Köhler foi economista e diretor do FMI. (01/02)